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iBest BrTurbo
05/02/2010 - 00:30

Paz, amor e um sinaleiro no escuro

Nos anos 20, as mulheres do movimento feminista saiam pelas ruas queimando “soutiens” e – imaginem so – largavam os maridos para irem trabalhar.

Nos anos 50, os garotos passavam brilhantina no cabelo e montavam em suas motocicletas, vestidos em jaquetas de couro e ray-ban, arrasando os coracoes das menininhas da cidade. E elas caiam na labia do “playboy”, tinham um filho fora do casamento e iam trabalhar.

Nos anos 60, meninos e meninas se juntavam e chamavam a atenção para o mundo, enquanto fumavam maconha e cantavam aos quatro ventos a paz e o amor. Era o movimento hippie, todo em technicolor a fim de passar uma ideologia que está longe de ser démodé.

Depois deles vieram os Punks, os Grunges, o movimento Gay. Sempre uma ideologia transfigurada em uma forma de vestir e agir.

E eis que entramos nos anos 2000 com um novo movimento. O movimento Emo. Que passa em sua forma de agir e vestir uma ausencia gritante de ideais e uma necessidade patologica e cronica de chamar a atenção do mundo para si. Com seus cabelos neon, e visuais que remetem a androgenia, vagam a esmo brilhando como sinais de transito.

Fato que os perigos do transito preocupam. Mas…precisamos mesmo ir tao longe assim?

Autor: keka_wonka - Categoria(s): The History of Everything Tags:
04/02/2010 - 13:54

A mediocridade que brilha no sol

Uma das coisas que mais me perturbam – e acredite, muitas coisas me perturbam – é ver toda uma geração exaltando a mediocridade, tolerando o execrável, idolatrando a incompetência. E, por incrivel que pareça, as três coisas vem acontecendo com o estrondoso, repentino e inexplicavel sucesso da saga Crepusculo, seja no ambito literario ou cinematográfico.

Para começo de conversa, jamais vou entender o fascinio exercido por um vampiro tão deturpado. Um vampiro gentil? Que não morde a vítima pois se apaixonou por ela? Que brilha no SOL???? O que é isso? Um vampiro pró-saúde e vegetariano? Beira o nonsense. Qualquer pessoa que se deixe convencer por isso não tem o menor conhecimento literário, folclórico e cultural. Esse tipo de criação – na falta de palavra melhor – é uma afronta direta a engenhosidade de Bram Stoker e Anne Rice (antes dos dias de culpa e conversão, claro).

Mas, obviamente, toda essa nova geração de pré adolescentes ensandecidas não faz a menor idéia de quem seja Conde Drácula, Bram Stoker ou Anne Rice, embora colecione dados sobre a vida de Robert Pattinson. O que me leva ao segundo ponto: como um filme com uma atuação tão abaixo da crítca, baseada em uma história tao absurda, pode se concretizar como uma das maiores bilheterias do ano? Eu explico. Robert Pattinson e Taylor Lautner sem camisa.

Essa, senhoras e senhores, é a geração do futuro. Que nasceu em uma era informatizada, mas que é incapaz de definir o que é lixo literário e inapta para exercitar o senso crítico. Que é incapaz de apreciar a boa arte – porque é muito cult, muito alternativo. Se gosta do que está na moda. Nelson Rodrigues se equivocou. A unanimidade não é burra. Ela é “cool” é “in”.

A mediocridade está ai. Bem perto. Presente nas novas gerações que estamos criando. E acredite, ela brilha no sol, como o nosso vampiro vegetariano.

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Hoje é dia de criticar! Tags:
25/11/2009 - 21:29

Da série: Coisas que eu não entendo

Alguém me explica a publicidade da menina da Uniban? Capa de revista, mega-hair, spa…E adivinha só o que ela quer fazer agora? Zorra Total, ai vai mais uma estrela da televisão…

*

E mais uma versão de A Fazenda…uma verdadeira amostra da fauna brasileira, começando pelo apresentador…

*

“Joana Prado chora na TV por causa de Feiticeira: ‘me sinto constrangida’.”
E A feiticeira voltou…Lembra dela? Biquini, playboy, cara de travesti? Não? Pois é…ela também não quer lembrar…Virou evangélica…Conheço essa história de algum lugar…

Autor: keka_wonka - Categoria(s): The History of Everything Tags:
20/11/2009 - 21:43

10 PASSOS BASICOS PARA GANHAR UM MILHAO DE REAIS FAZENDO MUSICA NO BRASIL:

1 – Monte uma dupla sertaneja
2 – Use nomes combinados
3 – Tenha um ex-parceiro que morreu de forma trágica
4 – Venha de sitios, de preferencia em lugares ignorados por deus, no interior de minas gerais
5 – componha suas musicas com: amor, loucura e sofrimento
6 – use sempre os mesmos arranjos em ritmos diferentes
7 – cante como se suas entranhas estivessem se dissolvendo
8 – tenha sua fita demo recusada em varias gravadoras
9 – lance um sucesso em uma novela da globo
10 – apareça nos programas do raul gil, gugu e em qualquer outro dominical destruidor de cerebros.

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Do you remenber Rock 'N' Roll Radio? Tags:
11/11/2009 - 23:26

Amava os Beatles e os Rolling Stones

Pra mim, a musíca é vital. É a respiração do mundo. Inclusive com algumas patologias: a asma, a sinusite, e a rinite se apresentam nos mais variados ritmos: pagode, axé, sertanejo, funk, concurso de calouros…. Esse tipo de musica não é nem um pouco vital. É o anti-cristo da sonoridade.

Alias, eu aprendi muito sobre boa musica ultimamente. Falando em patologias, eu também já fui mais uma adoelscente sofredora de ignorância crônica, daquelas que escolhe musica pelo idioma que é cantada: se é em ingles é algo como: UAU (e enquanto isso o refrão repete sucessivamente Fuc* Fuc* fuc*), e se é em português, bom, daí é a escória musical. Ah tá.

Para minha sorte, essa doença veio com prazo de validade. Hoje em dia, tem muito da musica nacional contracenando com o meu velho e bom piano de Chopin, com as peças de Bach e com o meu estimado Rock’n Roll. Comecei com um inofensivo Legião Urbana. Daí para Nando Reis, Rita Lee e Lulu Santos foi um pulo. Surgiram no cenário também Adriana Calcanhoto, Maria Rita, Vanessa da Mata. Tudo muito empolgante. Mas nada tão empolgante como esse quarteto feminino que eu descobri por esses dias. Chama-se  Chicas. E se eu achei ja logo de cara o nome divertido, a minha identificação com a sonoridade do grupo foi imediata. Há muito eu não via quem trabalhasse tanto com a própria sonoridade da voz, usando os instrumentos apenas como coadjuvantes para um talento que está obvio. Impossivel não comparar com esses grupos “super talentosos” cujos instrumentos são tão ruidosos que camuflam a evidente falta de vocação musical.

Mas além do talento evidente, o que me cativou nas Chicas, foi a harmonia quase desarmonica de suas vozes de timbres tão diversos, suas releituras divertidas, sua diversidade de instrumentos, de sons, de gêneros. Sua presença de palco cativante, a informalidade com que levam sua musíca, que mais do que qualquer coisa, se mostra, de fato, como uma diversão, um prazer evidente.

Como um outro quarteto muito amado meu, elas me surpreenderam. Me supreenderam porque conseguiram musicalizar a alma.

E eu era só mais uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones…

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Do you remenber Rock 'N' Roll Radio? Tags:
23/09/2009 - 20:13

Democracia, Demografia e Liberdade de (IN)Expressão

Utopia é uma palavra engraçada. Ouvi pela primeira vez em algum momento do ensino fundamental, em alguma aula sobre Marx. Depois, me marcou por ser o nome de uma musica da Alanis Morissette que eu ouvia incansavelmente. Mas acho que só agora consigo visualizar o que é realmente uma utopia. Por exemplo, vivemos uma grande utopia de que temos sociedades altamente civilizadas e democráticas (e as que não seguem esse padrão, bom…quais são elas mesmo??), com direitos iguais para todos, ao livre pensar e a livre expressão. E toda essa utopia torna-se mais forte conforme nos encaminhamos para a parte norte do continente americano, um país admiravelmente maravilhoso e livre. Certo?

Errado.

Uma das manchetes dos jornais americanos do ultimo primeiro de setembro, mostram  uma biblioteca do Brooklin, Nova York, que colocou em uma sessão restrita os volumes do livro “Tintim no Congo”, do belga Hergé. A porta voz da instituição, Malika Granville, nos contemplou com uma declaração absolutamente encantadora a respeito:

É importante esclarecer que não estamos censurando este livro

Eu gostaria então que ela dissesse o que ela acredita que estão fazendo com o livro…

E se você também se questiona do porque este livro (não) está sendo censurado, os jornais também respondem a você:

Os críticos do jovem repórter consideram que o episódio no Congo contém imagens e diálogos que envolvem ideias racistas, segundo as quais os africanos são selvagens, parecem macacos e falam errado.

Corrija-me se estiver enganada, mas nós estamos falando do mesmo povo que só elegeu o primeiro presidente negro nas ultimas eleições, que possui bairros e escolas predominantemente para brancos ou negros, o país do assassino de Nelson Mandela. Certo?

Certo. E são eles que vem falar alguma coisa sobre preconceito? Em um livro infantil? Que foi censurado e exposto apenas em livrarias adultas? E a liberdade de expressão…

Quer falar sobre preconceito? Vamos falar sobre preconceito…

Eu não vi o Brasil censurar um episodio dos Simpsons em que a familia vem ao Brasil e encontra lixo, selvagens e criminosos. Nem vi tampouco o Brasil censurar o filme “ Turistas” que mostra, adivinhe o que? Um bando de turistas que vem ao Brasil e são seqüestrados. Não vi o Brasil boicotar o cinema nacional por mostrar uma realidade tão fiel quanto as novelas de Manuel Carlos e Gloria Peres em filmes como tropa de elite e cidade de deus, que fazem o pais parecer um Carandiru a céu aberto.

Entao, enquanto o Timtim e crucificado pelos americanos, no Brasil, lançam um projeto de lei para que o funk vire movimento cultural. E eu, que em minha infinita ignorância, sempre achei que movimento cultural pregava também uma ideologia e um estilo de vida, vou ter que me acostumar a ver o funk figurar entre movimentos como a geração beat, os punks, o tropicalismo…

Qual será a nova palavra de ordem em estilo de vida? Vai lacraia, vai? Só as cachorras? Um tapinha não dói? Creu? E depois o problema esta no Timtim…

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Hoje é dia de criticar! Tags:
15/08/2009 - 01:28

Cinéfilas desventuras

Engraçado. Eu vivo escrevendo sobre filmes. Me auto-declaro cinéfila. Mas uma cinéfila com um que de poser. Veja bem, eu amo filmes, mas não sou uma frequentadora tão assidua, e tampouco fanática, do cinema. Talvez seja porque nada me irrita mais do que sair de casa para ver um filme e perceber que as outras pessoas que dividem comigo o pequeno espaço da sala III do arcoplex cinema não sairam de casa com essa mesma intenção, o que culmina em ordas de adolescentes selvagens gritando para os colegas, batendo o pé na sua cadeira e um casal claramente se agarrando ao seu lado – coisa da qual você não escapa nem mesmo nas famigeradas sessões de segunda a tarde. Porque dai você tem certeza de que frustrou o programa de um casal que só foi ao cinema para fugir dos olhos de lince de algum parente desocupado e bastante enxerido.

Tudo bem. A gente supera.

O que eu não supero, obviamente, é a minha hiperatividade. Engraçado que uma pessoa pode ser, ao mesmo tempo que absolutamente preguiçosa e sedentária, também completamente hiperativa. Contradição é o meu nome, muito prazer.

E eis aí porque cinema me tira do cabo. Não que os filmes não me prendam a atenção. Não é isso. Não é bem isso. Alguns prendem. Mas prendem desprendendo, sabe? Talvez porque eu seja o tipo de pessoa que se distrai com a mosca na sala ao lado, o que complica bem a minha atenção e, posteriormente, a minha compreensão da história. Principalmente porque eu também sofro de siricutico cronico, o que me faz sair da sala varias vezes por filme, passando por situações bem constrangedoras e nada agradaveis.

Não me entenda mal. Há poucas coisas de que eu goste mais de que de um bom filme. Mas eu gosto deles a minha maneira – fragmentado e de soquinho.

Pense em benjamin button. Eu teria gostado muito mais do filme se o tivesse assistido no conforto da minha casa, largada no sofá. Teria corrido de uma vez aquela parte chata que é o começo e ido direto para a mais legal. Teria também parado o filme varias vezes, fazendo vários pit stops em momentos estratégicamente insuportaveis do filme (pode acreditar, teria varias pausas MESMO). Teria me poupado uma bela carga de atenção para as partes mais importantes. Talvez eu até tivesse me emocionado, ao inves de agradecer aos astros pelo fato de o chato do sr. B.B ter finalmente morrido.

Tudo bem. Pode ser que eu não saiba escolher os filmes que eu vou ver no cinema. Marley e eu está aí para comprovar.

Mas, por via das dúvidas, eu vou ao teatro. Os filmes eu recupero na locadora por bem menos que meia entrada de cinema. E teatro é sempre teatro. Seja pela vida e pelo drama que fluem a cada palavra e contaminam até uma criança afegã morrendo de inanição, teatro nunca entedia.

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Movieland Tags:
30/07/2009 - 16:35

Infinito ate que a morte advenha

Aviso desde já: não sou uma pessoa romântica. Não acredito em felizes para sempre. E acho o principe encantado um chato. Tudo isso, apenas para dar o meu parecer sobre o mais polemico dos relacionamentos: casamento. Que começa, como tudo no mundo, com um sim. O inferno vem depois. Porque nesse caso, o inferno realmente são os outros. Ou O outro.

Eu não acho que o casamento tenha se tornado uma isntituição falida. Na verdade, sempre foi uma isntituição falida. E tudo por causa do “até que a morte os separe”.

Para começo de conversa, de onde diabos surgiu o “até que a morte os separe”? Vamos pensar logicamente: pegamos dois seres humanos que, como tais, estão em constante mudança, transformando-se a cada nova vivência, e dizemos: a partir de agora, o caminho de vocês vai ser esse. Até o fim. Nietzsche reviraria no túmulo… Que torna-te o que tu és o que. Torna-te o que o seu casamento permitir. Mandamos o potencial de cada um para o espaço, e os obrigamos a seguir uma mesma direção.

Deve ser por isso que muitos casais só se separam quando o amor vira ódio. Deve ser por isso que dizem que a linha entre amor e ódio é muito tênue. É tênue nada. Os casais acabam se odiando, porque, tendo mudado, querem seguir caminhos diferentes, e, mesmo assim, continuam juntos, porque casamento é para sempre. E o que acontece depois que o  pra sempre acaba?

O casamento não deveria ser uma prisão. Deveria sim ser uma união sagrada, um ato de amor, a junção de dois caminhos distintos que agora, no hoje, querem trilhar a mesma estrada. Nada garante que essa estrada não vá ter bifurcações. E seria crueldade, um atentado contra a natureza, modificar a geografia natural desse caminho.

Quando as divisões surgem, não significa que o amor acabou. Singnifica que as pessoas envolvidas mudaram. E que seriam desleais consigo mesmas se não seguissem seus próprios caminhos, se não buscassem novas pessoas, se não buscassem se tornar tudo aquilo que podem vir a ser. Porque eu não acredito que possa existir uma pessoa que seja exatamente a pessoa que queremos ao nosso lado em todos os momentos da nossa vida.

Pois amor é fogo. E como diz Vinicius de Morais:

E que nao seja imortal, posto que e chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Afinal de contas, talvez o casamento seja mesmo ate que a morte separe. Ate que a morte do amor, ate que a morte dos individuos, tais como eram no passado, no momento do sim, advenha.

Com isso, eu nao estou defendendo esses casamento relampago, que duram um mes e, ao menor sinal de adversidade, e divorcio na certa. Existem bifurcacoes e existem pedras (tinha uma pedra no meio do caminhos, no meio do caminho tinha uma pedra). Cabe que os envolvidos saibam identificar uma ou outra. E que descubram tambem como lidar com elas.

Mas tambem nao defendo esse grande epico que se tornou a busca pelo grande amor, desprovido de desavencas, de diferencas, de defeitos, e que vai durar por toda a vida. Nesse grande romance, as pessoas esquecem que nao estao brincando com bonecos, mas que a historia envolve individuos, com uma complexa gama de sentimentos, vontades e anseios, o que torna as coisas impossiveis de serem previstas, medidas e estipuladas.

Afinal de contas, ate que a morte os separe pode ser um dia, um mes ou um ano. Para esta infeliz, e realmente muito tempo.

Autor: keka_wonka - Categoria(s): The History of Everything Tags:
29/07/2009 - 23:17

O enigma de Harry Potter

Minha mãe sempre me ensinou a ver o lado bom de todas as coisas. Então, a unica coisa que eu posso dizer a favor do “maravilhoso” Harry Potter e o enigma do principe (e eu estou até agora procurando o enigma do principe no filme), dirigido por David Yates, é que a trilha sonora é realmente fantastica.

E é isso. Nada, exceto o gigante cartaz escrito “harry potter” na entrada do cinema,  me denunciava que o filme que eu fui ver no cinema era realmente Harry Potter. Alias, poderia ser qualquer filme do mundo, menos Harry Potter.  Basta, para se ter certeza, que eu mencione que, durante todo o filme, apenas algumas cenas – e com algumas eu quero dizer menos que os dedos de uma mão – estão realmente presentes na historia criada por J. K Rowling. Todas as outras cenas que preenchem o restante das duas horas e meia - as quais eu permaneci sentada, em muda incredulidade – são fruto do abuso de cafeina e do complexo de escritor frustrado do diretor do filme (eu-não-consegui-ser-escritor-vou-destruir-a-obra-alheia).

Mas é lógico que não para por aí. Além da “hiper criatividade” fora de contexto, o sr. Yates também achou que seria divertido transformar Harry Potter em um gigantesco melodrama, cheio de pausas e suspiros e olhares, hiper carregados de sentimentos recolhidos. Que ótimo que ele acha que o amor está no ar. Mas não está tão no ar assim.

Alias, é tanto amor no ar, que não sobrou tempo para contar a historia do nosso querido tio voldy – que, diga-se de passagem, é o ponto central do livro – e nem para contar o enigma do principe mestiço – que, apesar de dar nome ao filme, só foi citado por duas vezes, em momentos completamente prolixos e desconexos.

Tudo isso embalado pelo queridinho-e-mais-jovem-milionário-britanico Daniel Radcliffe, com uma atuação abaixo da critica e a expressividade de um nabo excessivamente cozido. Eu não sei se é apenas impressão minha, mas o harry potter completamente imbecil e frouxo representado por daniel, nada tem a ver com o verdadeiro Harry Potter, aquele que tem complexo de herói, que grita demais, que é egoísta demais e que ri de menos (e se, por desventura do destino, ele tiver um sorriso colgate como o do nosso amigo radcliffe, a gente agradece a harry por ele ser tão sério).

No fim, eu sai do cinema com três impressões. Primeiro, de que tinha entrado na sala errada. Depois, quando essa possibilidade foi posta de lado – pena – eu tive a certeza de que, após esse filme, Rowling foi para a terapia…depressão grave….ninguém pode culpa-la…eu mesma sai do cinema deprimida…O que me leva a minha terceira e mais importante impressão: MEDO. Eu não acho que vá ser capaz de ver o que David Yates vai fazer com a ultima etapa da saga. Provavelmente vai transformar a caça as horcruxes em uma aventura de férias.

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Movieland Tags:
07/07/2009 - 19:06

Who’s Loving You? – we will always have Paris

Se tem uma coisa que eu realmente não entendo, é essa mania da espécie humana de se intrometer na dor alheia. De transformar o sofrimento em um espetáculo interativo, em um circo mesmo.

Se eu já estava incomodada com a parafernalia publica do velório de Michael Jackson, esse incomodo em nada se compara com o que eu senti no momento em que eu vi, em uma página de internet, o discurso emocionado e verdadeiro de sua filha, obviamente fotografado e televisionado para todo o mundo. E na página seguinte, uma galeria das celebridades chegando para o “evento”, todas elegantes e sorridentes para os paparazzi. OK. Michael Jackson era o rei do pop. Nós entendemos isso nas primeiras 45.893 vezes em que isso foi mencionado durante a semana. Mas nem por isso “o show deve continuar”. As vezes é preciso uma pausa, descansar a voz, desestressar, secar as lágrimas. Algumas coisas devem ocorrer atras das cortinas, nos bastidores.

Não me parece certo fazer de um pesar tão individual uma apresentação tão estapafúrdia. Logo de quem, praticamente o anti-cristo, crucificado a torto e a direito, por tudo e por todos. 

E a razão disso? Seria porque as pessoas se sentem mais humanas em contato com a dor? Talvez. Talvez elas precisem desse contato, com um fenômeno tão privado, para se conscientizarem de sua humanidade, para terem certeza de que não são bestas aculturadas, animais andando em duas patas.

Ou talvez seja mesmo, e de novo e de novo, a figura do mito sobrepujando a do real, a do astro da música vivendo acima  da figura do pai, do filho e do irmão que ele foi.

Com tanto fuzuê, a gente acaba se esquecendo.

Com tantas tentativas, umas mais tresloucadas do que outras, de homenagear Michael Jackson, para mim, a mais tocante foi, sem duvida nenhuma, a mais simples de todas…

Autor: keka_wonka - Categoria(s): Hoje é dia de criticar! Tags:
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