iG
iBest BrTurbo

Arquivo de setembro, 2008

25/09/2008 - 21:35

Algumas atrações do Planeta Terra, Soko e Mallu (agora vai)

Planeta Terra Festival, Planeta Terra (Terra!), Soko, Mallu e a cobertura do Festival No Ar Coquetel Molotov, com vídeos. Agora o post está pronto.

E AGORA UM BOFON// Como diria a minha amiga Madame Mim, eu tenho um bofon pra contar. Atenção! Mallu Magalhães e Hélio Flanders (Vanguart) estão namorando. A coisa é séria! Este é o novo casal indie do momento. E isso está gerando uma polêmica danada pelo fato do cara ser mais velho que a menina. Ora, ora… Os folks também amam.

Lembra a polêmica capa da “New Yorker” com caricatura de Barack Obama na Casa Branca como terrorista? A “EW” desta semana entra na onda com dois dos melhores apresentadores/comediantes dos EUA: Jon Stewart e Stephen Colbert. Dá para ler a matéria no site da “EW”.

PLANETA TERRA// Sabe qual foi o assunto da semana no planeta? Não, né? Também… Você fica aí lendo sobre o novo casal indie neste blog, como iria saber? Em Cern, na Suíça, neste exato momento, cientistas estudam à volta da vida terrestre até o Big Bang do Sistema Solar. O jornal britânico “The Guardian” divulgou na quinta em uma matéria sobre essa reunião de cientistas em Cern, e disse que vão desvendar os “segredos do universo”. O repórter, com uma escrita excelente, falou que foi até Genebra, onde os cientistas estão estudando o caso em um túnel circular de 27 km, embaixo da cidade, mas nem por isso sacou alguma coisa, sim, ele não entendeu o que os cientistas faziam. Começou questionando que, se ele não tinha sacado o título do novo filme do James Bond, Quantum of Solace, como ele iria sacar a história de Genebra? De capa, especularam que essa simulação do Big Bang unindo força e calor para chegar à “partícula de Deus” é super ligada ao “Klaxon Nu Rave Reflux”, hahahahaha. E por falar no meu, no seu, no nosso Planeta…

FESTIVAL PLANETA TERRA DIVULGA O PREÇO DOS INGRESSOS E ALGUMAS BANDAS // O primeiro lote de ingressos para o Festival Planeta Terra começa a ser vendido amanhã (sábado, 13 de setembro) pela Ticketmaster. Os ingressos custam R$ 80. O evento, porém, acontece em 8 de novembro, no mesmo local em que ocorreu a edição anterior (Villa dos Galpões; av. das Nações Unidas, 20.003, zona sul, SP), com as seguintes atrações:

Jesus & Mary Chain
Bloc Party
Kaiser Chiefs
Breeders
Animal Collective
Spoon
Foals
Mallu Magalhães
Curumin

Offspring? A banda continua em negociação, mas deve constar no cardápio do festival; e ainda uma próxima atração também deve ser divulgada mais tarde.

Saber parar é uma arte. Para poucos, claro. O Weezer planeja novo disco.

SOKO IN THE SKY WITH DIAMONDS// Ela nasceu em 1986, em Bordeaux. Iniciou sua carreira de atriz e apareceu em diversos filmes franceses, como Lês Irréductibles, Dans lês Cordes e Lês Diablesses. E foi justamente o desejo de cantar uma canção para a trilha sonora de um filme em que atuou que a fez dar um play na sua carreira musical, em meados de 2006. Ela é Stéphanie Sokolinski, uma jovem parisiense, que adotou o nome de SoKo por conta própria, como uma brincadeirinha para Not Sokute (algo como ‘não tão adorável’), título de seu primeiro EP, o qual contém cinco faixas, incluindo “I’ll kill her”, o seu maior hit.

Sua música é um folk sutil, porém com letras atrevidas, cantado em inglês, com um forte sotaque francês e uma forte influência de Johnny Cash, grande homem que esteve presente em “espírito” no Recife, nas mãos e na voz de uma outra menina que foi destaque ao No Ar Coquetel Molotov 2008 (a cobertura do festival aparece lá embaixo).

Em algumas canções, Soko aparece apenas como uma pobre coitada que tomou um pé na bunda. Em outras, ela se mostra uma jovem atormentada por causa de um amor não correspondido. Detalhe: ela quer se vingar. E em algumas, a exemplo do single “My Enemy”, ela consegue mesclar tudo disso, de forma melancolica, mas com bastante humor.

Sem ter lançado um único álbum a cantora já é hiper conhecida em vários países, devido à Internet e suas músicas, que disponibiliza em sua página do MySpace.

A MENINA, O BANJO E A INVASÃO SUECA// ESPECIAL NO AR COQUETEL MOLOTOV 2008// Aconteceu há alguns dias no Recife a 5ª edição de um dos principais eventos indies do país: o mais ou menos novo No Ar Coquetel Molotov. Achei o line up mais atraente do que o do colossal Tim Festival desse ano, aliás, não é sempre que você vai a um evento com mais expectativas para as atrações desconhecidas do que para as conhecidas. Quem tem um olhar superindie pensa como eu, haha.

- O No Ar Coquetel Molotov não mudou sua configuração e, tal como as edições anteriores, foi realizado em dois dias, atraindo mais de 2 mil pessoas por noite. Foram 16 atrações divididas entre a Sala Cine UFPE e o Teatro da UFPE. Este último legitimou de uma vez por todas o festival como um evento de massa. >> O “velho” duo sueco Club 8 de Karolina Komstedt e John Anergard se saiu muito bem. E acompanhados por um telão exibindo filmes de Bergman, não podia ter sido diferente. A linda voz de Karolina sobre o violão de John deu uma estética intimista ao show e fez com que o público se comportasse e prestasse atenção direitinho nas músicas, alguns até cantando junto na hora em que tocaram a emocionante “Jesus Walk With Me”. >> Dos demais suecos, Shout Out Louds fez no palco do NAC o que a banda sabe fazer bem feito: indie pop com influências assumidas de The Cure. O show foi um dos mais instigantes do Teatro e o grupo ainda conquistou vários fãs, principalmente àquele pessoal desavisado que tinha ido pra ver apenas Marcelo Camelo. >> E por falar nele… Em seu primeiro show solo, o carioca explorou o que tem de melhor, acompanhado pela banda instrumental Hurtmold, que mescla o jazz com a música brasileira, adicionando elementos de improvisação e eletrônica. Sem contar que a presença da menina Mallu Magalhães, que chega o abraçando e caindo no choro, para cantar a faixa “Janta” foi tudo. Era impossível, entretanto, ver Camelo tocar faixas de seu CD solo (ou de sua ex-banda) e não lembrar, instantaneamente, da forma carismática com que o cantor conduzia seus shows com o Los Hermanos. >> Vanguart, capaz de shows inesquecíveis umas vezes, esquecíveis outras, palavra de quem viu a banda ao vivo pelo menos umas sete vezes… Bom, não há muito que dizer desta vez, já que os cuiabanos cancelaram sua mini-tour pelo nordeste, dando a vez para o grupo cearense Cidadão Instigado. >> Já o canadense Owen Pallett, também conhecido pelo seu trabalho como violinista no grupo Arcade Fire, é o cara por trás do projeto Final Fantasy e fez “o show” mais virtuoso e lacrimal do evento, tocando violino com um sampler controlado por pedais que gera loops simultâneos de trechos tocados por ele. >> O trio sueco Peter Bjorn And John foi capaz de deixar o público inteiro admirado, mostrando que também sabe ser roqueiro. E fez o melhor show do festival. Pena que boa parte do público já havia ido embora quando a banda entrou em cena, quanto à parte que ficou não teve do que se queixar. O trio guardou o hit “Young Folks” para encerrar o show e, é claro, alguns minutos depois retornou entusiasmado, presenteando o público com um bis e tanto.

- Dando continuidade a sua vocação de revelar nomes, o NAC apontou certeiro para três boas tendências.
1) A da novíssima geração: tudo bem que ela já havia aparecido no Jô Soares, foi nomeada “a revelação do MySpace” e até já foi garota propaganda da MTV, mas a menina MALLU MAGALHÃES, 16 anos, é impressionante cantando pausado e baixinho, tocando seu banjo e gaita. Contemporânea de Vitor Araújo, Stephanie Toth e bandas como Pop Armada, quase todos longe dos 20 anos de idade, a menina subiu no palco e literalmente deu show. Com uma blusa azul desabotoada e uma camiseta do Belle & Sebastian por dentro e sapato bico fino nos pés, a adolescente traz ao indie pop uma mistura de estilo folk clássico que encanta. Pelo que eu lembro, tocou 15 músicas: entre elas, o seu hit “Tchubaruba”, uma de Beatles e ainda mandou “Don’t You Look Back” do Johnny Cash, como se fosse uma releitura de Soko, sei lá. O vídeo abaixo de trecho de sua apresentação é tosco, mas veja o quão talentosa é essa “fofinha” paulistana de 16 anos cujo ídolo da vida é o Bob Dylan. Nessa música, ela toca violão ao invés de banjo.

2) O pós-hip hop: artista ligado à cena underground do rap nacional, Akin já compartilhou shows ao lado de Prefuse 73, Aesop Rock, Rob Sonic e Sebastian Laws (NY). Uma descrição para o som de Akin? Rap moderno, futurista e milianos na frente dos outros. No NAC, crítico militante dos caminhos comerciais e “enlatados”, o rapper transmitiu em seu discurso o cenário cinza que observa. A grande sacada do show, no entanto, foi a forma agressiva e séria que o rapper adotou para fuzilar com tudo e todos. No mais, o público aprovou, vendo que Akin se mantém no palco de cabeça erguida e com moral, preocupado apenas em fazer um som de forma autêntica e honesta. Tudo isso a zero dólar, coisa fina… “muit’amô”, diria Mano Brown.

3) O “velho” novo indie-rock: grata surpresa da nova cena indie não muito falada e pouco vista (por mim, pelo menos), a banda recifense Zeca Viana & Onomatopéia Bum!, tem como front-man o próprio Zeca Viana, também integrante dos grupos Volver e Asteróide B-612. Já conhecia o som destas duas bandas dele e achava bacana apenas a segunda, mas com um detalhe: para mim, eles seriam mais bem sucedidos se deixassem de lado algumas preocupações “roqueiras” nas músicas. Coisa que Zeca Viana & Onomatopéia Bum! faz e executa sem nenhum problema. Desprovido dessa preocupação de parecer mais “rock”, Zeca e suas duas backing vocals, as irmãs Sofia e Maíra Egito, subiu no palco do NAC oferecendo um som pop, retrô e moderno. Nas músicas se sobressaem letras, melodias e uma característica vanguardista que foge de qualquer clichê pop. Em alguns momentos, a vibe é psicodélica, em outros o clímax é totalmente frenético. Você consegue ouvir Architecture In Helsinki, I’m From Barcelona e até new wave tosca no som do trio, excelente em suas músicas “You And I”, “Lata Leite Light” e “Tatuí” – todas reunidas em um disco lançado pelo selo Bazuka Discos. Neste vídeo de trecho do show do No Ar Coquetel Molotov, a banda mostra a (também) ótima “O Foguete, O Fim e O Começo”.

Agora sim este post acabou.

Autor: cleiton_shelley@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo