Arquivo de janeiro, 2009
30/01/2009 - 18:19
EDITORIAL
Não é preciso ser muito esperto para perceber que a crise em 2009 será mais profunda do que se imaginava. A revisão das projeções do FMI irá obrigar várias entidades a reavaliarem suas contas para o ano corrente. Fontes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertam que a entidade anunciará nos próximos dias sua nova estimativa de quantos desempregados serão gerados pela crise. Demissões, que estão ocorrendo exclusivamente com o argumento da “necessidade” de se obter mais lucro. Eles dizem, lógico, que esse lucro é benéfico a todos, necessário. Que a necessidade da empresa – galinha dos ovos de ouro – é condição para a criação de novos postos, para a diminuição do desemprego etc. Leitor, não ria. Dizem, enfim, que é uma condição para o futuro da maioria.
NOVO EMPREGO: CADA VEZ MAIS DIFÍCIL
Em meados de 2008, a previsão era de um aumento no desemprego mundial de 5 milhões de pessoas. Em novembro, a OIT alertou que 20 milhões de pessoas perderiam seus empregos até o fim de 2010. Agora, o impacto poderá ser bem maior. “Já estamos trabalhando em novos números (algo em torno de 50 milhões), que serão divulgados nos próximos dias”, afirmou uma fonte da entidade. Só na Europa, a estimativa é de 3,5 milhões de novos desempregados em 2009.
A bem da verdade, a economia se tornou algo virtual, cuja única função é facilitar a vida da especulação, de seus lucros advindos de “produtos derivados”, imateriais, um ambiente onde se negocia o que não existe. Por exemplo: compra-se riscos virtuais ligados a um contrato ainda no estágio de projeto, depois especula-se sobre os riscos ligados à compra desses riscos, que incluem ainda, cada um, mil e um outros riscos sempre virtuais, os quais são, por sua vez, objeto de outras especulações sempre virtuais – apostas e apostas em cimas dessas apostas, transformadas em objetos “reais”, de mercado. O resultado? Todos já sabem: a situação não está nada boa e a possibilidade de haver melhorias é muito remota.
Os demitidos começam a sentir o peso das contas vencendo, sem ter salários para pagá-las. Deixam as prestações, os empréstimos e uma porção de coisas de lado. As dívidas se tornam mais difíceis de ser quitadas. E o motivo dos cortes que atingem as empresas é a famosa crise. Claro, é necessário reduzir os custos para se obter os lucros. A partir daí, conseguir outra vaga, se recolocar no mercado, não é tarefa fácil e, nesse processo, emerge o vínculo existente entre dignidade e emprego: desaparece um, perde-se a outra. É como se a dignidade de pessoa dependesse do fato de ela manter ou não o emprego. É como se, logo depois de demitido, o ser até ali honrado, se metamorfoseasse em personagem “indigno”, cuja a reputação só poderia ser restabelecida por um novo cargo, qualquer que fosse ele. A simples ideia é absurda e se torna extremamente grave nesta época em que as chantagens exercidas sobre o emprego, sobre o desemprego, ou sua ameaça, se propagam e se banalizam.
Afinal, como diz Viviane Forrester, romancista, ensaísta e crítica literária do jornal francês Le Monde: “Do que reclamamos? De uma miséria de empregos? Que piada! Duzentos e cinqüenta milhões de crianças estão trabalhando, dobradas sob pesados fardos, ficando cegas de tanto tecer tapetes com fios imperceptíveis, deslizando por entre desfiladeiros de minas, prostituídas, esgotadas, tendo suas vidas agredidas pela pobreza. Confortavelmente indignados em nossas poltronas, assistimos nas televisões ao horror em que vivem as crianças em nosso tempo, privadas de infância e resignadas, estragadas, já que sua existência de adulto apenas prolongará tal injustiça insensata, ilegal. Aliás, este é um excelente espetáculo que nos revira o intestino antes de passarmos a um programa qualquer: novela, jogos ou variedades.”
Enfim, está na boca de todos que o trabalho não pode desaparecer. Isso é verdade. O trabalho, função inerente à pessoa, não pode desaparecer, mas o emprego pode, deixando assim intactos os conceitos, as possibilidades e o futuro do trabalho agora liberado. Para quem quiser, está “instituído” o desemprego, a substituição de empregos, os salários congelados ou reduzidos e, sobretudo, os pseudo-salários que não permitem viver. Esses são os resultados da obstinação em melhorar as estatísticas em vez da vida social, que responde cada vez mais baixo e oficiosamente e, a cada dia que passa, está um pouco mais deteriorada.

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29/01/2009 - 12:51

(Disponível em: www.sergeicartoons.com Acesso em 29 de janeiro de 2009)
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29/01/2009 - 12:45
As ordens executivas assinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para fechar o campo de concentração de Guantânamo e acabar com a tortura, com as prisões secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) e com os traslados de prisioneiros de guerra a regimes autoritários clientes estão na direção correta. Porém, restam algumas dúvidas. A principal: se Obama dará sinal verde para que Bush, Cheney, Rumsfeld, Powell, Rice, Negroponte e outros sejam julgados por crimes de guerra.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o Camp Five (antes X-Ray e Campo Delta) de Guantânamo -essa adaga estadunidense encravada no centro da cubania, onde todavia permanecem cerca de 250 prisioneiros- converteu-se “no lugar” da justiça mundial.
Porém, não era o único símbolo do terrorismo de Estado em escala planetária praticado pela administração de Bush. Inclusive, antes de Abu Ghraib, símbolo do capuz e do sadismo sexual como ferramentas de tortura, e dos campos de concentração de Whitehorse, Cropper, Qaim e Samarra (todos no Iraque), presos afegãos já haviam sido assassinados mediante tormentos na base aérea de Bagram, cerca de Kabul.
Da mesma forma, dezenas de “combatentes inimigos”, que durante anos permaneceram em um limbo legal como reféns de Washington à margem das convenções de Genebra para os prisioneiros de guerra, foram trasladados em voos secretos da CIA para “prisões fantasmas” que formaram um Gulag americano (Al Gore dixit) espalhando por 40 países, 14 deles na Europa (incluídos Espanha, Alemanha, România, Polônia, Portugal) e para barcos prisões ancorados cerca do território britânico de Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico.
Em nome da orwelliana “guerra ao terrorismo” -um inimigo ao que não se pode vencer porque é somente uma forma de violência política e que foi criado para gerar medo paranóico em função da guerra permanente de Bush, necessária para a construção do “império americano do século XXI”-, a Casa Branca autorizou o uso da tortura nesses apartheids da legalidade e da justiça, por meio de documentos secretos emitidos pelo Departamento de Justiça quando o fiscal geral era Alberto Gonzales.
Antes, o fascista Donald Rumsfeld havia dado a ordem: “Prendam a quem devam prender. Façam com eles o que queiram”. Então, junto aos novos métodos de experimentação humana para provar a resistência ao sofrimento e à “conversão” da vítima, reapareceram os choques elétricos, o “submarino” (waterboarding ou asfixia simulada), o pentotal sódico e os cães de ataque. A tortura como estratégia de governo, exibida na mídia para amedrontar a população dominada. E também os sequestros, os desaparecimentos forçados e os assassinatos seletivos. George Bush se ufanou em várias ocasiões de “ter tirado de circulação a uns 3 mil terroristas”. Como disse em setembro de 2006 Gideon Levy a propósito das matanças em Gaza pelos ocupantes de Israel: “que ninguém diga “eu não sabia”". Da mesma forma que na Alemanha nazista, os horrores de Guantânamo, Bagram, Abu Ghraib e do arquipélago de prisões clandestinas da CIA estiveram sempre expostos para quem quisesse ver e entender.
Os democratas Barack Obama e Hillary Clinton sabiam. Como recordou James D. Cockcroft, ambos aceitaram a guerra ao terrorismo e votaram no Congresso a favor dos orçamentos de guerra de Cheney/Bush, incluindo a espionagem interna, a tortura e outras violações dos direitos civis.
Prisioneiro do “clintonismo”, rodeado por falcões guerreiros como Zbigniew Brzezinski e pelo ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca, Anthony Lake, que, em 1993, proclamou o novo paradigma do enlargement (ampliação) que modificou o mapa geopolítico da Europa Central, Obama prometeu agora renovar a guerra global contra o terror.
Parece óbvio; porém, não há como esquecer que Obama chega à chefatura de um país imperialista, que se encontra no zênite de seu poderio militar e não vai mudar sua essência nem sua lógica expansionista depredadora devido a uma mudança de homens na Sala Oval. Como Bush pai e Clinton, que sustentaram as políticas essenciais do “reaganismo”, de maneira mais astuta e sutil Obama/Clinton continuarão a diplomacia de guerra de Washington.
Cabe esclarecer que em 1996, com a Ata Antiterrorista de Janet Reno, Bill Clinton se antecipou e aplainou o caminho para a Lei Patriótica de John Ashcroft e Alberto Gonzales. É previsível, pois, que a nova fase de militarização imperial adotará um “rosto mais humano”.
Não mais tortura e ninguém acima da lei, disse Obama. Bem. Para isso, seu governo deverá derrubar a trama pseudolegal construída por Bush e companhia para amparar a tortura e o assassinato à margem das normas do direito internacional.
A prática da tortura anula qualquer possibilidade posterior de julgar os detidos já que as provas obtidas dessa forma não resistem ao filtro de legalidade dos Estados Unidos e às convenções de Genebra que, segundo Obama, recobrarão agora plena vigência. No entanto, o fechamento de campos de concentração no prazo de um ano representa um autêntico quebra-cabeça jurídico: agora os únicos responsáveis são aqueles que permitiram ou coadjuvaram a existência dessa rede, aplicaram aberrantes métodos de coação física e geraram a impunidade para tais ações.
No final, o grande paradoxo é que se o antiterrorismo tinha como objetivo acabar com o terrorismo “vihadista” -o que não conseguiu-, existem agora provas legalmente válidas que servirão para julgar os que participaram direta e indiretamente nas mais atrozes práticas do terrorismo de Estado “bushista”. E como disse o Nobel Paul Krugman em “Perdão ou esquecimento?” (The New York Times, 20/01/09), encobrir os que durante oito anos romperam a lei sem remorsos será a garantia para que tudo volte a acontecer.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 29 de janeiro de 2009)

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27/01/2009 - 12:39

(Disponível em: www.marciopaschoal.com Acesso em 27 de janeiro de 2009)
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27/01/2009 - 12:25
Senhor, aqui é o bispo, marido da bispa. Se me permite, dirijo-me a Ti, aqui de Miami, para uma conversa franca – de homem para homem. Não precisa jogar na minha cara que o Senhor é Deus. Eu sei disso, seu velho barbudo, e vem daí a minha revolta: por que pegas tanto no meu pé? Dediquei 23 anos da minha vida a divulgar seus ensinamentos. Em troca, o Senhor, todo cheio de maiúsculas, apenas me diminui, impondo-me toda a sorte de percalços e derrotas. Primeiro foi aquela história do dinheiro quando íamos, eu e a bispa, para os Estados Unidos. Uma bobagem, US$ 56 mil e uns trocados, não se faz nada com isso hoje em dia… Mas o Senhor ficou nervoso porque nós escondemos a bufunfa dentro da Bíblia. Que coisa mais infantil. Eu esperava do Senhor pelo menos uma outra postura, que viesse conversar com a gente, que chamasse na chincha. Mas não: o Senhor preferiu que pegássemos 140 dias de cadeia, cinco meses de prisão domiciliar. Fora as ações judiciais que correm no Brasil e o Senhor não faz nada. Agora mesmo, por que impediste meu fiel mais valoroso de se transferir para o Manchester City, onde ganharia R$ 58 milhões por ano em vez de R$ 28 milhões (descontados os dízimos da Igreja)? Sem falar do sumiço, um a um, dos meus cavalos de R$ 300 mil bloqueados pela Justiça. Não venha me olhar desse jeito que eu não tenho nada com isso, Você sabe. Eu acho que o lance do Senhor é me espezinhar. Qualé, tá pensando que eu sou Jó? Sai do meu pé, parece uma tornozeleira! Veja esse episódio do teto da igreja, que para mim foi a gota d?água. Por que, diante de tantos telhados localizados naquela quadra do Cambuci, não apontaste o dedo para as lojas de confecções baratas, suas vitrines com lingeries e moda GG, suas ofertas de tops a R$ 10,99 e escarpins a R$ 49,90? Por que não escolheste o almoço por quilo dois números abaixo do templo, com sua televisão de cachorro escorrendo porcamente gordura de frango? Por que não destelhaste a loja de duendes de durepox, elefantes indianos, bruxas, quadros de Krishna, livros de “Filosofia Oculta” e pirâmides – a empestear a rua com seu incenso cancerígeno? Ah, seu sósia do Karl Marx, por que apontaste o indicador logo para o meu telhado, construído com amianto tóxico e sem registro no Crea? Pergunto a Ti, Pai de Lúcifer: para construir o mundo, teria o Senhor registro no Crea? Por que, Senhor, diante de tantos telhados, não miraste a cobertura da “Depilação Corporal” localizada na lateral da quadra, eliminando suas promessas de drenagens linfáticas, lipoesculturas, vácuos de modelagens e nutrição facial? Já disse e repito, pelo sangue de Jesus: esmagarei com os calcanhares a cabeça do Satanás. Para aplicar este novo golpe, o Senhor precisa largar do meu pé.
(Disponível em: http://busca.estadao.com.br/JSearch/CBQM… Acesso em 27 de janeiro de 2009)

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25/01/2009 - 13:39

(Disponível em: www.achargedohals.blogger.com.br Acesso em 25 de janeiro de 2009)
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25/01/2009 - 13:36
Tão impressionante quanto o crescimento e enriquecimento das chamadas igrejas pentecostais é a capacidade que elas têm de tirar o melhor proveito pecuniário das piores situações. Quando, em 2007, foi preso no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, ao tentar entrar no país com US$ 56.427 escondidos numa Bíblia, em CDs gospel e em duas bolsas, embora tivesse declarado não portar mais do que US$ 10 mil cada um, o casal de bispos Estevam e Sonia Hernandes, proprietários da Igreja Renascer em Cristo, não perdeu a condição de conduzir e influenciar seus fiéis. Ao contrário, exercendo com maestria o papel de vítimas – do maléfico Satanás – o casal tem aparecido e comovido muito seus adeptos nos telões, via satélite.
Agora, usando de empréstimo o templo suntuoso para 5 mil pessoas da igreja evangélica Assembleia de Deus, no Brás, o casal de bispos diretamente de Miami – já que lá continuam cumprindo prisão domiciliar por conspiração e lavagem de dinheiro – reuniu 2 mil pessoas para um ato religioso, em homenagem às vítimas do desabamento do teto de sua sede mundial no Cambuci – pelo qual, ao que tudo indica, foram responsáveis diretos. Mas longe de fixar-se na dor da tragédia, o encontro transformou-se numa bem-sucedida promoção visando à arrecadação extra de recursos dos fiéis, destinada à reconstrução do templo e, se houver sobra, ao próprio enriquecimento.
“A imprensa que está aqui vai dizer que nós estamos pedindo uma doação especial. E estamos mesmo. Não é para mim, nem para a bispa, é para a glória de Deus” – disse Estevam Hernandes, concitando a todos : “Venham aqui, à frente do palco, apresentar as suas doações. Porque a quem dá, Deus não permite que falte nada.” Imediatamente, o palco se encheu de doadores brandindo os seus envelopes cheios de dinheiro. A tragédia propiciara uma exploração reforçada. Mas o fato de enxergar o “lado bom” do infortúnio – até para estimular o espírito de reconstrução ou de renascimento – já fora mostrado pelo bispo, ao referir-se ao que lhe tinham dito algumas vítimas, por coincidência poucos dias antes das trágicas mortes – que ele “sentiu como se tivesse perdido nove filhos”. Uma delas, Maria de Lourdes da Silva (67 anos), lhe dissera que queria morrer na igreja, porque “aqui, entre os mortais, há muito trabalho a ser feito, mas o melhor mesmo é estar perto de Cristo”. E outra, Luiza da Silva (62 anos), que queria deixar todos os seus bens para a Renascer…
A capacidade de extrair alegrias e riquezas da dor, demonstrada pelo bispo Hernandes, não ficou nisso. Para cumprir seu objetivo de “renascer das cinzas” e “esmagar com nossos pés sangrando a cabeça do gigante Satanás que fez aquele teto da Lins de Vasconcelos desabar”, o bispo anunciou uma produtiva programação de cinco cultos para domingo – às 8, 10, 15, 17 e 19 horas – que serão transmitidos via satélite de Miami, assim como uma marcha na qual “se tiver trio elétrico, melhor”…
Reportagem do Estado de quinta-feira dá conta do grau de receptividade dos fiéis da Renascer ao trabalho de arrecadação extra de seus dirigentes. “Doarei o dinheiro porque o templo não é do homem. Ele é do Senhor”, disse uma dona de casa. Assim como ela, muitos outros seguidores da Renascer estão dispostos a atender ao que é solicitado no site da igreja na internet, com a indicação da conta bancária em que devem ser feitos os depósitos em favor desta. Certamente nesse ímpeto doador, que mobiliza até pessoas muito humildes, que pouco ou quase nada têm para doar, juntam-se três traços característicos do povo brasileiro, a saber, religiosidade, generosidade e ingenuidade.
O bispo renascentista confia tanto nessa ingenuidade que não hesitou em dizer aos seus fiéis contribuintes – sem enrubescer – que se pudesse “escolher o local para morrer, escolheria o altar dentro da igreja”. “Essas vidas” acrescentou, referindo-se às extintas no desabamento, “estavam preparadas para a eternidade.” “Deus levou aqueles que Ele desejava.”
Nada disso motivará a bancada de vereadores evangélicos a exigir providências contra o descuido irresponsável na instalação dessas casas religiosas. Mas a administração municipal, o Ministério Público e a imprensa não podem se furtar a essa cobrança. Esperemos, então, que façam sua parte.
(Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/… Acesso em 25 de janeiro de 2009)

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22/01/2009 - 13:32

(Disponível em: www.saggio2.blogspot.com Acesso em 22 de janeiro de 2009)
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22/01/2009 - 13:28
Cerca de 1.500 mulheres morrem a cada dia no mundo devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto. Desde 1990, estima-se que o número de mortes maternas produzidas a cada ano supere a marca dos 500 mil, representando quase 10 milhões de mortes maternas durante os últimos 19 anos. Os dados estão presentes no relatório “Estado mundial da infância 2009″, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo o relatório, a desigualdade entre os países industrializados e as regiões em desenvolvimento é talvez maior no que se refere à mortalidade materna que em qualquer outro aspecto. Dados de 2005 revelam que o risco de morte como resultado de complicações relacionadas à gravidez e ao parto de mulheres de países menos desenvolvidos é 300 vezes maior que no caso de mulheres que vivem em países industrializados.
O Unicef alerta ainda que milhões de mulheres que sobrevivem ao parto sofrem lesões, infecções, doenças e deficiências relacionadas á gravidez, acarretando conseqüências para toda a vida. A mortalidade infantil também preocupa o organismo. Quase 40% das mortes de menores de cinco anos se produzem durante os primeiro 28 dias de vida, o que corresponde ao período neonatal. Três quartas partes das mortes neonatais ocorrem durante os primeiros setes dias. O maior risco se dá durante o primeiro dia depois do nascimento, quando ocorrem entre 25% e 45% dessas mortes.
Outro ponto abordado pelo relatório se refere à considerável desigualdade sanitária em matéria de mortalidade neonatal. De acordo com o Unicef, um bebê nascido em um país menos desenvolvido tem 14 vezes mais probabilidades de morrer durante os primeiros 28 dias de vida que aquele que nasce no país industrializado. O número de mortes de mães e recém-nascidos é muito maio nos continentes africano e asiático, totalizando 95% das mortes maternas e cerca de 90% das mortes de recém-nascidos.
Dentre as principais causas de morte materna e neonatal, o relatório cita as práticas de aborto e as complicações obstétricas, como hemorragias pós-parto, infecções, eclampsia, as obstruções durante o parto ou parto prolongado. Segundo o documento, a anemia, o HIV e outros transtornos aumentam o risco de mortalidade derivada da maternidade por causa de uma hemorragia.
Já para os recém-nascidos, o Unicef aponta que os maiores riscos se devem a três causas principais: infecções graves, asfixia e os nascimentos prematuros. Essas causas representam em conjunto 86% das mortes neonatais. O Unicef afirma que a maior parte desses transtornos pode ser evitada ou tratada com medidas essenciais como a prestação de serviços de saúde da reprodução de qualidade, a presença durante o parto de trabalhadores de saúde capacitados, acesso à atenção obstétrica.
O relatório acrescenta que se deve criar um entorno propício para a saúde materna e neonatal. Isso quer dizer que é necessário fazer frente às barreiras sociais, econômicas e culturais que perpetuam a desigualdade e a discriminação por motivos de gênero. Entre as recomendações, o Unicef sugere: educar mulheres e crianças e diminuir a pobreza que as afeta; protege-las do maltrato, da exploração, da discriminação e da violência; promover sua participação e sua presença na tomada de decisões relativas ao lar, assim como na vida política e econômica.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 22 de janeiro de 2009)

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20/01/2009 - 11:15


(Disponível em: www.jornalorebate.com.br Acesso em 20 de janeiro de 2009)
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