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Arquivo de junho, 2009

30/06/2009 - 11:57

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.candidonobrega.com.br Acesso em 30 de junho de 2009)


(Disponível em: www.documentotupiniquim.com Acesso em 30 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/06/2009 - 10:42

Difícil arte de ser mulher

Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado festival francês foi “Ágora”, direção de Alejandro Amenabar. A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em “O jardineiro fiel”, dirigido por Fernando Meirelles.

Em “Ágora” ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.

Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento. Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais ideias suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.

Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.

O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina.

Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.

Onde há oferta de produtos – TV, internet, outdoor, revista, jornal, folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em telenovelas – o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.

Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque, “Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem”. Se tiver, será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos físicos que a tornem desejável.

Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: “gata”, “vaca”, “avião”, “melancia” etc.

Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de ingerir…), mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a caprichos estéticos).

Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a mulher-objeto (de consumo).

Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher. Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa (matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens… Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.

No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e enterrada… Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é, no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.

Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade?

Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade.

(BETTO, F. Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 27 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/06/2009 - 09:51

ANIMAL: ADOTE! MAS REFLITA ANTES DE ADOTAR

ANTES DE ADOTAR UM ANIMAL REFLITA SOBRE ESTAS QUESTÕES

Primeiramente vamos esclarecer o que é adotar um animal. Quando tomamos a decisão de adotar um animal, ou até mesmo comprar um devemos ter em mente a seguinte questão:

POSSE OU TUTELA DE ANIMAIS?

Direito civil

•Posse = relação pessoa-coisa para utilização econômica (Lhering).
Constituição Federal (art. 225, CF)

•” incumbe ao poder público e a toda a coletividade o dever de defender e preservar o ambiente, e especialmente no que concerne à fauna, incumbe-nos defendê-la”.
Sendo assim temos a TUTELA de um animal e não sua posse, devemos então, praticar a tutela responsável dos animais que adotamos e sempre lembrar que estes são defendidos e também tutelados pela Constituição Federal.

ANTES DE ADOTAR UM ANIMAL CONSIDERE QUE SEU TEMPO MÉDIO DE VIDA
É DE 12 ANOS!

Portanto devemos considerar: dispençar tempo diário para dar atenção ao animal e passeios, despesas com veterinário, despesas com a alimentação do mesmo e que se tem o espaço físico necessário para o animal viver.

DICAS DE ALIMENTAÇÃO, SAÚDE E ESTERILIZAÇÃO

•Sua casa ou apartamento tem espaço suficiente para a espécie escolhida;

•Você está realmente disposto a cuidar dele por toda a vida. Cães e gatos chegam a viver de 10 a 20 anos;

•Nas suas férias e períodos de ausência haverá pessoas para cuidar dele;

•Toda a família está de acordo em receber o novo integrante;

•Você está disposto a arcar com as despesas de um animal. Além de amor, alimentação e abrigo, ele vai precisar eventualmente de cuidados veterinários e remédios;

•Ele é um ser vivo e sensível, não um produto que pode ser trocado ou jogado fora ao apresentar “problemas” ou tornar-se “obsoleto”;

•Se você mora em apartamento ou numa casa com um pátio pequeno, analise se você terá tempo e disponibilidade para passear com ele. Animais necessitam de exercício físico com regularidade;

•Ele não ficará sozinho em casa por longos períodos. Cães deixados presos latem, choram, ficam estressados e, com isso, acabam “aprontando” para se distrair.

CUIDADOS FUNDAMENTAIS PARA A SAÚDE DO SEU ANIMAL

Uma única vez: castre o animal. É um ato de compaixão que fará com que ele tenha uma vida mais saudável e fique com você muito mais tempo.

Diariamente: ração de boa qualidade (na medida indicada na embalagem), comida preparada especialmente para ele (veja abaixo) e água à vontade.

Muito importante: o seu animal não pode comer qualquer tipo de comida. O ideal seria que 50% de sua alimentação fosse composta de ração de qualidade e os outros 50% de uma combinação de carne, arroz e legumes (tudo preparado sem sal e gordura).

Nunca dê: chocolate, açúcar, tomate, feijão, batata. Estes alimentos causam danos sérios aos dentes e à saúde do animal.

COMO ESCOLHER UMA RAÇÃO DE QUALIDADE

Prefira sempre rações com um mínimo de 21% de proteína para adultos e 28% para filhotes.Tente evitar rações muito coloridas, por possuírem mais química (corantes). Observe que para cada idade existe uma ração e uma quantidade apropriadas. Veja indicação na embalagem ou pergunte para um veterinário de sua confiança.

SEMANALMENTE

Limpeza dos ouvidos e escovação (raças de pêlos longos exigem escovação diária ou a cada dois dias). Peça ao veterinário de sua confiança orientações para manter os ouvidos de seu animal sempre limpos e saudáveis.

MENSALMENTE

•O ideal seria que o seu animal tomasse banho e fosse tosado mensalmente. Banhos freqüentes removem a defesa natural da pele do animal e podem acentuar problemas de ouvido;

•Se onde você mora existe uma grande infestação de carrapatos, você deve fazer um controle mensal dos mesmos, passando produtos apropriados em seu quintal e em seu cão/gato.O carrapato transmite doenças (também para humanos), que podem inclusive ser fatais ao animal, bastando a picada de um carrapato infectado.

A CADA 3 MESES

•aplicação de remédios de pulgas. Pulgas transmitem um tipo de verme também para humanos e hoje já existem remédios para serem aplicados na nuca dos animais, que tem ação por 30 dias, em média.

Não esqueça: somente 5% das pulgas e carrapatos estão nos animais, os outros 95% estão no ambiente! É muito impor tante tratar também o ambiente onde estes vivem. A higiene é fundamental para a saúde de seu bichinho e de sua família.

ANUALMENTE

•Tomar vermífugo a cada 4 ou 6 meses (escolher sempre os vermífugos “plus” e dar a segunda dose 15 dias após a primeira);

•Vacinas: POLIVALENTE (combate diversas doenças, inclusive algumas que são transmitidas por via aérea) e ANTI-RÁBICA. Exija sempre que a aplicação seja feita por um veterinário e que o mesmo cole o selo da vacina, carimbe e assine a carteira do animal.

LEVE SEU CÃO/GATO AO VETERINÁRIO SEMPRE QUE NOTAR

•Apatia;

•Perda ou ganho excessivo de peso;

•Falta de apetite e de sede;

•Coceiras nas orelhas e balançar excessivo das mesmas;

•Alterações na pele e no pêlo e caroços;

•Vômito;

•Diarréia, principalmente com sangue;

•Demonstração de dor.

SAIBA PORQUE A ESTERILIZAÇÃO EVITA O SOFRIMENTO DE TANTOS ANIMAIS

As ruas estão repletas de cães e gatos (fêmeas e machos) que, na sua grande maioria, foram abandonados à própria sorte por seus donos por serem fruto de ninhadas indesejadas. Muitos deles acabam atropelados, envenenados, maltratados ou tendo uma vida miserável até o final dos seus dias. Sem contar aqueles que fogem para cruzar e nunca mais conseguem voltar para casa.

POR QUE A CASTRAÇÃO DOS ANIMAIS É IMPORTANTE?

A castração é uma solução emergencial para diminuir a procriação descontrolada e, conseqüentemente, a superpopulação de cães e gatos. Milhares de animais hoje vivem abandonados nas ruas, passando todo tipo de privação e sofrimento por causa deste descontrole reprodutivo. Esterilizar um animal é o maior exemplo de compaixão e consciência que você pode dar.

(Disponível em: http://www.pmf.sc.gov.br/bemestaranimal/… Acesso em 25 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/06/2009 - 21:00

Asfaltos permeáveis podem reduzir problemas ambientais

A grande quantidade de concreto e asfalto presente nas grandes cidades se tornaram um sério problema para os moradores e também para o meio ambiente. Com tanto terreno impermeável, a água das chuvas não consegue penetrar no solo, abastecer os lençóis freáticos e ainda causam enchentes e alagamentos. Uma maneira de resolver esse problema é a utilização do concreto permeável.

Esse produto, já produzido no Brasil, possui pequenas bolsas de ar que, além de reduzir a quantidade total de matéria-prima, permite que a água chegue até o chão. Assim como o concreto convencional, ele também é feito a partir de uma mistura de cimento, agregados e água. A diferença é que esse contém pouca ou nenhuma areia, o que resulta em uma estrutura porosa aberta por onde a água passa facilmente.

Durante uma tempestade, um metro quadrado desse tipo de concreto pode absorver um volume de 11 a 18 litros de água por minuto. Bem diferente do concreto tradicional.

Os benefícios ambientais vão além de abastecer os lençóis freáticos e evitar alagamentos. Esse sistema funciona como um filtro (da mesma forma que a terra durante o processo natural) e retém na superfície as impurezas e substâncias tóxicas presentes na água.

Cidades impermeáveis

O asfalto tomou conta das cidades. Áreas verdes, com terra batida e grama, estão cada dia mais perdendo espaço para o concreto. A cidade de São Paulo, por exemplo, possui apenas 4m2 de área verde por habitante, agravando ainda mais problemas como ilhas de calor, níveis de poluição e alagamentos.

O excesso de asfalto, impermeável, aquece a temperatura e diminui a umidade relativa do ar ao longo dos meses secos, além de poluir mais os rios nas primeiras chuvas – as águas escoem por galerias de concreto, levando toda a sujeira das vias diretamente para os cursos d”água onde desembocam.

Além do aumento de áreas não pavimentadas, capazes de absorver até 90% da água da chuva, a utilização de materiais alternativos, como asfaltos permeáveis, pode ser uma maneira útil de amenizar esses problemas.

(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 23 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/06/2009 - 09:26

JORNAL O GERMINAL Nº 29 – TRÁFICO DE PESSOAS

Editorial

O Brasil tem as taxas mais altas de exploração sexual infantil e tráfico de pessoas da América Latina e, infelizmente, uma das maiores taxas do mundo. Vale destacar que em torno de um terço das vítimas são meninas entre 16 e 17 anos. Observamos que a Pesquisa Nacional sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes (PESTRAF) aponta que a maioria das rotas do tráfico de pessoas está no Norte (76) e no Nordeste (69) do país. Ao todo, são 241 rotas nacionais e internacionais, sendo 110 rotas de tráfico interno (78 interestaduais e 32 intermunicipais) e 131 externas. A pesquisa foi realizada em 2002 por diversas entidades civis e coordenada pelo Centro de Referência Estudo e Ações sobre Criança e Adolescente (CECRIA). Acrescentamos também que, embora tenha avançado, o enfrentamento ao tráfico de seres humanos no Brasil ainda possui grandes obstáculos, como a desinformação e o medo de denunciar os traficantes. Essa é a análise que a procuradora da República no Ceará, Dra. Nilce Rodrigues da Cunha, faz sobre a punição do crime no país.

TRÁFICO DE PESSOAS: MAIS UM PROBLEMA A SER RESOLVIDO

Segundo Cunha, o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas – divulgado em fevereiro deste ano pela Organização das Nações Unidas (ONU) – revela uma participação mais ativa dos governos no combate a esse crime. Em outubro de 2006, o governo brasileiro adotou a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; e a partir dos princípios da Política, adotou o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em janeiro de 2008. A procuradora tem considerado o fenômeno da globalização como favorável e prejudicial à resolução do tráfico de pessoas: ela traz os benefícios da comunicação, porém, também traz as suas mazelas, como as organizações criminosas. Assim, o criminoso estrangeiro não precisa vir aqui pra aliciar mulheres.

A procuradora também lembra que, na rede mafiosa, há criminosos tanto do país de origem como do de destino das vítimas e que, geralmente, o financiador é estrangeiro, mas os aliciadores são brasileiros. Às vezes, são ex-aliciadas que ganharam a confiança dos seus aliciadores. Elas apresentam uma “vantagem”, porque despertam confiança para as vítimas, por serem mulheres e terem conseguido suposto êxito.

Neste percurso, estabelecemos que, após tornar-se, em 2003, signatários do Protocolo de Palermo – celebrado pela ONU em 2000 -, o Código Penal brasileiro avançou em pontos como o gênero das vítimas e as fronteiras territoriais do tráfico de pessoas. Modificado em março de 2005, o Artigo 231 ampliou a abrangência das vítimas de “mulheres” para “pessoas”, além de qualificar o crime dentro do território nacional.

Para Cunha, além dos avanços do Código Penal, outras normas devem estabelecer assistência do Estado às vítimas. Elas devem ser protegidas pra não se tornarem vítimas, recebendo informação, educação e saúde, entre outros direitos. Senão depois fica mais difícil sanar um problema no qual ele foi omisso antes. Em sua opinião, as vítimas são sempre vítimas, mesmo que elas migrem voluntariamente, porque ninguém com uma condição razoável vai se deixar traficar. Não existe tráfico de pessoas ricas. Além disso, as vítimas são invisíveis no país de origem e de destino. De origem, porque vivem no submundo, à margem da sociedade; de destino, porque são clandestinas.

Enfim, para a procuradora, a maior arma contra o tráfico de pessoas é a informação: as vítimas precisam saber de seus direitos, a quem e como devem recorrer. São fabulosas propostas de emprego para pessoas, muitas vezes, analfabetas e sem formação profissional. Acerca disso, esclarecemos que em um país como o Brasil, em que há milhões de famintos, analfabetos e desempregados, não é de se estranhar que essas ações nefastas ocorram. Assim, em nossa opinião – que concorda com a da procuradora -, não é apenas com um trabalho de conscientização que esse problema será resolvido (ele é apenas uma medida de apoio), pois deve ser levado em consideração o fato de que as vítimas se submetem a isso para ter suas necessidades básicas atendidas; umas podem correr atrás de um sonho, mas a maioria busca subsistir. Assim, uma das possibilidades para a diminuição do tráfico de pessoas, estaria na distribuição de oportunidades iguais para a toda a população, e não apenas para uma pequena parcela, como vem acontecendo ao longo da história.

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/06/2009 - 18:29

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.ufrgs.br Acesso em 18 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/06/2009 - 18:25

Reforma Política ampla, democrática e participativa*

As Entidades que compõe a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma do Sistema Político no Brasil apresentam este manifesto sobre a Reforma Política e a atuação do Congresso no tema.

Desde 2005 a Plataforma trabalha um projeto de Reforma Política mais ampla do que a Reforma Eleitoral, englobando uma verdadeira reforma do Estado, necessária para que a democracia seja efetivamente exercida pelos/as cidadãos/ãs, principalmente quanto à possibilidade de participação popular e a ampliação dos seus instrumentos. Uma Reforma Política que mude as formas de se pensar e fazer política, portanto das formas de exercer o Poder.

A Reforma Política debatida no congresso está muito aquém dos anseios dos movimentos sociais, da sociedade civil organizada e da população de modo geral. Num primeiro momento se limitando a lista pré-ordenada, financiamento público de campanha e fidelidade partidária (pontos essenciais para uma reforma eleitoral) e agora reduzindo mais ainda o seu escopo com o Projeto de Lei do Deputado Flávio Dino. O referido Projeto de Lei trata apenas de normas para as eleições e que em muitos casos já foram normatizadas pela Justiça Eleitoral. Repudiamos isso ser chamado de reforma política.

Entendemos que uma verdadeira reforma política tem que ser mais ampla e abrangente. Neste sentido destacamos alguns itens que defendemos: fortalecimento da democracia direta e participativa com uma nova regulamentação do art. 14 da Constituição Federal de 1988, que trata dos mecanismos de democracia direta e a criação do sistema integrado de participação popular; aperfeiçoamento da democracia representativa e democratização da comunicação e do Poder Judiciário.

Em relação à democracia representativa defendemos, entre vários pontos, o financiamento público exclusivo e a lista pré-ordenada com alternância de gênero e respeito à diversidade étnica. Apesar das críticas a estas propostas, principalmente dos meios de comunicação, de parte da academia e de vários partidos e parlamentares, acreditamos serem fundamentais. Aqui cabem alguns esclarecimentos:

1. Mesmo sabendo da possibilidade de maior concentração de poder aos líderes partidários com a lista pré-ordenada, entendemos que é a solução possível para a implantação do financiamento público de campanha exclusivo, item que consideramos importante para moralização das campanhas eleitorais e que poderia ser controlado com a exigência de maior participação dos filiados nas escolhas dos candidatos nas convenções.

2. Faz-se necessário também uma distribuição equânime das vagas contemplando relações de (o) gênero e as minorias no Congresso, estabelecendo paridade entre homens e mulheres e garantindo participação dos afro(s) descendentes e índios, entre outros segmentos. Só assim diminuiremos o abismo existente entre a representação atual e estes segmentos.

Vale lembrar que as campanhas eleitorais hoje têm financiamento misto, sendo parte financiada pela iniciativa privada e parte pública, incluindo o fundo partidário e a isenção de impostos às emissoras de rádio e televisão para a transmissão do horário eleitoral “gratuito”. Defendemos que a atividade política não pode ser financiada pelo dinheiro privado.

Com a inércia do Congresso e a reprovação pelos órgãos de imprensa, nem estes itens da Reforma Política tem avançado, deixando mais uma vez os cidadãos brasileiros frustrados, crescendo o perigoso descrédito na política, nos políticos e nas instituições.

Reiteramos a urgência e extrema necessidade da imediata realização da Reforma Política ampla antecedida por amplos debates e com a implantação de mecanismos de participação popular para exercício da plena cidadania.

Nossas propostas podem ser encontradas em nossa Plataforma no site www.reformapolitica.org.br e está aberta para sugestões e participação.

*Plataforma dos movimentos sociais pela reforma do sistema político.

Integram a plataforma a seguintes articulações:

1. ABONG – Associação Brasileira de ONGs
2. AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras
3. AMNB – Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
4. ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil
5. Campanha Nacional pelo Direito a Educação
6. CEAAL – Conselho Latino Americano de Educação
7. CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil
8. Comitê da Escola de Governo de São Paulo da Campanha em Defesa da República e da Democracia
9. FAOC – Fórum da Amazônia Ocidental
10. FAOR – Fórum da Amazônia Oriental
11. FBO – Fórum Brasil do Orçamento
12. FENDH – Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos
13. FES – Fundação Friedrich Ebert
14. Fórum de Reflexão Política,
15. Fórum Mineiro pela Reforma Política Ampla, Democrática e Participativa
16. FNPP – Fórum Nacional de Participação Popular
17. FPPP – Fórum Paulista de Participação Popular
18. FNRU – Fórum Nacional da Reforma Urbana
19. INTERVOZES – Coletivo Brasil de comunicação social
20. LBL – Liga Brasileira de lésbicas
21. MEB – Movimento Evangélico Progressista
22. MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
23. MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
24. Movimento Pró-reforma Política com Participação Popular
25. Observatório da Cidadania
26. PAD – Processo de Diálogo e Articulação de Agências Ecumênicas e Organizações Brasileiras
27. Rede Brasil Sobre Instituições Financeiras Multilaterais
28. REBRIP – Rede Pela Integração dos Povos
29. Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

(Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.as… Acesso em 18 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/06/2009 - 16:54

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.minasdehistoria.blog.br Acesso em 16 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/06/2009 - 13:54

A cegueira seletiva contra indígenas

Durante 2008, um determinado grupo social brasileiro perdeu 60 de seus membros – todos assassinados. Também registrou seis lesões corporais dolosas; 16 casos de racismo e discriminação étnico culturais; 29 tentativas de assassinato; seis casos de violências sexuais; 12 ameaças de morte, 19 ocorrências de abuso de poder, seis casos de ameaças várias; três apropriações indébitas. Os crimes foram cometidas em 21 das 27 unidades da federação, quase sempre no meio rural.

A razão de tanta violência é a má e velha disputa pela posse de terras e o acesso a recursos naturais. Uma disputa tão antiga quanto o próprio Brasil. Ela põe em confronto aqueles que, de seu lado, há séculos habitam territórios de intensa e extensa ocorrência de todo tipo de bem natural e, em lado oposto, o Estado brasileiro e os agentes econômicos que operam o modelo de desenvolvimento que o País escolheu. Para este grupo social, que a cada ano conta seus mortos às dezenas, nunca houve nada a comemorar nos dias 5 de junho, formalmente declarados Dias Mundial do Meio Ambiente.

Apesar de ser da maior gravidade, essa violência sistemática e dirigida não atraiu a atenção pública. Não foi criada qualquer força tarefa da Polícia Federal para combatê-la, os nobres parlamentares não perderam sequer um segundo de suas viagens para questioná-la, nem as empresas de comunicação, que se esmeram em denunciar cada papel de bala jogado nas calçadas dos Jardins e do Leblon, detonaram outra de suas campanhas moralizadoras.

A cegueira seletiva se explica pelo fato de o grupo social atingido serem os povos indígenas, que constituem a mais emblemática vítima do modelo de desenvolvimento e da estrutura de ocupação territorial no Brasil. São eles que integram as estatísticas trágicas divulgadas há mais de 20 anos pelo Conselho Indígena Missionário (CIMI), um órgão da CNBB para a defesa dos 241 povos indígenas brasileiros.

No relatório de violências cometidas em 2008, divulgado no início de maio, o CIMI chama a atenção para três problemas específicos. O primeiro é quanto a ação e a omissão do Estado brasileiro nas violências perpetradas contra indígenas. Seja porque órgãos públicos, como a Funasa, do Ministério da Saúde, falham no cuidado com a saúde indígena e até levam pessoas à morte, seja devido ao preconceito do Executivo, Legislativo e Judiciário em assuntos que envolvem indígenas.

O segundo problema específico diz respeito à infraestrutura e terras indígenas. O CIMI se refere a 450 projetos que incidem sobre o território supostamente protegido de povos indígenas, cuja presença torna-se um empecilho para os que buscam um desenvolvimento que favorece apenas as grandes empresas e o agronegócio, exigindo liberação de terras para o cultivo de monoculturas.

O terceiro problema são os suicídios e assassinatos de Guaranis Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, na frente de expansão da indústria sucroalcooleira. O Brasil está assistindo à dolorosa autodestruição dos Guarani Kaiowá, escreveu no relatório Dom Erwin Kräutler, bispo de Xingu (PA) e presidente do CIMI. As violências cometidas contra essa etnia são quase 50% dos casos registrados.

Aliás, em 30 de maio, o corpo do indígena Osvaldo Pereira, secretário da associação Guarani Kaiowá em Coronel Sapucaí (MS), foi encontrado em uma estrada próximo à sua residência com marcas de tiro logo abaixo da costela e na cabeça, embora a PM tenha informado que tudo não havia passado apenas de um acidente de trânsito. Por alegada falta de efetivo, a Policia Federal não compareceu ao local.

(TAUTZ, C. Disponível em: www.envolverde.ig.com.br Acesso em 15 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/06/2009 - 10:17

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…

(Disponível em: www.fontanablog.blogspot.com Acesso em 13 de junho de 2009)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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