EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…



(Disponível em: http://espiritodocotidiano.blogspot.com/ Acesso em 30 de abril de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: EDUQUE PARA A REALIDADE



(Disponível em: http://espiritodocotidiano.blogspot.com/ Acesso em 30 de abril de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Desde a manhã da segunda-feira (27), cerca de 600 quilombolas, pescadores, extrativistas, assentados, acampados das regiões do Médio São Francisco de Carinhanha a Xique-Xique ocupam a sede da Unidade Avançada do Oeste da Bahia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Na capital baiana, os manifestantes ocupam a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária do Estado da Bahia (SEAGRI).
As ocupações fazem parte das ações do Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia (CETA). Ontem (29) pela manhã, os trabalhadores caminharam pelas ruas de Bom Jesus da Lapa, distribuindo panfletos com as reivindicações do movimento.
“Além da desapropriação, demarcação, regularização das terras públicas da União em benefício não só dos quilombolas, mas também das comunidades tradicionais, nós reivindicamos assistência técnica e aumento das cestas básicas”, afirma Sidneide Oliveira, do CETA.
O Movimento alerta que a situação das comunidades quilombolas na região é grave. Desde a década de 80, quando Rio das Rãs se autorreconheceu como quilombo, até hoje, apenas duas comunidades têm seus territórios titulados – Rio das Rãs e Mangal Barro Vermelho.
Com a criação do Decreto 4.887/2003, as comunidades esperavam que a situação mudasse, porém os processos continuam parados. Há ainda uma grande demanda de vistorias e emissões de posses para as famílias acampadas que buscam a Reforma Agrária.
“A situação dos quilombolas é lamentável, é uma verdadeira calamidade. Existem conflitos com pistoleiros e também com agentes da polícia que agem contra os quilombolas e as comunidades tradicionais. As lideranças são perseguidas e alguns integrantes já sofreram ameaça de morte e tentativa de homicídio”, explica Sidneide. Ela cita o caso de uma das comunidades, formada por 140 famílias, que vive em menos de 50 hectares, sem terras para poder plantar, vivendo da pesca. “O problema é que agora existem leis que impedem essa pesca e aí fica mais difícil ainda”, ressalta.
Os trabalhadores estão aguardando notícias sobre a ida do presidente do INCRA, Rolf Hackbart, à cidade de Bom Jesus da Lapa, para realizar uma audiência com a presença da secretária da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Alexandra Reschke, e da gerente da Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU), Ana Lúcia Vilas Boas.
Em Salvador, a demanda é por uma audiência com o governador Jaques Wagner. Até o fechamento desta edição, os manifestantes não tinham recebido nenhuma confirmação.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.as… Acesso em 30 de maio de 2009)


(Disponível em: www.operario.com Acesso em 28 de abril de 2009)

(Disponível em: www.espiritodocotidiano.blogspot.com Acesso em 28 de abril de 2009)
Foi com relutância – até que fiquem mais claras todas as conseqüências – que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) assumiu, em sua XXI Assembléia, a bandeira do “Desmatamento Zero”. O receio de que ela venha de grandes ONGs, que limite a reforma agrária, que seja uma generalização para pequenos e grandes, foi a base dos argumentos levantados. De fato, é preciso reconhecer que o desmatamento zero trás consigo inúmeras implicações ainda não totalmente investigadas. É provável que contribua para uma reinvenção da reforma agrária, já que a posta atualmente tem mostrado muitos ângulos de inviabilidade, inclusive ambiental.
Ainda dependendo de uma investigação mais profunda, o certo que é que só dão certos os assentamentos que respeitam as leis de cada bioma. Por exemplo, só dão certo no semi-árido os assentamentos que vêm na lógica da convivência com o semi-árido, captando a água de chuva para beber e produzir, garantindo áreas de pastagens coletivas, mantendo a caatinga em pé para a criação de pequenos animais e para a apicultura. Nesse bioma, os assentamentos que desmataram para plantar grãos, faliram. Por conseqüência, o povo migra. As CPTs da Amazônia, também para exemplificar, já decidiram que reforma agrária na floresta só faz sentido “para mantê-la em pé”
O “Desmatamento Zero” deveria fazer parte da agenda de todos os movimentos sociais, inclusive dos que lutam pela terra e reforma agrária. Justificar o desmatamento como necessidade da reforma agrária é contribuir com o latifúndio e o agronegócio. Esses sim, só podem sobreviver pelo desmatamento e pelo descomunal subsídio governamental que recebem.
O Brasil já está excessivamente desmatado para comportar mais derrubadas e queimadas. A reforma agrária tem que acontecer em áreas já desmatadas, ocupadas pelo agronegócio, onde as terras ainda são férteis. Fazer a reforma em áreas degradadas só se for como apoio explícito aos pequenos agricultores para zelarem do meio ambiente, restaurando a natureza degrada, não para sobreviverem da agricultura naquele espaço.
O Ministério Público do Acre acaba de entrar com uma ação para que qualquer derrubada ou queimada de floresta seja proibido a partir de 2011. Ótima medida, mas longe demais. A bandeira do “Desmatamento Zero” tem que ser erguida já.
A razão é simples: o Brasil é o quarto maior contribuinte mundial para o aquecimento global. Não são nossos carros que poluem o mundo. Nesse item somos insignificantes. É a queima e a derrubada de nossas florestas que nos põem nesse patamar, contribuindo com 75% de todas as nossas emissões. Portanto, além de defendermos o patrimônio natural que nos resta, rompendo com uma inércia civilizatória que vem do primeiro dia da história do Brasil, daremos uma contribuição monumental para evitar a hecatombe do aquecimento global, além de preservarmos nossa biodiversidade e clima. É preciso ainda considerar que a Terra também precisa de sua cota de vegetação para respirar e continuar viva. Do contrário, se vinga.
Todos ao desmatamento zero. Agarremos essa chance antes que cheguemos ao ponto sem volta.
(MALVEZZI, R. Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.as… Acesso em 28 de abril de 2009)

Editorial
Seu Miguel sempre acorda bem cedo para cuidar da pequena plantação de verduras, frutas e legumes, do jardim que enfeita o seu lar e dos três cachorros que acolheu da rua. Aposentado, ele executa essas funções com muito prazer e, depois de tarefas realizadas, vai para a cozinha conversar com sua esposa e a ajuda em outros deveres da casa, como a limpeza e preparo das refeições. O convívio entre o casal é harmonioso; lógico, há crises, mas com bom humor procuram superar as adversidades que todos passam em seu dia-a-dia. O fato de os filhos serem casados e morar numa outra localidade, juntamente com a distância da residência de outros parentes, faz com que o casal encontre uma fonte de lazer no clube da terceira idade, onde as reuniões ocorrem, sem falhas, todas as tardes a partir das 16h. Este é um resumo da história de vida de Miguel e Joana e que nos permite montar um interessante cenário sobre a vida dos idosos.
MELHOR IDADE?
Um artigo disponível no site do IBGE informa que o número de idosos no planeta jamais foi tão grande em toda a História. A maioria deles concentrada no continente europeu. Em 1995, já eram 578 milhões. Vale destacar que o contingente de idosos daqui a 30 anos vai representar 40% da população na Alemanha, do Japão e da Itália, esta, inclusive, o único país no mundo a ter mais pessoas acima de 65 anos do que com menos de 15. A estimativa é de que, até a primeira metade do século XXI, os demais países industrializados cheguem a esse patamar. Acrescentamos que, em 2050, a expectativa de vida nos países desenvolvidos será de 87,5 anos para os homens e 92,5 para as mulheres (contra 70,6 e 78,4 anos em 1998). No Brasil, país que na faixa etária de 60 anos ou mais conta com algo em torno de 20 milhões de pessoas, a expectativa de vida ao nascer cresceu mais de três anos na última década e passou de 69,3 anos, em 1997, para 72,7 anos, em 2007. As mulheres ainda vivem mais tempo: em média 76,5 anos, contra os 69 anos vividos pelos homens (os dados constam na Síntese de Indicadores Sociais de 2008).
Como podemos perceber diante dessas informações, o número de idosos tende a aumentar em escala mundial. Mas, por que esse aumento acontece? Ele se deve, principalmente, à redução na taxa de fecundidade. A mulher, sob a influência das mudanças sociais que ocorreram a partir da década de 60, vivenciou alterações significativas no emprego, educação e no casamento. Nos dias atuais, essa mulher tem a metade dos filhos que a geração de sua mãe costumava ter. Mas não só. A medicina preventiva e também programas voltados para a qualidade de vida contribuem para o fato constatado. Sem falar nas baixas taxas de mortalidade infantil ou prematura, aumentando a esperança de vida, devido a uma nutrição adequada, saneamento e tratamento de água ou pelo uso de vacinas e antibióticos.
Observamos que a população brasileira acompanhou as mudanças sociais e já se depara com um tipo de demanda por serviços médicos e sociais outrora restrita aos países industrializados. Porém, o Estado, ainda às voltas com os desafios do controle da mortalidade infantil e doenças transmissíveis, não foi capaz de aplicar estratégias para a efetiva prevenção e tratamento das doenças crônico-degenerativas e suas complicações. Em um contexto de importantes desigualdades regionais e sociais, idosos não encontram amparo adequado no sistema público de saúde e previdência, acumulam seqüelas daquelas doenças, desenvolvem incapacidades e perdem autonomia e qualidade de vida. A propósito desta questão, a história de vida do casal Miguel e Joana é uma das poucas exceções à regra, pois tiveram a oportunidade de ter, durante toda a trajetória de suas vidas – individual e de casal -, emprego digno, moradia, ambiente estruturado, entre outros fatores que possibilitam uma permanência na terra com menos sofrimentos.
Acerca disso, ressaltamos que na vida moderna, em que, ainda mais, o ambiente se torna competitivo e excludente, as tarefas diárias fazem com que nos esqueçamos de programar para um envelhecimento saudável – será que isso é possível? Na maioria das vezes, quando tomamos consciência do tempo, ele já passou. Pior que isso: na maioria das vezes, não temos tempo para tomar consciência do tempo, porque, para sobreviver, precisamos “matar um leão por dia”. Aliás, nota-se, nas histórias de muitos idosos que compõem nossa sociedade atual, o fato de que algumas famílias não têm tempo de visitá-los… não têm paciência para entender suas peculiaridades e, infelizmente, algumas até os acabam abandonando, seja na rua ou num asilo. É triste, mas a antiga máxima, “um pai sustenta dez filhos, mas dez filhos não sustentam um pai”, está em evidência.
Enfim, o Estado, as pessoas, principalmente as “contaminadas” pela barbárie social em que vivemos, ainda não aprenderam a respeitar o idoso. Os desrespeitos são presenciados em diversos contextos do cotidiano, sendo a saúde pública um dos campos em que mais essa população é desacatada. O transporte público também é um exemplo emblemático das violações. Quem nunca ouviu um sonoro “lá vem o velho… vou fazer de conta que estou dormindo”. Não estamos dizendo que todos os idosos são dependentes, muito menos ingênuos; o que é necessário, urgentemente, é que eles tenham, ao menos, seus direitos respeitados. Ou então, como diz um amigo nosso, aos seus 75 anos: “melhor idade? Só for a melhor idade para brochar, ficar doente, precisar de ajuda, perder o equilíbrio e ser humilhado. Melhor idade é a de vocês, que ainda são jovens e sofrem menos”. O pensamento de nosso amigo é racional, porém, fica sob a responsabilidade dos jovens e adultos, os idosos de amanhã, a organização de movimentos sociais que tenham por objetivo uma luta que possibilite aos mais velhos uma vida digna. Aos políticos, nosso recado: o investimento na saúde e educação da atual população de jovens e a compressão da morbidade se apresentam como alternativas capazes de minimizar, em um país com recursos financeiros escassos, o impacto do envelhecimento populacional sobre a qualidade de vida. É o que precisamos! É o que desejamos!



(Disponível em: www.bakelitsul.com.br Acesso em 22 de abril de 2009)
Em um período de seis anos, o número de pessoas afetadas pelas crises climáticas pode alcançar a cifra de 375 milhões, o que corresponderia a um aumento de 54%, ultrapassando os limites do sistema de ajuda humanitária. A informação foi apresentada pela Oxfam Internacional, que, por ocasião do Dia da Terra, celebrado hoje (22), divulgou o documento “O Direito a Sobreviver”.
Segundo a organização, o aumento tem como principal motivo a combinação da pobreza arraigada e da migração de pessoas para bairros periféricos densamente povoados com propensão a sofrer os efeitos dos fenômenos climáticos. A Oxfam alerta que o panorama se torna ainda mais complexo na medida em que os governos não possuem capacidade política para enfrentar os riscos e o sistema humanitário não acompanha os desafios.
O informe indica que o mundo deve aumentar seus gastos em ajuda humanitária dos $14,2 bilhões investidos em 2006 para, pelo menos, $25 bilhões por ano. A Oxfam ressalta que, mesmo com esse aumento, equivalente a $50 por pessoa afetada, os recursos continuam sendo insuficiente para cobrir as necessidades básicas dessas pessoas.
Além disso, a entidade afirma que o sistema internacional de ajuda humanitária deve atuar de forma rápida e imparcial após cada desastre, não se movendo por meio de preferências políticas ou de outro tipo. Um dos exemplos do investimento por preferências é observado quando são comparados os gastos por pessoa afetada pelo tsunami asiático (média de $1.241 por cada vítima) e pela crise humanitária no Chade (média de $23).
Apesar das dificuldades enfrentadas por países pobres da região da América Latina e Caribe, o informe evidencia dois casos de êxitos alcançados por seus governos. Mesmo não conseguindo evitar vítimas nas quatro tormentas tropicais ocorridas em 2008, Cuba é apontada como um dos países mais bem preparados para enfrentar desastres. Segundo o informe, a ilha tem demonstrado sua capacidade de minimizar o número de vítimas.
O documento cita um relatório da Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha que afirma: “o êxito de Cuba na preservação de vidas humanas mediante uma oportuna evacuação na passagem do furacão Michelle em novembro de 2001 constitui um modelo de efetiva preparação ao desastre impulsionado por um governo”. O furacão fez apenas cinco vítimas fatais na ilha, mais de 700 mil pessoas haviam sido evacuadas.
No capítulo intitulado “Soluções a longo prazo para problemas de longo prazo”, a Oxfam afirma que as causas subjacentes aos problemas humanitários, como governos autoritários, distribuição injusta da terra, discriminação por motivos étnicos, conflitos pelos recursos, exigem soluções mais profundas do que as que as agências ou programas humanitários são capazes de oferecer. No entanto, a organização enfatiza que a ajuda de emergência pode e deve servir para reduzir a vulnerabilidade a longo prazo.
“As organizações humanitárias internacionais devem desempenhar um papel de enorme importância, tanto ajudando os governos a cumprir com suas obrigações como capacitando a sociedade civil para exigir que assim o façam. Devem aportar uma ajuda imparcial, eficaz e com prestação de contas encaminhada a salvar vidas”, conclui o informe.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/Site/noticia.as… Acesso em 22 de abril de 2009)


(Disponível em: www.expectativadevida2h.blogspot.com Acesso em 20 de abril de 2009)

(Disponível em: www.blogdoparaiso.blogspot.com Acesso em 20 de abril de 2009)

(Disponível em: www.panoramablogmario.blogger.com.br Acesso em 20 de abril de 2009)
No Brasil os cursos de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia, entre outros possuem aulas práticas em que são utilizados animais vivos (vivissecção) ou mortos especificamente para fins didáticos.
A Faculdade de Medicina Veterinária da USP já não utiliza animais vivos em suas aulas de técnica cirúrgica. Em vez disso, utiliza cadáveres, especialmente preparados, de animais que tiveram morte natural em clínicas e hospitais veterinários. Os alunos também praticam cirurgias de castração em cães e gatos levados pelos proprietários.
Na Europa e nos Estados Unidos, muitas faculdades não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia – são oferecidas alternativas em todos os setores. Somente nos EUA, mais de 100 escolas de medicina (quase 70%) incluindo Harvard, Columbia, Standford e Yale, não mais utilizam animais. Na prestigiada Harvard Medical School, de acordo com o Dr. Michael DâAmbra, anestesiologista cardíaco que dirige o programa de Harvard (em que não são mais utilizados cães ou outros animais), “a única coisa que um estudante pode fazer num cão de laboratório e que nós não ensinamos como fazer numa sala de cirurgia é matá-lo”.
Em toda a Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. O mesmo está acontecendo em países da América Latina, como a Argentina. Em março de 2001, a Western University of Health Sciences, na Califórnia, anunciou a aprovação da construção de sua primeira escola de medicina veterinária onde não serão utilizados animais nas aulas (será a primeira nova escola de medicina veterinária dos EUA nos últimos 20 anos).
De 2000 a 2001, mais de um terço da universidades da Itália abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. Professores de faculdades de farmácia, como a de Pavia, e de veterinária, como as de Pisa, Parma, Messina, Milano, Padova e Teramo, já declararam a validade ou mesmo a possibilidade de utilizarem métodos alternativos no ensino.
Materiais alternativos
Há muitos recursos que podem substituir o uso didático de animais nas salas de aula. Para as matérias básicas de fisiologia, farmacologia e toxicologia existem alternativas para todos os temas – não é mais necessária a utilização de animais.
As alternativas envolvem modelos e manequins simuladores, filmes e videotapes interativos, simulação computadorizada e realidade virtual; auto-experimentação e estudo em humanos; uso responsável de animais; estudos in vitro e experimentos com plantas e observação e estudo em campo.
Os cadáveres de animais que morrem naturalmente nos hospitais universitários, abrigos ou clínicas veterinárias e são utilizados em aulas de anatomia, patologia, parasitologia, técnica cirúrgica entre outras, são exemplos de recursos didáticos substitutivos, bem como a prática cirúrgica de castração em cães e gatos de entidades de proteção animal que são posteriormente doados.
Perda da Qualidade de Ensino?
Existem dados comprovando que os alunos que aprendem farmacologia, fisiologia e toxicologia sem treinar em animais, têm desempenho tão bom nas clínicas e nas provas quanto os alunos que aprendem com o uso de animais. As vantagens pedagógicas específicas no uso dessas alternativas são muitas: elas são práticas, permitem que os alunos as utilizem no seu próprio ritmo sem o estresse do exercício com os animais vivos. Os alunos podem treinar fora das aulas, não precisam ficar presos naquela aula específica, podem fazer mais repetições e variações, o que não é possível nas aulas tradicionais. Os alunos podem se concentrar nos princípios que estão tentando aprender.
No ensino que envolve habilidades manipulativas ou psicomotoras, há muitas alternativas como por exemplo a venopunção e cateterização em modelos, pranchas para treinar a realização de nós e suturas que podem ser realizadas nas aulas práticas e nas horas vagas dos alunos. Procedimentos ortopédicos também podem ser ensinados sem utilizar animais vivos por meio de diferentes modelos de osso ou ossos artificiais. Simuladores podem ser usados para o ensino de entubação e ressuscitação cardiopulmonar sem causar dor ao animal. Os alunos aprendem sua primeira intervenção cirúrgica em cadáveres, abordagem e técnicas e depois disso podem aplicar as técnicas em animais vivos que irão sobreviver à cirurgia.
Há alguns estudos que foram feitos avaliando a eficácia de métodos tradicionais e métodos alternativos e nesses estudos foi demonstrado que em todos os casos, os alunos que estudaram cirurgia em métodos alternativos tornaram-se tão competentes e hábeis quanto aqueles que aprenderam em métodos tradicionais.
Resistência ao Novo
A resistência existe não só por parte dos professores como também dos alunos. Porém, os alunos se inspiram e sofrem influência do sistema de ensino ao qual estão inseridos e de onde recebem o conhecimento. Logo, uma atitude coerente e firme dos professores e diretores irá influenciar esses alunos.
Entretanto, o desenvolvimento de alternativas para o uso de animais, ligado ao bem-estar animal, tanto no ensino como na experimentação, já faz parte da realidade brasileira. Basta tomar como exemplo o último Exame Nacional de Cursos (Provão) que incluiu em seu programa de prova, para os alunos das faculdades de medicina veterinária do país, o assunto Bem-Estar Animal. No exame, houve uma questão sobre bem-estar animal (experimentação) e o assunto foi mencionado em outra (produção animal). Isso significa que o MEC vem reconhecendo a importância do assunto.
Relação entre o custo e o benefício dos métodos alternativos
Defende-se a utilização de animais no ensino baseando-se nas vantagens econômicas do seu custo sobre as alternativas. Ao contrário, o uso de animais implica gastos com alimentação, medicação, instalações, pessoal especializado (técnicos e veterinários) ao mesmo tempo que a maior parte dos materiais alternativos possuem um tempo de vida indeterminado.
Há atualmente alternativas com os preços mais variáveis, algumas praticamente sem custo ou com custo bem baixo. Outras, como alguns programas de computador para as aulas de fisiologia, toxicologia e farmacologia e que já são utilizados há alguns anos em algumas faculdades do Brasil, possuem um preço acessível. Quanto às alternativas mais caras, como alguns manequins importados, podem tornar-se mais baratos à medida que forem fabricados por empresas brasileiras.
Além disso, muitos outros aspectos da substituição são economicamente vantajosos, como por exemplo, quando utiliza-se cadáveres no ensino, doados com consentimento por clínicas veterinárias sem os riscos das zoonoses.
Financiamento para a pesquisa
De modo crescente, os institutos de apoio à pesquisa analisam ou levam em consideração a existência de comitês de ética e a maneira como os animais são utilizados.
(Disponível em: http://www.arcabrasil.org.br Acesso em 20 de abril de 2009)


(Disponível em: www.ministeriovidajovem.com Acesso em 18 de abril de 2009)

(Disponível em: www.oglobo.globo.com Acesso em 18 de abril de 2009)

(Disponível em: www.achargedohals.blogger.com.br Acesso em 18 de abril de 2009)

(Disponível em: www.chargedodiemer.blogspot.com Acesso em 18 de abril de 2009)