Arquivo de agosto, 2006
27/08/2006 - 11:24
Mas que semana! Aaaaaaahhhhhh…

Semana difícil. Problemas práticos. Dinheiro. Planos enviesados. Conflitos de interesse. Pressão. Desconfiança. Utopias na mira impiedosa do mundo real. E distrações pra esquecer… Tentei, com todas as forças, me manter vivo por dentro estes dias. Acho que consegui. Não entrei em pânico, e esta é a regra mais importante do Guia do Mochileiro das Galáxias: Don”t Panic! Contudo, não dava pra sair ileso de tanto fogo cruzado. O resultado foi que escrevi muito menos, não li nada, perdi muito tempo olhando paredes – mas era um esperar tático – , bebi sem querer beber, assisti filmes para distrair e não para saborear. Vale citar o que andei vendo durante a semana:
Kung-Fusão – Bom. Divertido. Deliciosamente exagerado! Perfeito para o momento.
Robôs – Qualquer filme da Pixar dá de dez, mas é legalzinho.
Dragão Vermelho – Afinal, vi o prequel de O Silêncio dos Inocentes. Mais que razoável.
As Loucas Aventuras de Dick e Jane – Jim Carrey justifica tudo. Mas, além disso, o filme é ótimo!
Gattacca – Já havia visto. Perfeito. Maravilhoso. Dos melhores.
R$ – 13,50!
As locadoras daqui são carnívoras!
Na TV, tenho acompanhado O Aprendiz 3. Gosto muito. Alguém poderia comentar e me orientar neste sentido: estou gostando de um péssimo programa? Ou a maioria aprecia o implacável vilão Roberto Justus? Pelo mesmo motivo que gosto de Vader, gosto de Justus. É um vilão ameaçador de primeira. E é real. Obviamente, detesto todo o blá, blá, blá megacapitalista do programa mas, de resto, o substancial é ver aquelas pessoas encarando a fera.
Parasitando o capitalismo
Consegui um emprego. Parece uma ironia do destino, após o último post que escrevi aqui. Mas não é: meu “emprego” é, na verdade, um delicioso disparate. Preciso, por duzentos reais, criar 56 sudokus por mês para um jornal impresso. Seria até algo digno de chamar de emprego se, na internet, não existissem uma série de programas que fazem quase todo o trabalho. É isso mesmo: duzentos reais para clicar em “random” ou “make again” ou “reload” e copiar o resultado.
Para quem não sabe, o sudoku é um puzzle. Um joguinho de números. É interessante, sim, mas é só isso.
Hoje, contudo, o dia amanheceu melhor. Notícias boas. O suficiente para garantir que a minha próxima semana seja completamente diferente da última. Mas nunca se sabe: o barco pode emborcar outra vez. Então acho melhor esperar um tempo e depois, em tudo se confirmando, eu conto melhor toda esta história secreta por aqui.
por Paralelo, uma pulga parasitando o grande cão capitalista
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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19/08/2006 - 20:29
Eles só pensam em dinheiro
Loto
Jogo do bicho
Cês sonham comigo o tempo inteiro
O capitalismo é que nem Silvio Santos (”Oie! Tudo por dinheiro!”)
É que vocês pensam pequeno
Vocês são um bicho muito ingênuo
O que parece ser o antídoto pode ser o próprio veneno
- Gabriel o Pensador, Pão de Cada Dia

O mon$tro Dinheiro e seus poderes de sedução! Ora, mas não é que o arrogante veio me desafiar outra vez, com seu perfume enebriante que paralisa a vida de qualquer um? Só que em mim seu veneno não cola. Mas, quanto aos outros, me pergunto por que tanta estupidez, tanta insegurança, tanto desperdício de vida. Em nome de não perder uns trocados, estão sempre à beira da imbecilidade, com medos absurdos de abrir mão do que não vale um centavo, prontos a cortar relações, magoar, serem tragados pela solidão e pelo tédio – e não cedem um centímetro, instintivos como coelhos acuados. Dinheiro é a prioridade, ponto final.
Enquanto isso, suas vidas vão passando, sem sal, estupidamente, cheias de stress e depressão, sem sentido algum. E eles admitem isso. Não pensam, essas pessoas não pensam! São indiferentes e frios. E estou falando de todos – há tantos – os que conheço e os que desconheço. Não lhes é suficiente que, por segurança financeira, permitam tantas barreiras ao amar e ao querer, e ainda fazem por onde me arrastar para o abismo. Sim, através de zumbis desta laia, o mon$tro Dinheiro vem me aborrecendo a paciência estes dias…
Enquanto espero para ver quanta felicidade ainda vão jogar pelo ralo, essas pessoas apáticas, sigo me embriagando de paixão e idéias. Como estive muito envolvido por este tema nos últimos dias, fui beber na fonte. Vejam algumas das pérolas que encontrei:
“Nessa Terra de Gigantes, que trocam vidas por diamantes…”
- Engenheiros do Hawaii, Terra de Gigantes
“Não queremos ter o que não temos, nós só queremos viver…”
- Engenheiros do Hawaii, Infinita Highway
“Você rasga os poemas que eu te dou, mas nunca vi você rasgar dinheiro”
- Zeca Baleiro, Você só Pensa em Grana
“Formado, reformado, engomado, um sorriso fabricado pela escola da ilusão / Perdido, dividido, dirigido, carcomido e iludido, tem nos olhos o cifrão / Dr. Paxeco vai doutorar, Dr. Paxeco, não vai voltar…”
- Raul Seixas, Dr. Paxeco
E, para não dizerem que eu só me baseio em artistas delirantes, eis que evoco a ciência em meu socorro, citando matéria da Super sobre a felicidade, de abril de 2005. Diz tudo:
“DINHEIRO: Ele só traz felicidade até o momento em que cobre as necessidades básicas. Depois disso, mais dinheiro não altera o nível de satisfação. E um foco exagerado em coisas materiais vai esvaziar sua vida de significado”
O maior problema, contudo, e a única coisa que me preocupa a sério, é:
Eu conheci a Lilith em 2002, no fórum do Skank. Ela de São Paulo. Eu de Belém. Baita problema! Mas desde então, ora eu lá, ora ela aqui, passamos por toda sorte de aventuras e enfrentamos as desventuras com vigor e esperança. Fomos incrivelmente felizes. Só que agora estamos vivendo o drama de não podermos nos reaproximar só porque aqueles que tem dinheiro, e que sabidamente gostam dela ou de mim e com reciprocidade, preferem sua solidão vazia e a companhia da televisão e de seus produtos caros. Lilith e eu não estamos nem aí com essas coisas, queremos é estar próximos! Hoje deparei com um trecho de A Promessa, também dos Engenheiros do Hawaii, que capta, de modo sobrenatural, esta situação:
“Tu me encontraste de mãos vazias Eu te encontrei na contra-mão Na hora exata, na encruzilhada Na highway da superinformação Estamos tão ligados, já não temos o que temer O céu é só uma promessa Eu tenho pressa vamos nessa direção atrás de um Sol que nos aqueça Minha cabeça já não aguenta mais”
E aí? Alguém encantado pelo viver quer me adotar e perder uns trocados?
Sim, que solução brilhante, Paralelo está à venda! 
por Paralelo, hoje com 50% de desconto
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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15/08/2006 - 12:28
Planos em meio ao caos
Mesmo agora o Sol não brilha
Porém eu posso sorrir na tempestade
Pois nasci quando o Sol brilhava
- Raul Seixas, Sunseed
O que três dias não fazem! Os planos que me levariam à São-Paulo podem estar à beira de entrar em colapso. Assim fazem parecer as últimas notícias de Lilith, que não está lá muito alegre. Não é de admirar. Seria motivo para eu me perturbar também, mas só que continuo ótimo. Sereno. Até confiante, pode? De fato, se eu precisar mesmo ficar em Belém – ou, quem sabe, ir para o Amapá! – há perdas e ganhos, e há possíveis ganhos ótimos. O mundo gira em linhas tortas e tudo pode acontecer.
Bem, eu iria escrever aqui, dois dias atrás, sobre o que diabos eu vou fazer nas próximas quatro semanas. Outro ciclo. Mais trabalhos e promessas. Afinal, os 12 trabalhos do mês passado é que me deixaram assim tão bem quanto estou agora, sorrindo na tempestade. Mas como forjar planos durante tamanho turbilhão? Está tudo tão imprevisível! Posso viajar, posso ficar, posso trabalhar, posso namorar, posso me operar, posso ficar sem micro – tudo nos próximos quinze dias!
Mas não vou amarelar, seria ridículo. Digamos que eu quero fazer as seguintes coisas até o dia 15 de setembro (um mês a partir de hoje):
1- Falar com João Paulo, Jossandro e Andreza: fiquei devendo falar com os dois primeiros mês passados e, também, me lembrei da Andreza, de quem gosto muito, mas que não vejo há um ano. Sei lá, me bateram umas lembranças românticas na última semana. Há sete anos: a Andreza era apaixonada por mim, eu não correspondi, na verdade só fui saber depois. Três anos atrás: eu me apaixonei por ela, e era tarde. Que tragédia! Mas sempre fomos amigos e o pensar nela ainda me esquenta o coração. Quero revê-la!
2- Concluir o vol.III da História da Filosofia: se eu não satisfizer este plano, não me levem mais a sério!
3- Escrever qualquer matéria para o site: o Suástica Azul precisa andar! Então, pra não falar em trabalhos complicados que estão emperrando, vou ver se escrevo qualquer coisa publicável.
4- Não perder tempo com games: muito importante, não quero repetir o erro do mês passado. Jogar sim, é claro, mas só de maneira produtiva.
5- Resolver orkut: dei uma semi-atualizada por lá, mas preciso concluir a obra no meu profile.
Pronto. 5 tarefinhas de todo simples. Muitas surpresas e reviravoltas importantes devem ocupar meu tempo e cabeça nos próximos 30 dias, talvez decisivos em minha vida. E, é claro, há outros planos subentendidos, incertos ou dependentes de outras coisas. Continuar este blig e o Diário da Aventura Humana; encontrar a Nívea que deve estar por perto a partir de hoje; encontrar o Ian; continuar o treinamento jedi de games com o Júnior; escrever matéria da Super; concluir Significaos II; escutar o disco novo do Skank; etc. Tudo isto pode rolar, mas é só que pode muito bem não rolar também, por mil motivos, a maior parte dos quais não estão sob meu controle.
Enfim, vamos ver no que dá. 
por Paralelo, sorrindo na tempestade
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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11/08/2006 - 15:40
O primeiro ciclo está completo
A-há! Dia 10 passou. Vejamos, sem rodeios, como me saí nos 12 trabalhos! 
1- Digitar notas e organizá-las (0%): nem pensar! Que chatice pra se fazer quando se têm tantos games maravilhosos instalados no micro. De fato, não faria sentido.
2- Fazer matéria sobre o ano da Superinteressante para o site (2%): oh, que pena. Aí os games são vilões. A sensação que eu tenho é: “maldição, eu deveria ter jogado menos e escrito isso!”. Taí um desafio para os próximos 30 dias.
3- Procurar Nívea, Fabrício, Jossandro e João Paulo (25%): Games inocentes. Nívea e Fabrício foram procurados e muito bem encontrados. Mas e o Jossandro e o João Paulo? Estão tão distantes! A vergonha besta foi maior que o meu entusiasmo, que estava maior no início do mês. Fica pra próxima, com maior prioridade.
4- Publicar debate com Bruno no orkut (100%): Ufa! Ao menos isso. E o Bruno realmente sumiu do mapa.
5- Atualizar profile do orkut (50%): sei lá o que me deu, não consegui me redefinir! Apenas detalhei melhor as minhas paixões. Uma mais atenta reflexão sobre mim vai bem. Onde eu me situo hoje no universo, não? =)
6- Resenhar programação de TV para o site (0%): a burrice foi colocar esta tarefa entre as 12!
7- Atualizar blog no blig (100%): feitinho. O meu perfil voltou a funcionar e o Blig prometeu que vai retornar o título original da minha página.
8- Ler História da Filosofia vol. III (26%): sem exagerar nos games como fiz, poderia ter ido mais longe. Mas 26% de 1000 páginas foi um bom avanço. Certo, estou demorando demais. Vou consertar isto.
9- Concluir Sensacionalismo!, o humor do site (65%): nos últimos dias, andei tendo idéias. Já é alguma coisa.
10- Encontrar Ian com o Júnior (0%): está quase saindo! (Passou o prazo, sim, e daí?!)
11- Fazer Significaos II (5%): o começo está feito. O resto é prioridade absoluta dos próximos 30 dias, ou não me chamo Lauro Nascimento!
12- Escrever diário (100%): sucesso total, maravilhoso, esta página foi a grande conquista do mês, sem dúvida.
Somando tudo, fiz em torno de 47% do que me propus. Sucesso, vai. 
Fui agora ver o céu azul lá fora. Está sempre ali, é a vida, como que insistindo para ser desfrutada pelos distraídos. E se distrair é fácil demais. Eu mesmo, que vivi meu melhor mês no ano, tenho andado em terreno perigoso as duas últimas semanas. Os games, tão elogiados no último post, foram os vilões do mês. Por causa deles, hoje acordei tarde demais e mal sei o que fazer do dia. Penso em retomar o fôlego por completo e sair do círculo vicioso: games demais, comida de menos, sono comprometido, horários incontroláveis, confusão intelectual. Veja-se o lado bom: agora eu me sinto com forças para tentar tamanha fuga do enebriante cotidiano.
Os games como vilões

SimCity4, Black & White e Age of Mithology, entorpecendo minha mente
GTA Vice City, Constructor, desses games eu já falei por aqui durante o mês. Agora ando às voltas com ser Deus em Black & White, invadir Tróia em Age of Mithology ou verticalizar metróples em SimCity4. É tudo ótimo. Os games em si, como a vida, são maravilhosos. Mas é fácil bobear com eles e tornar tudo destrutivo. Uma tarefa para o próximo mês? “Só jogar os games para enfrentar seus duros desafios, e jamais para se distrair”. Isto é bom, mas soará bobo quando o leitor souber que eu tenho, aqui, o simulador de relacionamento The Sims, que é o supremo exercício da inocuidade virtual. Não há desafios, não há objetivos, apenas um eterno controlar as vidas das pessoas, trabalhando, comendo, namorando, aprendendo, etc. Horas e horas e horas, divertidas e tóxicas, aguardam um jogador de The Sims. É como uma novela: inútil e viciante. É uma verdadeira droga virtual.
Pretendo dosar o The Sims. Quero fazer algumas coisas, perder algumas horas bem pensadas, e é tudo. É ópio demais pra mim. De resto, quero realmente evitar o que fiz demais este mês: jogar por jogar. É como comer doce demais, até enjoar, e continuar comendo assim mesmo. Não!
Ora essas! Eu sei o que é preciso fazer, o que mais falta? Vou eu dar atenção a esta minha torpe constituição físico-psicológica, que sempre me aconselha servir o marasmo, e estarei perdido.
por Paralelo, em vias de retomar o controle
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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06/08/2006 - 10:52
O Poder dos Games
Há quem assista filmes distraído. Conversando durante a sessão, mal escutando as falas de uma versão dublada, perdendo o início, saindo da sala sem ao menos dar pause, abrindo mão de meia cena numa versão fullscreen. Para este tipo de pessoa, cinema não passa de diversão escapista, ópio, distração, alívio do mundo. Mas é claro que um bom filme tem muito mais a oferecer do que isto. Pode ser inspirador, um choque ideológico, um destruidor de crenças, uma injeção de ânimo, uma catarse instintiva. E – eis aonde quero chegar – com os games é a mesma coisa.
E é por isso que, uma vez por semana, meu amigo Júnior (aquele, o “na web Daimon”), vem por aqui para viver os games. E o objetivo é não se distrair: coisa muito difícil. Eu não jogo, apenas olho. Sou Yoda, Miagui, Morpheus. Ele é Luke, Daniel Sam, Neo. É um treinamento jedi. Auto-controle, atenção, raciocínio, imaginação, improviso, calma, inteligência, administração de possibilidades, precisão, habilidade, reflexo, pensamento rápido, organização. Em um bom game – e temos vários aqui – você pode enfrentar suas dificuldades em cada um destes itens, em diversas situações, em vários graus.
Não é impossível aproveitar os games, como não é impossível aproveitar um filme de verdade. É adotar uma postura. É algo que se aprende com a prática: não use códigos de facilidade. Jogue no nível mais difícil. Só use os saves quando estritamente necessário. Nunca leia walkthrus (resolução dos enigmas de um game). Não se desespere com as surpresas e sustos. Faça de primeira. Não esqueça as informações. Use o que sabe a seu favor. Não tente soluções aleatórias. Abra a mente. Seja tranqüilo em meio ao caos. Tenha firmeza no objetivo e não se entregue ao marasmo das distrações. São características de um jogador perfeito que tentamos atingir.
Nem sempre o Júnior está disposto. Deixa-se levar pela distração; perde oportunidades; esquece de fatos importantes; não conecta com proveito duas informações que já possui; é vencido pelo nervosismo; dá sopa pro azar; automatiza comportamentos; enfim, joga sem força. E comigo acontece o mesmo certas vezes. Com o tempo, porém, é claro que nos tornamos mais atentos, ágeis e espertos. E é aí que os games mostram seu poder, tornando-se além de produtivos, muito mais divertidos e profundamente emocionantes do que quando jogados distraidamente ou apaticamente.
O mesmo vale para os filmes e, aliás, para a vida.
Viva com força!
*****
A última semana
Foi um chá de cadeira no micro de seis dias: instalação de windows, mexidas inúteis neste blig (que, felizmente, já está voltando ao normal), games novos por aprender, Júnior e Fabrício por aqui jogando e copiando arquivos. No geral, foi chato. É claro que os momentos divertidos aconteceram e bastante mas, afinal, o tempo todo sentado no micro é dose. Só na última sexta retomei a leitura da História da Filosofia, com grande proveito. O melhor de tudo é perceber que continuo muito bem. Mesmo agora, sonolento de uma noite pessimamente dormida graças à bebedeira com meu pai, que infelizmente foi inevitável (desta feita eu não estava afim de beber!), posso estar cansado e sem fôlego, mas nada disso está passando perto de me derrubar o entusiasmo. Amanhã é dia 7, faltarão três dias pra esgotar meu prazo dos 12 trabalhos (ver posts abaixo). É só descansar e estou novo. Até breve.
por Paralelo, precisando descansar
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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01/08/2006 - 00:38
Escolha de Sofia II: Entre Constructor e Schopenhauer
E não teve jeito: dessa vez deu o game.
O fim de semana foi insatisfatório, em grande parte por culpa do Blig (já vou chegar no Constructor), o serviço graças ao qual esta página está no ar. Tentei de todo modo dar um jeito aqui, por exemplo fazer funcionar meu profile, mas nada deu certo. Por isso a tarde de sábado foi dose, inteiramente perdida! Lá pelas tantas, lembrei de pesquisar sobre o game Constructor, um dos melhores e mais viciantes que já joguei, mas que havia perdido o CD. Uma comunidade do orkut me deu o link da perdição: Constructor completo pra download, só 30mb! Tal descoberta resume o que aconteceu comigo, no domingo e nesta segunda-feira em que só agora, às 19:00, larguei o game e estou escrevendo isto.
Constructor causa dependência química!
É um game de construir, obviamente. Mas só quem jogou pode saber o que isto significa. Tenha uma idéia básica com a propaganda oficial de 1997…
“Outro dia, outro mafioso para pagar, outra arruaça de bêbados para por um fim, outra comunidade hippie para eliminar. Nesta cidade capatazes trabalham duro, reparadores sem licença destróem apartamentos e psicopatas vagam pelas ruas. Então, se você quer construir seu sonho, ficar rico e dominar o mundo, vai ter que sujar as mãos!”
…e com as imagens abaixo:

Larguei tudo. O que eu iria escrever; a leitura de História da Filosofia que estava empolgante com o pensamento pessimista-elegante de Schopenhauer; os telefonemas que eu iria dar. Ficou tudo pra depois, porque Constructor é completamente irresistível. Eu sei, eu sei, não posso me afundar nisso! E não vou. Mas e você? Quer experimentar? Para baixar é aqui. Como o jogo roda em MS-DOS, o som (indispensável) só vai pegar com algumas configurações básicas no arquivo “setsound”. Para o pessoal de XP, há complicações. A galera da comunidade do orkut explica tudinho. O bom é que o game traz vários idiomas, inclusive o português!
Contudo, amanhã já é agosto. Um mês decisivo em que, certamente, serão as leituras, os escritos e as minhas relações que terão vez, e não os games.
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Hoax do Marcola
Meu colega de web, Rodrigo “Marv Caos”, do blogger Clube da Luta, me surpreendeu com uma explosiva entrevista de um dos cabeças do PCC, o Marcola, para o jornal O Globo. A coisa me chocou tanto que investiguei. Nas palavras de Ricardo Anderáos, do Estadão, “o presidiário fala como um autêntico intelectual da USP, combinando teses sociológicas sobre a desigualdade social no Brasil com citações de autores ilustres”. Quem quiser ler (vale à pena) pode clicar no link acima do blogger ou, também, aqui.
Mas é o próprio Ricardo Anderáos quem nos informa, neste link, que a entrevista não é verdadeira. O texto não passa de uma ótima crônica do jornalista Arnaldo Jabour publicada em maio. Menos mal, porque as supostas palavras de Marcola são tão eloqüentes e poderosas que não seria difícil simpatizar com o sujeito!
por Paralelo, construindo, construindo e construindo…
Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria
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