Em algum lugar não muito longe daqui…

Disponível em: rleite.wordpress.com Acesso em 27/11/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: EDUQUE PARA A REALIDADE

Disponível em: rleite.wordpress.com Acesso em 27/11/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Editorial
América Latina encerrará o ano de 2009 com 9 milhões de pessoas a mais em situação de pobreza devido à crise financeira mundial que atinge a região. Esse valor representa um incremento de 1,1% do total de latinoamericanos que, em 2008, já se encontravam nessa condição socioeconômica. A previsão é do estudo divulgado no dia 19 de novembro pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão das Nações Unidas. O estudo “Panorama social de América Latina 2009” aponta também que o número de indigentes poderá aumentar em 0,8%, se comparado ao ano passado. Com esse crescimento, as pessoas em situação de indigência passariam de 71 milhões para 76 milhões, cifra que representa 13,7% da população. Os dados da Cepal mostram que a tendência de redução da pobreza, fenômeno registrado na América latina, sofreu mudanças. Os nove milhões de pessoas representam um quarto dos 41 milhões que haviam superado a pobreza entre os anos de 2002 e 2008 devido ao maior crescimento econômico, a expansão do gasto social e a melhor distribuição de renda. Com estas projeções para 2009, o cumprimento do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio – a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2015 – será atrasado.
MAIS, DO MESMO: A MISÉRIA QUE SEMPRE NOS ASSOMBRA
Segundo o estudo que apontamos acima, alguns países poderão sofrer incrementos ainda maiores que a média em seus níveis de pobreza e indigência. No caso do México, isso poderá acontecer devido à redução do Produto Interno Bruto (PIB) e à deterioração da situação de emprego e salários. A bem da verdade, ainda que seja preocupante, a atual crise deverá ter um impacto inferior sobre a situação da pobreza na região se comparado a situações anteriores como a “crise mexicana” de 1995, a “crise asiática” de 1998 a 2000 e as crises “ponto.com” e argentina de 2001 e 2002. Vale destacar que, até agora, a região conseguiu manter o poder aquisitivo das remunerações e baixas taxas de inflação.
Para relembrar, entre 2002 e 2008 foi verificada uma significativa redução da desigualdade na distribuição do rendimento na região. Neste período, sete dos 18 países analisados apresentaram redução da desigualdade, enquanto apenas três indicaram aumento. Para conseguir estes resultados, os governos realizaram importantes esforços para aumentar o gasto social. Entre 1990 e 2007 o gasto público social por habitante passou de 43% a 60% do gasto público total médio da América Latina.
Com o objetivo de conter o aumento da pobreza e tentar manter o bom ritmo de crescimento registrado até o ano passado, o estudo da Cepal recomenda uma reforma nos sistemas de proteção social e a adoção de medidas que combinem o urgente com uma visão estratégica de longo prazo. Entre elas: evitar a irresponsabilidade fiscal, aumentar a carga tributária em forma progressiva e redistribuir o gasto social, não tornar rígidos os mercados trabalhistas e ampliar a cobertura das prestações sociais.
O estudo “Panorama social de América Latina 2009” recomenda também que os programas públicos de transferências assistenciais, entre eles os de transferências condicionadas (PTC), sejam fortalecidos. Os PTC operam hoje em 17 países da região e atingem mais de 100 milhões de pessoas, o que representa mais de 50% da população de América Latina em situação de pobreza.
A “NOVA POBREZA”
Segundo o sociólogo francês Serge Paugam, desde o final do século passado muitos países estão enfrentando o que se chama, em linguagem comum, a “nova pobreza”. Esse fenômeno remete a uma série de evoluções simultâneas, que se referem em particular à degradação do mercado de trabalho, com a multiplicação dos empregos instáveis e o grande aumento do desemprego prolongado, como também ao enfraquecimento do número de separações conjugais e o declínio da solidariedade de classe e proximidade.
Para o autor, essas evoluções dizem respeito não somente às famílias dos países em desenvolvimento. Atingem, há algumas décadas, pessoas que nunca viveram em condições miseráveis durante a infância, tampouco habitaram em cortiços e favelas. Com o desemprego de longa duração, centenas de milhares de operários, de empregados do comércio, da indústria, e mesmo executivos, entre muitos que desempenham outras funções na sociedade, perderam, de um dia para o outro e por longo tempo, os vínculos que mantinham com o mercado de trabalho. A título de exemplo, esse distanciamento fez-se acompanhar, para muitos deles, por um afastamento da vida social, uma crise de identidade, por problemas de saúde (depressão) e, em alguns casos, por uma ruptura familiar. A diminuição de renda e a precariedade das condições de vida as levaram, no mais das vezes contra sua vontade, a frequentar os serviços sociais para obter algum tipo de ajuda. A falta de perspectiva de emprego e o sentimento de serem inúteis podem levar algumas dessas pessoas a romper totalmente com a sociedade.
Em um estudo realizado por Serge Paugam, em 1987, ele havia distinguido três tipos de população segundo a relação que os indivíduos mantinham com os serviços sociais – os fragilizados, os assistidos e os marginalizados. Anos mais tarde, revendo essas tipologias, ele preferiu utilizar o termo fragilidade, em vez de fragilizados, dependência em relação aos assistentes sociais em vez de assistidos, e em ruptura dos vínculos sociais em vez de marginalizados.
A fragilidade corresponde à experiência da deslocalização social – déclassement social, no original: corresponde ao sentido de deslocalização social, perda de identidade, de status, ou seja, perda do lugar na estrutura de classe – ou das dificuldades de inserção profissional. As pessoas que passam por essa experiência recusam-se a ser consideradas como assistidas. Multiplicam-se seus esforços para conquistar um melhor status social. A fragilidade pode conduzir à fase de dependência em relação aos assistentes sociais, pois a precariedade profissional, sobretudo quando se prolonga, acarreta uma diminuição da renda e uma degradação das condições de vida, que podem ser em parte compensadas pelas ajudas assistenciais. A dependência é, de fato, fase em que os serviços sociais se responsabilizam com regularidade pelas dificuldades. A maioria das pessoas a quem isto se aplica muitas vezes desistem de ter um emprego. A essa fase pode suceder uma outra caracterizada pela ruptura dos vínculos sociais, particularmente quando os auxílios são suspensos e as pessoas que vivem essa experiência se vêem confrontadas com um acúmulo de dificuldades. Elas podem deixar o último vínculo com a proteção social e conhecer, em seguida, situações cada vez mais marginais, em que a miséria é sinônimo de “dessocialização” – désocialisation, no original: o conceito de “dessocialização” deve ser entendido como fragilização de laços e vínculos sociais, enfraquecendo a interiorização de valores sociais e fazendo diminuir a integração social.
Enfim, mais especificamente sobre a realidade brasileira, que não é diferente da – se não for pior que a de – muitos países, o desemprego, as dificuldades de inserção profissional, a brutal perda de moradia ou o fato de residir em um “lar” degradado e socialmente desqualificado constituem experiências sociais dolorosas. As pessoas que passam por isso têm a sensação de estarem deslocadas, ou seja, de estarem em uma situação social inferior à que conheceram antes. O desemprego é vivido como uma experiência humilhante por aqueles que já exerceram uma profissão estável e que vêem suas chances de reintegração profissional se restringir dia após dia.
EM RESUMO
Para entender os conceitos de Paugam e suas afirmações, é necessário esclarecer a ameaça do desemprego hoje em dia assombra a todos; ela está por toda parte e qualquer um pode ser pego de surpresa por este fantasma. Os indivíduos, quando vitimados por esse fantasma, que os fazem desempregados, costumam, em primeiro momento, ficarem fragilizados, sendo o problema deles a incerteza ou a irregularidade da renda, desencadeando uma participação apenas parcial na vida econômica e social.
Diante da falta de oportunidade, as perspectivas de melhora vão se fechando e, os fragilizados, se tornam assistidos; estes se beneficiam de uma intervenção social relativamente intensa ou, em outras palavras, de um acompanhamento do tipo contratual por parte de profissionais, ou ainda da ajuda de diversas ações solidárias, que os auxiliam em seu martírio.
Em um estágio da trajetória ao “fundo do poço”, os assistidos vão se transformando em marginalizados; estes não dispõem de rendas ligadas ou derivadas de um emprego regular, tampouco de subsídios assistenciais regulares. Eles não têm proteção social e, como nas fases de fragilidade e dependência, os que romperam com a sociedade também estão desprovidos de status e poder. Em síntese: trata-se de um processso que, em sua complexidade e múltiplos danos, aponta para a própria complexidade da sociedade e das sociabilidades. Não há problema simples aí – não há, tampouco, “solução mágica” de esquerda ou direita. Problemas dessa envergadura pedem soluções concebidas com inteligência política e, fundamentalmente, com alteridade.
PARA REFLETIR…
“A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contra-poder: é a luta do anti-poder” (John Holloway)
“Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário” (Che Guevara)
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(Disponível em: redenews-edu.blogspot.com Acesso em 17/11/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:O Instituto de Inteligência Socioambiental Estratégica da Amazônia (I-Piatam) revelou no dia 13 de novembro o resultado do monitoramento de animais da fauna silvestre mortos nos últimos meses na BR-319. O instituto constatou que durante os três primeiros meses de atividade, 135 animais foram atropelados na rodovia BR.
Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento Ambiental das Obras de Recapeamento e Recuperação da Rodovia BR-319, Rafael Bernard, o I-Piatam está monitorando desde julho os trechos entre os quilômetros 0 e 250 (Manaus – Careiro Castanho) e do quilômetro 655,7 ao 860 ( Humaitá-Porto Velho) e aponta os locais com maior número de atropelamento.
A maioria dos atropelamentos ocorre nos trechos em boas condições. Já nos trechos onde as obras de repavimentação estão em andamento ou ainda não iniciaram e a velocidade é menor, como é o caso do trecho entre Tupana – Igapó Açu, apenas um animal foi encontrado atropelado até a última excursão, segundo o coordenador do programa de monitoramento Rafael Bernard.
De acordo com o instituto, a ação tem o objetivo de identificar as espécies mais suscetíveis ao atropelamento, os pontos e as épocas do ano com o maior número de ocorrências e apresentar medidas preventivas, tais como passagens de fauna e redutores de velocidade, visando à diminuição dos impactos ambientais.
Para realizar o monitoramento, os pesquisadores percorrem os dois trechos, uma vez por mês, dirigindo a uma velocidade de 50 km/h, e observam se há animais atropelados. Quando encontrados, os pesquisadores tiram fotos dos animais e da paisagem ao redor, para depois identificar e relacionar as possíveis causas que geram os atropelamentos.
A maioria das espécies encontradas atropeladas ao longo da rodovia BR-319 costuma ser consideradas espécies perigosas (jacarés e serpentes), daninhas (gambá) ou que de alguma forma causam aversão ao ser humano (sapo, urubu). “Os dados preliminares coletados pela nossa equipe sugerem uma falta de consciência ambiental dos motoristas que trafegam nesta rodovia”, acrescenta Bernard.
Fonte: Portal Amazônia
(Disponível em: http://www.anda.jor.br/?p=31031 Acesso em 15 de novembro de 2009)
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(Disponível em: www.blogdovalente.com.br Acesso em 11/11/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Editorial
Nos últimos anos, vem aumentando consideravelmente o número de pessoas que aderem ao veganismo – filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas. Vale destacar que o vegano defende que o homem deve viver autonomamente, sem depender de outras espécies animais. Por outro lado, o veganismo é uma filosofia, prática de vida e compaixão. Este caminho tem sido seguido por algumas pessoas em todos os tempos da história da humanidade. Porém, só recentemente a palavra vegan (VEEGN) foi utilizada para distinguir os vegan dos vegetarianos, e o movimento vegano acabou por se consolidar. Assim, nesta edição do nosso jornal deixaremos de lado um pouco de nossa criticidade e levaremos aos leitores informações sobre o ambiente vegano. Isso se dá pela quantidade de pessoas que vêm entrando em contato conosco solicitando tais informações – visto que nosso blog sempre dá destaque ao assunto.
ENTRANDO NO MUNDO VEGANO
A primeira sociedade vegana foi organizada e fundada em 1944, na Inglaterra. Em 1960, H. Jay Dinshah fundou a sociedade vegan Americana. Desde então, mais de 50 sociedades foram criadas em todo o mundo. Salientamos que veganismo é muito mais do que uma questão de dieta. É, sobretudo, uma forma de vida que exclui todas as formas de exploração e crueldade contra o reino animal. Isto implica que um vegano se limite ao uso de apenas produtos derivados do mundo vegetal, não consumindo, por isso, leite e derivados, ovos e mel.
A bem da verdade, os veganos escolhem viver de uma forma mais humana e compassiva em relação aos animais, são contra a morte e todo o tipo de exploração animal. Não usam produtos derivados de animais, como a lã, couro, peles, roupas ou móveis, artesanatos, sabonetes ou cosméticos que contenham produtos de origem animal, nenhuma escova feita de pelos ou travesseiro de penas etc; não pescam, não caçam, e não aprovam o confinamento de animais nos circos ou zoológicos, rodeios ou touradas.
O veganismo lembra ao Homem a sua responsabilidade pelos recursos naturais e faz com que ele procure formas de manter o solo e o reino vegetal saudável, assim como o uso correto dos materiais da terra. Um vegano não se submete a vacinação ou soro feito de animais, nem tão pouco usa drogas que foram testadas cruelmente neles. Neste sentido, o veganismo, como uma filosofia de vida, é um caminho que procura a harmonia com o meio ambiente. O vegano, em geral, também se interessa em ter um excelente padrão físico, emocional, mental e espiritual.
A essa altura, ressaltamos que, talvez, esta lista pareça, a primeira vista, difícil de seguir, mas serve principalmente para mostrar como é grande e extensa a lista de produtos ou substâncias derivadas de animais que normalmente usamos diariamente ao longo de nossas vidas – principalmente porque o mercado de vendas destes produtos só pensa em aumentar seus lucros, independente da exploração animal ou dos efeitos nefastos que isso traga ao meio ambiente ou a saúde.
Nota-se, afinal, que já existem muitas alternativas, mais humanas, para qualquer tipo de produto de origem animal. E, no entanto, são poucas as empresas que as adotam. Na América do Norte e na Europa tem crescido o comércio de produtos não derivados de animal, devido ao aumento da consciência e do respeito ao meio ambiente, e a compaixão por todas as formas de vida.
Enfim, embora a dieta vegana não contenha vitamina D, os veganos podem consegui-la com a exposição ao sol das mãos e da face durante mais ou menos uns quinze minutos ao dia, cerca de três vezes por semana. Os outros nutrientes mais difíceis de conseguir seguindo uma dieta sem produtos animais, como a vitamina B12, podem facilmente ser obtidos ingerindo-se alimentos enriquecidos, ou, em último caso, recorrendo a suplementos vitamínicos (sem origem animal).
EM SÍNTESE
Veganismo é uma opção de vida de pessoas que por razões éticas (relacionadas ao respeito aos direitos animais) prescindem do uso de qualquer produto de origem animal na sua vida cotidiana; um vegano é uma pessoa que não apenas diz que ama os animais; um vegano não come nenhum produto de origem animal (sim, isso inclui frango, peixe, leite, ovos, gelatina, cochonilha); um vegano não usa roupas feitas com couro, peles, lã e seda; um vegano busca boicotar empresas que façam testes com animais; um vegano não vai a circos, zoológico, touradas, rodeios ou qualquer forma de entretenimento que utilize animais; um vegano não compra animais de estimação, afinal, amigos não se compram; um vegano não é racista, machista, xenófobo ou homofóbico; um vegano não é um neurótico por saúde que fica contando calorias – veganos não estão “de dieta”; veganos são advogados, médicos, filósofos, antropólogos, biólogos, físicos, engenheiros, designers, estudantes, professores, desempregados; veganos são pessoas pacíficas, pois defendem os Direitos Humanos, assim como os Direitos Animais; veganos podem ter qualquer religião, qualquer credo, qualquer orientação sexual, qualquer estilo; veganos – assim como você – são pessoas muito preocupadas com o aquecimento global, com a violência, com a pobreza, com a falta de empregos e com as crianças de rua.
A decisão de se tornar vegano não precisa ocorrer da noite para o dia. Porém, é ótimo quando isso ocorre. Deste modo, a metamorfose pode começar com uma possibilidade, ir amadurecendo e enfim se concretizar.
UMA POSSIBILIDADE…

(Disponível em: www.yumsugar.com Acesso em 07 de novembro de 2009)
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“Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis”
Mahatma Gandhi
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Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:
(Disponível em: www.overmundo.com.br Acesso em 06/11/2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Cada dia mais a imprensa nacional e internacional noticia casos de maus-tratos, mortes e doenças em animais confinados em zoológicos.
O mais recente e triste fato ocorreu no zoo de Leipzig, na Alemanha. Duas ursas, inexplicavelmente e de uma hora para outra, perderam todos os pelos do corpo. O mais estranho é que nesta época do ano, quando o frio se torna mais intenso, elas deveriam estar com a pelagem mais densa. Os veterinários do zoológico não sabem a causa do problema.
Originários da América do Sul, os animais são encontrados livres na natureza em raras regiões da Amazônia, como o Parque Nacional do Manu, a Reserva Nacional Tambopata e o Parque Nacional Bahuaja-Sonene, no Peru.
Ao contrário dos pandas, que têm o corpo branco e os olhos pretos, os urso-de-óculos, como são conhecidos, têm como característica a pelagem escura pelo corpo e clara em volta dos olhos.
Nota da Redação: Não é necessário ser profissional da área para saber que a vida artificial que levam animais aprisionados em zoos, provocam problemas físicos e emocionais de toda a ordem. Em recintos pequenos, completamente diferentes dos seus habitats, qualquer ser desenvolve distúrbios. Apesar de defenderem o confinamento de animais em parques zoológicos, nenhum desses especialistas é capaz de afirmar que os zoos são bons para os animais.

(Disponível em: http://www.anda.jor.br/?p=29307 Acesso em 04 de novembro de 2009)
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Amigas (os),
O Germinal ficará sem atualização até o próximo dia 04/11/2009. Seus responsáveis estão participando de um congresso.
Abraços,
O Germinal.
Autor: O GERMINAL - Categoria(s): Sem categoria Tags:Editorial
Recente estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que o mercado de trabalho para os jovens brasileiros é marcado pelos altos índices de desemprego e informalidade. De acordo com o relatório “Trabalho decente e juventude no Brasil”, 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou no mercado informal em 2006. O detalhado estudo, que tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992 a 2006, comprova que o déficit era maior entre as mulheres jovens (70,1%) do que entre os homens jovens (65,6%). O índice também era mais dramático entre os jovens negros (74,7%) do que entre os jovens brancos (59,6%). Já as jovens mulheres negras vivem, segundo a própria OIT, “uma situação de dupla discriminação”, de gênero e etnia. O desemprego e a informalidade afetavam 77,9% das jovens mulheres negras. Segundo Laís Abramo, diretora da OIT no Brasil, se o quadro já era grave antes da eclosão da crise capitalista, ele deve ter piorado na fase atual. Isso posto, destacamos que independentemente do local do globo a que direcionamos uma análise, não é necessário esforço algum para detectar que algumas faixas da população são eliminadas do mercado de trabalho e jogadas na periferia dos direitos sociais.
E AGORA, PARA QUE LADO EU CORRO?
Do ponto de vista do sociólogo francês Didier Demazière, as análises do nascimento ou da invenção da categoria do desemprego privilegiam um período histórico correspondente a um momento de fabricação e de codificação do desemprego por configurações compostas de atores (sindicalistas, governantes, empreendedores, juristas, economistas). Ele destaca que, com efeito, o desemprego é uma forma histórica, pertence a uma época e a um lugar e é uma situação própria de certa condição socioeconômica: aquela do trabalhador assalariado. A substituição da qualificação “falta de trabalho” pela categoria de desemprego ocorre da decodificação da relação salarial.
Outra questão trazida pelo autor diz respeito ao fato de que, até o início do século XIX, desemprego significava uma interrupção de atividade que acarretava a perda do salário por qualquer motivo (um dia de folga é um dia sem trabalho nem salário). O termo “desemprego” (utilizado em sua forma verbal) tinha então uma amplitude muito grande e um significado muito mais amplo do que hoje. Uma vez que o vínculo do trabalhador e da empresa eram fortemente personalizados e não estavam inscritos sob a forma jurídica do contrato de trabalho moderno (como o contrato de locação de serviço, a relação de subcontratação, o trabalho em domicílio, o trabalhado por jornada diária etc.), a descontinuidade do trabalho não era vivida como desemprego, pois os indivíduos viviam na certeza de serem reintegrados na empresa, ficando à disposição das oscilações da produção.
Referendado ainda por Demazière, pois sua análise sobre o tema é completa e permite montar um interessante cenário, acrescentamos que a codificação das relações de trabalho na relação assalariado-empregador acompanha a racionalização e a mecanização da produção industrial. De fato, essas transformações do trabalho levam a autonomizar o tempo de trabalho, isolado das outras atividades, separado no emprego do tempo dos indivíduos, mensurável e controlável. Os empregadores podem então regular e aplainar o volume de trabalho, isolar um excedente e eliminar os indivíduos menos produtivos, reduzir seus efetivos, demitir. A construção do assalariamento provoca uma transformação nas maneiras de chômer (o termo em francês é abrangente e significa abster-se de trabalhar; folgar; descansar). Não se folga mais de maneira intermitente, entre dois períodos de emprego no mesmo estabelecimento; o desemprego torna-se ruptura definitiva do vínculo entre o trabalhador e o empregador, marcando a passagem de uma certa indiferenciação entre a falta de trabalho a uma autonomização da privação de atividade. A gênese do desemprego está, assim, ligada tanto à emergência de uma relação salarial, apoiada no contrato de trabalho, institucionalizada e mais coletiva, quanto às transformações dos modos de produção industrial.
Segundo o autor, as análises históricas centradas no final do século XIX sublinham não apenas como o desemprego é fabricado, mas também como é codificado e inscrito nos quadros normativos relativamente estáveis. A reconstrução dos debates e dos ajustes entre diversas formas de descrição do emprego mostra finalmente como se instaura uma definição normativa (política, legal e administrativa) do desemprego. A categoria do desemprego aparece então, no final desse processo de fabricação, como categoria assimilada, estabilizada, que penetra as concepções comuns de trabalho e do emprego. Essa consolidação da categoria vai impor-se depois da Segunda Guerra Mundial, juntamente com um movimento de planificação econômica cujo objetivo principal é resolver a grande penúria da mão de obra. A constituição de 1946 reconhece a emergência do desemprego moderno, ao definir o desempregado como indivíduo disponível e à procura de emprego, o que implica a afirmação da responsabilidade estatal de garantia de pleno emprego. De dever, o emprego torna-se um direito; da mesma forma, o desemprego também se torna um direito, que se traduz em um estatuto codificado. Esse reconhecimento do desempregado como “sujeito de direito” implica também em enquadramento social.
Conforme avançamos na procura do entendimento do que venha ser desemprego, constatamos que ele é um período de inatividade mais ou menos prolongada, estruturada por uma busca de emprego, socialmente administrada. No entanto, não existe uma relação mecânica entre a experiência dos indivíduos e as normas sociais. As pessoas que estão “correndo” atrás de um emprego, não estão nesta situação apenas por questões individuais, ela é reconhecida como tal, é categorizada, codificada como desempregada. Enfim, retomando a Demazière, a institucionalização do desemprego não significa que ele tenha se tornado uma categoria consolidada; ao contrário, no período de escassez durável de emprego, os contornos da categoria do desemprego continuam a se deslocar, ou até mesmo se obscurecer, e os descompassos entre princípios heterogêneos de categorização ressurgem, como se eles nunca tivessem desaparecidos.
Enfim, retomando a situação da juventude, reconhecemos os avanços nas políticas públicas de geração de emprego para esta parcela da população, porém, elas ainda são insuficientes. O desafio maior consiste em melhorar a qualidade da educação. A pesquisa que citamos em nosso editorial indica que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade e que o número mais do que dobrava (16%) entre os jovens negros. Também aponta que dos 22 milhões de jovens economicamente ativos, 30% trabalhavam mais de 20 horas semanais, o que prejudica o seu desempenho escolar. Sobre isso, Laís Abramo diz que há uma espécie de círculo vicioso: o jovem não entra no mercado porque não tem experiência, mas para ter experiência ele precisa estar dentro do mercado.
Em nossa opinião, o problema não reside unicamente na educação, como difundem algumas pessoas/instituições. No Brasil, o avanço da escolaridade do jovem não tem sido acompanhado da melhor inserção e trajetória no mercado do trabalho. E isto é mais um problema a ser resolvido. Uma possibilidade seria o adiamento da entrada do jovem no mercado de trabalho, dando-lhe mais tempo para o estudo. A título de exemplo, nos países desenvolvidos, de cada 10 jovens, seis se encontram em situação de inatividade; no Brasil, sete a cada 10 já trabalham. O debate está aberto.
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É UMA PENA, MAS…

(Disponível em: <wilmarx.blogspot.com> Acesso em 23 de outubro de 2009)
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