EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…

(Disponível em: www.sergeicartoons.blogs.sapo.pt Acesso em 30 de outubro de 2008)
TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: EDUQUE PARA A REALIDADE

(Disponível em: www.sergeicartoons.blogs.sapo.pt Acesso em 30 de outubro de 2008)
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, e o coordenador do Escritório Sub-regional da FAO para a América Central, Deodoro Roca, vão representar a Organização na XVIII Cúpula Ibero-americana que será realizada de 29 a 31 de outubro em San Salvador, El Salvador.
Durante o encontro, espera-se que os líderes presentes dêem seu respaldo à proposta elaborada pela FAO e pelos governos dos países-membros do Conselho Agropecuário Centro-americanos (CAC) para incrementar os rendimentos e a produção dos cultivos de grãos básicos até 60% em três anos, por meio da oferta de sementes melhoradas para a agricultura familiar camponesa na região./
A melhora do rendimento seria obtida a partir da articulação dos serviços tecnológicos, do reforço de alianças estratégicas entre instituições públicas e privadas e do fortalecimento das organizações camponesas dos países membros para garantir a disponibilidade e o acesso a sementes de alta qualidade e para apoiar a implementação técnica dos planos nacionais de produção de alimentos.
Assumindo a proposta, que se insere no marco dos esforços conjuntos para enfrentar a alta dos preços dos alimentos, a FAO e os governos de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Paraná, buscarão o financiamento de US$ 12 milhões necessários para executar o projeto junto a doadores.
Com o investimento, seriam produzidas 31,9 milhões de toneladas métricas de sementes, o que representaria um valor de US$ 52,7 milhões. A produção daria para atender entre 30 e 70% das necessidades de sementes de feijão e milho nos países centro-americanos.
A proposta da FAO se insere na Iniciativa sobre o Aumento dos Preços dos Alimentos (ISFP, sigla em inglês), que já beneficia 19 países da região e busca estimular a produção dos pequenos agricultores por meio da entrega de insumos agrícolas como sementes e fertilizantes.
Segundo as últimas estimativas da FAO, as perspectivas de colheitas continuam a tendência de crescimento começada em 2006. Na América do Sul, a produção de cereais em 2008 deveria ser 3,8% superior à do ano passado. América Central e o Caribe deveriam obter um resultado 1,9% melhor, apesar dos furacões e tormentas tropicais que afetaram a sub-região durante os últimos meses.
O incremento esperado na produção se deve a fatores como as melhores condições climáticas e o aumento da área cultivada, produto da alta dos preços dos alimentos e as políticas de incentivo à produção colocadas em marcha pelos governos da região.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 30 de outubro de 2008)


(Disponível em: www.vpblog1.sianet.com.br Acesso em 28 de outubro de 2008)
Filhotes foram abandonados pela mãe, que desapareceu. Quando a família está reunida, nem o galo chega perto.
Uma galinha adotou sete filhotes de cachorro, em Santa Cruz do Sul (RS). A dona-de-casa Marli Niedersberg, dona da propriedade onde vive a “família”, diz que a ave protege os cães.
Os filhotes têm apenas um mês de vida. Foram abandonados pela mãe, que desapareceu depois do nascimento dos cães. Mas eles não podem reclamar de carinho e proteção. Esse papel a mãe adotiva cumpre muito bem.
A galinha passa quase todo o dia chocando os filhos. A asa da mãe é bem disputada. O lugar é ideal para tirar uma soneca, principalmente quando bate o friozinho.
A mãe protetora impõe respeito. Quando a família está reunida, nem o galo se atreve a chegar perto. “Ela bota as próprias galinhas pra correr. Ela pinica uma a uma e coloca todas para correr”, contou Marli.
Até o passeio pelo quintal é sob os olhares atentos da mãe, que só não consegue dar de mamar para os filhotes. “A gente coloca comida e eles comem”, disse a dona-de-casa.
(Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,M… Acesso em 28 de outubro de 2008)


(Disponível em: www.zinebrasil.wordpress.com Acesso em 27 de outubro de 2008)
Um conjunto de dez famílias, que foram despejadas violentamente de suas terras e tiveram suas casas queimadas no último dia 8 de outubro, permanece abrigada numa quadra de esportes do município de Filadélfia, localizado na região nordeste do Estado de Tocantins. As famílias, remanescentes de quilombo, viviam na comunidade Grotão desde 1860.
De acordo com denúncia da Comissão Pastoral da Terra, ao ordenar o despejo dos moradores da área, o juiz determinou que permanecessem no imóvel os senhores Raimundo José de Brito e Cirilo Araújo de Brito, com a esposa e a neta, cada um com direito a 50 hectares. Esses dois senhores, cujo direito de posse foi assim reconhecido pelo juiz, são respectivamente pais, avô e bisavô dos demais moradores da terra e teriam adquirido esse direito pelo usucapião.
Segundo Irmã Helena Mendes, da Comissão Pastoral da Terra Araguaia – Tocatins, outra liminar foi interposta para que as famílias voltassem à comunidade, porém não foi aceita pelo juiz. Um processo de reconhecimento já foi encaminhado à Fundação Palmares para fim de homologação. O que os moradores e a Pastoral desejam é que o caso saia da Comarca de Filadélfia e siga para instância federal.
De acordo com a Irmã, os dois patriarcas que ficaram na terra são idosos e precisam de cuidados. Eles chegaram a enviar um dos netos para as terras, mas a polícia o prendeu alegando que ele tinha posse de uma espingarda artesanal. Irmã Helena afirmou que estão trabalhando para que libertem o neto. Além disso, ela ressalta que um dos idosos, que era dependente da filha, está praticamente abandonado.
Agora, a Pastoral da Terra está articulando uma audiência com a presença das famílias e de advogados na Comarca de Filadélfia a fim de solucionar o conflito. Segundo a CPT, esses moradores têm vínculos familiares, isso deveria lhes garantir o mesmo direito de permanência na terra e deveria evitar maiores danos materiais, morais e culturais principalmente quanto ao vínculo com a terra.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 27 de outubro de 2008)


(Disponível em: www.noticias.uol.com.br Acesso em 24 de outubro de 2008)
Para terapeuta familiar, caso Eloá revela “a nossa monstruosidade”
Casos como o que ocorreu em Santo André, que resultou na morte da garota Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, após ter sido feita refém durante cem horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22, mostram “a nossa morbidez, a nossa monstruosidade” na opinião do terapeuta familiar Paulo Fernando Pereira de Souza, 41 anos.
Eloá morreu no hospital depois de passar por cirurgias para a retirada de uma bala na cabeça. O seqüestro só acabou depois que a polícia invadiu o apartamento. Na ação, a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, de 15 anos, também saiu ferida. Lindemberg foi preso.
O terapeuta Paulo Fernando é formado pela USP. Trabalhou por mais de dez anos como psicólogo judiciário e, atualmente, faz pós-graduação na PUC-SP estudando a identidade de homens atendidos por políticas sociais na periferia de São Paulo.
Para ele, casos como este não são comuns. Durante os anos em que atuou no Judiciário, afirma nunca ter se deparado com casos de seqüestro por questões afetivas: “Acompanhei, sim, casos de homens que mataram companheiras”, diz. “É comum, e isso a gente acompanha mesmo no consultório, as “barras” das relações afetivas serem forçadas até o limite, com ameaças de morte ou de suicídio”.
Ainda sobre o caso, Paulo Fernando diz se espantar “que ninguém tenha vergonha de ver Lindemberg sair sem ferimentos aparentes da cena e depois aparecer com sinais de ter sido espancado, já sob custódia do Estado”. Leia abaixo a entrevista completa.
UOL – Qual a sua avaliação geral do caso?
Paulo Fernando Pereira de Souza – O que me parece mais importante é observar como emerge nesses momentos uma morbidez, um “lado negro” que queremos esconder, em todos os atores. Ele está tanto em quem comete o ato quanto em quem assiste e quem comercializa a situação. Lindemberg torna-se “monstruoso”, vemos os pais de Isabela Nardoni como “monstros”, mas essa atenção exagerada a essas casos mostra a nossa morbidez, a nossa monstruosidade.
UOL – Você está se referindo à cobertura da mídia?
Pereira de Souza – Também, a essa redução de tudo ao espetáculo. Há um ditado que diz que as crianças jogam pedra no gato de brincadeira, mas os gatos levam as pedradas a sério. A cobertura da televisão, que entrevista ao vivo o seqüestrador, faz parecer que tudo é uma ficção, mas há vidas em jogo. Essa cobertura pode favorecer, inclusive, o surgimento de novos seqüestros, de pessoas querendo aparecer na televisão também.
UOL – É possível entender por que fatos assim ocorrem?
Pereira de Souza – Fatos assim não são explicáveis por especialistas, muito menos sem contato com o próprio assassino. Não há nada que explique o que ele fez. Sim, Lindemberg teve um comportamento fora do normal, mas qualquer leigo pode dizer isso. Alguém pode dizer que ele estava enlouquecido, mas há muitos loucos que jamais fariam o que ele fez. Essa tentativa de classificar o comportamento dele expressa o desejo de controlar alguma coisa que é, em si, incontrolável. Não há nada que o explique, muito menos que o justifique.
UOL – E por que o interesse por esses assuntos, pela imprensa e pelo público, se repete em novos casos?
Pereira de Souza – A morbidez de que falei incomoda, mas também atrai. Por isso que ela vende, caso contrário as pessoas não comprariam. É como um acidente de carro: todo mundo diminui a velocidade para ver o que aconteceu. Pode ser até que, por alguns quilômetros, a pessoa passe a dirigir com mais cuidado, por conta do abalo. Mas o fato é que é mais fácil ver um cisco no olho do outro do que uma trava no próprio. Você critica no outro como se fosse um observador imparcial. Mas não há uma posição neutra.
UOL – Sobre a relação entre os dois, como você avalia o fato de ele ser um jovem adulto e ela uma adolescente?
Pereira de Souza – Lindemberg tem 22 anos, e Eloá, 15. Quando eles começaram a namorar, ela tinha 12 anos. Um homem mais velho tem com uma menina mais nova uma posição de superioridade. Uma menina de 15 anos é em geral mais madura que um de 15, mas um de 22 anos deveria ser mais maduro. Ocorre que vivemos num mundo em que os adolescentes se parecem cada vez mais adultos, e os jovens adultos parecem cada vez mais adolescentes. A rigor, uma relação sexual de um maior de 18 com uma menor é ilegal. Há uma disparidade de poder entre os dois. Mas isso é naturalizado, como se fosse normal. Mas é falso pensar que a menina de 15 anos responde sozinha por ela.
UOL – O que esse caso nos diz sobre a relação atual entre homens e mulheres?
Pereira de Souza – Nesse ponto de vista, a situação é a mais tradicional possível. Há uma tentativa de dominação clara da mulher pelo homem. Mas não se pode dizer que seja um caso emblemático. Na novela “A Favorita”, Leonardo, persoangem de Jackson Antunes, espanca a mulher que quer trabalhar fora. Tempos atrás, ele seria um personagem que contaria com simpatia de uma parte do público. Hoje, não mais, ele é caricato. Houve um deslocamento no lugar do poder do homem. Não é mais “legítimo”, não é mais aceitável, não há mais complacência com quem espanca ou mata a mulher.
UOL – Você acompanhou casos semelhantes como psicólogo judiciário?
Pereira de Souza – Acompanhei casos de homens que mataram companheiras, mas não em situação parecida. Acho que elas não são tão comuns assim. É comum, e isso a gente acompanha mesmo no consultório, as “barras” das relações afetivas serem forçadas até o limite, com ameaças de morte ou de suicídio. O suicídio, por vezes, tem o mesmo sentido da ameaça de morte, ou seja, a de estragar a vida do outro. Isso aparece de forma real e como fantasia. Mas uma coisa é pensar e a outra é fazer. Há uma linha tênue entre uma coisa e outra, mas passar de uma à outra é raro. Nesse sentido, a facilidade de obter uma arma e a situação podem fazer toda a diferença.
UOL – No UOL, a psicóloga Rosely Sayão diz achar preocupante o fato de “nem os policiais (civis e militares, que entraram em confronto na frente do Palácio dos Bandeirantes) nem o seqüestrador demostraram sentir vergonha de seus atos”. O que você acha dessa afirmação?
Pereira de Souza – Concordo plenamente. Para que alguém se exiba, é preciso platéia. E eles se sentem como personagens de um espetáculo. Do mesmo modo, me espanta que ninguém tenha vergonha de ver Lindemberg sair sem ferimentos aparentes da cena e depois aparecer com sinais de ter sido espancado, já sob custódia do Estado. E ninguém fala nada. A polícia pode até achar que fez o melhor que pode, mas não dá para se sentir orgulhosa do resultado. Foi um fracasso. Também não imagino que uma emissora saia comemorando o furo jornalístico de entrevistar Lindemberg durante o seqüestro, porque é a história de uma tragédia.
A única parte meritória é a doação de órgãos, de resto também explorada como espetáculo pela mídia. Desse “monte de merda” brota uma humanidade, um ponto de luz, um momento em que a ação não é voltada para o próprio umbigo, e a gente percebe quantas pessoas, tão distantes umas das outras, são tocadas pela história.
UOL – E como você vê o surgimento de uma história paralela, a do pai da Eloá, procurado pela polícia de Alagoas?
Pereira de Souza – A gente ainda pensa em roteiro de filme de bangue-bangue, de filme de Hollywood de antigamente. Como se o fato de ele ter sofrido um mal significasse que ele tem de estar do lado dos bons, não incorporamos ainda a idéia de personagens ambíguos. O que tem de surpreendente nessa história é a presença de um pai supostamente poderoso e armado, se ele foi mesmo um membro de um grupo de extermínio, como diz a polícia, ser tão complacente diante da idéia de um homem mais velho namorar uma menina de 15 anos, o que contradiz o modelo patriarcal. Ele foi incapaz de proteger a filha.
(Disponível em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/20… Acesso em 24 de outubro de 2008)


(Disponível em: www.acertodecontas.blog.br Acesso em 23 de outubro de 2008)

(Disponível em: www.morcego.blogger.com.br Acesso em 23 de outubro de 2008)