Aqui e ali
*Oba!
*Primeiro post do resto de nossas vidas, se segura!
*O título já diz tudo. A coluna começa com notícias de todos os lados, aqui e ali. E para começar…
*Numa tarde após um ensaio do Mombojó, encontrei Felipe S. junto com os amigos da União Aurora no apartamento de Chiquinho, na Rua da Aurora, no Recife. Felipe disse que, entre os planos do Mombojó para o futuro, está a vontade de criar novas músicas através de projetos como o próprio União Aurora.
*De “Gravando! Os Bastidores da Música”, livro sobre a carreira do megapremiado produtor Phil Ramone, que tem uma extensa lista de gravações famosas em seu currículo:
- Sobre “Getz/Gilberto” e a gravação de “Garota de Ipanema”, em 1963 (págs. 151 a 153): “Durante a gravação de ‘Getz/Gilberto’, baixou uma energia indescritível na sala – uma paz que deixou todos nós felizes. A maior surpresa de todas foi a forma com que a mais famosa versão de ‘Garota de Ipanema’ – cantada pela mulher de João, Astrud Gilberto – veio a ser executada e gravada, e a rapidez com que ela se popularizou. (…) Pelo que me lembro, Norman Gimbel chegou ao estúdio por volta de dez da noite, trazendo a letra da música. Creed [Taylor, produtor da Verve Records] passou os olhos na letra e disse: ‘Puxa, seria legal mandar esta canção para Sarah Vaughan’. João tinha insinuado que Astrud talvez cantasse a canção, e nós poderíamos gravá-la como uma demo e enviá-la a Sarah. Eu nem sabia que Astrud cantava; ela ficava sempre sentada, quieta, num canto do estúdio, enquanto o marido e seu grupo gravavam o disco. Astrud era uma pessoa muito doce, e sua versão de ‘Garota de Ipanema’ veio a ser a demo mais encantadora que eu já ouvira. (…) Eu cortei um disco e enviei ‘Garota de Ipanema’, interpretada por Astrud, a Quincy Jones, e fiquei surpreso ao saber depois que Sarah Vaughan tinha se negado a gravar a canção. Mas fiquei muito feliz quando soube que a Verve decidira colocar a versão de Astrud no verso de um single de Stan Getz – ‘Blowin’ in the Wind’ (…). A gravação de Astrud teria ficado no anonimato se não fosse pelo DJ de uma pequena estação de rádio em Columbus, Ohio, que, durante o programa, virou o disco e tocou o lado B. Em poucas semanas, as estações de rádio no país inteiro também passaram a tocar a música, e ‘Garota de Ipanema’ chegou ao número 5 nas paradas de sucesso. Além disso, representou o momento de definição da música brasileira – no Brasil e nos EUA. O álbum ‘Getz/Gilberto’ – que, a princípio, fora arquivado em decorrência do efeito arrasador que teve o aparecimento dos Beatles – alcançou o número 2 e ficou nas paradas de sucesso por dois anos.”
- Sobre a gravação de “Blood on the Tracks”, de Dylan (1974): “Eu já havia participado de turnês de Bob Dylan e gravado Bob e The Band em 1974, mas ‘Blood on the Tracks’ foi o primeiro e único álbum de Dylan que eu gravei no estúdio. Como muitos de seus fãs, eu sentia grande admiração pelo talento de Bob e respeito por sua postura polida e distante. (…) Era evidente que este álbum trataria de questões pessoais. Bob estava se separando; estava frágil emocionalmente e numa encruzilhada, do ponto de vista criativo. (…) Não parecia haver muito planejamento da parte dele, mas isso não me aborreceu. Se você entende quem Dylan é e sobre o que é a sua música, sabe que ele vai para o estúdio com o que chamo de ‘espontaneidade preparada’. Nunca se sabe bem o que Bob vai tocar, ou em que tom ele vai tocar. Dylan não gosta de fazer overdubs, e então você acaba se adaptando a isso. (…) Bem, você tem que entender que Bob Dylan é um pouco excêntrico: ele entra no estúdio e já começa a tocar. E só se concentra na música. (…) A sessão não tinha organização nenhuma, não se tinha a sensação de que ele estava sendo orientado ou limitado por alguém ou alguma coisa. (…) Eu percebia que a liberdade com que Bob interrompia e recomeçava uma canção, sem ficar atento ao trecho em que entraria determinado verso ou refrão, agitava os músicos, que esperavam uma colaboração mais centrada. Mas é assim que Dylan cria – o que importa é o fluxo de seu pensamento. Nessas sessões, as canções emanavam dele como se fosse uma só. Bob começava a cantar uma canção, passava para uma segunda sem nenhum aviso, mudava para uma terceira no meio do caminho, e de repente voltava para a primeira. Era raro Bob tocar qualquer música duas vezes da mesma maneira, o que podia ser desnorteante se você não estivesse acostumado a isso.”
*Novos e de graça: Rappa, Carla Bruni, Mogwai.
1. ”Monstro Invisível“, primeiro single do próximo CD do Rappa, que sai em agosto
2. “Comme si de Rien N’Était“, o novo CD da primeira-dama francesa, Carla Bruni
3. “The Sun Smells Too Loud“, primeiro single do próximo CD do Mogwai
Autor: cleiton_shelley@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: