Arquivo de junho, 2008
30/06/2008 - 18:54
Por René Capriles e Lúcia Chayb, da revista ECO 21
Os habitantes da pequena cidade de Marburg, na Alemanha, foram os primeiros a sentir os efeitos da nova tendência política que se espalha na Europa: a da “ditadura ecológica”. O Prefeito “verde” Franz Kahle conseguiu impor suas idéias de uma cidade limpa e de baixo consumo de energia convencional ao obrigar os cidadãos a mudar seu sistema elétrico para solar. A Câmara de Vereadores dessa cidade de 80 mil habitantes aprovou a Lei que multa em até 15.000 Euros todos aqueles recalcitrantes que não adaptarem os tetos das suas casas para gerar energia fotovoltaica. A Lei exige que todas as novas e as recentes construções sejam “edifícios inteligentes” de baixo consumo energético, com reciclagem de lixo, tratamento de esgoto próprio e com reuso de água. Para facilitar a mudança, o município financia a instalação das células solares em até cinco mil Euros.
Segundo os cálculos da Prefeitura, os benefícios pelo baixo consumo compensarão o investimento. Nesse clima de contenção de emissões de dióxido de carbono, a Organização Internacional de Construtores de Automóveis garantiu recentemente que o setor automotivo quer participar das soluções com relação às mudanças climáticas “mas não pode fazê-lo sozinho” e destacou que os transportes nas estradas somam 16% do total das emissões de CO2 no mundo e que 44% do total correspondem à indústria elétrica e ao aquecimento dos lares nas latitudes mais frias. Ao mesmo tempo, os Ministros do Meio Ambiente do G8, em conjunto com outras grandes economias emergentes (China, Coréia e a Índia), concordaram numa reunião realizada em final de Maio em Kobe, Japão, em buscar formas de reduzir essas emissões de gases de Efeito Estufa.
De face à realidade que se apresenta cada vez mais preocupante, a Comunidade Européia reativou a proposta para a criação de um fundo global de capitais de risco na ordem dos cem milhões de Euros para a promoção das energias renováveis e de projetos de eficiência energética em países em desenvolvimento ou com economias em transição. O Fundo Global de Energias Renováveis e Eficiência Energética visa acelerar a transferência e desenvolvimento de tecnologias ambientalmente corretas e, assim, contribuir para uma maior segurança de abastecimento energético nas regiões mais pobres do globo. Como medida imediata, o Parlamento Europeu aprovou no final de Maio, em Estrasburgo, uma diretiva baseada no “Princípio Poluidor Pagador” que criminaliza as infrações ambientais, prevendo severas sanções penais contra os poluidores.
O texto estabelece um conjunto de “regras mínimas” onde define o que é considerado crime ambiental. A ditadura ecológica já começou e será irreversível nos próximos anos. O ideal seria que os municípios brasileiros, e da América Latina em geral, em vez de contribuir cada vez mais para aumentar a poluição, elaborassem leis em benefício do desenvolvimento sustentável. Não há uma explicação lógica, nos dias atuais, para investimentos em perigosas usinas nucleares nem em hidroelétricas localizadas a milhares de quilômetros dos centros de consumo de energia elétrica, quando os bons exemplos de geração de energia limpa se multiplicam pelo mundo afora.
(Disponível em: http://www.envolverde.ig.com.br/?edt=29# Acesso em 30 de junho de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
30/06/2008 - 18:48
Cerca de 28 mil pessoas ainda morrem no Brasil todos os anos por causa da contaminação da água ou de doenças relacionadas com a falta de higiene. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que publicou um levantamento mostrando que investimentos no tratamento da água poderiam economizar grande quantidade de recursos públicos.
Os serviços de saúde no mundo poderiam evitar gastos de US$ 7 bilhões ao ano se os governos optassem por dobrar investimentos com tratamento de água. Em termos de redução de gastos com saúde, o mundo ganharia US$ 84 bilhões por ano com um sistema de água confiável. Para isso, os países precisariam destinar cerca de US$ 11,3 bilhões a mais para o setor de água, esgoto e sanitários.
No mundo, 6,3% das mortes ainda são causadas por doenças decorrentes da má qualidade da água. No total, são 3,5 milhões de mortes por ano no mundo que poderiam ser evitadas.
(Disponível em: http://www.envolverde.ig.com.br/?edt=56 Acesso em 30 de junho de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
30/06/2008 - 18:41
Na madrugada de quinta (26) para sexta-feira passada (27), dois indígenas do povo Guajajara – que vive próximo ao município de Arame, no Maranhão – tiveram suas casas baleadas. Os indígenas, que vivem entre a aldeia e o município de Grajaú, estavam no momento do atentado em Grajaú.
Os disparos aconteceram entre as 23h30 e 00h30 e os autores deixaram bilhetes com ameaças na porta dos indígenas que diziam: “Instinto de sobrevivência todo mundo tem, mas só alguns têm coragem de matar. Chegou a hora dessa turma morrer”. Além da ameaça, os bilhetes continham uma lista com os nomes de seis outros indígenas Guajajara a serem executados.
Na mesma noite, horas antes dos disparos em Grajaú, por volta das 21:30, também foram disparados tiros na aldeia Angico Torto, na terra indígena Araribóia, município de Arame. Nesta ocasião também foi deixada uma cópia do bilhete, contendo as mesmas ameaças mencionadas acima.
Os indígenas tentaram fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia de Grajaú, mas a Polícia Civil no estado encontrava-se em greve e se negou a registrar a queixa.
A notícia é do Cimi www.cimi.org.br)
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 30 de junho de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
29/06/2008 - 14:54

(Disponível em: expressocidadania.blogspot.com Acesso em 29 de julho de 2008)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
29/06/2008 - 14:32

(Disponível em: www.sergeicartoons.com Acesso em 29 de junho de 2008)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
29/06/2008 - 14:20
Nancy Appleton, Ph.D. - www.nancyappleton.com
Em 1912, um francês chamado Louis Maillard descobriu que a razão pela qual alguns alimentos perdiam a cor e endureciam quando cozidos era uma ligação química do açúcar (glicose) do alimento à proteína.
A reação Maillard
Esta reação faz a torrada ficar marrom e o bife enrijecer durante o cozimento. É preciso uma temperatura elevada para ligar essas moléculas de glicose e proteína. Ele descobriu que esta ligação mudava a estrutura da proteína, o que poderia gerar um problema para o corpo digerir, assimilar e metabolizar este alimento com nova estrutura.
Além do assado e da fritura, o preparo da maioria dos alimentos envolve temperatura elevada e a reação de Maillard é um problema em qualquer alimento assim aquecido. Desde 1912, houve mais pesquisas sobre a reação Maillard, ou reação de escurecimento, porque o câncer foi vinculado a este processo.
Os cientistas que estudam os alimentos tentam o tempo todo encontrar um método para retardar ou impedir esta reação nos alimentos industrializados. Para mim, parece melhor não consumir alimentos processados em alta temperatura em vez de procurar uma poção mágica que impeça a reação, que pode causar seus próprios problemas, ou de procurar uma pílula que impeça a reação a ser receitada para quem comeu alimentos cozidos demais, que por sua vez pode ter seus próprios efeitos colaterais.
Recentemente, novas pesquisas mostraram que esta mesma reação de ligação anormal do açúcar com a proteína pode acontecer no organismo quando o nível de glicose no sangue torna-se e permanece elevado.
Em 2002, o consumo de açúcar nos Estados Unidos foi de quase 80 quilos por pessoa por ano. Este absurdo de açúcar pode fazer com que alguns tenham nível elevado de glicose no sangue, muito mais elevado do que no passado, quando comíamos menos açúcar. Quando o nosso sangue e nossas células sangüíneas são inundados constantemente com tanto açúcar, este pode ligar-se de forma não enzimática às proteínas.
Talvez não pareça coisa muito grave, mas é. Há um processo normal em que o açúcar se une enzimaticamente às proteínas em nosso organismo para formar glicoproteínas, essenciais para o funcionamento do corpo. Todas essas reações químicas em tecidos vivos estão sujeitas ao controle estrito das enzimas e obedecem a um programa metabólico muito bem regulado. Quando as enzimas ligam a glicose às proteínas, fazem-no num lugar específico, numa molécula específica, com um propósito específico.
O açúcar e a proteína não deveriam unir-se de forma não enzimática. Quando isso acontece, o produto formado chama-se proteína glicosada ou Produto Final Glicosado Avançado (PGA). Este processo pode alterar permanentemente a estrutura molecular da proteína e, em conseqüência, alterar a maneira como os PGA funcionam no organismo. A proteína torna-se tóxica para o corpo.
A toxidez faz com que as células não funcionem da melhor maneira, provoca danos ao corpo e resulta num sistema imunológico esgotado. Com o tempo, acontece a degeneração. Essas mudanças podem começar como pequenos transtornos ou incapacidades e, mais tarde, prosseguir até se transformarem em doenças específicas.
Este dano às proteínas acontece em dois estágios. O primeiro produto formado pelo ataque da glicose à proteína é conhecido como base de Schiff, que fica no corpo durante alguns dias. A base de Schiff é instável e sofre uma lenta reformulação química que dura várias semanas até formar uma união mais estável, os produtos de Amadori.
Esses produtos sofrem mais reações até a transformação em PGA, que é irreversível. Os PGA são caracterizados como pigmentos marrons ou fluorescentes e parecem promover muitas complicações relacionadas à idade, como aterosclerose, hipertensão, catarata, degeneração da mácula, rigidez das articulações, artrite reumatóide, mal de Alzheimer e diabete.
O glicosamento das proteínas do sangue acontece quando o nível de glicose dispara e permanece alto. Quem toma um único refrigerante, come uma barra de chocolate ou um pão doce de estômago vazio descobre que o nível de glicose em seu sangue dispara. O habitante médio dos Estados Unidos de hoje toma mais de 576 doses de 350ml de refrigerante por ano ou 1,6 latinhas de 350 ml por dia. Um adolescente do sexo masculino toma 868 refrigerantes por ano.
Cada refrigerante tem 10 colheres de chá de açúcar e, assim, cada pessoa ingere cerca de um quarto de xícara de açúcar todos os dias só no refrigerante. O consumidor médio ingere mais de meia xícara total de açúcar por dia. Este excesso pode deixar o sangue inundado de açúcar quase o tempo todo, levando a conseqüências como a anulação do sistema imunológico.
Um estudo recente apresentado na reunião anual da Diabetes Association de São Francisco mostra que comer alimentos tostados pode provocar enfartes, derrames e danos aos nervos.
Há muitos anos os cientistas sabem que cozinhar proteínas com açúcares na ausência de água forma PGAs que podem danificar os tecidos do corpo. Os diabéticos sofrem uma incidência altíssima de danos aos nervos, às artérias e aos rins porque o nível elevado de açúcar no sangue acelera muito em seu organismo as reações químicas que formam produtos glicosados avançados.
O que mais assusta é que ingerir alimentos com esses PGAs eleva seu nível no sangue e nos tecidos e aumenta os danos neurológicos. Cozinhar com água impede que o açúcar se ligue à proteína para formar essas substâncias químicas venenosas.
Cozinhar sem água faz com que o açúcar se combine com as proteínas para formar PGAs. Assim, assar, tostar e grelhar provocam a formação dos venenosos produtos glicosados avançados, enquanto ferver e cozer no vapor impedem-na. Segundo essas novas descobertas, os alimentos assados, como biscoitos, casca de pão tostada, carne assada, feijão assado no forno, típico dos EUA, e até o café torrado podem aumentar o dano neurológico, principalmente em diabéticos, muito mais suscetíveis a este tipo de dano.
Por outro lado, como as hortaliças cozidas, os cereais integrais, as leguminosas (feijões) e as frutas são preparados com água, não contêm volume significativo de produtos glicosados avançados. Com toda a certeza esta é mais uma razão para remover da dieta o máximo possível de açúcar, o mais cedo possível, e comer principalmente alimentos crus ou cozidos no vapor.
Nancy Appleton é autora de Lick the Sugar Habit , Lick the Sugar Habit Sugar Counter , The Curse of Louis Pasteur , Heal Yourself with Natural Foods e Healthy Bones.
(Disponível em: http://guiavegano.com/nutricao/nancy/ind… Acesso em 29 de junho de 2008)
PREFIRA

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
28/06/2008 - 12:06

(Disponível em: blogdocarloscoqueiro.blogspot.com Acesso em 28 de junho de 2008)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
28/06/2008 - 12:00

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
28/06/2008 - 11:24
Três jovens, moradores do Morro da Providência, Rio de Janeiro, Wellington, David e Marcos Paulo, 19, 24 e 17 anos respectivamente, foram entregues a traficantes do Morro da Mineira, para que lhes fosse dado um “corretivo”.
Marcos Paulo e David eram órfãos e foram criados graças à solidariedade de vizinhos e parentes. A mãe adotiva de Marcos Paulo, a doméstica Maria de Fátima, contou: “A mãe do Marcos tinha sérios distúrbios mentais. Não sabia quem era o pai dele. Um dia deixou o bebê e virou mendiga na Central do Brasil, onde está até hoje”. Além dele, ela criou outras seis crianças que estavam em situação de abandono na favela. “O triste é que ele sonhava em entrar para o Exército para ajudar os irmãos”.
David, aspirante a pedreiro da obra comandada pelo Exército, também era órfão. Quando criança, a mãe saiu de casa e foi morar com outro homem em Quintino, subúrbio do Rio. Arrasado, o pai, vendedor de uma próspera loja de sapatos, entregou-se à bebida e tornou-se mendigo.
Dos três, apenas Wellington conheceu os pais biológicos. Brincalhão e descrito por todos como carismático, ele justificava sua opção pelos estudos afirmando que não queria “carregar letras no caixão”. Havia se tornado recentemente agente social na Vila Olímpica da Gamboa. Segundo seu professor de educação física, “ele sempre puxava as brincadeiras quando era aluno. Como ia trabalhar nas obras do Cimento Social, se tornou agente com a missão de atrair os jovens para o esporte”.
Um jovem tenente do Exército, Vinicius Ghidetti, 25 anos, entregou os três jovens ao tráfico, junto com dez praças. O militar mora numa meia-água, nos fundos da casa do sogro, numa travessa em Inhaúma, zona Norte do Rio. Segundo um vizinho, “é um garoto bacana, calmo, responsável, que acabou cometendo uma bobagem que destruiu a vida dele”.
Nada se sabe ainda sobre os traficantes que torturaram e mutilaram por horas os jovens do Morro da Providência antes dos tiros de misericórdia, mas possivelmente também sejam jovens.
Está aí um retrato da juventude brasileira, ou de boa parte dela: pobres, morando em favelas, não criados pelos pais, à procura de emprego, ou achando a salvação no Exército. Palavras não são suficientes para descrever ou explicar os acontecimentos de mais uma tragédia, de tantas nos últimos tempos. Em Encontro da Rede TALHER de Educação Cidadã no Rio, jovens participantes da Rede envolvidos em atividades comunitárias e culturais, especialmente no hip-hop, contavam das alegrias e tristezas por que passam, da violência que os cerca e do esforço que fazem para darem um sentido à sua vida e à de outros nas comunidades pobres onde moram e atuam.
A pergunta é (ou são tantas perguntas): por que jovens do Exército, supostamente bem educados, treinados, submetidos à hierarquia militar, entregam outros jovens para serem mortos? Como não prezam sua própria vida e a possibilidade de ter um futuro? Como fazem “uma bobagem que destruiu suas próprias vidas”? Vinícius Ghidetti e seus acompanhantes já estão na cadeia, possivelmente serão expulsos do Exército, julgados, condenados e presos e talvez sua única perspectiva seja acabar no tráfico para serem eliminados como queima de arquivo. Por que o Brasil chegou onde chegou, com tais barbaridades, parecendo guerra civil sem fronteiras nem regras? Que futuro dar à juventude do Brasil?
Dos três jovens do Morro da Providência, dois não conheceram seus pais. Foram criados na solidariedade de parentes e vizinhos que, mesmo sendo pobres, ou por serem pobres, têm coragem e disposição de criar quem não tem onde cair morto. Todos, segundo depoimentos de quem os conhecia ou conviveu com eles, queriam melhorar de vida, tinham sonhos, estavam na luta e na busca de concretizá-los.
Jovens não são marginais, mas sofrem as conseqüências duras de uma sociedade que os acolhe mal, não lhes oferece alternativas e que, nas últimas décadas, foi dominada por valores de competição e mercado onde poucos jovens têm espaço e a maioria espera sentada na calçada os benefícios da sociedade de consumo. As relações pessoais e afetivas parecem ter sido substituídas pela aspiração a um tênis Nike ou ao escape de uma droga qualquer que “liberta” por algumas horas. É a podridão de uma sociedade onde a lei existe só para os fortes, para os que roubam milhões ou têm privilégios, para as cabeças pensantes elitizadas que se cercam de muros em condomínios de luxo e guardas particulares armados. Como se lá fora, na rua, nos bairros, nas favelas, não existisse gente que quer e merece viver.
A juventude, sobretudo, precisa ser salva. Está em jogo não apenas a capacidade de uma sociedade em proteger seus membros. Está em jogo sua sobrevivência como sociedade de homens e mulheres, de seres humanos. É preciso sair das salas cheias de vidro, pular cercas e proteções, abrir portas, mentes e corações. Afinal, estamos no século XXI, não estamos em guerra, ao menos declarada, contra um país e um povo inimigos (embora o número de mortes e assassinatos se pareça com países em guerra aberta).
Ou este país distribui melhor a renda produzida por todos, ou este país propicia educação de qualidade a seus jovens, ou esta sociedade reeduca-se reencontrando valores de convivência, parceria e partilha, ou não haverá democracia, nem haverá nação. Está-se falando de vida, de vida em abundância, que hoje até é garantida, e exigida, a animais e plantas, mas não é garantida aos jovens do país que é a décima economia do mundo.
(Disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.as… Acesso em 28 de junho de 2008)

Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
28/06/2008 - 11:20

(Disponível em: blogdokayser.blogspot.com Acesso em 28 de junho de 2008)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria
Tags:
Voltar ao topo