Arquivo de outubro, 2006
26/10/2006 - 01:16
Mudança
Iniciando esforço hercúleo…
…
…100%
Estou esgotado. Não é psicológico, é físico. Corri a semana toda, atrás de pessoas, objetos, informações, favores. Chegou a hora da utópica viagem. Dormi quatro horas por dia desde a última vez que postei por aqui. Foi só por isso que não postei mais vezes desde então. Estou muito bem, sigo assim. Mas, especialmente agora, sinto um sono sobrenatural…
E vou dormir mais quatro horas!
Acordo, tomo banho, arrumo os detalhes e, às 10 da manhã, estarei no ônibus. Dois dias de viagem, Belém / São-Paulo. E, chegando lá, posso ficar bastante tempo sem micro. Esta é, assim, minha única chance de esclarecer minha provável ausência pelos próximos dias.
Lembranças e abraços a Jotacê, Anunciação, Marina, Pedro Johnes, Letícia Queiroz, Nívea, Fabrício, Karol “Seixas”, Gilciane e, se esqueci alguém, que este me perdoe – estará obrigado a isto, afinal estou com um sono mortal e apressadíssimo a uma semana! Todos vocês tornaram meus dias mais interessantes nos últimos tempos.
Mas, apesar da apatia física, creiam que estou muito entusiasmado e
Zzzzzz…
por Paralelo, feliz porém funcionado a 2% da potência
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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19/10/2006 - 02:21
Upgrade: Paralelo 3.0

Ora, mas que período passional eu passei no último mês! Eu estava saindo de um stress contra os venenos do capitalismo e, de repente, paixões, brigas, aproximações, angústias, alegrias, quedas, maravilhas, portas abertas e fechadas… Enfim, verdadeiro turbilhão de emoções. Tudo isto me deixou instável. E lá fora, que eu saiba, nada mudou. Continuo com inúmeros motivos de ansiedade. Várias pessoas, todas em minha mira e eu na mão de cada uma. É chato que, por uma série de motivos logísticos, eu não possa citar nomes. Adoraria fazê-lo. Umas eu sei que são… Outras eu sonho que sejam… E algumas eu insisto que podem ser… Maravilhosas, isto é: apaixonadas e racionais; entusiastas e lúcidas; curiosas e céticas; idealistas e realistas; intelectuais e malucas; sérias e lúdicas; profundas e alegres; polêmicas e doces.
Só para sermos capazes de, juntos, longe ou perto, vivermos assim:
Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Colher as flores que nascerem no asfalto
Vamos todo mundo…Tudo que se possa imaginar
Vamos duvidar de tudo o que é certo
Vamos namorar à luz do pólo petroquímico
Voltar pra casa num navio fantasma
Vamos todo mundo… ninguém pode faltar
Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa
Vamos remar contra a corrente
Desafinar o coro dos contentes
- Engenheiros do Hawaii, Pose
Ah, eu não vou parar.
Mas, ora, se eu estive tão instável no último mês, então isto deveria significar que, doravante, devo continuar assim, e até pior. Isto porque, agora ainda mais, vou me jogar de cabeça, arriscar, sonhar, incomodar, buscar, instigar, passar por imbecil e lunático, surpreender, provar que existo, expressar o que sinto, amar sem medida e, enfim, desafiar o bom senso pálido de vocês. E a maioria, é natural, vai me massacrar de dores e sofrimentos. A velha indiferença, a apatia, a responsabilidade, as intuições obsoletas da natureza humana, a impulsividade impensada, a maldita auto-suficiência arrogante. Eu sei, eu sei… Eu sei! Só que ficar duas vezes por semana prostrado e olhando as manchas do teto é uma situação absurda e insustentável.
Foi-se o tempo em que sozinho
Machuquei meu coração
Me contou um passarinho:
Tristeza é sem razão
- Pato Fu, Por Perto
Já que pretendo acelerar minhas desventuras, preciso passar para um outro nível: A razão turbina o sonho e o sonho turbina a razão. E que a força deste sonho me arraste, através das pedras e espinhos, e que eu possa suportar a dor sem precisar parar para os analgésicos.
Não dá pra ficar de cama nesta vida. Há tanto a se fazer!
por Paralelo, na parte em que o herói apanha
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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18/10/2006 - 00:08
Post Simples* de Hoje: Meu “Trabalho”
* Basta! Este é o último “post simples” por aqui.
Hoje acordei já entediado de véspera. Eu sabia o que viria pela frente. Revoltado, perdi tempo jogando 3D Pinball (aquele do XP mesmo!). Tomei banho. Arrumei umas bobagens para a viagem. Comi. Tudo enrolação. O pior momento acabou chegando: fazer sudokus! Digitar 4 5 2 6 1 8 3 7 9… Centenas de vezes… Fiquei feliz, um pouco antes de começar, ao perceber que, diferentemente de ontem (quando passei o dia inteiro escrevendo), hoje eu jamais conseguiria escrever. Estava com bloqueio. Pensei: “Ótimo, pelo menos eu não me sinto perdendo tempo na digitação mecânica dos números”.
Fazer sudokus é muito chato, mas não posso reclamar. É perfeito, pois sempre há aqueles dias em que acordamos meio mortos, com aquela sensação de “tanto faz”. Poder fazer uma bobagem lucrativa em dias assim é, realmente, ótimo. Como eu gasto apenas umas cinco horas por semana fazendo meu trabalho, tenho toda a folga para esperar os maus momentos e, sem nada melhor pra fazer, trabalhar. E, nas semanas em que não caio de tédio, deixo o sudoku para a última hora. Só aí ganho o estímulo de urgência e consigo fazer o serviço.
Hoje foi especialmente chato porque precisei trabalhar triplicado. Como estou de viagem marcada, preciso adiantar o joguinho numérico para o jornal. Afinal, pretendo continuar fazendo o trabalho lá de São Paulo e, portanto, precisarei de algum tempo para organizar a situação por lá: computador, internet, programas, etc.
Desabafado isto, faço uma promessa: nunca mais vou falar de sudoku neste espaço. Pelo contrário, antes de viajar ainda vou fazer este blig parar de funcionar a meia potência. Amanhã ou depois, outra vez, paixão, vigor, entusiasmo. Tenho motivos para estar bem e, mesmo que não tivesse, coisa inútil é ficar apático! E, maravilha das maravilhas, o maldito sudoku já será passado.
por Paralelo, Coming Soon
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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14/10/2006 - 14:09
Outra semana?! Oh, não!
Correria. Viagem pra São Paulo. Preciso levar livros, dvds, games, programas, músicas, HDs, revistas e – se houver espaço – roupas, sapatos e as demais trivialidades. Preciso me despedir das poucas pessoas que merecem uma despedida. Conciliar horários. Escrever os últimos posts para os blogs antes da viagem. Arrumar dinheiro para comprar a passagem. Adiantar um mês de sudoku para o jornal (quero a morte!). Encontrar uma amiga no messenger, enquanto posso. Pensar, pensar sobre os outros problemas – a moça que não responde, a velha amiga que não vejo há um ano, o necessário para a viagem de dois dias (sim, ônibus!), as cópias de CDs, a saúde (não quero gripar outra vez), e o que mais estou esquecendo?!
Eis que vem o banho de água fria: de São Paulo, há coisa de meia hora, sou avisado de que precisarei adiar (mais!) uma semana a viagem. Não mais dia 19. Dia 26. Com mil demônios!
A-V-I-D-A-E-S-T-Á-P-A-S-S-A-N-D-O!
E não aguento mais ver todos aqueles que, diferente de mim, tem dinheiro, se fazendo de vítimas e me tratando mal por ter que me aturar mais uma e mais outra semana. Falo de parentes muito próximos que supostamente me adoram. Parentes que, em tempo de vacas gordas, seis meses atrás, me faziam sentir culpado por “abandoná-los” aqui em Belém. Agora que a mina de ouro está esgotada, a notícia de que vou ficar mais uma semana é encarada como tragédia explícita.
Então, como o meu resgate sofreu mais um atraso, encaro mais uma semana… para respirar esta fumaça, cada vez mais sufocante, da doença por dinheiro, da febre do ouro. E agora estes zumbis estão em plena e crítica síndrome de abstinência. Carnívoros, afetados, vociferantes, irritadiços. A cobrança está em cada olhar. Deixar minha família em Belém é deixar um barco afundando para o inferno. Eles acabaram com tudo e vão terminar se matando de rancor, de ódio, de raiva. Sem dinheiro, sem amor. Aliás, amor é o caralho! Não quero estar aqui pra ver e sofrer isto.
No meio deles, ainda, eu não passo de uma múmia, que espera ser ressuscitada por uma viagem que nunca chega. Mas – basta! – compro o diabo da passagem na próxima segunda, nem mais, nem menos! Aí só uma tsunami na litorânea Belém poderá me impedir esta viagem no dia… argh!… no dia 26!
por Paralelo, preparando-se (outra vez!) para saltar o abismo
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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12/10/2006 - 04:43
Este Dia (Post Pessoal Gratuito)
Dormi às 02:30 h. Precisei acordar às 06:30 h. Tomar banho frio de manhã – vá lá, estou me acostumando com isso. Ir à Cidade Nova 5 (dois ônibus, R$ – 2,70!), encontrar um velho amigo, conforme combinado. Além de ter um dia divertido, a intenção era gravar um CD. Neste CD iriam 13 músicas, que com toda a nitidez dizem coisas que, devidamente explicadas por mim num texto anexo, quero entregar à minha amiga, pela qual, dadas as vicissitudes estruturais, tenho nutrido um complexo de paixão-amor-tesão estranhamente usufruido (e ainda pretendo contar melhor esta história aqui).
Curiosos sobre as músicas? Sem problemas:
01 – Três Lados (Skank)
02 – Retrato pra Iaiá (Los Hermanos)
03 – Supernova (Skank)
04 – Impossível (Biquíni Cavadão)
05 – Escuta Aqui (Biquíni Cavadão)
06 – Não Ter (Sandy & Júnior) [É isso mesmo!!]
07 – Passe em Casa (Tribalistas)
08 – Samba do Grande Amor (Chico Buarque)
09 – Essa Mulher (Arnaldo Antunes)
10 – Poligamia (Kid Abelha)
11 – Lullaby (Lobão)
12 – A Vida é Doce (Lobão)
13 – Ali (Skank)
Bom, gravei o CD. Mas, numa ida ao Cyber café, em meia hora de ar condicionado, gripei. E passei o dia assoando o nariz na Cidade Nova! E, também, jogando Top Gear (sim, aquele do Super Nintendo) com o Fabrício, com os devidos pauses para o nariz. Na volta, mais dois ônibus, e agora gripado. Fiquei uma hora na parada, esperando passar um ônibus menos lotado, afinal eu estava assoando o nariz estridentemente e seria impraticável fazê-lo com as pessoas grudadas em mim.
Cheguei em casa, alívio dos alívios. Aí dormi, às 21:00 h. Muito mal. Acordei esta madrugada. Postei, depois de quase 20 dias, lá no Aventura Humana. É sobre uma moça (só aparentemente?) maravilhosa que, tendo eu visto seu singular profile no orkut, estou fazendo esforços para conhecer e, contudo, não obtendo resposta (decente) até o momento.
E – são 04:40 h – estou postando esta futilidade pessoal aqui.
Ah-tchin!
por Paralelo, “sou o nariz entupido de Jack”
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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05/10/2006 - 00:44
Informe Paralelo
Vivo
Relativamente bem
Semi-apaixonado lutando com o sentimento
Amando semi-esperançoso semi-maravilhado
Ela: o corpo, a mente, a personalidade
Medo de não ser verdade
Cada vez mais a razão concorda que é verdade
E daí? Vou pra longe dia 19
Os dias: passando devagar e semi-aproveitados
Escrevi pouco
Li razoavelmente
Triste por Letícia Queiroz (não vou explicar)
Tímido para Kelly Lima (que desconhece minha existência)
Fraco para esperar o dia 19
Com pressa do dia 19
Querendo que o dia 19 demore mil anos
Dia 19 viajo pra São Paulo
Reencontrar Lilith
Ano e meio longe de Lilith
O tempo leva todos os sentimentos
O tempo não leva as idéias
Saudades de Lilith
Confiança vibrante na Razão e na Verdade
Afirmação filosófica da semana: o mundo não é um texto!
Odeio perder tempo com cerveja
Odiando quem me cerca
Conflitos práticos diretos com gente mesquinha
Não, não estou deprimido
Usando pessoas inúteis (dark side)
A hora da verdade está chegando
Fracasso total, sucesso total, apostas!
Adeus Belém e toda a sua escassez…
Não quero perdê-la, ela, a tão mencionada amiga (ver post abaixo)
Maldita sorte: Júnior preso em Belém
Maldita sorte: ela está sem tempo e o tempo se esgota
Que saco é criar jogos numéricos
Há dois meses não pego em games
O filme Edukators brilhou aqui dentro
Não procurei ninguém que queria rever
Timidez: meu eterno monstro interior
Correndo riscos, viver melhor que a maioria
Precisarei de seus cérebros
Todos, todos, me aguardem
O momento é singular
Minha força é, por tudo isto, instável e confusa
Mas, até o dia 19…
Ainda falta uma nítida declaração de amor
Ainda falta adiantar um mês de sudoku
Ainda falta escrever… escrever coisas por aqui e acolá…
Ainda falta criar novo entusiasmo, olhar o céu…
Ainda falta buscar e insistir com Letícia Queiroz, por querer…
Ainda falta embrulhar conhecimento para um futuro melhor
Ainda falta rever as cláusulas do meu sonho
Todos, todos, me aguardem
Precisarei de seus cérebros
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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