Festival Rec-Beat 2009 (o bloco dos independentes)
Não se trata de alternativa ao carnaval. O Rec-Beat, que chegou à sua 14ª edição entre os dias 21 e 24 de fevereiro apresentando mais de 20 bandas, é uma vitrine que se aproveita do volume de foliões e do posto de âncora de um dos pólos do carnaval aberto do Recife para se manter entre o festivais de música independente mais populares do país. Com entrada gratuita desde 1999, quando migrou de Olinda para o Recife e passou a ser patrocinado – em princípio via captação própria, e, desde 2003, englobado no carnaval da capital (este, inscrito na Lei Rouanet: a iniciativa privada põe dinheiro e tem abatimento no IR) -, o Rec-Beat custou neste ano 340 mil reais, entre cachês, tributos e a estrutura competente montada na avenida Cais da Alfândega, à beira do Rio Capibaribe.
Hoje distante das “bandas novas” de outrora (Nação Zumbi e Mundo Livre S/A), que reinam em outros palcos do carnaval, o festival reúne artistas independentes de todo o Brasil e países vizinhos. A edição deste ano teve de Silvia Machete à chilena Original Hamster, e foi destacada pelo já consagrado Gogol Bordello, que, no último sábado, 21, pela segunda vez se apresentando no Carnaval do Recife, a primeira vez foi no ano passado, durante um show do DJ Dolores. Com quase dez anos de carreira e trajando uma camiseta com a bandeira de Pernambuco, e cantando por cima de bases programadas (“tocou” até “Beijando A Flora” de Alceu Valença e se aproveitou bem do temporal que desabou sobre a cidade, fazendo com que ninguém ficasse parado), com auxílio de um DJ, um vocalista e uma dançarina de tirar o juízo, o cantor ucraniano, líder da banda estadunidense Gogol Bordello, subiu ao palco do Rec-Beat para substituir o DJ e produtor americano Afrika Bambaataa que, por motivos de saúde, cancelou sua turnê pelo Brasil. Estima-se, reuniu 20 mil espectadores – uma das maiores lotações da “casa”. “Não meço o festival pela quantidade de pessoas. Quinze mil, vinte mil, pra mim isso é segundo plano”, folga Gutie, que reconhece a vantagem de pilotar um evento com entrada gratuita, mesmo com a edição fechada de São Paulo: “Talvez eu não conseguisse fazer este festival fechado, dependendo só de bilheteria, porque as pessoas teriam de pagar pra ver coisas que elas não conhecem.” Não deixa de ser um sonho realizado este padrão de festival gratuito e multifacetado que, mesmo em fase de “testes”, promove uma ampla celebração musical.
E, com a tal nova prefeitura, Gutie optou por planos B, inclusive alternativas propostas pela Abrafin (Associação Brasileira dos Festivais Independentes), já que a nova administração mudou o esquema de financiamento do carnaval.
QUEM DISSE QUE A FESTA ACABOU?
Após o término do carnaval no Recife, o festival Rec-Beat leva grupos pernambucanos e latinos a São Paulo. O Rec-Beat.SP invade o SESC Pompéia, entre os dias 26 e 28 de fevereiro, utilizando como armas os grupos latino-americanos Desorden Publico , Bomba Estereo e Original Hamster para dividir as noites de shows com revelações e novos nomes da cena pernambucana: Catarina Dee Jah, DJ Dolores e Júlia Says. Os shows acontecem na Choperia do SESC Pompéia, a partir das 21h. Os ingressos para cada noite de shows custa R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
E QUEM DISSE QUE A FESTA ACABOU?
Hoje tem Lenine e Silvério Pessoa no Polo Várzea. Esses shows aconteceriam na segunda (23/02), mas foram cancelados devido às chuvas. Já em Casa Amarela acontece o “dia rock” do Polo com destaque para a Unscarred, a única banda de metal da programação oficial da Prefeitura. E ainda hoje tem também o Bloco do Case. A Concentração é em frente ao Quintal do Rossi, às 16h.
INGRESSOS PARA O ABRIL PRO ROCK 2009 JÁ ESTÃO À VENDA
Já começou desde a semana passada a venda de ingressos para a 17ª edição do Abril Pro Rock, que acontece neste ano nos dias 17 e 18 de abril, no Chevrolet Hall. Por enquanto, podem ser compradas apenas entradas para o primeiro dia do festival, na bilheteria do local. Os ingressos custam R$ 100 (inteira), R$ 70 (inteira + um quilo de alimento não perecível) e R$ 50 (meia-entrada). A principal atração da primeira noite de shows é a banda Motörhead, expoente do metal e hardrock mundial. Além do grupo liderado por Lemmy, o Abril Pro Rock terá apresentações com os grupos Móveis Coloniais de Acaju, Black Drawing Chalks, Candeias Rock City e Marcelo Camelo. Segundo a organização do festival, em breve serão divulgadas informações sobre o início da venda de ingressos do segundo dia do festival, assim como as demais atrações do evento. Além do Recife, o Motörhead fará outras duas apresentações no Brasil: Goiânia (Clube Jaó, 15/04) e São Paulo (Via Funchal, 18/04). Os ingressos já estão à venda.
*E por hoje é só.
Autor: cleiton_shelley@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: música