Olívia de Cássia
Jornalista
Dia 24 de janeiro, primeiro dia da festa de Santa Maria Madalena, eu estive em União dos Palmares. Foi uma tarde e uma noite de diversão. Minhas sobrinhas Nathalya, Raynara e minha vizinha Lorena me acompanharam na viagem. Foi uma verdadeira aventura para nós.
As meninas estão na flor da idade, de bem com a vida e cheias de energia para gastar e essa energia da juventude delas me faz bem, me revigora e me faz reviver os velhos tempos da minha juventude distante.
Chegando em União fomos dar uma volta e paramos na Choperia Esquina 90 Graus (o popular Esquinão). Fomos ‘molhar a palavra’ e brindar à vida, que ninguém é de ferro. Saudamos o momento vivido e agradecemos a Deus por aquela tarde de folga e lazer. E nos divertimos muito na terra que festeja Maria Madalena, a sua padroeira.
Quando eu vou à minha cidade, eu me renovo, aproveito para recarregar as baterias. Naquela tarde de sábado presenciamos a revoada das andorinhas no céu de União e as minhas sobrinhas ficaram encantadas com aquele espetáculo maravilhoso que só a natureza é capaz de proporcionar. As andorinhas voam tão aceleradas que se você não estiver atento perde aquele momento mágico que a natureza em União dos Palmares nos dá de graça. Minha terra é linda.
Tenho muito prazer de acompanhar essa gente jovem aos eventos e parece que também gostam de sair com essa tia que chamam de divertida e antenada com as novidades da moda juvenil. Gosto de saber o que estão fazendo da vida, o que conversam com os amigos, como se comportam nas festas, enfim, aproveito para me reciclar um pouco e para ficar conectada -para usar uma linguagem moderna-, a respeito do que a nossa juventude está consumindo em se tratando de ‘cultura e arte’.
Confesso aqui neste blog que me decepciono com os gostos e as tendências musicais que a moçada está ouvindo. Não quero ser preconceituosa e nem desatualizada, mas o que essa gente está consumindo de porcaria musical ainda não foi publicado. São raros os jovens hoje em dia que escutam MPB, rock, pop ou baladas internacionais de bom gosto.
Uma das minhas sobrinhas me chama de brega por eu gostar de música popular brasileira, a nossa MPB. Meu Deus, será que estou tão velha assim? Na minha época de adolescente, final da década de 70 para começo dos anos 80, nossa turma gostava de ouvir muita música de bom gosto, tanto músicas nacionais quanto internacionais.
E digo aqui que comecei a ter mais bom gosto ainda pela música com o meu amigo-irmão Alonsinho, a quem fiz uma homenagem no meu livro de memórias ainda não editado. Ele gostava de música de boa qualidade e me levava para ouvir os seus discos novos.
Tudo o que era de novidade em se tratando de música meu querido amigo tinha em seu armário. Passávamos tardes inteiras de sábado ouvindo seus discos, conversando sobre nossas vidas e sobre tudo os que estávamos vivenciando naquela época.
Éramos amigos e confidentes. Contávamos tudo um pro outro. E outros amigos se juntavam a nós nas nossas tardes de sábado, no sobrado da casa dos pais do meu amigo querido que muito cedo partiu para outro plano.
Mas deixando a saudade de lado, nessa época do ano em União dos Palmares era só de festas para nós. Tempos bons aqueles. A cidade recebia de braços abertos os nossos amigos que chegavam de férias e nos juntávamos na casa de seu Antônio Amaro, pai de Dalmir e Detinha, para nos confraternizar e de lá sair para as baladas. Era uma verdadeira farra que fazíamos, éramos felizes e unidos e muitas dessas amizades eu conservo até hoje, embora que às vezes, muito distante.
