Reunião da executiva da UNE na Praia do Flamengo, 132, Rio de Janeiro
No último sábado, 3 de Julho, a diretoria executiva da UNE se encontrou no terreno que sediou a entidade até 1964, quando o prédio foi incendiado pelo regime militar. Na pauta, críticas ao anúncio de corte no orçamento da educação
A diretoria discutiu ainda a intervenção da UNE no processo de eleições gerais no Brasil, que pautará a política do país pelos próximos três meses.
“O projeto aprovado no último Conselho Nacional de Entidades Gerais (58ºCONEG), realizado em abril, será a principal ferramenta do movimentoestudantil para o diálogo com os candidatos e o debate público de idéias”,disse Daniel Iliescu, diretor de Relações Internacionais da entidade.
Também foi aprovada resolução pautando investimentos em educação e se opondo ao corte de verbas recém anunciado pelo governo. Moções referentes à reforma agrária, apoio ao movimento estudantil de Florianópolis e à libertação do presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador estão entre os outros documentos debatidos.
Leia os documentos aprovados:
Resolução
Por uma política de desenvolvimento soberano com investimento na Educação! Não ao corte de verbas na Educação.
A política econômica brasileira ainda é fortemente marcada por um viés conservador em sua condução. Esta realidade se manifesta, por exemplo, no ciclo vicioso da dívida pública que ainda suga todos os anos mais de 30% do orçamento público, favorecendo apenas aos banqueiros que seguem lucrando bilhões com essa política. Ainda, com o religioso pagamento da dívida, ela só cresce, e atingiu em maio deste ano a inacreditável cifra de R$ 1,6 trilhão. Este processo se apresenta também, na nefasta política de juros conduzida pelo Banco Central no ultimo semestre. Seu presidente Henrique Meirelles, através do Conselho de Política Monetária – COPOM retoma os reajustes sucessivos da taxa básica de juros, colocando o Brasil no vergonhoso patamar de oferecer a maior taxa de juros do mundo.
Nas políticas sociais os seus efeitos são ainda mais perigosos. Como resultado dessa política no ultimo mês de junho o governo anunciou um corte nas verbas da educação, totalizando R$ 2,3 bilhões retirados do seu orçamento em 2010. Esse corte de verbas é parte de corte de mais de R$ 10 bilhões nas áreas sociais. Nas IES brasileiras os impactos são imediatos. Com o aumento do número de vagas e a implantação de novos cursos, campii e universidades é fundamental o aumento dos investimentos para garantir o acesso ao ensino, com condições de permanência, assistência estudantil, e financiamento para a pesquisa e a extensão. Várias universidades pelo Brasil já sentem a falta de restaurantes universitários, residências, bolsas e demais ações de permanência.
A solução do problema do ensino brasileiro passa por ampliar o acesso à universidade, aumentar o investimento público na educação, garantir a contratação de professores e funcionários, financiar e entender a pesquisa e a extensão como fatores inseparáveis do ensino e, principalmente, garantir condições de permanência para os estudantes através da assistência estudantil. Chegou a hora de aumentarmos a pressão e exigirmos o investimento de 10% do PIB em educação, conforme propôs recentemente a Conferência Nacional de Educação!
As mudanças do último período, apesar de fundamentais, demonstram no dia a dia, sua incapacidade de permitir a concretização do projeto de desenvolvimento soberano defendido pela UNE. Por isso, convocamos todo o movimento estudantil a dar uma resposta nas ruas. Não podemos ficar calados nem parados frente ao corta verbas das nossas universidades. Vamos realizar atos e mobilizações em todo o país exigindo e levando adiante as nossas bandeiras e a defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade.
Nenhum corte nas verbas da educação! Pelo investimento de 10% do PIB!
50% do Fundo do Pré-Sal para a Educação!
Mais verbas para o Plano Nacional de Assistência Estudantil!
Pelo fim da política de superávit primário e juros abusivos!
Pela auditoria cidadã da dívida publica!
Fora Meireles do BC!
Moções
Luta pela Terra
Impulsionada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entre outras entidades, a UNE resolve apoiar a campanha pela limitação da propriedade da terra com um plebiscito nacional, convocado para os dias 1 a 7 de setembro de 2010. Consideramos que a campanha acumula na luta pela reforma agrária no Brasil.
Liberdade ao presidente da FEUE
A UNE resolve participar ativamente da campanha pela libertação do presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador (FEUE), Marcelo Rivera Toro, que foi injustamente acusado de terrorismo e encontra-se encarcerado desde o dia 08 de Dezembro de 2009. A UNE resolve se reunir com o Itamaraty, pedindo ao governo brasileiro que solicite esclarecimentos ao governo do Equador sobre o tema e publicar em sua página eletrônica o link para a página pela libertação de Marcelo
( http://libertadmarcelo.wordpress.com ) junto com a nota de denúncia da prisão .
Florianópolis
A UNE se solidariza com o Frente Única em Defesa do Transporte Coletivo, da cidade de Florianópolis. Nos posicionamos contrários a criminalização dos estudantes e do movimento social em luta, pela qualidade do transporte e por uma tarifa digna aos trabalhadores e trabalhadoras desta cidade. Repudiamos o último aumento que eleva a tarifa de Florianópolis a mais cara do país.
Retirado do Blog da: Thalita Martins
Autor: Thiago Fernandes - Categoria(s): Sem categoria Tags: Movimento Estudantil, Movimento Mudança, Praia do Flamengo, Reunião Executiva, Thalita Martins, UNEProUni: a filha do pedreiro virou doutora!
Os primeiros formandos de medicina beneficiados pelo ProUni contam suas histórias de vida
Os irmãos cariocas Mariah e Vitor Gonzaga sempre estudaram em escola pública, no subúrbio de Quintino, no Rio de Janeiro, e conseguiram se formar em Medicina graças ao ProUni. Agora, os dois (e mais o irmão gêmeo de Vitor) têm a chance de mudar a história de sua família. Eles contam ao Blog do Planalto as dificuldades que tiveram para conseguir o diploma, já que são de origem humilde e não tinham recursos para bancar o curso universitário. “Agora podemos mudar o rumo de nossa família”, dizem, orgulhosos.
Lucrécia Lourenço Coutinho também estudou em escola pública. Seu pai é pedreiro e a mãe, faxineira. A bolsa que conquistou do ProUni para fazer o curso de Medicina foi uma vitória e tanto para Lucrécia, que se tornou assim a primeira integrante da família a fazer um curso universitário.
Autor: Thiago Fernandes - Categoria(s): Sem categoria Tags: Enem, Filha do Pedreiro vai poder virar doutor, Governo Lula, Medicina, Movimento Mudança Guarulhos, ProUni, ProUnistas, Thiago FernandesFaça a prova do Enem e tire o diploma do Ensino Médio
Candidatos precisam atingir 400 pontos nas provas e 500 na redação para tirar o certificado

Ainda não teve chance de terminar o Ensino Médio? Essa é a sua chance! Faça a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Se atingir a nota mínima de 400 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 na redação, você recebe o certificado de conclusão.
Para tentar o diploma do Ensino Médio, não é preciso ter frequentado a escola regular nem a Educação de Jovens e Adultos (supletivo). Basta ter 18 anos completos até a data das provas, que acontecem nos dias 6 e 7 de novembro. Confira essas e outras informações no edital.
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) recebe a inscrição, aplica e corrige as provas. Sendo assim, o certificado de conclusão do Ensino Médio é de responsabilidade das secretarias estaduais de educação. Por isso, no momento da inscrição você deve informar a secretaria, instituto ou centro federal onde pretende tirar o diploma. No próprio cadastro há uma relação das instituições que firmaram acordo com o Inep.
Inscrição e provas do Enem
As inscrições para o exame vão até 9 de julho e as provas acontecem nos dias 6 e 7 de novembro. Faça sua inscrição pelo site do Inep. Para isso, você precisa informar o número do seu CPF. Lembre-se! Não é aceito o documento dos pais ou responsáveis, então você precisa tirar o seu. A taxa de inscrição é de R$ 35.
A redação e as quatro provas do Enem, cada uma com 45 questões de múltipla escolha, acontecem nos dias 6 e 7 de novembro. No sábado, 06/11, rola a prova de ciências da natureza e ciências humanas. Já no domingo, 07/11, é a redação e prova de matemática, linguagens e códigos. Nos dois dias o exame começa às 13h.
Para outras informações, acesse o Portal do Enem.
Autor: Thiago Fernandes - Categoria(s): Sem categoria Tags: Certificado Ensino Médio, Diploma Ensino Médio, Educação, ENEM 2010, Inscrição Enem, Prova Enem, Supletivo, Thiago FernandesAté que ponto vão as revendicações do DCE?
Impugnação gera polêmica nas eleições do DCE da PUC/PR
Os mais de 20 mil alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná vão às urnas nesta quinta-feira (17) para escolher a nova direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Mas, nos bastidores, uma disputa entre a atual gestão e uma chapa de oposição polemiza e coloca em cheque à lisura do processo eleitoral.
A principal polêmica é que a chapa de oposição “Até Quando?” foi impugnada poucas horas antes das eleições, mas ainda consta como opção de voto para os estudantes. “Eles impugnaram nossa chapa alegando campanha em lugar indevido: um adesivo colado na escada. Não divulgaram a impugnação para os alunos que iram votar, ou seja, ainda constam a opção 2 da nossa chapa nas cédulas”, reclama a ex-candidata a presidente da chapa de oposição, Nicoly Kulchesk.
Segundo Nicoly os problemas no processo eleitoral para o DCE tiveram origem desde o começo da formação da Comissão Eleitoral. “A chapa da situação alterou o estatuto do DCE e o regimento às vésperas da eleição em uma assembléia sem divulgação e mobilização, com apenas 27 estudantes na lista de presença. E ainda formaram duas chapas laranjas para dominarem a comissão e decidir por todos os alunos da PUC”, afirmou.
Com a impugnação da chapa de oposição, mas como ela aparece na cédula, os alunos da PUC/PR têm ainda quatro opções de voto: na única chapa na disputa da atual gestão “Identidade”; votar na chapa Ação, que considerada laranja no processo; votar em branco ou para anular o processo votar na chapa Até Quando?, deslegitimizando esta eleição fradulenta, sendo que se maioria absoluta de votos, isto é, 50% mais um foram nulos a eleição é cancelada.
A chapa Identidade, por outro lado, justifica que a impugnação da chapa de oposição se deu por decisão da comissão e que essa decisão será levada aos alunos em edital depois das eleições. A chapa Voadora, que não participam das eleições e consideradas laranjas no processo, votaram pela impugnação da chapa Até Quando?.
Na última quarta-feira (16), os integrantes da chapa de oposição realizaram uma reunião para debater a falta de lisura no processo. Compareceram cerca de 200 alunos de cursos variados. “O encontro foi importante para esclarecermos alguns pontos aos alunos, os motivos da impugnação e, principalmente para eles perceberem que o regimento não foi cumprido para todas chapas como deveriam, apenas para oposição”, comentou Mariana Dutra, da direção da União Paranaense dos Estudantes.
No início desta quinta-feira apenas alguns estudantes puderem votar, pois poucas urnas haviam sido autorizadas pela comissão. E os alunos ainda se confundiam em quem votar, pois a chapa impugnada ainda constava como opção.
UBES se prepara para o 12º Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas
Estudantes de escolas técnicas de todo o país se reúnem para o evento mais importante da área no ano; esta edição do Enet irá discutir, entre vários assuntos, prioritariamente os rumos da educação profissional brasileira

Começa a contagem regressiva para o 12º Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas (ENET). Desta vez, a cidade de Natal foi escolhida para sediar o evento, que acontece entre os dias 25 e 27 de julho. O ENET não é realizado há quase 05 anos, por isso a importância desta edição para discutir novas propostas sobre a expansão e consolidação da educação profissional e tecnológica do país.
“Mesmo com os avanços constatados no Brasil nos últimos anos, no que diz respeito à educação são constatadas várias deficiências no sistema público educacional. No país a maioria esmagadora da juventude, cerca de 86,5% segundo o IBGE, estudam em escolas públicas. Analisando que a população mais carente e sem recursos financeiros para ingressar em uma universidade fica escancarada a importância do ensino profissionalizante no país. Com isso, fica também clara a importância das escolas técnicas na formação profissional do jovem para ter condições de brigar no mercado de trabalho de forma igual”, constata o presidente União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick.
Nos últimos oito anos houve um sensível aumento no número de escolas técnicas em todo o território nacional. Mais precisamente um salto de 254%, com 354 escolas no total. Estima-se que, até 2014, o número pule para 600 unidades.
O ENET visa, sobretudo, promover uma discussão sobre o futuro desses novos espaços. A expectativa é que no próximo período os crescentes resultados apontados acima possam continuar.
“Os estudantes brasileiros precisam que o poder público continue investindo na expansão do ensino profissional e que crie um fundo exclusivo de recursos para as escolas técnicas, como já existe para o ensino médio e as universidades”, apontou Evanovick.
Yann comenta ainda que a educação profissional tecnológica deve ser encarada como ferramenta inclusão social e profissional para a população. “A educação profissional e tecnológica se tornou um elemento estratégico na luta pelo ensino público de qualidade e pela inclusão social da população menos favorecida do país”, finalizou Evanovick.
Como participar do ENET
A inscrição é gratuita. Basta baixar o formulário de inscrição clicando aqui, preencher e enviar para contatoenet@gmail.com.
Outras informações pelos telefones (11) 5082-2924 / (11) 5084-5219.
Serviço
O quê? 12º ENET – Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas
Quando? Dias 25, 26 e 27 de julho de 2010
Onde? CEFET – RN: Avenida Senador Salgado Filho, 1559, Tirol – Natal
Qual a educação que queremos?
Um dos grandes ícones da educação brasileira, Paulo Freire, disse que a educação sozinha não muda a sociedade, mas sem ela a sociedade não muda. Que educação seria essa, capaz de ser elemento fundamental para uma mudança social? É comum ouvir que a educação pública é de baixa qualidade, sendo a educação privada fornecida como modelo de excelência e de boa qualidade. Será que isso é verdade? Passeando por estas questões, vamos tentar situar problemas e possíveis soluções para a questão do ensino no Brasil.
Em primeiro momento, é necessária uma abordagem sobre o ensino fundamental e médio do país para, daí chegarmos até a situação das universidades e, termos um panorama geral nesse assunto.
As duas últimas gestões do governo federal foram as que mais investiram no setor, em todos os sentidos, mas é fato que a educação do Brasil ainda tem muito que melhorar. Temos um atraso histórico muito grande nessa área, em comparação com os países ditos “desenvolvidos”. Outro fator seria a nossa forma de colonização, que teve como maior intuito a exploração e não o povoamento – como aconteceu nos EUA. E também que nunca foi dada muita importância para o desenvolvimento de uma educação de qualidade.
A educação, aplicada nas instituições públicas e privadas, é voltada basicamente para o mercado – visando primeiro o vestibular, e chegando a universidade , direciona-se para o mercado de trabalho. Pegando carona com o capitalismo – que precisa de “engrenagens” ambulantes e não de indivíduos pensantes –, não é interessante que sejam trabalhadas nas escolas matérias para formar verdadeiros cidadãos (lê-se sociologia, filosofia e incentivo acultura, que voltaram a cena há pouco tempo mas, mesmo assim não é dada muita importância para estas) e, pessoas que consigam fazer uma leitura de mundo e enxergar a real situação em que estão inseridos.Nesse sentido, o ensino está cada vez mais mecânico, aparecem cada vez mais “macetes”, mais “decoreba” e menos aprendizado – já que esses fatores facilitam a resolução das questões, mas não promovem a real assimilação do conteúdo. Esse é um sinal de educação de qualidade? É essa a educação que queremos?
Alguns Movimentos Sociais apontam que o maior critério para se passar no vestibular é o “meritocrático”. O que é isso? É muito mais fácil a pessoa conseguir passar no vestibular quando ela tem acesso a, os já referidos, “macetes”; acesso as escolas privadas ou cursinhos – grandes propagadores dessas “fórmulas mágicas”; quando a pessoa não precisa trabalhar para poder se dedicar inteiramente aos estudos; quando a pessoa tem acesso aos melhores livros; a internet; acesso a lazer e cultura; a saúde e a saneamento básico; a tratamento odontológico; etc. Enfim, de fato, é muito mais fácil fazer pontuações destacáveis, e passar no vestibular quando se tem acesso a todos esses fatores. Daí, esses privilegiados tem seu mérito – o mérito de saber como os assuntos vão ser cobrados e como resolver as questões naquele estilo próprio . O problema é que, quem tem condições de ter esse mérito é uma parcela ínfima da população. E, se a questão financeira já separa parcelas da sociedade, quando combinada com o fator educacional há uma segregação ainda maior. Um exemplo disso é quando se ouve declarações no sentido de que “com o sistema de cotas, o governo atrapalha a vida e os estudos de quem realmente quer alguma coisa”, “atrapalha a vida de quem estudou de verdade, e está por dentro dos assuntos”, “de quem realmente quer estudar”. E quem não tem acesso aos privilégios que uma boa condição financeira traz, e conseqüentemente a esse “mérito”, como é que fica? Será que temos igualdade de condições na hora de fazer o vestibular entre todos os candidatos? É justo enfrentar os obstáculos que essa seleção proporciona, não avaliando se realmente o assunto foi assimilado, e ainda com tal desigualdade de condições entre os candidatos? E as pessoas que não têm acesso as benesses do sistema capitalista, e tiveram uma pontuação próxima de quem teve mais oportunidades, não possui realmente o merecimento de entrar numa universidade pública? Quem será quem tem mais mérito (quem está mais apto): uma pessoa que estudou a vida inteira em escola pública, trabalha desde cedo, o dia inteiro e não tem tempo para estudar em casa, tirando a pontuação 6,0 no vestibular; ou um indivíduo que sempre pode estudar em escola particular, nunca precisou trabalhar, pôde fazer os melhores cursos, tem acesso fácil a internet, tem tempo para lazer, etc., e consegue tirar 7,0 no vestibular. Quem desses dois merece mais entrar na universidade? Quem tem mais méritos? Para se melhorar profundamente a educação no ensino médio e fundamental no país se precisaria de um investimento de bilhões e, mesmo assim, o resultado não se colheria num curto prazo. Isso envolve capacitação e compromisso de professores; melhoras substanciais de salários e condição de trabalho para os mesmos; distribuição de renda no país, para que os estudantes tivessem acesso e condições de se dedicar, e usufruir bastante do estudo, e não ter que trabalhar; dentre outras coisas. Até que tudo isso fosse implantado e efetivado, demoraria cerca de trinta anos para colhermos os frutos. Será que os que não tem “mérito financeiro” teriam que esperar pacientemente por esse tempo todo, até que o quadro geral da educação do país mudasse, para adentrar numa universidade?
Mesmo nas instituições, de ensino médio e fundamental, que são ditas como “melhores” – as privadas –, a educação segue numa mesma direção, já dita anteriormente – para atender principalmente o mercado de trabalho. E, mesmo assim, essa linha não quer dizer que os estudantes irão sair bem preparado para o mesmo. É interessante para o sistema capitalista que se tenham muitos “profissionais de baixa qualidade”, para ter um determinado número de pessoas buscando maiores capacitações, tendo também um bom número de desempregados. Isso gera mão de obra barata. O número de pessoas desempregadas, e querendo ocupar uma vaga no mercado de trabalho é grande, isso faz com que os salários caiam, os direitos trabalhistas diminuam, e os lucros dos patrões aumentem. Nessa lógica, o diferencial que os clientes de instituições privadas de ensino médio e fundamental irão ter é que o acesso que aos “atalhos” para passar no vestibular é bem maior do que na escola pública; e a acentuação de uma ideologia individualista(dizendo que você tem que se destacar, ser melhor que os outros e, se você não conseguir “ser alguém na vida”, é por incompetência sua), que também existe, mas em escalas menores, nas instituições públicas.
Isso mostra que a educação privada é realmente de melhor qualidade? É essa educação que é capaz de mudar para melhor uma sociedade?
Onde entra a universidade nessa história? Para ser considerada universidade, a instituição de ensino superior deve ser pautada no tripé ensino, pesquisa e extensão. O ideal seria que a pesquisa fosse voltada para a comunidade que circunda – não necessariamente tão próximo fisicamente – a universidade, para as demandas da sociedade local; que a extensão fosse a ponte entre a universidade e a sociedade, ajudando nas resoluções dessas demandas, aumentando o diálogo com essa última; e que o ensino – de caráter crítico e emancipador – relacionasse os conteúdos com a realidade local (trazendo elementos da pesquisa e da extensão), proporcionando assim uma melhor assimilação do que é trabalhado em sala e, fazendo um verdadeiro diálogo entre teoria e prática. Mas, a realidade é outra.
Na grande maioria dos casos a pesquisa serve, pura e simplesmente, para o enriquecimento de currículo. O que é pesquisado, boa parte com o dinheiro público financiando, se transformam artigos e resumos utilizados em apresentações nos congressos, e geralmente sem um retorno social – já que foi o dinheiro público que financiou boa parte dessas coisas – daí, parte-se para outra pesquisa assim que termina a que estava sendo efetuada. A extensão caminha em direção parecida, muitas vezes aparecendo como assistencialista. E o ensino, é quase como no nível médio – fica a idéia subliminar para muita gente que a universidade é basicamente a sala de aula, a diferença é que aparecem novos assuntos. O espaço universitário, é um espaço de criação de conhecimento. Mas, essa produção de conhecimento fica, geralmente, restrita a interesses privados – de empresas – ou individuais – favorecendo uma melhora apenas do currículo dos pesquisadores.
Se todo o potencial desse “espaço de produção de conhecimento” fosse direcionado para dar um retorno substancial a sociedade, até porque geralmente funciona com dinheiro público, provavelmente teríamos um quadro social diferente. Só que isso não é culpa, pura e simplesmente, das instituições de nível superior. Além dos atores que estão atuando internamente, elas dependem de regras, leis, que são criadas em outros espaços.
Talvez devêssemos mudar de discurso quando falamos que “a educação de qualidade não é prioridade”. Ela é prioridade sim! Entretanto, para alguns setores – principalmente ligados as grandes corporações e que tem um grande lobby no congresso, que enxergam a educação como mercadoria e não querem pessoas que reflitam sobre suas realidades, que briguem por seus direitos – a prioridade é que essa educação não seja implantada.
Vários avanços, como a democratização do acesso ao ensino superior – nesse sentido, promovendo inclusão social – são relevantes. Porém, para se mudar esse quadro de uma forma mais rápida, só mudando quem dita que ele seja assim. Reconhecer os chamados “tubarões do ensino” e expurgá-los da política já é um bom começo. Não só eles, mas os que enxergam tudo como relações comerciais, acreditando que o mercado, e sua lógica excludente e individualista, pode regular a sociedade. Todos estes são responsáveis por essa educação mercadológica, e que falsamente é considerada como sendo de qualidade.
Para finalizar, retomando Paulo Freire que disse não bastar a liderança ter um discurso revolucionário e libertador se a massa não se liberta, dizendo também que “ninguém educa ninguém”, o processo de aprendizagem é coletivo e contínuo. Seguindo essa linha, quem acredita numa educação que pode ajudar a mudar a sociedade para melhor, deve lutar para que ela seja realmente de qualidade. Deve incitar o debate para desconstruir essas ideologias vigentes, ajudando as pessoas a se desprendam de suas amarras, ocuparem os espaços, fazerem a diferença nas urnas. É necessário que muitas pessoas trabalhem, e acreditem, num mundo melhor, numa sociedade mais justa, e em instituições de ensino plurais, democráticas, de qualidade e que visem a emancipação dos indivíduos, inclusão e mudança social.
Leno Miranda
Autor: Thiago Fernandes - Categoria(s): Sem categoria Tags:Chupim na Escola no João Álvares

Copanheiros, o Grêmio Estudantil da Escola Estadual “João Álvares de Siqueira Bueno” está participando do concurso “Chumpim na Escola” da rádio Metropolitana F.M. E estão precisando da ajuda de todos para levar um Show do Restart para a escola, para ajudar basta prencer o formulario do link abaixo. O Concurso funciona como uma espécie de abaixo assinado, a escola que conseguir mais levará o show do Restart. Quando for preencher o formulario não se esqueção de colocar o nome da escola “E.E. João Álvares de Siqueira Bueno” e a cidade de Guarulhos.
Link do Formulario: http://www.cna.com.br/chupim/
Autor: Thiago Fernandes - Categoria(s): Sem categoria Tags:Fotos do Evento ‘Cordel vai á Escola”
Fotos do Evento “Cordel vai á Escola” realizado na Escola Estadual João Álvares de Siqueira Bueno dia 08 de junho, onde estiveram presentes 900 pessoas.

Juventude Ativa com Castelo Hanssem (Presidente da Acadêmia Guarulhense de Letras)

Público Presente

Juventude Ativa com a Diretora Denise Bolleta

Cartaz do Evento

Decoração do Evento

Decoração do Evento

Decoração do Evento

Público Presente














