Cafeína. Cérebro. Big Bang!!

O I Encontro Intelectual de amigos, do qual participei, teve pelo menos dois bônus explosivos – além de toda a maravilha que foi: pílulas de cafeína e episódios da série The Big Bang Theory.
A cafeína foi cortesia do cafeinômano Carlos Daniel, que não se contenta em beber muito café, e toma pílulas que aumentam em algumas vezes a potência do efeito. Ele me presenteou com algumas pílulas e, agora mesmo, estou sob efeito explosivo. A pobre Letícia experimentou e só conseguiu queimação intestinal e, pela agitação provocada, uma queimação de fato: ela caiu enquanto segurava uma panela de água fervendo e ganhou umas bolhas temporárias porém nojentas no braço – mas nada demais.
Em mim, contudo, o efeito da cafeína foi mágico.
Agora mesmo, lendo Breve História de Quase Tudo (outro presente magnífico do CD) “sob efeito”, eu consegui tal nível de concentração a ponto de apreciar os temas universais do livro de um ponto de vista da minha vida inteira, incluindo a suposta morte, numa verdadeira experiência panorâmica. O sentimento produzido foi de entusiasmo perturbador e pressa, muita pressa: preciso saber de muita coisa, preciso colocar meu cérebro a serviço da busca da verdade, preciso correr e ler e estudar tudo o que puder, na maior velocidade possível, pois tenho pouquíssimo tempo! É como se eu sentisse meus próximos 50 anos com a mesma proximidade com que se sente a próxima semana!
Obviamente que isto produz o sentimento sombrio de um moribundo, mas a grandiosidade de tomar sua vida inteira na palma da mão, e ter a clareza do objetivo idealista de conhecer o Universo o melhor possível neste tempo; e, sobretudo!, a esperança estúpida e poderosa de que talvez a morte seja adiável, adiável e até evitável (tecnologia é melhor que magia, mesmo se magia existisse!), tudo isto supera com facilidade o medo da morte, e o resultado é uma alegria tão intensa – que agora sinto – que, de modo estranho e divertido, quase chega a incomodar.
Que sentimento!
Esse é o tipo de detalhe que torna meu ateísmo tão convicto: como diabos este tipo de estado mental magnífico não é natural? Perto disso, nossa existência vulgar e sóbria é tão pobre… Obviamente somos fruto de uma seleção natural cega, e não de um criador inspirado (que obviamente poderia nos dar um estado mental ainda muito melhor do que o provocado pela cafeína).
Bem, fora a cafeína do CD, há o seriado do Pierre.
The Big Bang Theory é uma sitcom nerd, onde quatro jovens inteligentíssimos e a loira mais deliciosa que já vi na vida interagem socialmente do jeito que dá. Não se passam dez segundos sem alguma fala muito engraçada, quando não genial. Espetacular. O Pierre me passou os 8 primeiros episódios legendados. Devo procurar mais assim que puder – se Lost deixar tempo pra isto. Aliás, a quarta temporada de Lost consegue ser melhor que a terceira, pqp…
No encontro Vitor provou a cafeína e disse se sentir um Deus.
Agora entendo!
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P.S.: relendo o post acima, agora que estou “sóbrio”, percebo nitidamente o quanto estava alterado! Mas foi realmente incrível. Há pouco, no messenger, disse ao próprio Carlos Daniel: “o fato de que eu não existo naturalmente no estado em que a cafeína me deixou deve ser, hoje, a melhor razão pra não crer em Deus…”
P.S.²: Nuss, quanto tempo fiquei sem postar. Recentemente, foi por falta de computador, que estava pra conserto. Antes, foi por causa do citado “I Encontro…”, antes ainda… ah, preciso admitir: foi pura preguiça! Tive idéias, comecei vários posts, mas – como diz Skylab sobre seus cursos de informática – “não concluí porra nenhuma!”
por Paralelo, em um estado alterado de consciência…
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags: