Em algum lugar não muito longe daqui…

(Disponível em: doisdedosdeprosa.wordpress.com Acesso em 31/08/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: EDUQUE PARA A REALIDADE

(Disponível em: doisdedosdeprosa.wordpress.com Acesso em 31/08/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.” (Mahatma Gandhi)
Editorial
A Agência de Notícias de Direito Animais (ANDA) publicou uma matéria interessante sobre o fato de o programa “No Limite”, da Rede Globo de Televisão, voltar a explorar animais em rede nacional. A matéria, assinada por Carol Keppler e que reproduzimos a partir de agora, merece uma análise: “Mais uma vez o programa ‘No Limite’ exibe cenas de crueldade como se fossem demonstrações de coragem. Desta vez, os participantes – que disputam um prêmio de R$ 500 mil – foram incentivados a comer o que chamaram de ‘comidas exóticas’ para ter direito à imunidade dentro do jogo. As ‘iguarias’ eram uma grande demonstração de desrespeito aos animais – no programa, animais vivos, mortos ou partes deles, são tratados como ‘coisas repugnantes’ e associadas a um desafio ou, ainda mais absurdo, à diversão e não ao abuso que a ação representa. Além dos dois olhos de cabra que cada participante deveria ingerir, os concorrentes comeram três peixes vivos (que receberam dentro de um copo com água e que deviam ser mordidos antes de engolidos). A demonstração de crueldade terminou com a imagem insana de pessoas se forçando a ingerir dois ovos galados (ovo com um feto de galo quase totalmente desenvolvido). O reality-show já é reincidente em demonstrações de maus-tratos. Logo na estréia, o programa serviu de vitrine para a prática de abuso e maus-tratos de animais – ao exibir cenas de duas galinhas sendo mortas por uma das equipes participantes. Escreva protestando para o Zeca Camargo: zeca@tvglobo.com.br.”
OS ANIMAIS, TAMBÉM MERECEM RECONHECIMENTO!
Infelizmente, não é preciso fazer muito esforço para presenciarmos cenas de maus tratos aos animais. Em veículos de comunicação isso acontece constantemente, nas ruas também, assim como em lugares dos mais variados onde há sempre alguém pronto para humilhar e sacanear criaturas indefesas – o rodeio é um belo exemplo; o laboratório de Análise de Comportamento, com a indigesta Caixa de Skinner, que os estudantes de Psicologia tão bem conhecem, é outro (destacamos que algumas universidades já aboliram esta prática). O assunto em análise traz uma questão ética de fundo de grande importância, mas que, por ser um tema ainda com pouco espaço para o debate, seja na esfera pública ou privada, e pouco desenvolvido no âmbito escolar, faz com que grande parte da população tenha dificuldades em compreender que nestas ações há uma vida em jogo; que há um corpo que sente dor, fome, sede e frio. Que há um ser vivo que não sabe o que realmente se passa; que não tem a noção de sua própria finitude. Que poderiam viver sem maiores sofrimentos, fora aqueles que já são comuns em seus habitats – como nós, humanos, eles também convivem em risco constante. Entretanto, estão expostos às mais horríveis atitudes de homens, que se julgam grandes, mas que, com suas condutas, ficam pequenos. Independentemente de que seja por pura maldade, para conseguir um objetivo maior, ou por ser o sujeito um alienado (estes, podemos compreender melhor), torna-se necessário um posicionamento mais firme frente a aqueles que fazem qualquer criatura padecer, principalmente por motivos banais, no sentido de, ao menos, existir uma diminuição desses crimes, pois maltratar animais – ainda bem – é crime (LEI 9605/98 – LEI DE CRIMES AMBIENTAIS).
Acerca disso, observamos que cada vez mais se percebe no cotidiano a dificuldade das pessoas em compreender o “Outro”, de se colocar em seu lugar, de ouvi-lo, de procurar sentir o que ele poderia estar sentindo. O que a maioria dos indivíduos quer é dominar: tudo e todos e, na maioria das vezes, de forma bruta, principalmente para com aqueles que julgam inferiores. Neste sentido, indivíduos tornam-se incapazes de ver os animais como um “Outro Ser” e, a partir daí, os oprimem. Assim, postulamos: o “Outro” não é necessariamente o “Outro Humano”, mas um “Outro Ser”, pelo qual, igualmente, temos a obrigação moral de oferecer respeito. Não é apenas o ser social que existe no mundo. Homens, animais, árvores… pedras, coexistem e precisam ser reconhecidos, para a estadia aqui na Terra – que pode ser única – se tornar um pouco mais agradável, não somente para os que a usufruem agora, mas também para os que estão a caminho.
Nota-se, que essa estrutura de dominação e aniquilação do reconhecimento do “Outro” – que inclui os animais – está enraizada na maioria das sociedades, fato que faz com que os sujeitos pensem que o abuso é algo perfeitamente natural – esse é o motivo do empreendimento da luta pelo direito dos animais, assim como de todo planeta, como um “Outro” que tem que ser reconhecido e respeitado. O trabalho não é dos mais fáceis, pois é bem mais simples encarar os animais como “coisas” desprovidas de qualquer sensação, de qualquer conotação moral. A bem da verdade, mudar isso desestruturaria a ordem estabelecida: as leis do mercado, os prazeres pessoais, as vaidades de cada um. E o que, também, a maioria dos indivíduos quer – por ser mais cômodo, pois assim não precisariam pensar (ah, isso dói!) – é reproduzir o que está aí. Querem tocar a vida e que se lasque o “Outro”. E é essa uma das razões do mundo ser hoje um enorme vaso sanitário – isso me faz lembrar uma certa “casa” em Brasília.
Para tanto, esperamos que essa mudança comece por você. No mínimo, se esforce e conscientize-se de que, como diz a Declaração Universal dos Direitos dos Animais: 1 – Todos os animais têm o mesmo direito à vida; 2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem; 3 – Nenhum animal deve ser maltratado; 4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat; 5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca abandonado; 6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor; 7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida; 8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais; 9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei; 10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais. Por fim, com o devido respaldo de Émile Zola, sustentamos que o destino dos animais é muito mais importante para nós do que o medo de parecer ridículo. E mais, se você se acha um significativo transformador social, ou almeja ser um algum dia, reflita sobre outro frase de Zola: “Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que meus próprios semelhantes.” O debate está aberto!
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(Disponível em: expectativadevida2h.blogspot.com Acesso em 28/08/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Nos dias 25 (terça-feira) e 26 (quarta-feira) a comitiva estará reunida para avaliar os riscos que a Lei vem correndo com a tramitação no Senado do Projeto de Lei 156/2009, que trata da reforma do Código de Processo Penal (CPP). As mulheres participarão de audiências no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com a Bancada Feminina do Congresso Nacional, o presidente, a vice-presidente e o relator geral do Projeto de Reforma do Código Penal. Também estarão presentes representantes da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o presidente da OAB Nacional.
Durante as audiências, a comitiva entregará uma Petição online, onde já se encontram mais de 7 mil assinaturas de movimentos e rede feministas solicitando que a Lei Maria da Penha continue valendo da forma como foi concebida e não sofra retrocessos dentro dos poderes Executivo, Judiciário e Congresso Nacional. Segundo Carmen, as ameaças que recaem sobre a Lei dizem respeito à divergência na interpretação e à exigência da representação nos casos de violência física.
Para a manhã do dia 27 está marcada uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados que irá tratar da Implementação da Lei Maria da Penha. Já à tarde, a comissão estará presente à abertura da I Conferência Nacional de Segurança Pública (CONSEG). Neste momento, será reivindicado um modelo de segurança pública específico para as mulheres.
Para Carmen Campos, é evidente a necessidade de um modelo que contemple as mulheres. “A violência doméstica nunca entrou na pauta da segurança pública. É preciso considerar as necessidades da população feminina. A segurança pública tem que olhar as especificidades”, fala.
Lei Maria da Penha
Em agosto de 2007, a Lei Maria da Penha foi homologada com o intuito de criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Após três anos a Lei segue enfrentando dificuldades sérias para a implementação efetiva. Sua criação foi fruto da luta de entidades feministas e representa uma das grandes conquistas dos movimentos que combatem a violência contra mulheres.
A Lei foi batizada para homenagear a farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de agressão durante seis anos por parte do marido. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. O agressor só foi punido 19 anos após o julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=40715 Acesso em 26 de agosto de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
(Disponível em: www.juniao.com.br Acesso em 25/08/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Sujeitos a fracasso, lesões e vaias, atletas de elite recorrem à religião como forma de motivação ou para aliviar ansiedade. Demonstrações explícitas de religiosidade, como a de jogadores da seleção, já renderam até reprimenda de autoridades esportivas.
DA REPORTAGEM LOCAL
No momento em que até a Fifa, provocada pela comemoração do Brasil na final da Copa das Confederações, discute se vale apertar o cerco contra demonstrações religiosas no futebol, especialistas ouvidos pela Folha apontam que fé, no que for, pode ajudar no esporte se o atleta achar que ela ajuda.
De Usain Bolt a Cesar Cielo, de Kaká ao desconhecido da Série D, são tantos os que apelam a sinais e rituais, no sucesso ou no fracasso, que muitos já os percebem quase banalizados. “Quanto maior o risco à carreira ou a possibilidade de lesão, mais transparece o apelo ao sobrenatural no discurso do atleta”, diz Clodoaldo Leme, autor da tese de mestrado “É Gol! Deus É 10 – A Religiosidade no Futebol Profissional Paulista e a Sociedade de Risco”.
Leme aponta que, como a possibilidade de sucesso no futebol é remota para a maioria dos que se aventuram nos gramados, muitos jogadores recorrem à religião em busca de uma ferramenta motivacional.
“O que não se pode negar é que, se o atleta tem fé, isso pode colaborar com seu desempenho”, diz o especialista. “O que não pode é pensar que isso resolve tudo dentro de campo.”
Para João Ricardo Cozac, psicólogo do esporte, “é muito mais fácil você entrar em campo ligado a uma ideia ou a uma pessoa querida”. “Isso pode lhe trazer a segurança para aguentar a pressão durante ou depois de uma partida”, afirma.
Cozac pondera que a religião tem um combustível motivacional. “Mas, para muitos jogadores, virou uma logomarca. Já vi atletas que são realmente religiosos, e jogadores que se aproximam deles apenas para serem visto com bons olhos.”
Campeão mundial e olímpico de natação, Cesar Cielo, frequentemente faz o sinal da cruz antes e depois das provas. Está entre os atletas que acreditam que a fé ajuda a controlar a ansiedade. Antes do Mundial de Roma, seu técnico, Brett Hawke, chegou a mergulhar em água benta os óculos do nadador, com os quais faturou o ouro nos 50 m e nos 100 m livre.
“Para mim, é alivio de espírito muito grande. Entro na prova bem mais calmo. Acho uma força extra toda vez que rezo antes de atuar”, disse Cielo.
Para Reinaldo Aguiar, autor da tese de doutorado “Religião e Esportes: Os Atletas Religiosos e a Religião dos Atletas”, muitas das manifestações na esfera esportiva são feitas de maneira quase instintiva. Apontar os dedos para o céu nem sempre significa que o atleta está atribuindo sua conquista a uma entidade divina.
“É um tipo de gestual que é ritual, porque ele se repete. É tão ritual quanto o sujeito que beija a aliança quando marca um gol. Seria um exagero dizer que [apontar para o céu] é estritamente uma expressão religiosa”, afirmou Aguiar.
Para muitos, no entanto, manifestações religiosas no esporte não passam de proselitismo.
Neste ano, após o título da Copa das Confederações, alguns atletas da seleção de Dunga, como Kaká e Lúcio, usaram camisas na quais estava escrito “I love Jesus” (”Eu amo Jesus”). A atitude criou polêmica.
“A camiseta, o dedo para o céu ou qualquer outro gesto que sugira o sagrado passam a ser uma forma de doutrinação. A fé é uma opção que, sendo de foro íntimo, deveria estar circunscrita à vida privada. Se manifestada em público, ela se torna uma forma de proselitismo”, opina Katia Rubio, especialista em psicologia do esporte.
A atitude de Kaká e companhia rendeu, na ocasião, queixas por parte da Associação Dinamarquesa de Futebol. Com isso, a Fifa enviou ofício à CBF pedindo moderação aos jogadores ao expor a religiosidade.
Atletas com fortes vínculos religiosos encaram a possibilidade de punição às manifestações como forma de censura.
“Isso [a proibição] é um absurdo porque fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante o direito ao cidadão de manifestar sua fé”, afirma Alex Dias Ribeiro, que, entre 1986 e 2007, dirigiu a associação Atletas de Cristo, que hoje abriga 8.000 esportistas.
Segundo o ex-piloto de F-1, a entidade, inclusive, orienta os atletas a transmitirem a palavra de Deus no curto espaço de tempo de que dispõem na TV.
“A própria Bíblia diz: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. O esporte é a linguagem no momento. É legítimo para o cristão usar o esporte e a mídia para passar essa mensagem”, diz Ribeiro.
Para Clodoaldo Leme, seja do momento ou não, esse discurso religioso aparece também fora de piscinas, quadras e gramados. “É comum aparecerem na imprensa esportiva expressões como “jogo de vida ou morte”, “entre o céu e o inferno”. Quando o Marcos [do Palmeiras] defendeu pênaltis na Libertadores [de 1999], os jornais logo o apelidaram de São Marcos.”
(BASTOS, M. & MACEDO, S. Esporte discute se é “profissão de fé”. Folha de São Paulo. 23 de agosto de 2009, D1.)
As pessoas dizem que não se deve interferir no curso natural das coisas. Mas quando os interesses humanos estão em jogo, e são suficientemente importantes, eles/elas não hesitam e agem. Tanto os ecologistas quanto os “amigos (as)” dos animais, como os outros.
Os coalas “proliferam” na Austrália do Sul, e entram em competição com os produtores de “gomme de manne”. O governo visou então, em 1996, massacrar 2.000 dos 5.000 coalas que viviam na região. Os coalas têm a sorte de causarem uma meiga impressão no imaginário dos humanos.
Numerosas associações protestaram. De um lado, os coalas “excedentes” foram encaminhados a outras regiões onde foram plantados eucaliptos para alimentá-los, “enquanto foi elaborado um programa de esterilização de coalas que ficaram no local, para controlar o número de nascimentos” (fonte: Orizzonti). São finalmente os ecologistas, eles mesmos que mostrarão como, se valer a pena, poderemos intervir nos famosos desejáveis equilíbrios naturais, em se preocupando com os interesses dos indivíduos animais.
Mas, como estamos na Austrália, e falamos da intervenção no “equilíbrio natural”, falemos dos coelhos. Sabemos (30 milions d’Amis, n° 101, julho de 1995) que o Centro de Pesquisa para o Controle de Vertebrados Nocivos (que de fato é uma empresa particular australiana) , lançou um programa de pesquisa sobre a “imuno-contracepção”, pela qual um vírus contagioso, mas tornado inofensivo, se faz o vetor de um meio contraceptivo. Não é pela preocupação desinteressada no bem dos coelhos (ou das raposas…) que tais pesquisas são efetuadas, mas porque os “métodos convencionais de controle” são ineficazes; sejam eles, o fuzil, o veneno, a armadilha, as epidemias (a mixomatose, por exemplo, perdeu sua virulência com o passar dos anos, e a população de coelhos recuperou seu valor inicial)… “Tal método de controle de populações será aplicado a certas espécies ditas selvagens, a fim de amenizar os problemas locais ou, no caso onde as dificuldades intervirão no quadro da vacinação contra a raiva, por exemplo”, diz Marc Artois do Centro nacional de estudos veterinários e alimentares(!) de Nancy. Claro, tais métodos são também potencialmente perigosos, e é necessário ficar particularmente atento se utilizados. Mas eles apresentam perspectivas interessantes.
Infelizmente, para “controlar” a população australiana de coelhos, há um outro método particularmente horrível, que finalmente foi escolhido: um outro programa de pesquisa foi destinado a testar o calicivirus VHD como arma biológica, para substituir o esfumaçamento de áreas e o tiro à carabina (os coelhos utilizam em seu próprio proveito as colheitas dos humanos, se destacam com relação à fauna indígena…). De fato, o laboratório deixou escapar o vírus (voluntariamente ou não). Sobre uma boa quarta parte do continente, 95% da população foi exterminada. Já, nos anos 50, um humano tinha espalhado a mixomatose (cujo vírus provoca uma morte lenta e particularmente dolorosa), com resultados mortais similares. Aqui a doença leva dois dias para matar cada individuo e ela é incrivelmente contagiosa. No ano passado, a população australiana total foi de 300 milhões de indivíduos. Deixo você calcular o alcance e o horror do massacre…
Lembrando que os coelhos são mal vistos na Austrália, também porque eles não são “naturais”, “indígenas”, “autóctones”; a espécie foi introduzida pelos humanos em 1859, e o número de indivíduos cresceu muito rápido, fazendo concorrência com os animais “nativos”, que são considerados “naturalmente legítimos”. Os coelhos não fazem uma boa impressão no imaginário naturalista, nacionalista e especista dos australianos (as).
O jornal Le Figaro de 23 de janeiro de 1997 anunciava: “Coelhos australianos massacrados com armas biológicas: fazendeiros felizes, ecologistas inquietos: novo equilíbrio ou ameaça de desequilíbrio? ” (artigo de Fabrice Nodé-Langlois) . De fato, além dos ecologistas, certo número de “antiespecistas” locais se inquietaram! “Associações tais como a de Libertação Animal duvidam muito da transmissão do vírus a outras espécies, assim como os desequilíbrios ecológicos que possam levar a uma erradicação também brutal.” Ainda que esta inquietação sobre a transmissão do vírus aos animais de outras espécies fosse fundada, seria obsceno coloca-la em evidência, pois este vírus está matando e, enquanto isso, coelhos reais agonizam aos milhões em condições atrozes! Você acredita que são estas mortes e estes sofrimentos bem reais, que os ativistas dos direitos dos animais vão priorizar nas suas manifestações? Imagina que eles e elas vão exigir dos outros, que soluções não geradoras de sofrimento e de morte sejam pesquisadas com urgência? Não, o que transparece no discurso deles é simplesmente que o vírus não deveria pular de uma espécie para a outra! Isto dito em todo caso na medida em que certas pessoas reclamam da libertação animal, o respeito da ordem natural prima sobre a consideração dos interesses dos seres sensíveis. A ecologia é também um vírus, de uma terrível doença: o naturalismo.
(BONNARDEL, Y. Tradução autorizada de MARQUES, J. Disponível em: http://www.anda.jor.br/?p=15539 Acesso em 22 de agosto de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
(Disponível em: blogenaro.blogspot.com Acesso em 20 de agosto de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Comércio Exterior, Difusão Inter-Regional da Crise Internacional no Brasil e as Perspectivas foi o tema do 26º Comunicado da Presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado na quinta-feira, dia 13, em Brasília. No documento, a crise mundial foi analisada segundo os seus diferentes impactos nas regiões do Brasil. Liana Carleial, diretora de Estudos Regionais Urbanos (Dirur) do Instituto, iniciou a apresentação dizendo que “a crise se instalou inicialmente na região Sudeste e foi se disseminando pelas outras regiões do país”.
No período de janeiro a julho de 2009 foi observada a diminuição das exportações brasileiras, sobretudo as de produtos industrializados, devido à crise que se iniciou nos Estados Unidos. Isso impactou, num primeiro momento, a região Sudeste do Brasil, afetando em cadeia as demais localidades. Rodrigo Pereira, coordenador de Estudos sobre a Crise, observou, no entanto, que regiões do país foram atingidas de forma diferenciada pela crise. “O nosso objetivo é investigar o padrão espacial da propagação da crise”.
A queda na produção industrial do estado de São Paulo, por exemplo, foi maior do que a média nacional. Isso se deve à maior integração da região Sudeste com o resto do mundo. Segundo Pereira, “o impacto da crise que atingiu a região Sudeste afetou indiretamente as outras regiões”. Isso explica as maiores taxas de queda na produção industrial em estados como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. O Nordeste foi a região que menos sofreu com a queda na produção na região Sudeste, o que seria um sinal de menor integração.
Recuperação
Os dados de maio de 2009, última observação até a elaboração do estudo, apontam para uma recuperação da produção industrial no Brasil em todas as regiões. Para Marcelo Piancastelli, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, nessa crise, o Brasil apresenta a maior resistência às diversidades vindas do exterior. “Iniciada a crise, tivemos redução no emprego e na renda, porém, o impacto sobre as classes menos favorecidas ou na renda foi menor, até porque a inflação continuou baixa”, enfatizou. Para o técnico, o fato de as reservas internacionais não terem sido abaladas, a inflação estar sobre controle e a relação dívida/PIB manter-se estável são fatores extremamente favoráveis em relação às crises anteriores enfrentadas pelo Brasil.
Piancastelli disse ainda que o mercado interno aquecido, por meio de medidas anticíclicas e políticas sociais do governo, e a exportação de commodities, com o aumento das exportações para a China, foram responsáveis pelo menor impacto da crise internacional no país.
O Comunicado da Presidência nº 26 teve transmissão on-line pelo site www.ipea.gov.br, sendo acompanhado por jornalistas de todo o país.
Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 26
(Disponível em: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=40600 Acesso em 20 de agosto de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
(Disponível em: www.jornalolince.com.br Acesso em 17/08/2009)
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