Meu Time de Futebol

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05/05/2009 -  09:44     

Os 10 maiores clássicos do futebol mundial

Recentemente o jornalista Greg Duke da CNN escreveu uma reportagem sobre os 10 maiores derbies do futebol no mundo, que envolvem clubes de uma mesma cidade. Aqui vão eles:

1) CELTIC v RANGERS — clássico Escocês que envolve não apenas futebol, mas também religião, já que os Rangers têm o suporte da comunidade Protestante e os Celtics, da Católica.

2) ROMA v LAZIO – jogam suas partidas cercadas por violência no estádio olímpico de Roma. Grande parte da torcida da Roma é da classe trabalhadora e a do Lazio de classe mais rica. Além disso, a política também está em disputa, já que os torcedores da Lazio são mais de direita e os da Roma, de esquerda.

3) BOCA JUNIORS v RIVER PLATE — provavelmente o maior clássico da América do Sul, com grande rivalidade social e econômica. Ambos clubes foram criados no bairro pobre de La Boca, mas em 1930 o River de mudou para área mais rica chamada Nuñez. De um lado o clube mais vencedor da América, o Boca, e de outro um dos mais ricos das décadas passadas, o River.

4) AL AHLY v ZAMALEK — o clássico mais apaixonado do Egito, que de uns anos para cá, dada a onda de violência, passou a ser jogado no Estádio Internacional de Cairo sempre com arbitragem estrangeira.

5) GALATASARAY v FENERBAHCE — clubes da mesma cidade, Istambul, mas separados em diferentes continentes. Os clássicos entre os ricos do Galatasaray (do lado Europeu) e a classe trabalhadora do Fenerbahce (lado Asiático) são praticamente uma guerra, quando os torcedores literalmente atravessam os continentes para assistir as partidas dos seus clubes.

6) OLYMPIAKOS v PANATHINAIKOS — as recentes conquistas do Olympiacos (11 das últimas 12 ligas gregas) não amenizam a disputa do clássico local que também tem um contorno social: o Panathinaikos representa a classe média de Atenas e o Olympiakos a classe trabalhadora da área portuária dos Pirineus.

7) ESTRELA VERMELHA v PARTIZAN — esses clubes relativamente novos da Servia (fundados em 1945) disputam um dos clássicos mais importantes do leste europeu. Se de um lado o Partizan representa o antigo clube do Exército Iugoslavo, o Estrela Vermelha foi fundado pelos próprios cidadãos sérvios.

8) WYDAD v RAJA —esses são os dois maiores clubes de Maroccos e os clássicos são cercados por violência, muito embora N.B. Raja signifique “esperança” e Wydad, “amor”.

9) PALMEIRAS v CORINTHIANS — o já conhecido clássico local é destacado pela CNN por ser um derby  de aproximadamente 100 anos de dois times que surgiram da colônia de italianos na cidade de São Paulo. Eles destacam que parte dos membros fundadores dissidentes do Corinthians fundou o Palmeiras, que antigamente se chamava Palestra Itália.

10) PENAROL v NACIONAL — um dos clássicos mais antigos do mund o, jogados em um dois principais estádios de futebol, o Centenário de Montevidéu.  Os clubes foram fundados em 1890 são detentores de 85 títulos uruguaios e oito Copas Libertadores.

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
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27/04/2009 -  11:25     

Volta por cima

Felipe Aquilino ( felipe at mtdf.com.br)

“Quem sabe, sabe”, já dizia a marchinha de carnaval. E isso vale muito bem para o futebol. Quantos jogadores desacreditados deram a volta por cima, saíram vitoriosos e calaram a boca de tanta gente? Em 1969, João Saldanha chegou a declarar que Pelé estava cego e que não poderia jogar a Copa do Mundo de 1970. Zidane chegou a anunciar a sua aposentadoria da seleção francesa, mas (felizmente) voltou atrás e conduziu os Bleus a mais uma final de Copa do Mundo em 2006, com aquela memorável atuação contra o Brasil nas 4as de final, a qual considerou o maior jogo da sua vida. Mas nada na história do futebol se compara com a história de Ronaldo.

Aquele menino franzino que aparecia no Cruzeiro em 1993 foi a grande surpresa Brasileira da convocação para a Copa de 1994. Mesmo sem jogar, seria um dos mais jovens campeões do mundo da história. E de lá, partiria para o PSV, grande revelador de craques, sendo artilheiro do campeonato holandês. Depois disso foi contratado pelo Barcelona, sendo também artilheiro espanhol e eleito melhor jogador do mundo pela primeira vez em 96. No ano seguinte acertou a transferência para a Internazionale de Milão e mais uma vez brilhou, sendo eleito em 97 o melhor do mundo pelo segundo ano seguido. Tudo isso com apenas 21 anos. Assim surgia o fenômeno. Ronaldo chegou na Copa de 1998 como principal jogador do mundo. E foi eleito o melhor jogador da Copa. Mas na véspera da partida mais importante, teve um convulsão e muitos diziam que tinha amarelado. E com esse episódio veio a fase negra.

Em 2000 passou provavelmente o pior momento de sua vida: uma contusão o deixou fora dos gramados por um ano. O seu fim fora anunciado por muitos. Mas a surpresa veio quando o fenômeno foi convocado para a Copa de 2002, marcou dois gols na final, oito gols em sete partidas e foi o astro da Copa. Também foi eleito o melhor do mundo pela terceira vez nesse ano. Isso despertou interesse do Real Madrid, que montou com Ronaldo um dos maiores e mais frustrantes times de futebol de todos os tempos: os Galáticos. Mesmo depois de algumas contusões e acima do peso, Ronaldo jogaria a Copa de 2006 e se tornaria o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols, apesar do fiasco da seleção canarinho. E Ronaldo acertou sua transferência para o Milan, passando a jogar pelos dois grandes da Espanha e da Itália. Mas novamente teve uma contusão gravíssima que o deixaria mais de um ano fora do futebol. Seria o fim? Nunca, quando se trata de Ronaldo. Depois de um ano fora dos gramados, Ronaldo volta para o Corinthians em uma contratação bombástica e já atinge a marca de 8 gols em 9 jogos, colocando o Corinthians a um passo do título do Campeonato Paulista. O detalhe é que o craque acaba de marcar um gol antológico contra o Santos em plena Vila Belmiro, definido pelo presente Pelé como “uma pintura, um gol de Copa do Mundo”.

O fenômeno está de volta! Seria esta mais uma volta por cima que culminaria na convocação para a sua 5ª Copa em 2010? O Brasil inteiro torce para o maior centroavante da história do futebol.

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Sem categoria
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24/04/2009 -  10:35     

MTDF no Twitter

Twitter é uma nas novas febres mundiais quando se trata de redes sociais. É utilizado para microblogging, uma espécie de blog com atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres. As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las, os chamados followers. Dentre suas 1001 utilidades, o Twitter se destaca entre os usuários como forma de acompanhar o que seus amigos estão fazendo,  publicar insights que lhe vêem à cabeça num determinado momento e acompanhar pessoas famosas e suas rotinas.

Além disso, o Twitter é também uma maneira prática e rápida de divulgar links interessantes e manter as pessoas informadas sobre determinados temas, o que nos levou a criar um perfil para o MTDF. Nele vocês poderão acompanhar as novidades do projeto, entender como andam os projetos semelhantes na Europa e ler notícias sobre gestão de clubes de Futebol. Além disso, essa passa a ser também uma nova ferramenta de comunicação entre nós do MTDF e nossos cadastrados e associados.

Faça parte do nosso time também no Twitter: www.twitter.com/mtdf

 

 

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes, Notícias
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22/04/2009 -  10:25     

Qual o segredo dos times ingleses?

(by Felipe Aquilino)

Todos concordam que o campeonato inglês é hoje o principal campeonato do mundo. E são vários motivos que o colocam em primeiro lugar:

Após os acontecimentos trágicos de Hillsborough há 20 anos, o futebol passou a ser considerado um espetáculo pelos ingleses. Penas mais rígidas aos baderneiros, cadeiras e conforto aos espectadores, fim das grades ao redor dos campos e um melhor acesso aos estádios foram algumas das principais medidas tomadas pelos ingleses.

Os clubes ingleses contam com administrações mais profissionais e com o total suporte da Football Association. Clubes mal administrados financeiramente são punidos. Os vencedores, premiados. E a liga continua pagando as cotas dos times que caem para a 2ª divisão por 3 anos, para que o clube se reestruture e possa voltar a 1ª divisão. Essa competitividade do campeonato inglês faz com que se formem times médios de maior expressão, como Aston Villa, Everton, West Ham, Fullham, Tottenham, Manchester City e Newcastle, fazendo com que o campeonato não se resuma aos jogos dos quatro grandes, Manchester Utd, Chelsea, Liverpool e Arsenal.

De uns anos para cá, os clubes passaram a tratar o esporte como mundial e não apenas local. Foram muitas as contratações estrangeiras, como Brasileiros, Coreanos, Portugueses, Espanhóis, Franceses, Africanos, além da preocupação de manter os melhores jogadores ingleses no pais, o que faz com que os campeonatos sejam assistidos no mundo todo. Com isso, cresceu a receita com transmissão e com vendas de produtos licenciados.

E o mais importante: os clubes ingleses passaram a jogar um futebol bonito, ofensivo e vencedor. Os melhores jogadores do mundo estão por lá, como Cristiano Ronaldo, Tevez, Rooney, Fernando Torres, Gerrard, Frank Lampard, Ballack, Deco, Drogba, Essien, Adebayor, Arshavin, Van Persie, Fabregas, Robinho e Elano, somente para mencionar alguns. O esquema 4-3-3 voltou, e com ele jogos históricos, como o Manchester 1 x 4 Liverpool, o Chelsea 4 x 4 Liverpool e o fantástico Liverpool 4 x 4 Arsenal desse final de semana. Além disso, os clubes ingleses passaram a ser os melhores do mundo, com o Manchester Utd como atual campeão do mundo e da Copa do Campeoes e, pelo segundo ano consecutivo, 3 dos 4 melhores times da Europa são Ingleses.

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes, Sem categoria
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13/04/2009 -  11:29     

Museu do Futebol

(by Felipe Aquilino)

 

 

A teoria de que no mundo do futebol ninguém gosta de viver do passado é falsa. A cidade de São Paulo explica o porquê. O recém inaugurado Museu do Futebol no Pacaembu reúne um dos maiores acervos sobre o tema e recebe os fanáticos de forma aconchegante, interativa e emocionante. A visita é inesquecível para alunos, professores, torcedores e famílias. Além de recuperar parte de um patrimônio histórico da cidade, o estádio do Pacaembu, inaugurado em 1940 e sede de jogos da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil.

 

Como o próprio folheto explicativo relata, “visitar o Museu é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol”. A sala das origens mostra a introdução do futebol, logo após a abolição da escravatura no país, que era um esporte praticado pelas elites. E conta como o esporte se tornou popular, reinventado pelos mulatos e mestiços. A sala dos heróis mostra como nos anos 30 e 40 surgiram grandes nomes tanto da cultura Brasileira, como do futebol-arte: de um lado Jorge Amado & Villa-Lobos, de outro Leônidas da Silva & Domingos da Guia.

 

O grande mérito do Museu do Futebol é mostrar a história não apenas através de datas ou fotos, mas pela influência que o esporte exerceu sobre a vida, o comportamento e a emoção dos Brasileiros. Faz uso da diversão, da terceira dimensão e de crônicas visuais sobre defesas, dribles, gols. Isso faz com que o tempo passe rápido, como um excelente jogo de futebol. Mas não reserve somente 90 minutos para a visita, pois além de tudo o que o museu tem para ver, no final ainda há uma loja com tudo o que há de novo no futebol e um bar temático. E de lambuja, ainda pode ser feito um passeio por dentro do Pacaembu. Imperdível.

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
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11/12/2008 -  10:06     

Vida de Gado (Carta Capital, 11/11/2008)

Como em quase todas as suas relações econômicas, o Brasil, no disputado mercado do futebol, é um fornecedor de commodities. Produzimos craques ou bons jogadores aos borbotões. Eles brotam País afora como cana e soja. E até o caminho do estrelato – ou da desilusão – são tratados assim, feito commodities, como frangos desossados ou partes de um belo corte bovino prontos a serem exportados.

Seduzidos pelo sonho da fama e fortuna, crianças e adolescentes, em pleno século XXI, e a despeito de imensos lucros de clubes e empresários que têm a sorte de revelar um novo Ronaldinho ou Kaká, continuam a ser submetidos a uma vida em condições precárias em times médios e pequenos. Os craques do futuro são instalados em alojamentos mambembes e sem higiene, com alimentação de péssima qualidade.

São afastados da família – às vezes até sem a autorização oficial – e da escola. Sobram denúncias de abuso sexual. Nos grandes clubes existe a preocupação de matricular o jovem jogador em uma escola. Mas nem sempre há um acompanhamento adequado. Com o vai-e-vem de time e de cidade, são raros os que concluem os estudos.

Nos clubes com menor estrutura, a situação é pior. Os jovens são submetidos a cargas excessivas de treinamento e a uma enorme pressão psicológica. A ausência do convívio familiar, a falta de estudo, a pressão e o risco de abuso sexual levaram o Ministério Público do Trabalho a fiscalizar a situação dos jovens atletas.

Em São Paulo foram realizadas vistorias em vários clubes. Há um ano, um grupo de trabalho foi formado por procuradores de vários estados para analisar o problema em todo o País. A intenção é regulamentar a atividade para as crianças e adolescentes. “Estamos preocupados principalmente com a situação dos menores de 14 anos. Muitos clubes não têm a infra-estrutura mínima para receber esses jovens e, muitas vezes, nem a autorização oficial dos pais”, explica a procuradora Claudia Lovato Franco, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Jovens jogadores fazem graves acusações. “Sempre ouvi falar de casos de pedofilia nas categorias de base de grandes times”, afirma R.M., 20 anos, ex-Corinthians e Portuguesa e hoje sem clube. “Alojamento sem higiene é coisa normal. Se a Vigilância Sanitária aparecer, ela fecha dezenas de clubes.

Na Portuguesa Londrinense (PR), um amigo meu estava dormindo e um rato caiu em cima dele”, conta R. A.P., 19 anos, ex-Santos e também sem clube no momento, relata ter passado duas semanas na mesma Portuguesa Londrinense à base de arroz e pé de galinha, todos os dias. “À noite, a gente dormia no chão. E tinha de ficar com a bolsa e as roupas entre as pernas para não ser roubado”, afirma.

Segundo ele, atletas menores de idade da cidade saíam diariamente com homossexuais e recebiam 200 reais por programa. CartaCapital visitou o alojamento da Portuguesa Londrinense, rebaixada neste ano para a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Lá, os jogadores dormem em camas e beliches capengas com colchões velhos e sujos.

Os quartos não estavam limpos e havia um forte cheiro de mofo e suor. “Aqui não tem nenhuma mordomia, nem quartos bonitos. Mas é limpo, sim. Uma vez por semana tem um cara meio ignorante aqui que bota a molecada para cuidar dos quartos e do corredor”, diz Amarildo Martins, 45 anos, dono de um autopeças, presidente da Portuguesa e também do Cambé, da cidade vizinha de mesmo nome. Ex-atleta do Operário de Campo Grande, Martins se define como um jogador razoável. “E a vida é difícil para quem é razoável”, sentencia. Ele nega que seus jogadores só comam pé de frango. “Isso é uma coisa inventada por um jornalista da tevê de Londrina. Aí, passaram a falar.

A base da alimentação é peixe e macarrão, que tem carboidrato para os atletas. Nem eu tenho macarrão na minha casa todo dia. Podem ter sobrado uns dois pezinhos de frango de vez em quando. Mas quem falou isso é o maior mentiroso da face da terra”, rebate. O presidente admitiu que homossexuais costumam rondar o alojamento do clube. “Os gays sabem que aqui está cheio de garotos e ficam rondando. Mas o que eu posso fazer? Eu falo com os meninos, procuro conversar. Como sou evangélico (da Igreja do Evangelho Quadrangular), levo a palavra de Deus para eles. Sempre trago alguém aqui, de várias igrejas, para fazer a pregação”, afirma.

São mantidos, no momento, no alojamento da Portuguesinha, como o time é chamado, 35 jovens das categorias júnior e juvenil. Os do infantil moram na região e não ficam alojados, garante Martins. Os atletas treinam pela manhã e à tarde. Já passaram pelo time craques como o goleiro Gomes (ex-Cruzeiro e hoje no Tottenham da Inglaterra) e os zagueiros Anderson e Miranda (São Paulo). Martins é um dos principais fornecedores de jogador do time paranaense do Irati, um dos preferidos pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, para garimpar contratações.

O sonho dos jovens jogadores da Portuguesa, como os de outros clubes do País, é jogar na Europa. Depois, a seleção brasileira. Martins diz que os orienta a não interromper os estudos. Mas a maioria parece não seguir o conselho. “Estou aqui há sete meses. Parei de estudar no terceiro ano do ensino médio”, admite Willians Fernandes Vieira, goleiro de 17 anos, da cidade paranaense de Assaí. “Mas vou voltar no próximo ano”, promete.

O centroavante Hélio, 19 anos, de Ourinhos (SP), joga desde os 10 anos e também interrompeu os estudos no último ano do ensino médio. “É muito cansativo treinar e estudar”, reclama. O meia Henrique Leão, 20 anos, de Três Corações (MG), parou aos 17, no segundo ano do ensino fundamental. “Sempre comecei e parei. Se não houver estabilidade num time, é complicado”, garante.

Leão lamenta ter sido obrigado a deixar o juvenil do Santos, onde passou quatro meses e foi dispensado. “O meu empresário na época quis muito, não entrou em acordo com o clube e eu fiquei sem a vaga. Prefiro nem comentar. Às vezes é melhor nem ter empresário. Tem uns que só te roubam”, reclama. O paulistano Caio de Melo Pereira, 15 anos, um dos mais jovens do alojamento, tem conseguido estudar. Está no primeiro ano do ensino médio. “Dá muita saudade da família. Mas a gente tem que se adaptar a essa vida”, afirma. Em outras regiões, a situação dos jovens atletas não é diferente.

No Recife, os atletas das categorias de base do Santa Cruz – tradicional clube pernambucano que se prepara para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, depois de vários rebaixamentos – treinam num campo conhecido como “pantanal”, que passa a maior parte do ano encharcado. Onde deveriam ser os vestiários e refeitórios, tem apenas uma estrutura de alvenaria inacabada, sem armários, vasos sanitários ou água encanada. Ladrões costumavam invadir o local para roubar fios, material de construção e até assaltar jogadores. F.J., 16 anos, conta que o clube só fornece o campo, a bola e o treinador. “A gente tem de levar lanche de casa. Depois do treino, não tem lugar nem para tomar banho. Voltamos todos suados. Não tem lugar nem para fazer xixi e fazemos no pé do muro.”

Muitas vezes, jogadores do juvenil treinam com os menores, de até 8 ou 9 anos. “Eles acabam se machucando”, lamenta. Pais de atletas denunciaram o Santa Cruz ao MP por causa das irregularidades. Há 15 dias, a procuradora do Trabalho Débora Tito e a promotora da Infância e Juventude Jecqueline Aymar convocaram os três principais clubes do estado – Náutico, Santa Cruz e Sport – para uma reunião. “Os jogadores têm os seus direitos ameaçados, principalmente quanto à educação e à convivência familiar”, alertou a promotora.

As instalações das categorias de base são um exemplo de desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às leis trabalhistas. Além da inexistência de comida no refeitório, faltam roupa de cama, higiene, armários e privacidade no alojamento improvisado sob as arquibancadas do estádio do clube. Os banheiros só foram reformados no final de 2006, graças a uma coleta de dinheiro realizada por alguns jogadores, indignados com os vasos sanitários quebrados e os poucos chuveiros, entupidos. Até setembro, a energia elétrica estava cortada por falta de pagamento e o gerador era desligado à noite para economizar óleo diesel.

Os atletas não conseguiam dormir por causa do calor e da invasão de mosquitos. O estádio do time fica ao lado do Canal do Arruda, que recebe boa parte dos esgotos da zona norte da capital pernambucana. A nova diretoria do Santa Cruz, que tomou posse em outubro, admite as irregularidades e promete corrigi-las. O diretor das categorias de base, Carlos Frederico Galvão, diz que vai criar uma coordenação de saúde e de assistência para dar acompanhamento pedagógico, social e psicológico aos jovens atletas. “Precisamos apenas de tempo, pois as ações não podem ser implementadas de uma vez”, afirma. Galvão informou que o clube deve adquirir um terreno para construir um novo CT, próximo de duas escolas. Prometeu ainda se inspirar em experiências bem-sucedidas de parceria para solucionar os problemas. Mas o Santa Cruz não terá muitos exemplos para copiar.

São poucas as experiências de clubes de futebol que tentaram assegurar formação e cidadania aos meninos que arriscam a carreira de jogador. Uma das poucas aconteceu no Vitória da Bahia, nos anos 2002 e 2003. Naquele ano, o clube baiano criou o projeto Bom de Bola, Bom de Cabeça, em parceria com a ONG Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup), o Unicef e a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Segundo o ex-coordenador do projeto, Normando Batista, a proposta era oferecer uma formação educacional para os adolescentes de 15 a 17 anos. “A parcela daqueles que conseguem se profissionalizar é muito pequena, por isso havia esse investimento para que todos fossem capazes de identificar oportunidades além do futebol”, lembra Batista.

Eram oferecidos cursos e oficinas sobre prevenção contra drogas, sexualidade, HIV, relações humanas, mídia training, informática e acompanhamento pedagógico. Mas a iniciativa não foi adiante. O confinamento de atletas em espaços inadequados também é prejudicial. Até o mês passado, 32 jovens jogadores do Esporte Clube Laranja Mecânica, da cidade paranaense de Arapongas , viviam numa espécie de república num casarão. À noite, tinham a companhia apenas do técnico, Luiz Balbino, ex-jogador do Cruzeiro e do Tupi de Juiz de Fora, que deixou o time recentemente. “Dá saudade demais. Mas, se a gente tem um plano na vida, tem que lutar por ele”, diz Wellington Marino, 16 anos, que saiu há um ano da cidade de Sapezal, em Mato Grosso, para treinar no Laranja Mecânica. Jonathan dos Santos, também de 16 anos, de Campo Grande (MS), é filho de um porteiro e uma empregada doméstica e só pensa em ajudar os pais. “Meu sonho é dar alguma coisa boa para minha família.”

A distância dos parentes pode trazer prejuízos aos garotos, avaliam especialistas. “A criança e o adolescente estão numa condição peculiar de desenvolvimento. Além das questões materiais, precisam de referências familiares, culturais e comunitárias”, observa a psicóloga Lucia Helena Alencar, especializada em violência doméstica contra a criança. “Numa situação como essa, eles ficam sem o referencial de pertencimento, o que compromete o desenvolvimento saudável e adequado.” Os jovens que treinam muitas vezes em período integral perdem o direito à infância. Essa situação contraria o ECA. O artigo 19 da lei federal diz que toda criança “tem de ser educada no seio da família”. Já o artigo 53 assegura o direito à educação, “visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

A carga excessiva de treinamentos é outro problema. “Há um perigo no exagero de exercícios físicos. Faltam profissionais preparados. Dar treino para uma criança é uma questão delicada e é preciso uma formação muito boa para isso”, alerta Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do Centro de Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do São Paulo Futebol Clube. “Em muitos casos, quem costuma dar o treinamento é um ex-jogador. Não tenho nada contra ex-jogador. Mas é uma competência que ele não tem.” O MP paulista recebeu no ano passado denúncias de que crianças e adolescentes estariam sendo submetidos “a jornadas excessivas de trabalho” nos grandes clubes.

Na época, um adolescente denunciou ainda ter sido vítima de assédio sexual no Corinthians. Um ex-gerente de futebol amador foi acusado. Em visita aos alojamentos do Corinthians para examinar as condições de trabalho e recrutamento das crianças e adolescentes das categorias de base, as procuradoras Mariza Mazotti, Débora Lopes e Maria José do Vale constataram problemas como sujeira, mau cheiro e chuveiros precários. Alojamentos do clube foram interditados.

O supervisor das categorias de base do Corinthians, Wagner Rodrigues, o Vaguininho, afirma não ter conhecimento de casos de assédio e diz que o clube resolveu os problemas apontados pelo MP. “Os jogadores dos juniores, mais velhos, foram desalojados. Cada um agora passa a ter uma casa. Agora, só garotos da mesma faixa etária ficam juntos”, afirma. “Quanto ao estudo, a Federação Paulista de Futebol exige que o garoto mostre seu boletim de dois em dois meses.” Em Minas Gerais, o Cruzeiro está prestes a assinar um termo de ajustamento de conduta, com conteúdo elaborado pelo Ministério Público do Trabalho. Em núcleos que o clube mantém em municípios do interior também foram encontrados meninos sem freqüentar escola e instalados em alojamentos em péssimas condições, segundo Miriam dos Santos, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A procuradora Claudia Franco vê a pressão psicológica como um dos problemas mais sérios para os garotos. “Tinha meninos em situação de tristeza profunda, porque eram obrigados a apresentar resultados e não conseguiam”, constata. Essa frustração pode ter conseqüências, observa Barros Neto. “A criança tem de satisfazer a expectativa do pai e da mãe. É uma cobrança injusta. Se não correspondem, há uma enorme ameaça à sua saúde mental”, afirma.

Para o fisiologista, o Ministério da Saúde deve intervir nessa questão. “É necessário no sentido de estabelecer condições mínimas para a salubridade física e mental da criança”, defende. Enquanto isso, famílias ficam à espera do sucesso precoce dos filhos. Renan, de 10 anos, por exemplo, já é um craque versátil: joga no time de futebol de salão do Corinthians e no futebol de campo do Juventus, na categoria sub-11. Começou a jogar aos 5, nas categorias “chupeta” e “mamadeira”. No momento, é pretendido pelo Santos e pelo Palmeiras, segundo o pai, José Eronides Filho, 38 anos. “Mas meu desejo é que ele vá um dia para a Roma”, sonha Eronides, ex-atleta e motorista desempregado.

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Sem categoria
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05/12/2008 -  14:03     

Se os Times de Futebol fosse Bandas de Rock

Autor desconhecido

Grêmio = Sepultura
Um de nossos sucessos internacionais.
Mas na terra do molejo e do samba faceiro – exceção feita ao seu público fiel – muitos acham que eles pegam pesado demais.

Corinthians = Pink Floyd
Um dos mais populares da história, deixa todos malucos, envolveu-se em escândalos, brigas, mas segue firme.

Palmeiras = Aerosmith
A banda tem enorme tempo de estrada. Mas suas músicas só atingem o estrelato quando faz alguma parceria.


São Paulo = Queen
Já foi eleita a melhor do mundo uma quantidade de vezes. E um dos seus integrantes é assumidamente homossexual.
Santos = Beatles
Nos anos 60, não tinha pra ninguém, até hoje é lembrado no mundo inteiro pelos sucessos de 40 anos atrás.

Vasco = Oasis
Banda de qualidade e importância inquestionáveis. Todo mundo quer gostar dela quando ouve, mas a imagem do líder Euricão Gallagher faz muita gente sentir aversão.

Internacional = Led Zeppelin
Reinou nos anos 70 e morreu nos 80. Seus líderes conseguiram juntar os cacos e voltar nos anos 2000, com uma inesquecível turnê mundial.

Atletico MG = Raul Seixas
Mesmo sem ter alcançado o estrelato tantas vezes, conseguiu se consolidar como um dos artistas mais populares do país. Seus fãs são tão apaixonados que tem fama de malucos.

Fluminense = Titãs
Banda charmosa e simpática. No Brasil, é querida por muitos. O problema é que ninguém nunca ouviu falar fora de nossas fronteiras.

Botafogo = Rolling Stones
Seria o maior da década de 60, se não houvesse um rival mais popular…
Teve seu Satisfaction em Garrincha. Há alguns anos retomou o rumo e está feliz da vida.

Cruzeiro = Paralamas do Sucesso
Na América do Sul é respeitado e campeão de vendas. Mas quando participa de um festival com bandas européias é café com leite.

Flamengo = Jorge Ben Jor
Há muito tempo não produz um grande sucesso, mas é incrível como segue popular e nunca sai da moda.

 

 

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes, Humor
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03/12/2008 -  23:19     

Crise, de novo? – Será que não dá pra falar em outra coisa?

Mas que coisa infernal… pra onde a gente se vira dá com a cara em alguma manchete desastrosa – CRISE, Desgraça, quebradeira, desemprego – CARAMBA, VAMOS PARAR DE FALAR DE CRISE E TRABALHAR?

Agora até os clubes vão sentir o impacto da crise. É…. a maioria dos clubes contava com a venda de jogadores para o exterior pra fechar as contas. Mas os clubes da Europa (bancos quebrando e desemprego) e do Oriente Médio (Valor do petróleo caiu mais de 60%), estão com preocupações em relação ao futuro, e essas contratações estão mais difíceis de acontecer.

E agora, José? Como vamos fechar as contas? A maioria dos clubes já está com suas receitas adiantadas, seja do Clube do 13, da Rede Globo ou de seus patrocinadores… é aquela famosa frase: “Vendendo a janta pra pagar o almoço”.

Outra coisa é a supervalorização dos patrocínios que estava ocorrendo… quero ver quem vai pagar R$ 30 milhões pelo patrocínio do quase hexa campeão São Paulo ou do ressurgido das cinzas Corinthians. 6 meses atrás, muito provável – hoje??? DUVIDO.

Tá na hora de todos os clubes sentarem na cadeira e replanejar todo o seu fluxo financeiro de acordo com o novo ambiente onde, segundo os mais otimistas, essa fase (não quero falar a palavra CRISE de novo), vai durar 18 meses…. E se não fizerem, vai ter clube quebrando.

É só aguardar, e torcer para que o melhor aconteça – SEM PARAR PARA LAMENTAR E TRABALHANDO DOBRADO, OK?

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
Tags relacionadas:  Crise, Futebol, MTDF
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19/11/2008 -  20:55     

O erro, o “juiz roubou”, e o árbitro de vídeo

Post publicado originalmente no site MTDF, autoria de Silvio Vartan ( silvio at mtdf.com.br)

Ei… se o esporte é vôlei, CADÊ A REDE ?!?!?!?!?

Pense no seguinte:

1) Na última Copa do Mundo, o jogador italiano cai na área e o juiz NÃO apita pênalti, não levando a Itália a ser tetra-campeã;

2) Em 1986, que a “mano de Dios” não tivesse vergonhosamente atrelado o nome de Deus a uma atitude vergonhosa (para mim uma blasfêmia), tirando assim dos Argentinos 1 título mundial;

3) No mundial de Clubes da FIFA em 2000, se o juiz não houvesse validado o gol que bateu no travessão contra o Raja Casablanca (a exemplo da Inglaterra na Copa de 66), alterando o saldo de gols e levando o Real Madrid para a final contra o Vasco, e não o Corinthians.

Com certeza você deve estar imaginando dezenas de outros erros cometidos pela arbitragem que alteraram a história do futebol e do time que você torce.

Afinal, por quê não implantar o sistema de arbitragem externa, à beira do campo (claro, mantendo-se juiz e bandeirinhas), com acesso à transmissão da TV ?

No Rugby, no Tênis e no Cricket, o juiz da partida pode chamar uma consulta ao “Video Referee”, ou seja, o juiz do video. Este vê o replay (algo fácil e rápido na era das transmissões em TV digital) e aponta o que realmente aconteceu: foi pênalti ou não, foi gol ou não, estava impedido ou não, etc.

Na verdade, dirigentes e torcedores usam erros do juiz como desculpa para a incompetência do próprio time. É fácil justificar uma derrota dizendo que o juiz roubou…

A FIFA diz que a dúvida e o erro humano fazem parte do futebol. Mas é uma parte boa ?

Os acidentes fazem parte da Fórmula 1 (e outras corridas), mas eu preferia continuar assistindo à F-1 com o Senna aqui ! A direção da F-1 mudou as regras após a morte de Senna e Ratzenberger, e nunca mais tivemos uma morte na F-1 em 13 anos.

Isto é um exemplo de tecnologia e regras sendo implantadas para se acabar com algo que faz parte da F-1 ( e que não era uma parte boa ) – os acidentes.

Sim, estão implantando um bola com chip, mas isto só resolve os casos de bola sobre a linha. Quantas vezes isto ocorre ?

Jogadores se jogando na área ou impedimentos duvidosos ocorrem com muito mais frequência.

Não seria o “Juiz de Vídeo” um ótimo meio para evitar campeonatos decididos de maneira errada, ou mesmo reduzir ou dificultar a possibilidade de corrupção e compra de resultados ?

Uma coisa é certa. Quando um jogador caísse na área, não teríamos um monte de jogadores de ambos os times correndo e cercando o juiz, pra tentar ganhar no grito ou atrapalhar o juiz e o andamento do jogo.

Este sistema funciona em outros esportes. Acredito que seria fantástico se fosse implantado no futebol. Os italianos que o digam !

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
Tags relacionadas:  Árbitro, Futebol, Maradona, MeuTimedeFuteb, MTDF
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11/11/2008 -  22:43     

Cabeça de Jogador

Didícil entender cabeça de jogador de futebol. Acredito que miloes e palmeirenses que assistiram a partida contra o Grêmio no dia 9 de novembro de 2008, naquela derrota esquisita, devem ter ficado enraivecidos.

Perder é normal, faz parte da ordem natural…. mas não é possível entrar derrotado numa partida da forma que o Palmeiras entrou. O que intriga é qual a diferença, qual o problema, por quê os jogadoes do Grêmio iam na bola como se fosse o último prato de comida, e os do Palmeiras pareciam que estavam em jogo treino de pré temporada.

Pior é ver o maior ídolo do time cometer uma falha (na minha modesta opinião de ex-goleiro amador) e se desesperar, indo ao ataque no meio do segundo tempo pra tentar fazer gol. Um parênteses importante – pra mim o Marcos tem todo o crédito do mundo, não importa o erro que ele cometeu, pois ele trouxe muito mais alegria e provou o seu amor pelo clube milhares de vezes.

Mas parecia destempero, desespero… o fato de nem olhar pro banco pra encarar o Luxemburgo é outra prova da situação bizarra. Será que o time não tinha plano tático – não posso acreditar que o Celso Roth conseguiu dar um nó no Luxemburgo nos 90 minutos, com um time tecnicamente inferior (tirando o Tcheco).

Fazer o quê. O título deverá cair no colo do São Paulo mais uma vez…. parabéns a direção do SPFC e mais ainda ao Muricy, que conseguiu fazer de um limão uma limonada, tirando leite de pedra daquilo que ele tinha em mãos.

Mas que eu queria estar na cabeça dos jogadores do Plameiras pra poder entender o q rolava lá naqueles 90 minutos no domingo, ahhhh isso eu queria!

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Sem categoria
Tags relacionadas:  Brasileirão, Futebol, MeuTimedeFutebol, MTDF, Palmeiras
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