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Arquivo de julho, 2006

29/07/2006 - 14:12

Fim de semana na web

Bem, são 12:33 agora. Tenho o resto do sábado e o domingo pela frente. Queria até sair com o meu pai, Dom Hermínio, tomar umas, me atualizar sobre os negócios da família (à lá Poderoso Chefão). Mas tenho muito a fazer na internet e o fim de semana serve pra isso: conexão barata. Precisarei atualizar o template do blig da Lilith, o Luna Oscura, cujos links estão todos desatualizados. Preciso tratar dos problemas deste blig, se é que isto é possível. Preciso atualizar umas bobagens estruturais no site Suástica Azul e contar detalhes disto no blog do site. Talvez encontre pessoas no messenger. E preciso enviar uns e-mails, talvez tendo recebido outros. Digamos, então, que este fim de semana é bem pragmático e, com sorte e eficiência, segunda-feira eu estarei realizado.

Os últimos dias passei basicamente lendo filosofia. Mas, fora isso: dois dias atrás meu amigo Júnior teve mais um bom desempenho nos games por aqui e eu ainda estou devendo falar melhor sobre este nosso estranho empreendimento de “jogar os games a sério”. Da próxima vez eu falo, prometo.

Outra: foi boa surpresa o comentário do Bernardo, dois posts atrás. Conheci o sujeito em uma “comemoração de vestibular do irmão de um amigo comum”, acho que em março deste ano, e conseguimos emplacar um debate improvável sobre natureza humana, em meio a bebidas, gente com sono e uma turma jovem obviamente pronta a conversar bobagens divertidas. Enquanto o debate avançava, Bernardo se mantinha sóbrio e eu seguia tomando vodka pura! Dadas as condições, até que foi bem positivo o resultado. Desde então fiquei com uma forte nostalgia daquele dia. É uma pena que seja tão difícil repetir a dose (quem sabe sem tanta vodka desta vez!). Já tentei ensaiar um reencontro da turma, mas grana, tempo e local estão… atrapalhando! Que eu gostaria muito, eu gostaria.

No weblogger Diário da Aventura Humana continua a visitação frenética. O Diário demorou um ano para atingir a marca das 600 visitas e, de duas semanas pra cá, já passou das mil. Dos comentários que recebi, tenho uma ótima indicação pra vocês: o weblogger Mude. Extremamente vívido e inspirador! Vejam esta pérola que tirei de lá:

“Matar-se” para ganhar a vida é a pior espécie de morte. No trabalho alienado, a imaginação não se enfeitiça, não sobe montanhas luminosas, não escala picos brilhantes. Quando executamos uma tarefa (no escritório, na fábrica, no consultório, na área de serviço, na cozinha ou no balcão), nada de verdadeiramente grandioso se acrescenta à Vida. O mundo não fica um pingo melhor. Buda era um filósofo andarilho, Júpiter vivia fazendo amor, Shiva dançava dia e noite, Jesus adorava uma festa…

Os deuses nunca trabalharam…

É possível alguém em sã consciência discordar disto?!

*****

Check-up dos 12 Trabalhos

* Bem, não são o tipo de trabalho que os deuses detestam!

No último dia 15 inaugurei este blig me propondo executar doze trabalhos até dia o 10 de agosto. Faltam 11 dias. Vamos, portanto, recapitular como estou me saindo:

1- Digitar notas e organizá-las (0%): posso dizer que fica para a próxima, pois já não há tempo nem motivos sérios para se preocupar com isso logo. Fará mais sentido quando eu concluir o item 8.

2- Fazer matéria sobre o ano da Superinteressante para o site (2%): uma pena! Não haverá tempo. Mas, seguramente, quero que isto seja prioridade absoluta para o próximo mês.

3- Procurar Nívea, Fabrício, Jossandro e João Paulo (50%): semana que vêm o Fabrício já fará sua terceira visita por aqui, e as duas primeiras foram muito positivas. Nosso assunto são games. Ele foi quem me trouxe o potencial ópio chamado GTA Vice City; quanto à Nívea, que encontrei no último dia 8, acabei de escrever um e-mail pra ela, bem sincero e profundo sobre nossa retomada de relação. Vamos ver como ela responde; e, sim, eu ainda pretendo ligar, até dia 10, para Jossandro, que não vejo há dez anos e para João Paulo, com quem não falo há um ano.

4- Publicar debate com Bruno no orkut (100%): concluidíssimo.

5- Atualizar profile do orkut (0%): não passa deste fim de semana!

6- Resenhar programação de TV para o site (0%): até 2010 prometo que faço isso!

7- Atualizar blog no blig (100%?): Estava tudo certo até o serviço inútil “Blig Turbo” se tornar grátis e encher de bugs a minha página, como reclamei no último post. Até onde sei, meu profile não funciona mais! Estou trabalhando no conserto de tudo e torcendo para a equipe do blig fazer o mesmo.

8- Ler História da Filosofia vol. III (21%): Dedicação total nesta tarefa, que é pesadíssima. Ontem passei o dia lendo, mas o conteúdo difícil e a atenção dispersa estão tornando a leitura muito lenta. Estou na página 230 de mais de 1000! Contudo, estou absorvendo. Já falei aqui de Hegel. Agora já passei por Proudhon, Marx, Engels, Trendelenburg (sensacional!) e agora cheguei a Schopenhauer. Desde Marx, no entanto, tudo ficou emocionante, ainda bem!

9- Concluir Sensacionalismo!, o humor do site (65%): acho ainda há esperança.

10- Encontrar Ian com o Júnior (0%): já não depende de mim, mas deles.

11- Fazer Significaos II (10%): peguei o fio condutor! O primeiro texto está pronto. Posso até não concluir até dia 10, mas espero estar perto disso quando chegar lá. Será que eu publico no site conforme for escrevendo? É arriscado, mas vou pensar no caso.

12- Escrever diário (100%): continuo com pleno gás de atualizar esta joça aqui, não é bom?

Na melhor das hipóteses portanto, e fazendo uns cálculos por aqui, devo atingir em torno de 53% do meu objetivo geral – o que está ótimo tendo em vista que eu não fiz nada nos últimos três meses! Tal produtividade, se bem que ainda limitada, está me deixando mais feliz? A resposta é: sim, totalmente. Muitas coisas são “difíceis de se fazer” mas são maravilhosas de “terem sido feitas”. É o caso de assistir o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. Ver é ruim, chato, lento. Mas ter visto é indispensável, iluminador! Assim são muitos dos 12 trabalhos a que me propus. Algumas vezes, sem muita vontade, fiz as coisas brutalmente, e o resultado é que após fazê-las o entusiasmo reaparece. Sim, é uma “manutenção de entusiasmo”, e que está dando certo, muito certo. Agora, contudo, estou um pouco mais sóbrio e menos radiante: a parte do “fazer” vem por aí. Vou aproveitar que, além de tudo, estou com vontade. E depois dou os fatos =)

por Paralelo, em ininterrupta manutenção de entusiasmo

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/07/2006 - 07:30

Momentaneamente Indignado…

Agora o Blig Turbo é grátis! Nossa! E agora o Blig resolveu que o nome da minha página não é mais “Ser Humano Não Identificado” e sim “Blig – O Mundo é de quem faz – O Blog do IG”.

Fora os bugs que apareceram…

É: decreto estado de manutenção por aqui!

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/07/2006 - 11:56

Escolha de Sofia: Entre Tommy Vercetti e Hegel

Estou na ativa. Muito o que fazer. Sim, entre Tommy Vercetti e Hegel. Ontem concluí, na História da Filosofia, a parte sobre o idealismo de Hegel. Pesada, difícil, mas valeu à pena saber (já digo o motivo). Foi especialmente torturante ler sobre Hegel porque eu precisava resistir à tentação, fulminante, de jogar o novo game que Fabrício me trouxe, o GTA Vice City, cujo protagonista é Tommy Vercetti. Consegui! Com este auto-controle, eu já poderia entrar para alguma ordem budista. Além do mais, ainda pude escrever uma série de esboços para Significaos II, a mini-obra onde quero relatar tudo o que ando pensando sobre os assuntos que mais têm me importado ultimamente: relativismo, determinismo e livre-arbítrio, mistério da consciência, hedonismo, natureza humana, etc. Estou, portanto, avançando os 12 trabalhos à força, mas têm sido ótimo.

Mas vamos à minha dolorosa escolha de sofia… (é, o post de hoje tem tema)

Quem seria Tommy Vercetti?

Se existisse na vida real? Um máu caráter de primeira. Machista, assassino, inescrupuloso, frio e calculista, interesseiro, traíra – mas ele é virtual, é o adorável protagonista do game Grand Theft Auto: Vice City, tão polêmico que sequer foi lançado no Brasil e, para jogá-lo por aqui, é preciso um tanto do mesmo espírito do game: alguma dose de subversão. Pois é! Justo quando eu quero me ocupar de coisas sérias (escrever, ler, conquistar pessoas) o Fabrício vêm por aqui (ver último post) e me deixa no micro esta verdadeira semente de prazer e auto-destruição! Ora, qualquer gamemaníaco sabe o que ocorre na série GTA: você não consegue largar. E agora eu estou com este irresistível universo paralelo sempre a dois cliques de distância:

Estou em Vice City e sou realmente livre! Posso ir para onde quiser; a pé, sobre duas ou quatro rodas e às vezes voando; atropelando inocentes ou não; posso roubar ou matar; trabalhar como taxista, médico, bombeiro ou policial; me envolver com a máfia ou as gangues; se tenho dinheiro, posso comprar prédios, armas de toda sorte e até mulheres. Enfim, a frase que resume GTA é “não há limites”. Se você não gosta de games, aprenda a gostar e jogue a série GTA. Viver nesta geração e não saborear a magia dos games deve ser mil vezes pior do que ir ao Egito sem ver as pirâmides.

Quem foi Hegel?

Lê-se “Rêiguel”. Foi o maior teórico do Idealismo na história da filosofia (1770-1831). Permitam-me contar como este homem foi chave no surgimento das formas de irracionalismo que hoje eu odeio, em especial o pós-modernismo. Não vou entrar em detalhes, mas basicamente o idealismo afirma que o Eu (não exatamente o nosso eu particular, mas isto não importa aqui) é tudo o que existe, equivalendo assim à Deus, à Idéia platônica… enfim, o Eu é foda! O importante é que Hegel, para sustentar tais absurdos, elaborou uma nova forma de Razão. Segundo ele a razão ocidental, baseada em silogismos e deduções, é limitada por ser linear e rígida e, portanto, não capta o “permanecer do devir” da realidade. Em outras palavras, a realidade é puro movimento e não pode ser aprisionada pela limitação do intelecto. Hegel, então, inventou de criar uma Razão superior!

Segundo o filósofo, qualquer coisa afirmada pelas deduções filosóficas é passível de ser negada: “Deus existe; Deus não existe. A moral é criação do homem; a moral é lei universal”. É sempre uma afirmativa (a tese) confrontada pela sua negativa cética (a antítese) e, assim, ficamos na lama das contradições. A “solução mágica” de Hegel é a “síntese”, espécie de “soma homeopática” da tese e da antítese, que aqui não cabe explicar. O importante é que o idealismo de Hegel, baseado nesta “síntese”, se deu o nome de “Razão superior” e se arrogou ter certeza sobre praticamente tudo! Para Hegel, o homem é a consciência de Deus, a religião cristã é a verdade absoluta e mesmo a cultura alemã seria o ápice da civilização (onde isso iria dar, já sabemos).

Hegel encarna, da pior maneira, a caricatura que os pós-modernos adoram fazer do racionalista: é arrogante, absolutista, teimoso e dogmático. E, de fato, sua “Razão superior” não tardou a ser alvo de escárnio e ódio, com Kierkegaard e Schopenhauer. Infelizmente, com o ódio à “Razão superior” de Hegel, fortaleceu-se também o ódio pela razão de maneira geral! Séculos depois, a filosofia de Hegel seria grande parte do combustível que fez surgir coisas como o relativismo pós-moderno, onde a razão é completamente inútil para descobrir a verdade e, portanto, todas as opiniões se equivalem. “Ninguém é privilegiado perante a razão, todos os pontos de vista são igualmente válidos.” Isto parece tolerante e belo? O que é melhor, democracia ou nazismo? Química ou feitiçaria? Você já sabe o que um pós-moderno diria… e parte da culpa é de Hegel.

*****

O emocionante final de GTA 3

Ontem finalizei o Grand Theft Auto 3, isto é, o game antecessor deste GTA Vice City que está me perturbando. Estive em uma represa, caçando um helicóptero em meio à dezenas de colombianos traficantes e armados que me odiavam. O tempo era curto. Eu tinha poucas balas. Precisava pegar a munição que caía dos colombianos a medida que eu os matava. Eram muitos. Era preciso matar um e se esconder dos outros. Cena de cinema, tipo Rambo! Não sabia o que fazer. Como parar um helicóptero estando a pé? Com frieza, matei todos um por um, e desviei das bombas que o helicóptero me jogava. O tempo passava. E agora? Resta subir aquelas escadas… oh, não! Mais colombianos desgraçados! A adrenalina estava alta, difícil pensar. Mas notei que os novos colombianos portavam lança-chamas e, portanto, só me acertariam a curta distância – o que, contudo, seria fatal. Respirei fundo, reassumi meu controle e mirei em cada um. O tempo se esgotando…

[Imaginar o que segue em câmera lenta, tipo Matrix]

…ainda havia um colombiano armado quando, ao longe, vi uma bazuca e, no relógio, vi que faltavam 25 segundos para o helicóptero sair do campo de visão. E aí? Alcançar a bazuca com alguém mirando sua cabeça ou matar o último colombiano e perder tempo? Escolher a opção certa não era tão importante quanto escolher qualquer uma o mais rápido possível! Na embriaguez da tensão, escolhi a primeira alternativa. Corri em direção à bazuca, que não estava perto, e só pude torcer para que o colombiano não me matasse. Seja o que for, eu cheguei vivo até a bazuca. Faltavam dez segundos, e o alarme sonoro de tempo já soava ameaçador. Mirei no helicóptero. Uma chance. Acertei. E, para assegurar, ainda dei mais dois tiros. O helicóptero explodiu e, olhando pra trás, o colombiano havia sumido. Intervenção divina, má programação do game, o que for. Quem eu vi foi aquela que, durante o jogo, foi o mais próximo de uma namorada que tive. Foi sequestrada e agora estava salva.

Os games são mágicos.

Digam o que disserem, eu vivi estas emoções.

por Paralelo, vivendo GTA e detestando Hegel

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/07/2006 - 11:44

Pilha Fraca: Hora de Recarregar

Ok, se eu der mais um post aqui alegando felicidade extrema, vão dizer que estou me drogando. Felizmente (!), pra este efeito, ontem foi um dia bem chato. Calculei errado e acordei cedo demais, passando o dia sonolento. Mecanicamente, fiz uma série de coisas, de procurar soluções para fazer meus games rodarem até consertar detalhes dos meus blogs. A noite ainda respondi à uma dezena de comentários do blog do site, que foi parar na lista do weblogger! Pessoas idealistas, garotinhas de 13 anos, uma moça romântica e triste (que vontade de alegrá-la!), outros cheios de vida. Respondi com o maior prazer. E foi interessante escrever um e-mail para a minha querida Lilith ontem, quando estava com a pilha fraca. Usei a força extra e ainda pude ser espirituoso. Ela vale qualquer esforço.

Mas vejam como acordei hoje, mil vezes melhor, encontrando as novas fotos dela no orkut e encontrando a própria passeando no messenger! Vejam como ela esteve feliz lá em Paraty, brincando de “pessoa espiritual”:

Lilith, eu te amo!

Estou longe dela a ano e meio, pode?

*****

Fabrício, amigo de infância e adolescência

Ele veio por aqui na última sexta, como eu havia avisado. Sempre estranho e muito sagaz, ele realmente possui uma personalidade ímpar. Gosto muito dele. Infelizmente, passamos 8 horas diante do micro tentando instalar diversos games e nenhum funcionou. Teria sido um tédio, mas havia mais de um ano que eu não via o Fabrício e, é claro, conversas e piadas rolaram soltas. Foi ótimo.

Conheci o Fabrício praticamente aos 8 anos de idade, no colégio. Nosso grande ponto comum eram os times de botão, futebol de mesa. Durante cinco anos fizemos campeonatos enormes, tabelas, pontos, e haja jogar e jogar e jogar! Eu tinha mais de 60 times; ele mais de 80! Tiro e queda, a puberdade veio complicar a felicidade tão simples que construímos. Aos 15 anos, eu comecei a ter o tipo de idéias que me trouxeram até aqui: polêmica, idealismo, filosofia, ateísmo. E, por um tempo, Fabrício achou tudo interessante. Durante a onipotência adolescente, quisemos mudar o mundo. Na entrada da idade adulta, cheios de discordâncias ideológicas e diferenças de interesse, nos afastamos por dois anos. Pra mim foi quase traumático. Então, em abril de 2004, num show dos Los Hermanos em Belém onde demos de cara um com o outro, rolou este memorável momento:


(Júnior, Fabrício e eu, emulando um estilo rock pesado)

Voltamos a nos falar regularmente. Houve um breve período de novo fôlego. Mas com o tempo nos afastamos novamente, de forma gradual, sem nenhuma briga pontual, apenas alguns leves desentendimentos. Os telefonemas se tornaram mais espaçados, até sobrarem apenas comentários bimestrais no orkut. Fiquei feliz quando, semanas atrás, o Fabrício disse querer vir por aqui. E veio. E foi ótimo. Nossas vidas tomaram, sem dúvida, direções inconciliáveis. Mas a amizade dele vale muito pra mim, para além das discordâncias e diferenças que, contudo, impedem uma maior aproximação.

*****

A mesma praça, o mesmo banco

Eu seria um hipócrita se ocultasse que tenho morrido de rir, todos os sábados, com A Praça É Nossa. É sério. Podem jogar as pedras, talvez tenham até razão! De fato, nem é meu tipo de humor – estou mais na linha de Os Normais e Minha Nada Mole Vida. Mas a Praça está, com sua simplicidade, dando de dez no pastelão inacreditavelmente tosco da Globo, o cada vez mais bizarro Zorra Total. De uns tempos pra cá, o humor da Praça têm sido, consistentemente, lúdico. Quase na linha de Chaves e Chapolim. A diferença central é que o humor sexual reina absoluto na Praça mas, insisto, posto de modo lúdico. Além do mais, ótimas piadas têm sido contadas e bem interpretadas. Há talento na Praça de hoje. Quadros assumidamente toscos como o do Zé Bonitinho ou o do anunciante fanático (que vende coisas ridículas a um preço absurdo) têm sido feitos com energia, acertando o tom e, portanto, estranhamente funcionando. É claro: também há tudo de constrangedor, sem graça e repetitivo em alguns momentos. Mas quer saber? Assistir compensa. Eu recomendo. Pronto. Falei.

Até a próxima!

por Paralelo, recarregando a pilha fraca

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2006 - 12:18

Engatando a quinta… Vruuuummmm…

Estou vivo. Tenho dois pulmões. Braços e pernas. Tenho um cérebro e um coração. Sou da mesma espécie que Cervantes, Einstein, Oscar Wilde, Carl Sagan, Jim Carrey. Então agora sou obrigado, pelo bem de minha sanidade, a concordar com Arnaldo Antunes e Pato Fu, quando dizem:

“Não há o que lamentar quando chega o fim do dia”

“Foi-se o tempo em que sozinho machuquei meu coração;
me contou um passarinho: tristeza é sem razão”

Estou queimando de paixão pela vida estes dias. Sou Indiana Jones, sou Nietzsche, sou Andy Kaufman, sou Neo, sou Raul Seixas, sou Darth Vader! Além do mais, minha Lilith está feliz em São Paulo – o que me deixa feliz aqui em Belém – e (a sorte existe) traz ótimas notícias em lugar do terror que esperávamos. E, não bastasse isso, minha fascinante amiga de messenger de tempos idos, Letícia Queiroz, voltou da sombria zona fantasma pintando meu dia em cores vivas com sua resposta tão vívida. Não resisto: Letícia, te adoro e beijos! E hoje o céu está azul e cheio de pipas e papagaios e rabiolas da molecada. E – sim, tem mais – hoje meu amigo de infância e de adolescência (que veio a se estranhar comigo às portas da chegada à idade adulta, pelo que nos afastamos) vem por aqui, trazendo tão boas lembranças e muitos games novos legais. É o Fabrício. Enfim: estou doente ao contrário!

*****

Os 12 Trabalhos:

Bom, os itens 4, 7 e 12 estão concluídos (ver último post). E os itens 1, 2, 5, 6, 9 e 10 estão na mesma. Então vamos para onde se encontra a ação:

3- Procurar Nívea, Fabrício, Jossandro e João Paulo (50%): Como eu já disse, o Fabrício vem por aqui hoje! Depois eu relato o ocorrido.

8- Ler História da Filosofia vol. III (8%): Ontem li a tarde toda e até as 9 da noite. Apesar da sonolência por ter acordado muito cedo, o entusiasmo garantiu o feito. Aprendi sobre os românticos anti-iluministas (não gostei, é claro) e sobre a filosofia idealista, que defende a absurda idéia de que o Eu é a origem de tudo. O preço foi ler devagar. Só cheguei à página 63.

11- Fazer Significaos II (7%): Um pequeno avanço. Reli o que já tinha escrito, pensei bastante sobre como escrever o resto e engatilhei toda a organização necessária para começar. Com muita força, dá pra rolar.

*****

O passeio

Dei aquele “passeio com a família estranha” de que falei no último post. Só a ida durou mais de duas horas! Foi o trajeto Belém-Barcarena, passando pela superlativa Alça Viária, vedete do último governo daqui. Aliás, o que isto interessa?! Enfim, a praia estava tranquila, pude beber o dia inteiro com meu pai sob uma ótima sombra de árvore e os biquínis ao redor não decepcionaram. Mas… é… vá lá… foi divertido. Sobretudo os 15 minutos de “jogar bola na água” contra uma estranha equipe feminina: a filha do meu pai (minha irmã, óbvio), a mulher do meu pai, a neta da mulher do meu pai e, por fim, a amiga da neta da mulher do meu pai. Por fim, mais duas horas de viagem de volta. Bebi demais, demais! Foi bom beber demais, depois é que não foi tão bom. Enfim, próximo sábado tem mais, não é ótimo? Bom… sei lá, viu! Vamos ver.

No dia seguinte, Júnior estava por aqui. Era mais uma rodade de games – esta cheia de sucesso. Quando puder, falo mais sobre esta nossa fase de games que, acreditem em mim, não é diversão leviana como parece.

Mas nem tudo são flores. O amigo do Júnior foi demitido do cinema, pode? Que lástima! E ainda por cima vou ter que pagar para assistir Superman – O Retorno. Fui rebaixado a cinéfilo normal e sem privilégios!

Ah, e eu quero assistir As Loucuras de Dick e Jane!

E eu quero, também, responder à toda as pessoas que, inexplicavelmente, encheram de comentários o em geral tão solitário weblogger do site, o Diário da Aventura Humana.

por Paralelo, hoje doente ao contrário!

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/07/2006 - 05:27

Continuando os 12 Trabalhos…

Três da tarde. Fome. As coisas conspiraram, hoje, para não haver comida em canto algum. Falta de organização minha e dos que me cercam. Em algumas horas o problema deve estar resolvido. Mas é claro que até lá não terei condição mental de avançar qualquer item dos 12 trabalhos. Ou minto: estou avançando o diário, escrevendo aqui agora.

Vamos aos avanços desde o dia 15:

1- Digitar notas e organizá-las (0%): é a parte mais chata. Só vou começar isto quando, além de não ter nada pra fazer, esteja bem (por exemplo, sem fome!).

2- Fazer matéria sobre o ano da Superinteressante para o site (2%): há muito tempo comecei a fazer notas da edição de janeiro de 2005. Acho que isto rola em breve.

3- Procurar Nívea, Fabrício, Jossandro e João Paulo (25%): mais sucesso com a Nívea. Liguei pra ela duas vezes, boas conversas – uma longa e outra rápida. Infelizmente ela está sem tempo, viaja e só volta dia 15; O Fabrício (cara estranho) diz que vem por aqui, estou no aguardo e cobrando. Ainda preciso procurar Jossandro, amigo de infância reencontrado no mundo; e João Paulo, amigo de adolescência com o qual falo vez por semestre.

4- Publicar debate com Bruno no orkut (100%): essa eu fiz! Deu um trabalhão formatar pro orkut 32 páginas de debate, e publicá-lo em 76 posts. É filosofia. É Racionalismo X Relativismo. Eu defendo o óbvio: devemos ser racionais e não acreditar em bobagens. Mas se o Bruno quer provar que todas as opiniões (ciência ou astrologia; democracia ou nazismo) são igualmente boas, precisa fazer melhor do que pedir pra ficar em paz. Já estamos nisto há um ano, e agora parece que acabou. Se você está no orkut e quer perder tempo vendo isso, clique aqui (após o seu login o link vai pra lá). O Bruno foi avisado, mas deletou meus recados de aviso. Não quer mais conversa. Assim só me resta continuar firme, com todos os motivos para manter a confiança na razão.

5- Atualizar profile do orkut (0%): ainda não fiz, esqueci.

6- Resenhar programação de TV para o site (0%): err…

7- Atualizar blog no blig (100%): ok, ok.

8- Ler História da Filosofia vol. III (0%): tenho que começar logo isto!

9- Concluir Sensacionalismo!, o humor do site (65%): muita coisa está pronta, mas o que falta está difícil de completar.

10- Encontrar Ian com o Júnior (0%): este programa está marcado há meses. Nunca dá.

11- Fazer Significaos II (5%): o começo está feito. Falta o resto!

12- Escrever diário (10%+): está acontecendo agora…

*****

Enquanto isso, na vida ao redor: amanhã a família estranha encabeçada pelo meu pai (por sinal tomei mais um porre com ele ontem, nada demais) me levará a um passeio supostamente divertido, relaxante, memorável. Confio que seja e na próxima dou os fatos; tal passeio impediu que hoje o Júnior viesse por aqui para mais uma rodada gamemaníaca. Vá lá: isto me dá mais tempo e evita que a coisa dos games se torne repetitiva e enfadonha; em breve devo me operar (err… depois conto); tenho perdido algum tempo jogando pela enésima vez o game de estratégia Constructor II – Street Wars (sei lá, deu uma gana repentina) e a ponto de finalizar o viciante GTA III, violento, violento, violento… é preciso moderar todo o tempo que se gasta com este tipo de ópio.

*****

Sou dos que, na infância, acreditaram que ele voava…

Conforme prometido anteriormente, eis as maravilhosas críticas de Pablo Villaça sobre os filmes do homem de aço – que eu assinaria embaixo:

Superman – O Filme (aqui)
Superman II – A Aventura Continua (aqui)

Superman – O Retorno (aqui)

Aliás, este último está em cartaz e, graças a prodigiosa amizade que o Júnior mantém com um funcionário respeitável do cinema, eu verei mais este filme de graça.

Bem, faltam 23 dias para o dia 10 de agosto é há muito o que fazer. E eu quero e posso fazer. Então, vou ver se termino de aproveitar o dia (comendo, por exemplo!).

por Paralelo, feliz da vida e com fome

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/07/2006 - 21:06

Hum… meu primeiro post aqui. Sem solenidade, vamos começar logo isto!

Há dois dias faltou luz. Pensei bobagens no escuro. Disse a mim: “tenho um mês para fazer mil coisas que queria fazer”. Elaborei uma lista. Desde a primeira olhada ficou claro que executar todos os itens da tal lista era coisa impossível. Vá lá, ao menos é um norte para começar a reanimar minha vida (estive triste, triste os últimos três meses; as lamentações estão espalhadas pela web, orkut, weblogger, suástica azul, etc.). Desde que a chama aqui não apague outra vez… tudo certo.

A lista:

1- Digitar notas e organizá-las (toda sorte de elucubrações filosóficas e ideológicas)
2- Fazer matéria sobre o ano da Superinteressante para o site.
3- Procurar Nívea, Fabrício, Jossandro e João Paulo (pessoas que desejo, inclusive a Nívea desejo daquele outro jeito também)
4- Publicar debate com Bruno no site e no orkut (combatendo o niilismo relativista!)
5- Atualizar profile no orkut (de ano e meio pra cá, mudei, oras!)
6- Resenhar programação de TV (de onde tirei isso? Tarefa ingrata. Difícil rolar)
7- Atualizar blog no blig (se você está lendo isso, realizei esta tarefa)
8- Ler História da Filosofia vol.III (sem essas 900 páginas que restam, meu treinamento Jedi está incompleto)
9- Concluir Sensacionalismo! (a área de humor do site, jamais estreada; uma lástima)
10- Encontrar Ian com o Júnior (uma despedida de um cara legal: Ian)
11- Fazer Significaos II (minhas idéias nuas e cruas, com as dúvidas e tudo)
12- Escrever diário (ei-lo aqui)

Os 12 trabalhos!

Tenho até o dia 10 de agosto para executá-los, assim me impus. Ao final, quero olhar pra trás e medir se minha vida valeu mais à pena com toda esta vivacidade produtiva, contudo nada lucrativa. É tudo por prazer, e prazer é o que importa.

É claro que, conforme os dias passam, distrações aparecem. Só nos três dias que se passaram deste o início desta minha empresa pessoal, vejam as delícias que já me perturbaram: a Nívea voltou, encantadora – como a sereia ou como a Rose, não sei; Superman – O Filme reprisou meia noite no SBT; o crítico de cinema Pablo Villaça escreveu o texto de meus sonhos sobre o filme do homem de aço (amanhã ou depois dou o link); meu amigo Júnior, na web Daimon, está quase chegando aqui para passar o dia “estudando games” (jogando mesmo, mas com atitude autocrítica!); a nova Superinteressante, capa “Psicopata”, chegou por aqui e está maravilhosa como de costume; Letícia, na web Lilith, do outro lado do país, insinua que o meu futuro está chegando em São Paulo, e aí estarei como gosto: no olho do furacão; Cibele Endora, no orkut, foi legal comigo e falta eu saber responder pra ela; Marcelo Médici deu uma das entrevistas mais engraçadas que já vi no Jô Soares; a luz que faltou demorou um dia pra voltar, e joguei dominó até três da manhã com minha irmã, à luz de velas, numa partida acirrada que, bem, eu venci afinal!

Coisas sem sal também rolaram. O Alan que me perdoe, a intenção decerto foi ótima e, vinda dele, me deixa muitíssimo feliz. Mas o “documentário” Quem Somos Nós?, que ele me emprestou, é o que há de pior em termos de informação ora inútil, ora falsa, ora ininteligível. É um documentário sobre física quântica e sua suposta influência em nossa vida cotidiana. A proposta em si já é confusa, mas o programa avança para visões totalmente “new age” e pseudocientíficas do tema. Vejam: não existe mundo exterior; podemos controlar o espaço e voltar no tempo com a mente; nossas células têm consciência e emoções; a água benta tem sua composição química alterada; podemos caminhar sobre a água; e toda sorte de mais disparates! É claro que coisas tão bombásticas são sempre proferidas de modo ambíguo, não ficando claro se são afirmações factuais, metáforas e de quê ou mera “poesia inspiradora”. Enfim, terrível.

O Alan, contudo, não tem porque se intimidar com minha crítica feroz. Certa vez eu o fiz sofrer vendo o lerdo Trainspoting, então talvez ele esteja até se vingando de mim.

Enfim. Os dias vão passar e eu vou atualizar este diário, a princípio contando como estou indo nos 12 trabalhos. E depois, depois. Motivos novos virão.

Autor: Paralelo - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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