Cap. V
A noite caiu sobre o reino de Infinitia, e enquanto Luke e Little Bell continuavam sumidos, Pigmeu esperava ansioso um assado de um pássaro que ele não se lembrava do nome. Enquanto isso Peter olhava o céu. Com sua terrível mania de se martirizar ele remoia do por que de ter adquirido a porcaria da espada. Enquanto olhava as estrelas completamente diferentes das constelações da Terra imaginava o nome que teriam ali. Olhava para uma estranha formação de estrelas quando começou a ouvir alguém lhe chamando. Era uma voz de mulher. Olhou para os lados e não viu ninguém, novamente à voz lhe chamou.
- Quem está ai?- Perguntou sem ouvir resposta e sem ver ninguém. Como sempre fora apavorado com contos de fantasmas, começou a pensar coisas e achou melhor voltar para mais próximo do acampamento. Enquanto caminhava ouviu novamente.
- Peter. Peter. Uma voz de mulher lhe chamou.
- Onde está você? Indagou ao vento.
- Peter. Venha até mim. Eu sou Diana a sacerdotisa de Infinitia que vocês vieram encontrar. Venha até mim, tenho algo para você. Rápido, a vida de seus amigos pode vir a depender de você.
Confuso, mas estranhamente confiante na voz que falava em sua cabeça, ele começou a se embrenhar na floresta que separava o acampamento do castelo. Após uma breve caminhada na escuridão que estranhamente não se perdeu, chegou a uma grande ponte levadiça de madeira. O castelo tinha uma aparência de caveira humana com algumas modificações.
A ponte desceu e antes de entrar lembrou-se do castelo do Drácula e quase voltou atrás. A voz lhe chamou novamente.
- Não tenha medo Peter. Venha até mim e encontre seu destino.
Pensou alguns segundos e em seguida adentrou a escuridão daquela bocarra de pedra. Após caminhar alguns segundos na escuridão viu um corredor iluminado por tochas, ouvindo as orientações da voz seguiu pelos corredores e escadas até chegar a uma imensa sala arredondada. Iluminada por tochas e velas as paredes das salas eram adornadas por diversas relíquias estranhas armas, jóias, alguns crânios e ossos de animais que jamais tinha visto. E mais ao centro da sala um trono, e no trono podia se ver um vulto feminino.
Aproximou-se do trono e viu uma mulher de pele morena, olhos verdes, cabelos curtos de cor violeta. Usava uma roupa de um tecido leve, extremamente colada ao corpo. Suas pernas, braços e abdômen estavam expostos o que causou ao mesmo tempo certo constrangimento e furor na mente de Peter.
- Bem vindo Peter, sou Diana temos muito que falar.
Enquanto isso no acampamento Budweiser olhava atentamente os dragões com gigantesca curiosidade. Até que cansado de ser vigiado, Kaim vociferou.
- Humano, por que nos olha com tanta vigilância? Está assustado com nossa aparência? Parecemos monstros para você?
Bud se aproximou e começou a falar:
- De maneira alguma honrado guerreiro. Estou admirado, na minha terra vocês são apenas lendas, mas mesmo lá falam de sua bravura e honra. E eu sou um “estudioso” de hábitos de outros povos sou um RPGista.
- O que seria isso humano?-Indagou Kaim.
- Meu nome e Budwiser, mas meus amigos me chamam de Bud. Pode se dizer que eu era um estudioso de dimensões e realidades alternativas. E admiro imensamente sua raça, e me sinto honrado de lutar a seu lado.
O dragão olhou por alguns segundos para aquela frágil criatura de carne e osso, e então olhando diretamente nos olhos de Bud disse:
- A honra e minha…. Bud.
- Obrigado grande guerreiro, posso lhe perguntar algumas coisas sobre seu povo.
- Vá em frente.
Iniciou-se um animado papo. Em volta da fogueira Pigmeu aproveitava seu assado junto a Nergal, que he contava sobre suas façanhas neste reino. Os dois riam e se deleitavam com o assado e uma estranha bebida de teor alcoólico que o Urso-man chamava de Darkmel.
Autor: huntersirad@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: