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Arquivo de agosto, 2008

31/08/2008 - 13:44

PREOCUPAÇÃO PARLAMENTAR…


(Disponível em: www.contraovento.blogger.com.br Acesso em 31 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/08/2008 - 13:36

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.charge-o-matic.blogger.com.br Acesso em 31 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/08/2008 - 09:47

Neoliberalismo e cultura

O neoliberalismo não visa a destruir apenas as instâncias comunitárias criadas pela modernidade, como família, sindicato, movimentos sociais e Estado democrático. Seu projeto de atomização da sociedade reduz a pessoa à condição de indivíduo desconectado da conjuntura sócio-política-econômica na qual se insere, e o considera como mero consumidor. Estende-se, portanto, também à esfera cultural.

Um dos avanços da modernidade foi, com o advento da democracia, reconhecer a pessoa como sujeito político. Este passou a ter, além de deveres, direitos. Dotado de consciência crítica, livrou-se da condição de servo cego e dócil às ordens de seu senhor, consciente de que autoridade não é sinônimo de verdade, nem poder de razão.

Agora, busca-se destituir a pessoa de sua condição de sujeito. O protótipo do cidadão neoliberal é o que se demite de qualquer pensamento crítico e, sobretudo, de participar de instâncias comunitárias. E para essa cultura da demissão voluntária contribui, de modo especial, a TV.

Em si, a TV é poderoso instrumento de formação e informação. Mas pode facilmente ser convertido em mecanismo de deformação e desinformação, sobretudo se atrelada à máquina publicitária que rege o mercado. Assim, a própria TV torna-se um produto a ser consumido e, portanto, centrado no aumento dos índices de audiência.

Para isso, recorre-se a todo tipo de apelação, desde que os telespectadores sintam-se hipnotizados pelas imagens. O problema é que a janela eletrônica está aberta para dentro do núcleo familiar. É ali que ela despeja a profusão de imagens e atinge indistintamente adultos e crianças, sem o menor escrúpulo quanto ao universo de valores da família.

Se a TV transmitisse cultura – tudo aquilo que aprimora a nossa consciência e o nosso espírito -, ela seria o mais poderoso veículo de educação. É verdade, não deixa de fazê-lo, mas a regra geral não são os programas de densidade cultural, e sim o mero entretenimento – distrai, diverte e, sobretudo, abre a caixa de Pandora de nossos desejos inconfessáveis. A imagem que “diz” o que não ousamos pronunciar.

Ao superar o diálogo entre pais e filhos e impor-se como interlocutora hegemônica dentro do núcleo familiar, a TV altera as referências simbólicas fundamentais do psiquismo infantil. É pelo falar que uma geração transmite a outra crenças, valores, nomes próprios, mega-relatos, genealogias, ritos, relações sociais etc. Transmite a própria aptidão humana de uso da palavra, através do qual se tece a nossa subjetividade e a nossa identidade. É essa interação, propiciada pelo diálogo oral, cara a cara, que nos educa às relações de alteridade, faz-nos reconhecer o eu diante do Outro, bem como as múltiplas conexões que ligam um ao outro, como emoções, imagens provocadas por gestos, expressões faciais carregadas de sentimentos etc.

A fala ou o diálogo demarcam referências fundamentais ao nosso equilíbrio psíquico, como a identificação do tempo (agora) e do espaço (aqui), e dos limites do meu ser em relação aos demais. Se a fala reduz-se a uma enxurrada de imagens que visam a exacerbar os sentidos, as referências simbólicas da criança correm perigo. Ela tende à dificuldade de construir seu universo simbólico, não adquirindo sensos de temporalidade e historicidade. Tudo se reduz ao “aqui e agora”, à simultaneidade. A própria tecnologia que abrange distâncias em tempo real – Internet, telefone celular etc. – favorece uma sensação de ubiqüidade: “eu não estou em nenhum lugar porque estou em todos”.

Muitos professores se queixam de que os alunos não são tão atentos às aulas. Claro, o sonho deles seria poder mudar o professor de canal… Muitas crianças e jovens demonstram dificuldade de se expressar porque não sabem ouvir. Possuem raciocínio confuso, no qual a lógica derrapa frequentemente no aluvião de sentimentos contraditórios. Acreditam, sobretudo, que são inventores da roda e, portanto, pouco interessa o patrimônio cultural das gerações anteriores (o financeiro sim, sem dúvida).

Assim, a cultura perde refinamento e profundidade, confina-se aos simulacros de talk-show, onde cada um opina segundo sua reação imediata, sem reconhecimento da competência do Outro. No caso da escola, este Outro é o professor, visto não só como destituído de autoridade, mas sobretudo como quem abusa de seu poder e não admite que os alunos o tratem de igual para igual… Ora, já que o professor não “escuta”, então só há um meio de fazê-lo ouvir: a violência. Pois foram educados pela TV, onde não há o exercício da argumentação paciente, da construção elucidativa, do aprimoramento do senso crítico. É o perde ou ganha incessante, e quase sempre à base da coação.

Assim, cai-se numa educação qualificada por Jean-Claude Michéa de “dissolução da lógica”. Deixa-se de distinguir o prioritário do secundário, de perceber o texto em seu contexto, de abranger o particular no pano de fundo do geral, para acatar passivamente as pressões de consumo que buscam transformar valores éticos em meros valores pecuniários, ou seja, tudo é mercadoria, e é o seu preço que imprime, a quem a possui, determinado valor social, ainda que destituído de caráter.

Demite-se do ato de pensar, refletir, criticar e, sobretudo, participar do projeto de transformar a realidade. Tudo passa a uma questão de conveniência, gosto pessoal, simpatia. Também são considerados comercializáveis a biodiversidade, a defesa do meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os órgãos arrancados de crianças etc.

É o apogeu do capitalismo total, capaz de mercantilizar até mesmo o nosso imaginário.

(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 30 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/08/2008 - 08:27

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.guidoidin2.blogger.com.br Acesso em 27 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/08/2008 - 08:20

Mortes pela exposição passiva à fumaça do tabaco

Em meio às atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no dia 29 de agosto, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou o estudo “Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população brasileira”. Por meio desse estudo, o Instituto chama a atenção para a quantidade de mortes causadas pela exposição passiva à fumaça do tabaco: a cada dia, pelo menos sete brasileiros morrem por doenças provocadas por essa exposição.

Os pesquisadores do INCA e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constataram que, pelo menos, 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. As mulheres constituem a maior parte desses óbitos (60,3%).

Para as estimativas de número e proporção de óbitos, foram consideradas apenas as três principais doenças relacionadas ao tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais. A escolha dessas três doenças se deve ao fato de que elas apresentam fortes evidências científicas de relação entre a exposição passiva à fumaça do tabaco e morte entre adultos, de acordo com o relatório do US Surgeon General 2006.

Os resultados são preocupantes: de cada 1.000 mortes por doenças cérebro-vasculares, 29 são atribuíveis à exposição passiva à fumaça do tabaco. A proporção é de 25 para 1.000 no caso de doenças isquêmicas e de 7 para 1.000 mortes por câncer de pulmão. Os óbitos de mulheres são de 1,3 a 3 vezes mais elevados que os de homens. Das 2.655 mortes, 1.601 foram de mulheres. A faixa etária que registra maior ocorrência, tanto em homens quanto em mulheres, é de 65 anos ou mais.

Na pesquisa, é considerado fumante passivo aquele que nunca fumou e que morava com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. O estudo se limitou à população urbana (que registra 70% dos óbitos) e a indivíduos com mais de 35 anos, não considerando fumantes e ex-fumantes. O tabagismo passivo se configura pela exposição à fumaça ambiental do tabaco que consiste na mistura de: fumaça exalada pelo fumante, fumaça da queima do cigarro ou de outro produto e o ar do ambiente.

Segundo os pesquisadores, políticas de criação de ambientes livres de tabaco em casa e no trabalho poderiam reduzir consideravelmente a mortalidade no Brasil. No relatório do US Surgeon General 2006, ficou constatado que não há níveis seguros de exposição, porém a exposição é mais intensa em ambientes fechados, possuindo alta correlação com o número de fumantes e de volume de ar. Bares, restaurantes, boates e veículos são lugares onde a exposição é mais elevada.

(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 27 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/08/2008 - 19:52

Mobilização em defesa da Raposa Serra do Sol

A partir de amanhã (26), lideranças indígenas de Roraima e de outros estados do país, além de representantes de movimentos sociais do campo, participarão de eventos em defesa da homologação da terra Raposa Serra do Sol, localizada no nordeste de Roraima. No dia 27, o Supremo Tribunal Federal julgará uma ação que pede a anulação da portaria do Ministério da Justiça que determinou os limites da terra indígena.

Em Brasília, a partir das 9h30 do dia 26/8, no Teatro Nacional, acontecerá uma sessão solene da Câmara Legislativa do Distrito Federal em solidariedade aos povos da terra Raposa Serra do Sol. Às 16h, haverá um ato na Praça dos Três Poderes, que também contará com a presença de parlamentares.

A proposta é que outras atividades (atos públicos, caminhadas, manifestações) também se realizam em vários pontos do países em apoio à manutenção da homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol.

(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 25 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/08/2008 - 11:51

ESCOLHA BEM O SEU CANDIDATO, POIS HÁ MUITA…


(Disponível em: www.contraovento.blogger.com.br Acesso em 24 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/08/2008 - 11:43

Eu duvido que algum político aceite a sugestão…

É mais fácil eles embolsarem a merda também.


(Disponível em: www.cassetaplaneta.com.br Acesso em 24 de agosto de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/08/2008 - 11:35

EM ALGUM LUGAR NÃO MUITO LONGE DAQUI…


(Disponível em: www.piadasdojorge.blogspot.com Acesso em 24 de aGOSTO DE 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2008 - 09:40

JORNAL O GERMINAL – Nº 8 – OLIMPÍADAS DE PEQUIM

Editorial

Antes mesmo de seu início, as Olimpíadas de Pequim já causavam muita polêmica, principalmente por causa da situação do Tibete. As pessoas ainda não sabem o que pensar da China: um vilão dos direitos humanos ou um emergente esforçado? Esse é um momento que deveria celebrar a união dos povos, e o povo chinês merece essa oportunidade, porém o governo desse país ainda está deixando muito a desejar.

Não podemos negar que há avanços. A título de exemplo, o analfabetismo na China caiu, nos últimos 50 anos, de 80% para 8,72% entre a população adulta. Entretanto, apesar do sistema de educação elementar compulsório, em que as crianças e jovens são obrigados a cursar os nove anos do ensino básico gratuito e dos esforços para alfabetização durante os anos comunistas, a necessidade de mão-de-obra barata que impulsiona o crescimento econômico chinês através do sistema migratório do campo para as cidades trouxe de volta o fenômeno do analfabetismo: os filhos dos camponeses que emigram para as metrópoles são, muitas vezes, excluídos do ensino escolar porque as escolas são demasiado dispendiosas para esta nova mão-de-obra barata e exploradora.

Quanto às manifestações que emergem: os chineses mais radicais só estão piorando a situação, dizendo que o ativismo nas Olimpíadas é anti-chinês e anti-olímpico. Nós não podemos ficar calados, mas também não podemos deixar que os nossos esforços sejam usados como argumentos para nacionalistas preconceituosos. As Olimpíadas representam uma mensagem muito bonita de confraternização e paz – o abraço entre os atletas russos e georgianos, representantes de países atualmente em conflito, é uma prova disso. Porém queremos ter certeza de que isso é mais do que um slogan bonito, de que realmente há um esforço dos nossos governantes em solucionar crises e conflitos globais. Queremos que os Direitos Humanos não sejam esquecidos, nem durante nem depois das Olimpíadas de Pequim.

TRISTE OLIMPÍADA

As Olimpíadas de Pequim são um verdadeiro “exercício de digestão” para todos os países do mundo. Nada contra a ancestral e venerável cultura chinesa, mas contra essa nova China, híbrido estranho e perigoso descrito pelo filósofo Slavoj Zizek em “Arriscar o Impossível”, perceptível por toda pessoa que parar um pouco para pensar. Você já se imaginou convocado para uma festa, da qual deve participar necessariamente sorrindo, sob pena de sofrer algum tipo de represália? Pois é exatamente isso que, nesse momento, deve estar se passando com milhões de chineses. Nessa história, a mídia mundial – e a nossa, é claro – tem uma imensa responsabilidade. Para participar da festa, os veículos, em sua maioria, fecham os olhos aos problemas chineses com a liberdade, com os direitos individuais e com o meio ambiente. E as empresas, que patrocinam o processo, deitam rios de dinheiro para que tudo corra da melhor forma. Neste sentido, o pensador Guy Debord explica: o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real.

SOBRE CÃES E PROIBIÇÕES

Todos nós (em muitos casos da forma mais hipócrita, é verdade) execramos o costume chinês de comer carne de cachorro. Não é mais execrável, porém, proibir temporariamente alguém de vender ou até de comer a tal carne apenas “para inglês ver”? Um poder de polícia e repressão absolutamente horroroso, que atinge a todos nós, que, quando celebramos o ideal olímpico, indiretamente endossamos todas as atitudes do governo chinês. Lembre-se: enquanto os foguetes ensurdecem a torcida, o som dos tiros, nas execuções que não param, acabam abafados. Diante disso, emerge uma questão: os países verdadeiramente comprometidos com a existência humana e com a solidariedade deveriam boicotar as Olimpíadas? Caminhando um pouco mais além: há países comprometidos com “O Outro”, com o que é justo e bom para a maioria da população? É a guerra entre o desejo de liberdade e o de comer pipocas na frente da tevê… é o espetáculo que impede a cantora mirim “feia” de aparecer na abertura dos jogos… é a competição em que um atleta “luta” contra a linha verde… é a alienação social atingindo seu ápice… são as relações entre os homens já não mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falou, mas diretamente pelas imagens.

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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