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27/07/2009 - 15:32

Insatisfeitos, torcedores do Liverpool querem comprar o time

Jogo de Negócios – Fabio Kadow
Foi na Inglaterra, em 2007, que surgiu o projeto MyFootballClub, quando cerca de 50 mil torcedores assumiram o comando de um modesto clube de futebol o Ebbsfleet United. Todos que colaboraram e compraram as ações podem, desde então, dar pitacos na administração do clube, por meio de votação. Um projeto que virou objeto de estudo em diversos cursos sobre administração e economia do mundo todo.
Talvez influenciados pelo sucesso do MyFootballClub, chegou a vez dos torcedores do poderoso Liverpool proporem a mesma coisa, segundo a BBC. Insatisfeitos com a atual gestão administrativa e financeira (existe uma dívida estimada em 350 milhões de libras) dos norte-americanos George Gillett e Tom Hicks, donos do time, dois grupos organizados, o Spirit of Schankly e o ShareLiverpoolFC, revelaram um plano “realista” para comprar o clube.
Para esses torcedores, isso seria perfeitamente possível se 100 mil fãs aceitassem pagar 5 mil libras (cerca de R$ 15 mil) e, com isso, fizessem uma proposta de 500 milhões de libras para os atuais donos. Até um plano B, mais modesto, já foi montado: arrecadar 150 milhões de libras para adquirir 60% das ações e posteriormente procurar um investidor disposto a pagar 100 milhões de libras pelos 40% restantes.
Você acredita que um clube grande como o Liverpool pode ser administrado pelos seus torcedores? Ou a gestão ficaria comprometida? Por aqui, torcedores do Corinthians já tentarem se mobilizar para construir um estádio para o time, o Fielzão, mas depois de quase um ano apenas R$ 22 mil haviam sido arrecadados.

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , ,
23/06/2009 - 10:56

Futebol-Arte?

 

Felipe Aquilino (felipe@mtdf.com.br)

 

Muitos consideram o futebol uma arte. E que o jogador de futebol deve ser comparado a um artista. Se realmente considerarmos o esporte como uma arte, imagino que nunca tantas pessoas entenderam tanto de arte e conheceram tantos artistas como nos dias de hoje. Quando pensamos em artistas, normalmente os nomes que vêem à nossa cabeça são de Picasso, Da Vinci, Beatles, Elvis, Fellini, Spilberg, Shakespeare, Marlon Brando, Marylin Monroe, Charles Chaplin… e nunca de Pelé, Garrincha, Maradona, Zidane, Cruyff, Beckenbauer, Ronaldo, Messi ou Kaká. E por que não?

 

Para mim são vários os motivos para considerarmos o futebol uma arte: 1) Apresentação: nos dias de hoje, os estádios onde grande parte desses artistas da bola jogam, são considerados templos do futebol; 2) Números: as cifras que envolvem as transferências de jogadores são astronômicas e condizentes com as que recebem muitos artistas; 3) Popularidade: os boleiros têm os rostos mais populares do planeta e muitos deles são perseguidos pelos Paparazzi como celebridades; 4) Audiência: a Copa é o evento televisivo mais assistido no mundo e as torcidas e histórias dos clubes são até retratadas em filmes; 5) Obras de arte: os gols e jogadas são considerados obras-primas e merecem muitas vezes placas e bustos.

 

Acredito que a grande polêmica do futebol ser uma arte ou não se dá pelo fato de, em muitos lugares, o futebol ser um evento marginalizado. Diferentemente da Europa, onde os estádios estão todos lotados e são freqüentados pelos mesmos freqüentadores de teatros, cinema e shows, o futebol nos países subdesenvolvidos é um evento popular, esvaziado de talentos e muitas vezes cercado pela violência das torcidas uniformizadas.

 

Onde estão nossos jogadores? Eles partem para os palcos europeus na primeira oportunidade que surge, em busca de seus percentuais nas transferências, salários mais altos, segurança e melhor qualidade de vida para toda família. E por causa disso, muitos cidadãos não se conformam com o status que jogadores medianos ou de meninos de 15 anos passam a ter de um dia para outro em seus países, ganhando em um mês o que uma família humilde não junta em uma vida inteira.

 

Como estão nossos estádios? Esvaziados, pois não fornecem uma condição mínima de infra-estrutura, com poucos banheiros (químicos!), sem lugares marcados, pontos-cegos, acessos precários, dificuldade de estacionamento e transporte público, filas enormes para compra de ingressos, flanelinhas, cambistas, ambulantes, falta de segurança, gramados terríveis…

 

E nossos clubes? Pensando a curto-prazo, endividados até o pescoço, com enormes processos judiciais, reféns de empresários e agentes de futebol, pouco preocupados com categorias de base e campos de treinamento, no vermelho por causa da má administração dos estádios, dependentes de diretorias amadoras, com bens penhorados em função de dívidas com ex-jogadores, extremamente dependentes das vendas de jovens revelações…

 

Infelizmente, essa é a realidade do futebol no mundo subdesenvolvido. E para você, futebol pode ser considerado uma arte?

 

 

 

 

 

 

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , , , ,
29/05/2009 - 12:15

O poder dos torcedores

 

By Felipe Aquilino (felipe@mtdf.com.br)

 

Há muitos anos os clubes Brasileiros têm procurado formas criativas de aumentar suas receitas e encher estádios. Mas nunca perceberam que o seu maior ativo, o torcedor, poderia ajudá-los de forma tão direta. O conceito de fidelização de clientes/torcedores é tão antigo que não consigo entender como isso não foi usado anteriormente na Indústria de futebol Brasileira. Mesmo porque, a única coisa que os clubes daqui precisavam fazer era copiar modelos de muito sucesso na Europa. O Benfica em Portugal hoje tem aproximadamente 180 mil sócio-torcedores, seguido pelo Barcelona com 160 mil. O Manchester United e o Bayer de Munique, 150 mil. Porto, Sporting e Real Madrid, aproximadamente 100 mil. Números exorbitantes, principalmente em Portugal, se considerarmos o tamanho da população do país perto da Brasileira.

 

Foi então que a revolução explodiu no Brasil a partir de Porto Alegre. O Internacional, seguido pelo Grêmio, foram os clubes pioneiros. O primeiro no embalo da conquista da sua primeira Libertadores e Mundial, além do centenário em 2009. O segundo, principalmente por causa da rivalidade gaúcha. O Inter passou da marca dos 80 mil sócio-torcedores e objetiva 100 mil neste ano do centenário. O Grêmio já atingiu a marca de 50 mil. Tal marca, já garantiu um faturamento extra de R$27 milhões por ano para o cofre Colorado e de R$24 milhões por ano para o tricolor gaúcho. Valores que superam qualquer contrato de patrocínio de camisa no Brasil. Os benefícios dos torcedores incluem preferência de compra, meia-entrada nos ingressos e até mesmo direito a voto nas eleições para presidência do Grêmio, em troca de um pagamento de uma mensalidade ou anualidade.

 

A partir daí, vieram o Corinthians (31 mil), Atlético Paranaense (22 mil), Botafogo (12 mil), Fluminense (7mil), Santos (4 mil) e a reformulação dos antigos projetos do São Paulo (que possuía 41 mil cadastrados) e Cruzeiro (10 mil). Além disso, o Vasco acaba de lançar seu programa que contou com a adesão de 15 mil pessoas em pouco menos de um mês. O que clubes como Flamengo e Palmeiras ainda esperam para lançar seus programas?

 

Os maiores benefícios de todos para o torcedor Brasileiro vão ser: 1) o extermínio dos cambistas dos jogos de futebol; 2) o fim dos ingressos falsos nas partidas importantes; 3) a facilidade de compra dos ingressos pela internet e 4) uma maior proximidade com seu time de coração. Obviamente, a tendência é de que os estádios lotem de sócio-torcedores nos jogos importantes (como acontece hoje na capital gaúcha), que passam a ter acesso aos jogos através de um cartão nominal com chip em entradas diferenciadas. Esses são os melhores perfis de torcedor para os clubes, com poder de consumo elevado e comportamento diferenciados.

 

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , , , , , ,
18/05/2009 - 14:38

O Campeonato Brasileiro já começou?

By Felipe Aquilino ( felipe at mtdf.com.br)

 

Duas rodadas já se foram e não vimos absolutamente nada. Tudo bem, vimos um gol antológico do Nilmar, que colocou o favoritíssimo Internacional na ponta da tabela, mesmo jogando um dos seus jogos praticamente com o time reserva. Mas o Colorado me parece que é o único time favorito ao título com cabeça no Brasileirão, já que este ano comemora seu centenário e o objetivo é papar tudo. Os outros clubes estão mais preocupados com a Libertadores (São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio) e Copa do Brasil (Flamengo, Fluminense, Corinthians, Coritiba, Vasco e o próprio Inter), abandonando o principal campeonato do país em suas primeiras semanas. Ou vocês ainda têm alguma dúvida que o campeão do Brasileirão sairá dessa lista de clubes que listei acima?

 

Além disso, cabe ressaltar que hoje o Inter é o único clube do país capaz de atuar com o time de reservas sem deixar cair muito o nível do futebol. Porque se preocupou em montar um elenco forte. Aliás, elenco é a palavra da vez. Após os títulos da liga Inglesa e Espanhola conquistados por Manchester Utd e Barcelona nesse final de semana (segundo título das duas equipes na temporada), ninguém mais tem dúvida da necessidade de se montar um elenco forte para disputar as diferentes competições. O elenco forte permite tanto o rodízio de jogadores para diferentes situações táticas, como muito ocorre no ManU, como para o caso de lesões inesperadas, como têm ocorrido com o Barcelona nessa temporada. Vale lembrar que esses são os mesmos times que decidirão a principal competição de clubes do mundo em uma semana.

 

Essa foi uma das principais estratégias adotada pela equipe técnica e a diretoria do Inter desde o ano passado para o centenário. Assim como pensava a diretoria do São Paulo nos últimos 3 anos, mas que foi por água abaixo em 2009 com a onda de leões e a previsibilidade táctica que atormenta o time. Resta saber quando os demais clubes favoritos voltarão suas atenções para o Campeonato Brasileiro e se ainda terão de retomar as rédeas e partir atrás dos que despontam na tabela. Para muitos o campeonato realmente começa a partir desse meio de semana, quando quatro clubes serão eliminados da Copa do Brasil. E para outros, começa só daqui 3 semanas, com o encerramento das quartas-de-final da Libertadores.

 

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , , ,
05/05/2009 - 09:44

Os 10 maiores clássicos do futebol mundial

Recentemente o jornalista Greg Duke da CNN escreveu uma reportagem sobre os 10 maiores derbies do futebol no mundo, que envolvem clubes de uma mesma cidade. Aqui vão eles:

1) CELTIC v RANGERS — clássico Escocês que envolve não apenas futebol, mas também religião, já que os Rangers têm o suporte da comunidade Protestante e os Celtics, da Católica.

2) ROMA v LAZIO – jogam suas partidas cercadas por violência no estádio olímpico de Roma. Grande parte da torcida da Roma é da classe trabalhadora e a do Lazio de classe mais rica. Além disso, a política também está em disputa, já que os torcedores da Lazio são mais de direita e os da Roma, de esquerda.

3) BOCA JUNIORS v RIVER PLATE — provavelmente o maior clássico da América do Sul, com grande rivalidade social e econômica. Ambos clubes foram criados no bairro pobre de La Boca, mas em 1930 o River de mudou para área mais rica chamada Nuñez. De um lado o clube mais vencedor da América, o Boca, e de outro um dos mais ricos das décadas passadas, o River.

4) AL AHLY v ZAMALEK — o clássico mais apaixonado do Egito, que de uns anos para cá, dada a onda de violência, passou a ser jogado no Estádio Internacional de Cairo sempre com arbitragem estrangeira.

5) GALATASARAY v FENERBAHCE — clubes da mesma cidade, Istambul, mas separados em diferentes continentes. Os clássicos entre os ricos do Galatasaray (do lado Europeu) e a classe trabalhadora do Fenerbahce (lado Asiático) são praticamente uma guerra, quando os torcedores literalmente atravessam os continentes para assistir as partidas dos seus clubes.

6) OLYMPIAKOS v PANATHINAIKOS — as recentes conquistas do Olympiacos (11 das últimas 12 ligas gregas) não amenizam a disputa do clássico local que também tem um contorno social: o Panathinaikos representa a classe média de Atenas e o Olympiakos a classe trabalhadora da área portuária dos Pirineus.

7) ESTRELA VERMELHA v PARTIZAN — esses clubes relativamente novos da Servia (fundados em 1945) disputam um dos clássicos mais importantes do leste europeu. Se de um lado o Partizan representa o antigo clube do Exército Iugoslavo, o Estrela Vermelha foi fundado pelos próprios cidadãos sérvios.

8) WYDAD v RAJA —esses são os dois maiores clubes de Maroccos e os clássicos são cercados por violência, muito embora N.B. Raja signifique “esperança” e Wydad, “amor”.

9) PALMEIRAS v CORINTHIANS — o já conhecido clássico local é destacado pela CNN por ser um derby  de aproximadamente 100 anos de dois times que surgiram da colônia de italianos na cidade de São Paulo. Eles destacam que parte dos membros fundadores dissidentes do Corinthians fundou o Palmeiras, que antigamente se chamava Palestra Itália.

10) PENAROL v NACIONAL — um dos clássicos mais antigos do mund o, jogados em um dois principais estádios de futebol, o Centenário de Montevidéu.  Os clubes foram fundados em 1890 são detentores de 85 títulos uruguaios e oito Copas Libertadores.

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , , ,
27/04/2009 - 11:25

Volta por cima

Felipe Aquilino ( felipe at mtdf.com.br)

“Quem sabe, sabe”, já dizia a marchinha de carnaval. E isso vale muito bem para o futebol. Quantos jogadores desacreditados deram a volta por cima, saíram vitoriosos e calaram a boca de tanta gente? Em 1969, João Saldanha chegou a declarar que Pelé estava cego e que não poderia jogar a Copa do Mundo de 1970. Zidane chegou a anunciar a sua aposentadoria da seleção francesa, mas (felizmente) voltou atrás e conduziu os Bleus a mais uma final de Copa do Mundo em 2006, com aquela memorável atuação contra o Brasil nas 4as de final, a qual considerou o maior jogo da sua vida. Mas nada na história do futebol se compara com a história de Ronaldo.

Aquele menino franzino que aparecia no Cruzeiro em 1993 foi a grande surpresa Brasileira da convocação para a Copa de 1994. Mesmo sem jogar, seria um dos mais jovens campeões do mundo da história. E de lá, partiria para o PSV, grande revelador de craques, sendo artilheiro do campeonato holandês. Depois disso foi contratado pelo Barcelona, sendo também artilheiro espanhol e eleito melhor jogador do mundo pela primeira vez em 96. No ano seguinte acertou a transferência para a Internazionale de Milão e mais uma vez brilhou, sendo eleito em 97 o melhor do mundo pelo segundo ano seguido. Tudo isso com apenas 21 anos. Assim surgia o fenômeno. Ronaldo chegou na Copa de 1998 como principal jogador do mundo. E foi eleito o melhor jogador da Copa. Mas na véspera da partida mais importante, teve um convulsão e muitos diziam que tinha amarelado. E com esse episódio veio a fase negra.

Em 2000 passou provavelmente o pior momento de sua vida: uma contusão o deixou fora dos gramados por um ano. O seu fim fora anunciado por muitos. Mas a surpresa veio quando o fenômeno foi convocado para a Copa de 2002, marcou dois gols na final, oito gols em sete partidas e foi o astro da Copa. Também foi eleito o melhor do mundo pela terceira vez nesse ano. Isso despertou interesse do Real Madrid, que montou com Ronaldo um dos maiores e mais frustrantes times de futebol de todos os tempos: os Galáticos. Mesmo depois de algumas contusões e acima do peso, Ronaldo jogaria a Copa de 2006 e se tornaria o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols, apesar do fiasco da seleção canarinho. E Ronaldo acertou sua transferência para o Milan, passando a jogar pelos dois grandes da Espanha e da Itália. Mas novamente teve uma contusão gravíssima que o deixaria mais de um ano fora do futebol. Seria o fim? Nunca, quando se trata de Ronaldo. Depois de um ano fora dos gramados, Ronaldo volta para o Corinthians em uma contratação bombástica e já atinge a marca de 8 gols em 9 jogos, colocando o Corinthians a um passo do título do Campeonato Paulista. O detalhe é que o craque acaba de marcar um gol antológico contra o Santos em plena Vila Belmiro, definido pelo presente Pelé como “uma pintura, um gol de Copa do Mundo”.

O fenômeno está de volta! Seria esta mais uma volta por cima que culminaria na convocação para a sua 5ª Copa em 2010? O Brasil inteiro torce para o maior centroavante da história do futebol.

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
24/04/2009 - 10:35

MTDF no Twitter

Twitter é uma nas novas febres mundiais quando se trata de redes sociais. É utilizado para microblogging, uma espécie de blog com atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres. As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las, os chamados followers. Dentre suas 1001 utilidades, o Twitter se destaca entre os usuários como forma de acompanhar o que seus amigos estão fazendo,  publicar insights que lhe vêem à cabeça num determinado momento e acompanhar pessoas famosas e suas rotinas.

Além disso, o Twitter é também uma maneira prática e rápida de divulgar links interessantes e manter as pessoas informadas sobre determinados temas, o que nos levou a criar um perfil para o MTDF. Nele vocês poderão acompanhar as novidades do projeto, entender como andam os projetos semelhantes na Europa e ler notícias sobre gestão de clubes de Futebol. Além disso, essa passa a ser também uma nova ferramenta de comunicação entre nós do MTDF e nossos cadastrados e associados.

Faça parte do nosso time também no Twitter: www.twitter.com/mtdf

 

 

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes, Notícias Tags: , , ,
22/04/2009 - 10:25

Qual o segredo dos times ingleses?

(by Felipe Aquilino)

Todos concordam que o campeonato inglês é hoje o principal campeonato do mundo. E são vários motivos que o colocam em primeiro lugar:

Após os acontecimentos trágicos de Hillsborough há 20 anos, o futebol passou a ser considerado um espetáculo pelos ingleses. Penas mais rígidas aos baderneiros, cadeiras e conforto aos espectadores, fim das grades ao redor dos campos e um melhor acesso aos estádios foram algumas das principais medidas tomadas pelos ingleses.

Os clubes ingleses contam com administrações mais profissionais e com o total suporte da Football Association. Clubes mal administrados financeiramente são punidos. Os vencedores, premiados. E a liga continua pagando as cotas dos times que caem para a 2ª divisão por 3 anos, para que o clube se reestruture e possa voltar a 1ª divisão. Essa competitividade do campeonato inglês faz com que se formem times médios de maior expressão, como Aston Villa, Everton, West Ham, Fullham, Tottenham, Manchester City e Newcastle, fazendo com que o campeonato não se resuma aos jogos dos quatro grandes, Manchester Utd, Chelsea, Liverpool e Arsenal.

De uns anos para cá, os clubes passaram a tratar o esporte como mundial e não apenas local. Foram muitas as contratações estrangeiras, como Brasileiros, Coreanos, Portugueses, Espanhóis, Franceses, Africanos, além da preocupação de manter os melhores jogadores ingleses no pais, o que faz com que os campeonatos sejam assistidos no mundo todo. Com isso, cresceu a receita com transmissão e com vendas de produtos licenciados.

E o mais importante: os clubes ingleses passaram a jogar um futebol bonito, ofensivo e vencedor. Os melhores jogadores do mundo estão por lá, como Cristiano Ronaldo, Tevez, Rooney, Fernando Torres, Gerrard, Frank Lampard, Ballack, Deco, Drogba, Essien, Adebayor, Arshavin, Van Persie, Fabregas, Robinho e Elano, somente para mencionar alguns. O esquema 4-3-3 voltou, e com ele jogos históricos, como o Manchester 1 x 4 Liverpool, o Chelsea 4 x 4 Liverpool e o fantástico Liverpool 4 x 4 Arsenal desse final de semana. Além disso, os clubes ingleses passaram a ser os melhores do mundo, com o Manchester Utd como atual campeão do mundo e da Copa do Campeoes e, pelo segundo ano consecutivo, 3 dos 4 melhores times da Europa são Ingleses.

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes, Sem categoria Tags: , , , , , ,
13/04/2009 - 11:29

Museu do Futebol

(by Felipe Aquilino)

 

 

A teoria de que no mundo do futebol ninguém gosta de viver do passado é falsa. A cidade de São Paulo explica o porquê. O recém inaugurado Museu do Futebol no Pacaembu reúne um dos maiores acervos sobre o tema e recebe os fanáticos de forma aconchegante, interativa e emocionante. A visita é inesquecível para alunos, professores, torcedores e famílias. Além de recuperar parte de um patrimônio histórico da cidade, o estádio do Pacaembu, inaugurado em 1940 e sede de jogos da Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil.

 

Como o próprio folheto explicativo relata, “visitar o Museu é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol”. A sala das origens mostra a introdução do futebol, logo após a abolição da escravatura no país, que era um esporte praticado pelas elites. E conta como o esporte se tornou popular, reinventado pelos mulatos e mestiços. A sala dos heróis mostra como nos anos 30 e 40 surgiram grandes nomes tanto da cultura Brasileira, como do futebol-arte: de um lado Jorge Amado & Villa-Lobos, de outro Leônidas da Silva & Domingos da Guia.

 

O grande mérito do Museu do Futebol é mostrar a história não apenas através de datas ou fotos, mas pela influência que o esporte exerceu sobre a vida, o comportamento e a emoção dos Brasileiros. Faz uso da diversão, da terceira dimensão e de crônicas visuais sobre defesas, dribles, gols. Isso faz com que o tempo passe rápido, como um excelente jogo de futebol. Mas não reserve somente 90 minutos para a visita, pois além de tudo o que o museu tem para ver, no final ainda há uma loja com tudo o que há de novo no futebol e um bar temático. E de lambuja, ainda pode ser feito um passeio por dentro do Pacaembu. Imperdível.

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , ,
08/04/2009 - 14:11

A polêmica dos campeonatos regionais

(by Felipe Aquilino)

 

Muito se discute a respeito do encerramento ou da continuidade dos campeonatos estaduais, que já foram os principais campeonatos do país. O futebol ganhou popularidade no Brasil com o crescimento de times de bairros, cidades pequenas e empresas ligadas a ferrovias, que organizavam campeonatos e disputavam troféus em suas regiões. Até o ano de 1959, com o início da Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Petrosa, nunca fora organizado um campeonato nacional. Já o campeonato Brasileiro em moldes atuais, surgiu somente em 1971. E para suprir a falta de uma liga nacional, como havia na Inglaterra por exemplo, os campeonatos regionais ganharam destaque. No entanto, a partir da década de 80, com a maior importância dada aos torneios nacionais e sul-americanos, começamos a ver uma perda de importância desses torneios.

 

Muitos que criticam a realização dos torneios regionais se esquecem da penetração que o esporte tem em regiões de menor importância sócio-econômica. E grande parte das críticas vem das torcidas e dos clubes de maior expressão, que jogam nas principais ligas do Brasil. Mas eles se esquecem da importância que o interior do Rio de Janeiro, Nordeste e Centro-Oeste têm para as torcidas de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Menosprezam a força dos clubes do interior de São Paulo na revelação de jogadores para Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Desprezam a história de clubes de menor expressão, como o América-MG e o ABC de Natal que ganharam 10 (isso mesmo, DEZ) títulos estaduais consecutivos.  Ignoram partidas clássicas, como o GreNal de Erechim disputado esse ano.

  

Não seria o futebol Brasileiro o mais forte do mundo e grande revelador de jogadores justamente por causa desses campeonatos regionais? O que seria de Ronaldo se não existisse o São Cristóvão? Rivaldo apareceria para o futebol, não fosse o Mogi Mirim? Os irmãos Sócrates e Raí seriam importantes assim para o futebol não fosse o Botafogo de Ribeirão Preto? Técnicos como Parreira, Felipão, Luxemburgo, Mano Menezes teriam o mesmo destaque não fossem suas atuações por times de menor expressão?

 

Por isso me coloco totalmente a favor dos campeonatos regionais. Claro que não inchados e longos, da forma que são disputados atualmente. O Campeonato Paulista por exemplo tem 20 clubes e 23 rodadas. E muitas delas coincidem com campeonatos de extrema importância como a Copa do Brasil e a Libertadores da América. Esses campeonatos têm que ser remodelados e ajustados ao calendário Brasileiro e Sul-Americano. E funcionar como uma pré-temporada para os clubes que jogam campeonatos de maior importância. Assim todos sairiam ganhando. Os estádios voltariam a encher. As federações se fortaleceriam. Novos fenômenos apareceriam. E a tradição se manteria.

E você, é a favor ou contra a continuidade dos campeonatos regionais?

Autor: vicente.dicunto@ig.com.br - Categoria(s): Esportes Tags: , , , , ,
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