Meu Time de Futebol

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23/06/2009 -  10:56     

Futebol-Arte?

 

Felipe Aquilino (felipe@mtdf.com.br)

 

Muitos consideram o futebol uma arte. E que o jogador de futebol deve ser comparado a um artista. Se realmente considerarmos o esporte como uma arte, imagino que nunca tantas pessoas entenderam tanto de arte e conheceram tantos artistas como nos dias de hoje. Quando pensamos em artistas, normalmente os nomes que vêem à nossa cabeça são de Picasso, Da Vinci, Beatles, Elvis, Fellini, Spilberg, Shakespeare, Marlon Brando, Marylin Monroe, Charles Chaplin… e nunca de Pelé, Garrincha, Maradona, Zidane, Cruyff, Beckenbauer, Ronaldo, Messi ou Kaká. E por que não?

 

Para mim são vários os motivos para considerarmos o futebol uma arte: 1) Apresentação: nos dias de hoje, os estádios onde grande parte desses artistas da bola jogam, são considerados templos do futebol; 2) Números: as cifras que envolvem as transferências de jogadores são astronômicas e condizentes com as que recebem muitos artistas; 3) Popularidade: os boleiros têm os rostos mais populares do planeta e muitos deles são perseguidos pelos Paparazzi como celebridades; 4) Audiência: a Copa é o evento televisivo mais assistido no mundo e as torcidas e histórias dos clubes são até retratadas em filmes; 5) Obras de arte: os gols e jogadas são considerados obras-primas e merecem muitas vezes placas e bustos.

 

Acredito que a grande polêmica do futebol ser uma arte ou não se dá pelo fato de, em muitos lugares, o futebol ser um evento marginalizado. Diferentemente da Europa, onde os estádios estão todos lotados e são freqüentados pelos mesmos freqüentadores de teatros, cinema e shows, o futebol nos países subdesenvolvidos é um evento popular, esvaziado de talentos e muitas vezes cercado pela violência das torcidas uniformizadas.

 

Onde estão nossos jogadores? Eles partem para os palcos europeus na primeira oportunidade que surge, em busca de seus percentuais nas transferências, salários mais altos, segurança e melhor qualidade de vida para toda família. E por causa disso, muitos cidadãos não se conformam com o status que jogadores medianos ou de meninos de 15 anos passam a ter de um dia para outro em seus países, ganhando em um mês o que uma família humilde não junta em uma vida inteira.

 

Como estão nossos estádios? Esvaziados, pois não fornecem uma condição mínima de infra-estrutura, com poucos banheiros (químicos!), sem lugares marcados, pontos-cegos, acessos precários, dificuldade de estacionamento e transporte público, filas enormes para compra de ingressos, flanelinhas, cambistas, ambulantes, falta de segurança, gramados terríveis…

 

E nossos clubes? Pensando a curto-prazo, endividados até o pescoço, com enormes processos judiciais, reféns de empresários e agentes de futebol, pouco preocupados com categorias de base e campos de treinamento, no vermelho por causa da má administração dos estádios, dependentes de diretorias amadoras, com bens penhorados em função de dívidas com ex-jogadores, extremamente dependentes das vendas de jovens revelações…

 

Infelizmente, essa é a realidade do futebol no mundo subdesenvolvido. E para você, futebol pode ser considerado uma arte?

 

 

 

 

 

 

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
Tags relacionadas:  Artistas, Clubes, estádios, Futebol Arte, Jogadores, MTDF
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29/05/2009 -  12:15     

O poder dos torcedores

 

By Felipe Aquilino (felipe@mtdf.com.br)

 

Há muitos anos os clubes Brasileiros têm procurado formas criativas de aumentar suas receitas e encher estádios. Mas nunca perceberam que o seu maior ativo, o torcedor, poderia ajudá-los de forma tão direta. O conceito de fidelização de clientes/torcedores é tão antigo que não consigo entender como isso não foi usado anteriormente na Indústria de futebol Brasileira. Mesmo porque, a única coisa que os clubes daqui precisavam fazer era copiar modelos de muito sucesso na Europa. O Benfica em Portugal hoje tem aproximadamente 180 mil sócio-torcedores, seguido pelo Barcelona com 160 mil. O Manchester United e o Bayer de Munique, 150 mil. Porto, Sporting e Real Madrid, aproximadamente 100 mil. Números exorbitantes, principalmente em Portugal, se considerarmos o tamanho da população do país perto da Brasileira.

 

Foi então que a revolução explodiu no Brasil a partir de Porto Alegre. O Internacional, seguido pelo Grêmio, foram os clubes pioneiros. O primeiro no embalo da conquista da sua primeira Libertadores e Mundial, além do centenário em 2009. O segundo, principalmente por causa da rivalidade gaúcha. O Inter passou da marca dos 80 mil sócio-torcedores e objetiva 100 mil neste ano do centenário. O Grêmio já atingiu a marca de 50 mil. Tal marca, já garantiu um faturamento extra de R$27 milhões por ano para o cofre Colorado e de R$24 milhões por ano para o tricolor gaúcho. Valores que superam qualquer contrato de patrocínio de camisa no Brasil. Os benefícios dos torcedores incluem preferência de compra, meia-entrada nos ingressos e até mesmo direito a voto nas eleições para presidência do Grêmio, em troca de um pagamento de uma mensalidade ou anualidade.

 

A partir daí, vieram o Corinthians (31 mil), Atlético Paranaense (22 mil), Botafogo (12 mil), Fluminense (7mil), Santos (4 mil) e a reformulação dos antigos projetos do São Paulo (que possuía 41 mil cadastrados) e Cruzeiro (10 mil). Além disso, o Vasco acaba de lançar seu programa que contou com a adesão de 15 mil pessoas em pouco menos de um mês. O que clubes como Flamengo e Palmeiras ainda esperam para lançar seus programas?

 

Os maiores benefícios de todos para o torcedor Brasileiro vão ser: 1) o extermínio dos cambistas dos jogos de futebol; 2) o fim dos ingressos falsos nas partidas importantes; 3) a facilidade de compra dos ingressos pela internet e 4) uma maior proximidade com seu time de coração. Obviamente, a tendência é de que os estádios lotem de sócio-torcedores nos jogos importantes (como acontece hoje na capital gaúcha), que passam a ter acesso aos jogos através de um cartão nominal com chip em entradas diferenciadas. Esses são os melhores perfis de torcedor para os clubes, com poder de consumo elevado e comportamento diferenciados.

 

Enviado por:  vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria: Esportes
Tags relacionadas:  centenário, Corinthians, estádios, Grêmio, Internacional, MTDF, receitas, sócio-torcedor
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