23/01/2010 - 20:25
Voltando depois de um longo e tenebroso inverno para iniciar 2010 falando de mais uma banda inglesa pra variar.
Não é fácil rotular bandas consideradas clássicas, e quem disse que precisa? Na verdade basta diferencia-las e se atentarmos ao que a fez clássica.
Sei que presenciar um acontecimento histórico é muito mais fantástico do que você ler em algum livro anos depois, mais deixar de saber o que aconteceu no passado mesmo que involuntariamente acaba sendo até certo ponto um pecado mortal.
Digo isso porque eu não estava na pré-estréia de Laranja Mecânica que é um dos melhores filmes já feito, eu não comprei o bilhete pra ver Scarface antes de todo mundo, nem fui ver o Táxi Driver no cinema com minha namorada. Quando nasci para o cinema, tudo isso já estava pronto, estava aí o tempo todo, digo isso pelo álbum que citarei.
Na década de 80 ouvia-se de tudo, desde o rock brazuca em ebulição com suas Blitz da vida, e também algumas Abóboras Selvagens, e algumas bandas com algum talento, mais isso é uma outra história.
Tudo isso pra mim era uma ‘’zona’’e eu não entendia nada, em casa rolava Roberto Carlos 25 horas por dia, mais ainda não tinha opinião formada sobre droga nenhuma, só sabia que era fanático por um time de futebol, mais não entrarei em detalhes.
Só que eu tinha um vizinho que tocava apenas dois álbuns todo santo dia, o ano era 1986, admito que obviamente não sabia o nome dos álbuns, ( porra eu era criança) mais sabia qual eram as bandas, pois não saber pelo menos os nomes mesmo não conhecendo, era impossível, pois meu vizinho e o resto do mundo só falavam nisso, e no filme febre do ano de 1986 que eu estava louco pra ver mais infelizmente não pude ir, o filme era o ‘’imperdível’’ Crocodilo Dundee, hoje mudei um pouco meu gosto pra filmes, falar sobre um filme de Gus Van Sant ou até mesmo de Lars Von Trier me agradaria muito mais, mais poderia falar sobre esse ‘’mito’’ da cultura pop chamado Crocodilo Dundee por horas, mais isso não vem ao caso!
Lembro-me que o primeiro álbum que tocava, era Dire Straits, que até tocava mais que o álbum que falarei a seguir, o álbum era o antológico Brothers In Arms, que com certeza falarei um outro dia, inclusive com uma parceria na música Money for Nothing, que unia talvez os dois maiores ídolos do meu vizinho, e seu incansável vinil furado pela agulha, mais obviamente só soube quem era de verdade, essas duas lendas do rock, anos depois, e continuei sendo massacrado em casa pelo ídolo máximo da minha mãe, Robertão, vulgo rei.
Eis o parceiro em Money for Nothing, Sting, e também soube depois que o outro vinil que insistia em tocar na casa ao lado, era nada mais nada menos o também antológico Synchronicity, da banda The Police, mais como eu poderia saber?
Mais pra falar a verdade eu não estava nem aí, só pensava em jogar o Atari do vizinho da direita nem que fosse por segundos, mesmo não tendo a trilha que rolava do outro lado à esquerda, o importante era jogar.
Anos se passaram e vieram à memória esses acontecimentos ‘’históricos’’. Alguns anos depois quando eu estava praticamente enterrado no Grunge, sempre achava o nome The Police muito obvio, e ficava pensando em como uma banda com um nome tão obvio, tinha feito tanto sucesso. Passando a fase de Seattle veio então o mergulho na Inglaterra e consequentemente uma obra que ‘’sempre existiu’’chegou à minhas mãos, era Synchronicity, claro que já conhecia algumas músicas, mais foi ouvindo essa obra prima que tudo mudou.
Esse álbum mais parece uma coletânea pra começar, e também foi o último álbum de estúdio da banda inglesa, e que deu origem a uma das maiores turnês que o mundo já viu, a banda se dissolveu após a turnê de Synchronicity.
A banda formada por Sting-baixo e vocal, Stewart Copeland-Bateria e Andy Summers-Guitarra, formavam o trio Inglês.
Sting líder e letrista da banda e um ótimo baixista, fazia com que a banda seguisse sua cartilha, Andy Summers um guitarrista excepcional e muito competente, e como não falaria do espetacular Stewart Copeland, um dos maiores baterista de todos os tempos, uma precisão incrível e uma pegada única que fazia com que o Police mesmo com apenas 3 integrantes fizesse um som tão completo, e único até então.
Synchronicity, a obra em questão é perfeita, e é claro, está em qualquer lista de melhores de todos os tempos, mais o principal é a palavra, emoção. Pelo menos uma das músicas de Synchronicity marcou quem está lendo esse post, ou que um dia viveu nesse planeta, tenho toda certeza!
O álbum abre com Synchronicity I, essa música é muito boa, a bateria de Copeland faz toda a diferença, e ouçam a guitarra única de Summers, e o vocal, do pra muitos, chato Sting, está ótimo, uma música pra ser ouvida com toda certeza, abre muito bem o álbum, mais obviamente a banda pensou nisso tudo.
Depois segue com a razoável Walking In Your Fooststeps que Sting flerta com elementos que tornariam marca registradas em sua carreira solo.
O My God ótima música, um baixo avassalador num rítimo que chega a soar meio soturno por hora, mais que no encontro com as guitarras sempre perfeitas de Summers, faz O My God ser uma música que não pode ser esquecida.
A próxima é Mother, que me pergunto até hoje, será mesmo The Police? Vou deixar pra vocês decidirem, isso se vocês não pirarem com ela antes, viajando de alguma forma, só não deixe sua mãe saber, e não atenda ao telefone que ta tudo certo.
A canção Miss Gradenko é a música mais curta do álbum, e talvez seja a que mais destoa da obra prima, se juntando com a última, mais tem seu valor, não é verdade fãs do Police?
Não poderia deixar de falar do petardo Synchronicity II, o que posso dizer de uma música tão boa, sem dúvida um clássico e também uma das minhas preferida, vídeo sensacional mostrando um mundo alternativo sem tanta ou na verdade com muita realidade, numa música onde Sting está cantando muito, falar que a base de guitarra de Andy Summers é ótima, é chover no molhado, pois é um dos melhores arranjos que pude presenciar, e falar na segurança de Copeland já é covardia, simplesmente perfeita, numa letra onde Sting desabafa sobre um dia a dia sufocante e muito real, você gosta do seu chefe?
Sting responde numa Londres cinzenta, ou seria na Escócia, com um grande lago por perto, e escuro de preferência.
Eu estava pensando em pular essa, como tenho que seguir uma seqüência lógica, terei que falar dela!
Every Breath You Take, sempre na lista das principais músicas do século 20, uma música maravilhosa que é muito tocada até hoje, na verdade o maior sucesso da banda, basta deixar um tempo numa rádio que com certeza ela aparecerá.
Uma música sem pontos baixos, baixo, guitarra, e bateria em perfeita sintonia, sem contar a voz de Sting que canta muito nesse hino sobre ciúmes e possessão.
A cada suspiro seu
A cada movimento seu
A cada movimento que você fizer
A cada elo que você quebrar
A cada passo que você der
Eu estarei observando você
A cada dia
A cada palavra que você falar
A cada jogo que você brincar
A cada noite que você ficar
Eu estarei observando você
Oh, não pode ver
Que você pertence a mim?
Meu pobre coração dói
A cada passo seu
A cada movimento que você fizer
A cada promessa que você quebrar
A cada sorriso que você fingir
A cada pedido que você fizer
Eu estarei observando você
Desde que você se foi eu estive perdido sem uma pista
Eu sonho à noite e só consigo ver o seu rosto
Eu olho ao redor, mas você eu não posso substituir
Sinto-me com tanto frio e eu desejo seu abraço
Eu continuo aqui chorando, baby, baby, por favor.
Não me culpem por esse álbum parecer uma coletânea, quem não lembra de King of Pain, pra falar a verdade essa música funciona muito bem ao vivo, é uma grande música e um outro grande momento.
Quem não lembra de uma certa canadense cantando-a num certo acústico, uma das minhas paixões dos anos 90 Alanis Morissette, que veio perdendo força durante os anos, mais vou deixar minha ex-preferida para outro post.
Com certeza prefiro a versão original, ou seja, a versão que tem, Andy Summers, na verdade ele é King of Pain, não vejo como fazer melhor sem ele, e o que posso dizer da bateria pontual e sempre seca de Copeland, em outra letra, mais uma vez de Sting, que se intitula ser o rei de algo que todos fogem, a dor, ótima música!
Eu estive aqui antes dentro da tempestade
Com o mundo girando círculos em volta do meu cérebro
Eu acho que estou sempre desejando que você dê fim a esse reinado
Mas é o meu destino ser o rei da dor.
Outro mega hit da banda, Wrapped Around Your Finger, e sem dúvida uma das melhores já feitas pela banda, uma sonoridade única que não passa despercebida nem pelos fora da lei, não vejo rejeição, apenas aconselho aos poucos que gosto, que passem longe da versão medonha que uma banda brasileira de Minas Gerais, com singelo nome de Skank fez, mais tenho certeza que pessoas muito bem informadas, vão dizer que tal banda chamada The Police teve a cara de pau de copiá-los, mais deixa pra lá, Wrapped Around Your Finger é um clássico irretocável, e tão atual como o minuto que virá, uma obra prima, pra variar.
Você que viu o filme, Despedidas em Las Vegas, e gostou da trilha sonora feita por Sting, com certeza vai adorar Tea in The Sahara.
E você que gostou de Tea in The Sahara, tem tudo pra adorar a trilha sonora do filme, e não falarei mais nada, basta conferir, e tomar cuidado pra não ficar bêbado.
E pra fechar o grande álbum a não menos importante…
Murder By Numbers, bom, na verdade passa despercebida sim, música pra compor disco, e sem dúvida a menos inspirada do álbum, mais um The Police sem inspiração numa época como as de hoje, é um grande negócio, e um grande elogio com toda a certeza, se tratando de Police 83, num certo Synchronicity.
Bom, esse post na verdade foi apenas sobre Synchronicity, admito que os outros 4 álbuns da banda são ótimos, e com grandes músicas, porque na verdade o Police é uma banda de hits, mais hoje resolvi falar só sobre o álbum, onde eles realmente atingiram o ápice, e também o álbum que marcou muito minha vida. Eles brigaram com direito a costela quebrada, voltaram, gravaram singles, Sting virou amigo de índio por aqui, tocaram recentemente no Brasil, isso tudo é fato, mais isso é um assunto para uma outra hora e posteriormente para um outro dia.
Se algum dia, um desavisado de plantão, ou um cara que passou no mínimo três décadas em Júpiter, ou até mesmo um adolescente que gosta de vampiros e tudo que de mal acompanha essa mediocridade toda, me pedir uma opinião sobre a lei, enfiarei Synchronicity goela abaixo, e assim terei feito justiça, sem precisar chamar a policia, pois na verdade, nos dias de hoje a lei é falha, mesmo assim, temos que dar chance pra que tenha justiça, para todos…
Synchronicity I
Walking In Your Footsteps
O My God
Mother
Miss Gradenko
Synchronicity II
Everey Breath You Take
King of Pain
Wrapped Around Your Finger
Tea in The Sahara
Murder By Numbers
Autor: Kacio Vieira - Categoria(s): Música
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12/01/2010 - 09:45
Depois…
Depois de uma longa jornada de viagens forçadas,
Aporto no meu porto.
Fui obrigado, hoje concluo:
Eu conheci outros mundos,
Conheci vários mundos meus!
Vários meus se foram pra não voltar,
Vários ficaram nos mundos em que fui, obrigado…
Desabrigado, obriguei-me a gostar do novo.
Muito obrigado, obrigação, tudo é bom!
O mundo é todo meu,
Mas meu mundinho mesmo, de longe, é mais meu!
Hoje verão
Longa temporada, aqui, em casa, á vontade…
Reconhecendo-me nas ruas conhecidas…
Se há nada para ocupar, nado todo fim de tarde…
Longas braçadas, tranquilizantes,
Longo abraço acolhedor de meu mar!
Caiçara exilado, outra vez, de pé na areia,
No amarelado Janeiro, em casa, em Santos.
Peço licença ao que sobra do planeta,
Aos lugares que me acolhem…
Para dizer de meu berço:
“Dias de janeiro, calor demais
dias de janeiro olha como faz…
esquentam, é tão bom estar no mar
amo você, amo você
talvez não seja o certo,
amo você demais
Eu vou sair…
vou ficar só…” (Otto)
Amo você, amo você… Talvez não seja o certo, amo você demais!!!
Autor: Wlado - Categoria(s): Música
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01/11/2009 - 10:23

banda de Metal Latino
Quando me apresentaram essa banda achei que seria mais ou menos uma cópia de ill niño, realmente as duas bandas têm bastantes ritmos em comum, mas o Ankla conseguia uma pegada diferente nas faixas, principalmente misturando melodias abrasileiradas como na faixa “Deceit” a banda conseguia se caracterizar por si só na minha opinião.As “pegadas” trashes misturadas com os batuques da percussão foi o que deu um destaque nas composições do Ankla.
O vocal brasuca Ikaro não deixava a desejar, os berros comiam solto nas faixas e ele também representava no quesito melodia, dando uma “amaciada” em alguns refrões. Ikaro fazia os gringos e a quem escutava perceber sua presença nas faixas, mesmo o CD tendo um destaque considerável para as melodias de guitarras, muito bem trabalhadas e com um tempero latino brutal.
Estava acompanhando a evolução da banda Ankla junto ao site myspace e a outras ferramentas da internet quando foi lançada uma música demo denominada “Persistence”, música excelente por sinal, mas notei uma diferença nos vocais de Ikaro.
Mas tarde fico sabendo da saída de Ikaro do Ankla e a entrada de um novo vocal na banda(antigo vocal da banda PUYA). Ta explicado! Devido a conflitos internos Ikaro sai do Ankla e entra nos vocais em uma nova banda chamada Imbyra, com o também brasuca Fabrício Ravelli na bateria. Confesso que estou curioso para compartilhar o que Ikaro e nossos companheiros andam aprontando por aí, em breve estarei dando meu parecer.
Autor: Rafão - Categoria(s): Música
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31/10/2009 - 14:31
Para quem trilha na real “Minha Tribo Sou Eu”, não faltaram oportunidades de entretenimento musical neste período, se o degustador da pluralidade sonora for ou estiver em São Paulo mais ricas ainda serão as oportunidades.
Sim, são ricas oportunidades, ENTRETANTO FAZ-SE NECESSARIA A RESSALVA, se estiver você de bolso cheio, caso contrário terá de priorizar as preferências. No país carente onde clamam por cultura, onde exigem que o povo acesse a arte, negligenciam-nos totalmente com explícita cara de pau.
Prezo o reconhecimento do artista, do trabalho há de se tirar o sustento, pero, assim quem irá sustentá-los, se de minha labuta não consigo nem sustentar meus compromissos de necessidade básica?
Feito o protesto, diga-se de passagem totalmente pertinente ( se querem prestígio, deixem-se prestigiar), pois o assalariado também é ativo consumidor de cultura, vamos as dicas:
Faith No More- Rocker´s 90, consagradissíma banda!
Deftones- Melhor banda de New Metal na minha opinião, já fui num show, em 2001, “Rock in Rio” e confesso, mereço bis!
07/11/2009- São Paulo, ingressos na faixa entre R$ 200,00 á R$ 450,00
Evanescence- Banda muito boa, que tem como principal integrante Amy Lee e seus arranjos de piano. Também já tive o prazer de assistir a banda no estádio do Palmeiras, aprovei e, ao contrario do que muitos falaram baseados no “rock in Rio, Lisboa”, a vocalista não desafina nada, ótima voz e ótima performance de palco. No Show lusitano estava a moçoila com dor de garganta, dito por ela!
08/11/2009- São Paulo, ingressos na faixa entre R$ 200,00 á R$ 450,00
The Killers – Banda inglesa, rockeira, dissonante, faz um som persuasivo que toca a alma!Não perco por nada, nem por falta de dinheiro, dá-se um jeito.
21/11/2009- São Paulo, ingressos na faixa entre R$ 200,00 á R$ 350,00
24/11/2009- Rio de Janeiro, ingressos na faixa entre R$ 100,00 á R$ 350,00
Joss Stone - Menina prodígio, que já dá um show apenas com sua beleza, vai além, com uma voz negra personificada no blues de New Orleans encapsulada em sua garganta ariana, faz miséria no ritmo soul.
21/11/2009- Rio de Janeiro, ingressos na faixa entre R$ 70,00 á R$ 290,00
22/11/2009- São Paulo, ingressos na faixa entre R$ 70,00 á R$ 300,00
23/11/2009- Porto Alegre
Pois é gente, difícil alguma coisa interessante, internacionalmente falando, em terras tupiniquins, quando chega é de batelada… Fiz uma conta rapidinha e customizada nos piores setores dos respectivos shows, teria eu que desembolsar no mínimo mais de um mínimo salário brasileiro, R$ 670,00! Não pode, né? Não sei qual minhas preferências, quer dizer, até sei… Mas isso não me tranqüiliza, queria assisti-los todos! Sem contar que na minha cidade, Santos, ainda neste mês estiveram por lá Teatro Mágico* e Zeca Baleiro* e há rumores (que acredito ser mentira) que dia 19/11/2009, estariam Otto*, Nação Zumbi* e Arnaldo Antunes*, num mesmo evento! Seria mesmo um sonho, não para minha carteira! Haja bufunfa!!!
*****
Teatro Mágico- Banda independente de enorme qualidade, liderada por Fernando Anitelli, dono das fenomenais poesias reflexivas.
Zeca Balaireo- Artista sem rótulos, não fossem os que marcam sua incontestável capacidade produtiva musical. Este cara simplesmente deu o nome a esse blog, Minha Tribo Sou Eu é o título de uma das letras de sua composição. Vale a pena conferir nas rapidinhas!
Otto- Mistura de MPB, Rock, Mangue Bit e Cultura popular nordestina. Confesso, minha melhor descoberta dos últimos anos, o cara e sua banda são simplesmente sensacionais!!!
Arnaldo Antunes- Musica alternativa de rico vocabulário e impressionantes poesias, não se teria outra palavra para definir sua expressão artística que não fosse “Arnaldiana”, o maluco experimenta tudo, eletroniquismos, MPBzismos, Roqueirismos entre outras coisitas… O cara é!
Nação Zumbi- A banda repercussora do Mangue bit, não bastasse isso, ainda trazem em sua história fundida ao mais revolucionário músico dos últimos tempos, Chico Science. Precisa falar mais alguma coisa???
Rapidinhas:
1-) Ninguém mais escreve nessa porra, o site vai morrer… Lógico, não no que depender do Wlado.
2-) Minha Tribo Sou Eu:
eu não sou cristão
eu não sou ateu
não sou japa não sou chicano
não sou europeu
eu não sou negão
eu não sou judeu
não sou do samba nem sou do rock
minha tribo sou eu
eu não sou playboy
eu não sou plebeu
não sou hippie hype skinhead
nazi fariseu
a terra se move
falou galileu
não sou maluco nem sou careta
minha tribo sou eu
ai ai ai ai ai
ié ié ié ié ié
pobre de quem não é cacique
nem nunca vai ser pajé
Links de consulta:
http://www.maquinariafestival.com/2009/index.php
http://201.77.198.54/ingressorapido.com.br/
http://twitter.com/rfaleiro/status/5241335897
http://musica.uol.com.br/ultnot/2009/08/06/ingressos-para-show-do-killers-no-brasil-custam-ate-r-350.jhtm
Autor: Wlado - Categoria(s): Música
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05/09/2009 - 18:15
Sábado, início do feriado prolongado, em cima da mesa, livros e mais livros de direito e contabilidade. Semana que vem tem provas todos os dias e eu bem que tentei estudar, juro que me esforçei, mas a música que tocou aleatoriamente na minha jukebox me fez relembrar anos passados, quando displicentemente eu fugia das aulas tediosas do curso técnico e me embrenhava em lugares poeirentos atrás de Cds arranhados, baratos, mas principalmente “abandonados” por seus donos. Aquilo não era só uma rara diversão, mal sabia eu que todas aquelas aventuras me levariam a gostar de tantas bandas ótimas e que hoje me trazem sempre boas recordações.
Depois de garimpar tantas preciosidades que até hoje fazem parte do meu acervo musical, eu realmente tenho que admitir uma queda irremediável pela terra da rainha. Entre tantas bandas e muitas outras que eu gostaria de citar, talvez a ordem aleatória do meu som nesse sábado enfadonho, me faz celebrar uma banda atípica, com estilo e características próprias. Uma banda muita pretensiosa é verdade, mas que com muita determinação conseguiu alcançar o seu lugar nas minhas bandas maneiras. Na verdade, fazendo as devidas correções, a banda em questão na verdade é uma dupla conhecida mais pelo os hits do que pelo o nome pouco convencional – Tears for Fears – formada pelos os amigos de infância Roland Orzabal e Curt Smith, que depois de anos jogando conversas fora, resolveram se juntar para externar seus medos em letras e canções. Claro que tentaram, sem sucesso iniciar sua carreira nos anos 80 com outro nome, mas Roland Orzabal a fim de expor as amarguras pessoais em músicas, decidiu rebatizar a “banda” de Tears for Fears – Lágrimas por Medo – nome emblemático inspirado na terapia em moda na época – o Grito Primal – que orientava a pessoa adulta a se livrar dos seus medos e receios através de gritos, berros e lágrimas. Para a mim, a tradução mais apropriada à ideia de Roland seria “Trocar medos por lágrimas”.
Diante da temática do seu novo nome, a dupla lançou o seu primeiro álbum pop – The Hurting (A mágoa) – recheado de synthpop, o som dos sintetizadores e que emplacou na Inglaterra, com letras repletas de desabafos sobre a infância conturbada, brigas e mágoas, bem representadas pelas faixas The Hurting, Mad World, Pale Shelter, Change, entre outras.

Mas foi com o segundo álbum, lançado ainda na onda da boa aceitação do álbum de estreia que em 1985 os brothers alcançaram toda a sua razão de ser – Songs From de Big Chair – lançou a banda a categoria dos bambans dos anos 80, deixando para sempre os sons cafonas dos sintetizadores e apostando em hits grudentos e até hoje tocados como Head over Heels, Everybody wants to rule the world e a música que considero a “melhor” do álbum – Shout – cheia de desabafo, berros, mágoas ainda reprimidas e a relação conflitantes entre pais e filhos. Preciosidade. É para soltar os cachorros. É o álbum de maior sucesso da dupla. Também são intrigantes Mother´s talk, I believe, entre outras. Clássicos.

O terceiro álbum Seeds of Love lançado no final dos anos 80, com novos temas e parcerias, resultou em novos hits como Advice for the young heart, Sowing the seeds of love e a belíssima música Woman in Chains.
Como todo relacionamento complicado, egos problemáticos e desentendimentos entre os amigos, a dupla acabou se separando no início dos anos 90 e ambos tentaram consolidar carreiras solos, com álbuns poucos expressivos, sobrando dessa época as baladas Break it Down Again, Cold, etc.
Em 2004 a dupla resolveu discutir a relação refazendo a parceria e lançando o álbum de re-estreia – Everybody Loves a Happy End – para a alegria dos fãs que realmente gostam de um final de feliz. Para quem só ouviu as baladas conhecidas, recomendo escutar esse CD, apesar de não ser tão conhecido aqui no Brasil, o álbum tem faixas interessantes como a Everybody Loves a Happy End, Closest thing to heaven , Call me Mellow e a meguíssima Last days of the Earth.
Mais amadurecidos, agora pais de famílias e menos egoístas, o amigos formam uma das bandas mais intrigantes, “terapéuticas” e mimosas que conheci ainda adolescente nos sebos medonhos e calorentos de Manaus.
* Vamos fazer essa roda girar!
* Kácio, como foi prometido, espero que goste.
Tudo de bom p´ra todos!
Autor: Lu - Categoria(s): Música
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20/08/2009 - 16:25
Bancada da oficina elétrica, Unidade de Tratamento de Gás Cacimbas (UTGC), Linhares, Espírito Santo… Sintonizado o radio na Rádio local, Litoral FM, pude escutar os primeiros acordes de uma musica familiar… Estava eu distraído, depois de muito tempo, podia eu exercitar as habilidades de se confeccionar um painel elétrico, totalmente satisfeito em realizar aquele trabalho, escutando aquelas musicas que soavam do micro-sistem, como único e exclusivo adorno sonoro… Eu nem sei dizer quais as musicas que tocaram na seqüência, mas aqueles acordes me soaram familiar e um tanto estranho, por virem de uma emissora. O almoxarife Natalino que nesse momento se encontrava próximo de mim, sussurrou um inglês meia boca, ensaiando cantar as primeiras palavras vindas do aparelho. Pasmem, era nada mais nada menos que, Last Goodbye de Jeff Buckley …. !!!
Bom, para você que leu, e se perguntou quem é Jeff??? Calma, não se assuste, esse cara não é propriamente um fenômeno popular, ao contrario, é apenas um fenômeno que a história ridicularizou por não o ter feito um fenômeno pop. Também não vamos simplificar os fatos, o cara surgiu num momento complicado, um tal de Kurt Cobain, totalmente sem empatia, morria, pior que isso, se matava, depois de ter viciado o mundo em suas composições, em seus resultados alucinógenos em heroína. Estávamos todos desesperados, o mundo parou tentando encontrar solução pra futuramente não morrer de abstinência de Nirvana! Não havia espaço para mais nada, todos só queriam chorar pelo desesperado depressivo roqueiro! Não pensem vocês que comigo foi diferente, senti também, e apesar da ironia da frase acima, quando me refiro “sem empatia” é para brincar com os que conhecem sua carta de despedida, não é mesmo amiga Lú?
Posso concluir, que além de cravar a sepultura do Nirvana quando Kurt apertou o gatilho, tirou qualquer possibilidade de um outro gênio aparecer, sim, Jeff B. Ta certo, para os positivistas, nem tudo foram lagrimas, pois se não, provavelmente hoje não existiria Foo Fhigthers.
O fato é que JB também fez a traquinagem de morrer, afogado, de bobeira, pq queria se refrescar num atrente rio, deixando apenas um disco em estúdio! Talvez ele não quisesse, em respeito, riscar o desfecho de Cobain… pois sabia que se percebido, mesmo com uma proposta de som totalmente diferente do Nirvana, logo estragaria o velório do roqueiro emoção extrema.
Nessa sucessão de acontecimentos, perdi quase um década pra conhecer o cara de múltiplas influencias, de voz versátil, desperdiçando um tempo precioso de minha vida.
Assim, reforço meu pensamento antes já concebido de que o bonito é pra ser mostrado, e digo “bonito” no sentido amplo da palavra.
Aquele almoxarife candango da UTGC, que não conhece nada de musica, cantarolava Jeff, e saibam, eu interrogando ele, disse: -Musica boa… toca toda hora na Rádio! Fooodástico,Buckley popular em Linhares, ainda que seja apenas uma musica. Gente, isso para mim foi o máximo, rapidamente minha mente foi, baseado nessa premissa, arrancando da história tudo que fui obrigado a ouvir, sumia da minha lembrança Netinho pêssego transgênico, Terra Samba, É o tchan, todos os grupos de pagode, Fresno, Mc Serginho, e tudo aquilo que me foi empurrado goela abaixo, na simples crença que o pop poderia ter qualidade! Sim, aqui continua sendo o “Minha Tribo Sou Eu”! e aqui cabe de tudo, mas por favor mantenhamos a qualidade.. .
Dr Oswaldo Montinegro em uma de suas musicas apontava o caminho e dizia: Se a vida fosse mole a solada do Beethoven disputava canção pra popular”… Aqui mesmo neste blog, anteriormente fiz um protesto em pró do Legião Urbana, os defendia contra os que o renegavam pelo sucesso! Ah meu Deus do céu, que bom, mesmo eles não querendo, ocuparam parte do espaço musical popular do Brasil.
Desculpem os mais undergrounds, mas gostar do anonimato não tem outro nome se não inveja… Eu sei, sinto um prazer gigantesco quando apresento uma boa banda a um amigo, sei também da raiva que dá ao escutar um frívolo musical comentar da banda que a gente gosta, mas ainda bem… Quem gosta de musica, sempre se aprofundará mais do quem não gosta, é inerente. Além de que, a mídia reproduzindo musicas de qualidade poderia despertar em outras pessoas que hoje não tem acesso a coisa boa, participar do cenário musical… Teríamos a condição de ir numa balada e ouvir coisas boas, nossos artistas teriam melhores vencimentos financeiros, os shows e cd´s seriam mais em conta, e o melhor de tudo, veríamos Carla Peres atrás de um balcão de padaria em Salvador, e a Lacraia fazendo um trocado no Porto do Rio de Janeiro!!!
Difundir musica de qualidade é sinal de proliferar educação, melhorar a cultura!
Alguém tem duvida que John Lenon, apesar de pop foi underground??? Poderia citar alguns consagrados, cujos artistas toda e qualquer pessoa reconhece uma musica de suas autorias, que por isso não deixaram de ser bons, querem ver só?: Michael Jackson, John Lennon, Madona, Chico Buarque, Frank Sinatra, Elvis Presley, David Bowie, Edith Piaf, Roberto Carlos e por ae vai, garanto que faria um poste todo só citando nomes de populares de grande qualidade que todos gostam, mas só alguns são profundos conhecedores…
O Sol nasceu pra todos, mas a obscuridade só para aqueles sem qualidade, alguém avisa para aquela Vanessa Camargo que ela não tem talento, por favor!!!
Rapidinhas 1:
-Wlado, eu vi lá nos rascunhos um texto em construção, de um tal de xrafaox@hotmail.com, vamos ter novidades?
-Lu, é o Rafael, em breve ele postará, ele curte Rock do Brabo!!!
Rapidinhas 2:
-Ednei, WWW.blig.ig.com.br/minhatribosoueu vá lá, faça uma visita, se der vontade pode até postar o site é teu tbm, ainda é…
-hahahaha, Wlado, eu vou postar…
Rapidinhas 3:
A Inga agora já é uma visitante ativa do blog, isso é fato, vide os comentários!!! RSRSRS
Rapidinhas 4:
-Wlado, isso aqui é pra vc!
-Valeu Kacio, vou escutar…
… era nada mais, nada menos que o disco de Jeff Bucley, o melhor disco rock que escutei nos ultimos tempos!!!
Rapidinhas 5:
The Killers volta ao Brasil para fazer shows e traz o show do disco DAY & AGE (2008), que já lançou os hits Human, Spaceman e The World We Live In. A apresentação também deve passar pelos dois álbuns anteriores, Hot Fuss (2004) e Sam s Town (2006), além da compilação de raridades Sawdust (2007).
Classificação etária: 16 anos (14 e 15 acompanhados de pais ou responsável legal)
Av. Pirajussara s/n (altura do Num. 5100 da Av. Francisco Morato) Centro – São Paulo (SP)
sáb 21/11
Projeto Fica NuNNA:
Viu??? Como diz a Lu, nós vamos tomar jeito, é só reparar nas rapidinhas acima!
Mais:
Discografia Jeff Buckley
Álbum de originais:
Álbuns “ao vivo”:
Compilações:
Álbum póstumo:
Parcerias:
Autor: Wlado - Categoria(s): Música
Tags: beethoven, jabá, Jeff buckley, musica de qualidade, nirvana, wlado
13/08/2009 - 19:42
Quem ficou mais de 700 semanas, ou 14 anos, entre os mais vendidos?
Estima-se que na Inglaterra em cada cinco casas, uma existe esse álbum!
E o Mágico de Oz, então, essa lenda melhor vocês descobrirem!
Sei que não é fácil falar de Pink Floyd, ou seria fácil demais, não sei, mais um dia teria que falar, ainda mais quando se homenageia dois amigos que você gosta muito, e é assim que será!
Lembro-me daquela época, começo dos anos 90 alguns grupos surgiam com força total, algumas bandas tinham muito talento outras totalmente comerciais, outras de ótima qualidade, que inclusive só descobri anos depois, eu ainda engatinhava, ou, melhor me rastejava rumo à direção onde as rádios comerciais me empurravam, mais fazer o que, eu nunca tive irmão mais velho como vocês sabem, então filho, descubra sozinho o que é bom, o comercial é um prato cheio, venha até ele filho, pode ter certeza que tem pra todos, essa era à mensagem, do cavaleiro do apocalipse na época!
No começo da década de 90 meu primeiro emprego foi nas Lojas Americanas, mais o que isso tem haver?
Na época eu era repositor, e lembro que na época o CD era uma febre, era praticamente uma novidade, e vendia muito, muita porcaria, mais falo isso hoje, na época não era bem assim, na época o caminho da mediocridade me puxava e não foi muito fácil se livrar dele, mais isso eu conto uma outra hora!
Até hoje nessa mesma loja, os CDS mais caros, ficam trancafiados numa vitrine, e lembro-me que na época eu olhava o “prisma” e aquele “muro” e não entendia nada, e pensava, como pode, quase ninguém conhece, e esse roubo todo!Nossa que menino tolo vejo ali, precisamos dar um jeito nesse garoto, falavam os Deuses do Progressivo!
Admito que mesmo depois disso demorei à ouvir, até que um dia, uns dois anos depois disso tudo, ou mais, estava na casa de um colega de colégio, foi quando a mãe dele falou!Filho vá à locadora e alugue um CD pra mim!Realmente os Floyds eram muito caros na época, alugar era até uma boa!
Só que falei, porra cara, Pink Floyd, você conhece?
Sei lá cara, sei lá quem é, ele respondeu, tu sabe que minha mãe é doida cara!
E sem mentira nenhuma, ela era, foi até internada uns anos depois,numa clinica psiquiatra, mais pelo menos tinha bom gosto, mais quem é normal?
Lembro-me que ela trancou o portão e falou que a gente ia conhecer música de verdade, colocou o som no máximo e colocou o relógio pra despertar, era Time, lembro que ela voltou à música diversas vezes sem que ela terminasse, voltei pra casa com a música na cabeça, mais não entendia muito bem o que era tudo aquilo, só sabia que o CD mais caro que eu havia visto era muito estranho!
Com o passar do tempo, pude conhecer melhor o álbum, até comprà-lo, o que falar de The Dark Side Of The Moon obra máxima da banda inglesa, concebido em absurdos 1973, e que continua mais atual do que nunca, é o meu preferido com certeza, mais não posso negar que quase tudo que o Floyd fez, foi fantástico! Melhor ficar em cima do muro com essa história de favorito!
The Dark Side Of The Moon começa com Speak To Me/Breathe quem não se lembra da abertura do Live 8 de 2005, que abertura, todos nós esperávamos se realmente o Floyd voltaria com a formação de 73 e eles surpreenderam, com esse momento único, que da mesma forma que abriu o álbum, também abriram o breve show de 2005, realmente, um momento antológico, e muito emocionante até hoje!
Segue o álbum com a música que vai derreter o seu cérebro caso você esteja de ressaca, acabado, com a cabeça estourando, se você se encontrar nessa situação evite On The Run, agora se você gosta de ácido, meu amigo essa é um prato cheio!
O que dizer de Time, uma obra prima, letra maravilhosa, um peso único na entrada com a guitarra sempre inconfundível de David Gilmour perfeitos vocais do mesmo!
E você corre e você corre
Para alcançar o sol
Mas ele está se pondo
E dando uma volta para se levantar
Atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo
Mas você está mais velho
E com menos fôlego
E a cada dia mais próximo da morte
Cada ano está ficando mais curto
Nunca você parece ter tempo
Planos que tampouco deram em nada
Ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto
É a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou
Pensei que eu tivesse algo mais a dizer.
O que falar de The Great Gig in The Sky, não sei quem foi essa genial Clare Torry, mais o que eu posso dizer é que ela não precisava fazer mais nada, e quem disse que fez!Voz incrível música perfeita, música desesperadora, psicodélica total, num dos maiores momentos do álbum ela transmite muita intensidade sem sequer cantar uma letra, e mais uma vez eu falo, e precisava?
Não há como passar batido por Money, baixo inacreditável do mestre Roger Waters, letra do próprio Waters, na voz maravilhosa de David Gilmour, uma música perfeita que também pode ser conferida no Live 8 de 2005, uma raridade e a ultima música tocada pela formação de 73, e que jamais será repetida, pois Richard Wright infelizmente se foi!Mais não podemos nos esquecer do ótimo trabalho feito pelo tambem ótimo, Nick Mason, que com toda certeza está entre nós!
Dinheiro é um crime
Divida-o de modo justo
Mas não pegue um pedaço da minha torta
Dinheiro, assim eles dizem
É a raiz de todo o mal hoje em dia
Mas se você pedir um aumento
Não é surpresa que
Eles não estejam dando nenhum.
O nome da próxima é Us And Them, o que dizer de tamanha obra, música linda cantada por Gilmour na letra de Waters-Wright com um saxofone absurdo (perfeito) realmente uma canção belíssima que ao mesmo tempo em que servia de música preferida de casais, também soava soturna, quem mais poderia fazer isso, quem mais, droga isso não é debate!
Any Colour You Like, mais uma pra todo mundo ouvir daquele jeito, instrumental e psicodélica total, boa “viagem” e bem vindo a 73!
Brain Damage (minha preferida) do álbum, letra e vocais de Roger Waters, obra prima seria minha definição por mais essa, digamos pérola, pra não dizer várias outras coisas!
E se a nuvem irromper, o trovão em seu ouvido
Você grita e ninguém parece ouvir
E se a banda da qual você faz parte
Começar a tocar músicas diferentes
Verei você no lado escuro da Lua.
E pra fechar o álbum, a não menos importante Eclipse, letra de Waters e cantada pela dupla, Water-Gilmour, na música de apenas dois minutos que encerra a obra prima de forma brilhante!
Tudo que você toca
Tudo que você vê
Tudo que você prova
Tudo que você sente
Tudo que você ama
Tudo que você odeia
Tudo que você suspeita
Tudo que você protege
Tudo que você dá
Tudo que você negocia
Tudo que você compra
Implore, empreste ou roube
Tudo que você cria
Tudo que você destrói
Tudo que você faz
Tudo que você diz
Tudo que você come
Todo mundo que você encontra
Tudo que você despreza
Todo mundo com quem você briga
Tudo que é agora
Tudo que já passou
Tudo que está por vir
E tudo sob o sol está em perfeita sintonia
Mas o sol é encoberto pela lua.
Na verdade não iria falar sobre Pink Floyd, na verdade precisaria de um livro, há muito não escrevo, todos nós não temos tempo, mais o que me fez escrever esse post, como citei no começo, foi à amizade que tenho por duas pessoas, uma delas, Herzog, fundador desse blog, e que me acusa de ser dono da banda chamada Pink Floyd, na verdade todos nós fomos abduzidos por essa nave, e felizmente ninguém quer sair, assim como eu!Você quer?
A outra é minha amiga Lua, que mesmo encoberta, saberei que ela sempre estará lá, porque não adianta, por mais grandiosas e tristes que sejam as coisas da vida, não importa, todas estarão sempre cobertas pela Lua!
Autor: Kacio Vieira - Categoria(s): Música
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09/08/2009 - 19:34
Bom, voltando a postar aqui no blog, depois de um tempãoooo, vou direto ao assunto… HELLACOPTERS, banda sueca, que teve inicio em meados dos saudosos anos 90, formada então pelo ex-batera do ENTOMBED, Nick Royale (aquela banda que tocava a famosa “wolverine blues”, fodaça também), influenciados por alguns deuses do rock como motorhead, kiss e the stooges a banda nos traz um rock n roll puro, sem frescura, rápido, limpo e sujo ao mesmo tempo, veloz, mas o mais interessante, e a causa de postar aqui é querer compartilhar as sensações que as músicas dessa banda transmitem!!!!!!!!! delicia
Discografia
-Supershitty to the max!
-Payn the dues
-GRANDE ROCK (o melhor na minha opinião)
-High visibity
-By the grace of god
-Rock n’ roll is dead
E uma Infinidade de singles, splits e compilações e uma delas que também vale muito muito procurar é o “CREAM OF THE CRAP vol 1″ que tem um cover de gime shelter dos rolling stones que toda vez que eu ouço penso que vou pirar!!! hahaha
abraços a todos
Wlado e kácio ouçam também!!!!
JU
-OUÇAM HELLACOPTERS, FAZ BEM A SAÚDE
http://www.youtube.com/watch?v=jjg5F7SBM9M&feature=PlayList&p=0F1A83EC795AC019&playnext=1&playnext_from=PL&index=26
Autor: ju_indie@ig.com.br - Categoria(s): Música
Tags: hellacopters, ju, juliana, rock europeu, rock sueco
09/08/2009 - 16:23

Diria Froid: no histórico sexual se explica tudo, todo o ser, em qualquer ser, sendo sem saber…
Daria assim, de pronto, contundente, o poeta poetinha, um recado sem alívio, Direto e reto: -Os feios que me desculpem mas beleza é essencial!
Explicaria o filosofo, o mundo tende ao belo, as medidas exatas, ao equilíbrio…
Então…
Na realidade eu nunca ouvi direito, Bjork, inclusive agora liberto, percebo que só acredito no talento dela pra mascarar a paixão de imaginar aquela asiaticasinha nua, coberta de Sushi /Sashimi de baleia, numa mesa, enfeitada de sereia e repleta de manga fatiada! -Não é verdade Dr Froid???
Na realidade eu não simpatizei com o timbre da voz de Julieta Venegas, foi artifício da minha mente, justificando a imagem que rebati da mexicana nua em pelo, munida apenas de um microfone cantando na cabeceira de minha cama “Andar conmigo”. -Estou enganado, oh das Moraes???
Acho que confundi beleza com talento! È, não daria tanto valor a Luiza Possi se além dos faróis do olhos azuis, não me instigaste tanto dando uma de circense…-Pega no trapézio minha trapezista!
O que me faz realmente viajar com e por Lispector deve ser aquele olhar penetrante de “loba”,que só ela tem… Que filosofia que nada!
Gostar de Morcheeba se deve ao meu lado miscigenação, Malu Magalhães ao meu lado pedófilo, Amy Lee só pode ser por causa do meu lado necrófilo! Putz
Dolores Duran, como explicar? Eu não sei! Ufa, até me faltou ar…
Meu sonho de casar c/ dona Amelie Poulain é a única justificativa de eu simplesmente amar o seu fabuloso mundo!!!
Aaaaaaah a boca de Allanis…
Uuuuuuuh se Joplin não tivesse morrido!
Qnta coroa boazuda, Clara Nunes, Elis Regina, Leila Diniz uuuuuuuuuuuuiiiiiiii!!!
Letícia Sabatella, eu sempre soube que era medíocre atriz, alias nunca soube, era apenas ludibriado por mim mesmo… Eita, mania de valorizar beleza!
Não sei pq eu insisto em ver pelos olhos da Arte, se a beleza se sobrepõem a tudo! Sinead O´Connor não canta nada, agora sei que me corrompia por sua beleza!!!
Tão simples estereotipar, Vinicius de Morais era bonito??? Não, ele era um dragão, que defendia os belos… Ta certo, cada qual escolhe sua trilha, cada qual trilha por suas escolhas, só que o absoluto ninguém discute… Vinicius de Moraes foi um grande artista… E não se tornou bonito por isso, como não perdeu o talento só por sua lata assustar as criancinhas
O belo, a beleza, quem as têm? Quais as referencias? E… O que sobra, são só sobras?
A beleza precisa do feio, pra se intitular beleza, uma relação parasita, onde cada qual se é o que é, pelo que ofusca o outro… A arte exige um pouco mais que isso, exige verdade, sensibilidade, talento, ela não precisa do belo e nem do feio, ao contrario, ela faz do feio, belo, sem a referencia de belo, sem tornar o belo, feio…
(Aguardem projeto FOFAS 2010, com certeza um estouro! E sem apelação sexual)
Rapidinhas:
-Kacio, que tu tem de Floyd ae?
-Bom Wlado, melhor tu perguntar o que eu não tenho de “Pink Floyd”… Responde, ainda armado como se fosse ele um certo dono da banda inglesa.
-Sabe que é brother? Eu escutei na KISS FM uma musica, mas não sei cantar, nem sei o nome, nada!
-Porra ae fica difícil…
-Bora procurar, então!
…
-Wlado, eu sei qual é a musica que tu ta procurando (não me recordo o nome que o Kacio sugeriu, mas era do Roger), ta no disco 2!
-Será, mermão???
-Vamos ouvir primeiro esse disco, o 1…
-Véio, se tiver ae o cd é teu!
…Ainda no cd 1…
-Porra Kacio, é essa!
-Certeza, Wlado? Isso é Gilman!
Com olhinhos brilhando ele torcia pra que eu confirmasse, uma vez que sempre discutimos mortalmente qual era o melhor vocalista! Sempre defendi o Waters…
-É Kacio, tenho certeza, é essa!
-Porra Wlado, tu é foda, nunca imaginei que seria essa musica (totalmente satisfeito com minha escolha)!
-Legal, agora o cd é meu!
-Não Wlado, eu nunca te dei esse cd…
-Kacio, tu acabou de falar…
-Não te dei, eu só emprestei, tu ta louco!
-Vai começar de novo???
E assim continuamos, sempre discutindo e sempre chegando aos melhores resultados. Kacio sempre adorei o embate contigo, é sadio, inteligente e dá resultados ótimos. Confesso, vc me conhece muito musicalmente… Adorei o DVD da Bjork acústico! Valeu!
Para os curiosos: http://www.4shared.com/file/123976853/ea7a8ff0/1-11_Young_Lust.html
Ah, gente projeto fica NUNNA, firme e forte, vamos discutir melhores vencimentos finaceiros p/ nossa escritriz, vamos em busca de parcerias, patrocinios, fazer forte o fica Nunna! O passe da guria é caro, só que eu vejo a luz no fim do tunel!
Autor: Wlado - Categoria(s): Música
Tags: Amy Lee, arte, beleza, Bjork, Froid, Julieta Venegas, Lispector, Luiza Possi, wlado
14/07/2009 - 02:25
Meus caros amigos,
É com pesar que escrevo este texto. Tendo em vista que o TCC está aí e toda minha inspiração vai diretamente para ele, está cada vez mais difícil sair alguma coisa dessa cachola que não remeta a assuntos acadêmicos. Além disso, há outras questões pessoais que preciso tratar e que ocupam grande parte do meu tempo – ao menos, o tempo mental. Ando com um bloqueio criativo da porra (não é de hoje), o que resulta não apenas na falta de vontade de escrever, bem como da paciência para tal. Como não gosto de escrever qualquer merda, simplesmente não o faço. E assim, quem sofre é esse blog.
Dessa maneira, estou aqui para me despedir de vocês. Estou apagando minha conta na IG, logo, não escreverei mais por aqui. Nada impede que um dia eu retorne à ativa, mas por enquanto, é mais sensato e necessário manter-me um tanto distante, até para permitir que as boas e velhas palavras voltem naturalmente.
Para não dizer que saí daqui sem falar um pouco de música, seguirei a linha de pensamento do post passado para relatar o show da minha vida. Pois é, eu já o tive! E não foram poucos. Por isso, eis aqui um top 5 – ora, não falei que era viciada nesses?
TOP 5 SHOWS DA MINHA VIDA
5. Madonna (Dezembro de 2008)
Já relatado aqui previamente, o show da Madonna me foi necessário por um simples motivo: naquele momento, percebi que havia algo muito errado comigo. A diva, então, me deu um pouco de alegria antes da derrocada. Tendo como auge a sequência “Like a prayer” e “Ray of light“, duas das minhas músicas preferidas de todos os tempos, caí na real, por meio do raio de luz, que minha vida jamais seria a mesma.
4. Backstreet Boys (Março de 2009)
No começo do ano, entrei em contato novamente com meu lado adolescente, devido a leitura do bobinho mas fascinante “Crepúsculo“, sucesso entre a molecada atual. Reconhecendo que aquele era apenas o início de uma mudança vital para minha vida afetiva – e, porquê não e principalmente, familiar -, me preparei para o meu segundo show do Backstreet Boys. E se aquele em 2001 já fora do caralho (por estar no ápice da piração), esse foi ainda mais especial, por ter me tocado justamente naquilo que eu necessitava: “Lunna, seja menininha de vez em quando, isso não faz mal a ninguém. Grite, se esperneie e chore com ‘I want it that way’, isso não é vergonhoso, é digno e condizente com sua pessoa”. E assim o foi. Backstreet Boys, mais uma vez, me salva.
3. Radiohead (Março de 2009)
Também já relatado aqui, foi no show do Radiohead que tive a confirmação do insight que tive lá na Madonna. Chorando copiosamente nos braços de um estranho em “Fake Plastic Trees“, decidi partir rumo a uma melhora, com o intuito de sair do dito fundo do poço que me encontrava.
2. Pearl Jam (Dezembro de 2005)
Esse foi oficialmente meu primeiro show de rock. Sim, já tinha ido ao Rock In Rio, mas foi ao som de Eddie Vedder que senti os prazeres de uma guitarra saindo do alto falante diretamente para minha alma. E foi, também, uma linda forma de agradecer a minha irmã pelos anos de ensinamento musical e por ter me acompanhado em minhas empreitadas juvenis. Contudo, Pearl Jam foi importante porque, no dia seguinte, eu faria o vestibular, que era o “tudo ou nada” de então. Cheguei em casa, em êxtase, às 5 da manhã e, sem poder dormir, fiquei conversando com minha irmã até dar o horário de ir ao vestibular. Realizei, ainda bêbada, uma redação sensacional, inspirada na noite passada. O resultado? Passei em sexto lugar em Tradução e Interpretação.
1. Franz Ferdinand (Fevereiro de 2006)
Se no Pearl Jam eu decidi que iria fazer o vestibular independente do nível de alcool e da pouca alegria acadêmica, foi no Franz Ferdinand que escolhi meu curso. As aulas se iniciaram no início de fevereiro e, não gostando do curso e muito menos das pessoas da sala, arrumei minhas malas para o Rio de Janeiro para ver Franz Ferdinand. Lá, minha amiga, que acabara de entrar em Letras, me sugeriu a mudança para esse curso, mudança essa que foi decidida em pleno show, ao ouvir “Auf Achse“. Claro que essa foi apenas uma das decisões tomadas. Na realidade, grande parte da minha existência foi estabelecida naquela ocasião, a cada canção que Alex Kapranos e sua trupe entoavam. É por essas e por outras que Franz Ferdinand foi o show de minha vida, uma vez que, se não fosse por ele, talvez não estivesse aqui hoje, prestes a me formar – entre outras coisas.
Menções honrosas: The Killers e Bjork (Outubro de 2007), Jason Mraz e Alanis Morrissette (Junho de 2005), The Killers (de novo!, Junho de 2005), Coldplay (Fevereiro de 2007, o primeiro show sozinha a gente nunca esquece).
O negócio é que shows, para mim, nunca são apenas shows; são experiências. São momentos que permitem que eu saia de mim e entre em contato com uma outra parte, conhecida ou desconhecida, resultando uma melhor – ou só diferenciada – visão. Nenhum, desde Art Popular até Gogol Bordello, foi à toa. No entanto, foram esses citados que causaram maior impacto na minha vida, por ter proporcionado lindos momentos musicais e por terem sido de suma importância para os dias que se seguiram. Dessa forma, é possível que essa lista se modifique com o decorrer dos anos. Aliás, é muito provável que sim. Aliás… Espero que sim!
Com isso, fica aqui meu tchauzim. Desejo a todos muitos shows da vida, e muita música. Fiquem com Jesus Luz. Para frente, e avante!
Um grande beijo,
Lunna.
Autor: Lunna. - Categoria(s): Música
Tags: lunna, shows
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