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	<title>Meu pensamento</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PADRE CICERO
Euglaudston T. Celestino
Em 22.11.2009 – ENSAIO
       O tema Padre Cícero está em voga, atualmente se tem falado muito no assunto, mas como sempre, e usando de seus dogmas, a igreja não retrata com muita seriedade o tema, haja vista que muito tem se escrito sobre o assunto, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PADRE CICERO<br />
Euglaudston T. Celestino<br />
Em 22.11.2009 – ENSAIO</p>
<p>       O tema Padre Cícero está em voga, atualmente se tem falado muito no assunto, mas como sempre, e usando de seus dogmas, a igreja não retrata com muita seriedade o tema, haja vista que muito tem se escrito sobre o assunto, mas nunca se fez uma apologia como a que se está fazendo agora, assim sendo, resolvi externar o meu pensamento para que fique então esclarecida as duvidas que por ventura tenha se amealhado no decorrer deste período da história.<br />
      Vamos então falar do seminarista Cícero Romão Batista, sue ingresso no seminário e sua elevação à ordenação de padre, Cícero nasceu na cidade de Crato no ano de 1844, estudou no Seminário da  Prainha, sendo ordenado no ano de 1870 apesar das reservas do reitor do seminário que o julgava um aluno “teimoso” e “dono de idéias confusas” em 1872, sem ter recebido nenhuma paróquia jovem padre aceita o convite de moradores para rezar a missa de natal no pequeno povoado de Juazeiro, vizinho a Crato.  Segundo ele, um sonho faz com que continue a morar ali para sempre. Jesus teria pedido a Cícero que “tomasse conta” dos pobres do local, e assim Cícero ficou na cidadezinha de Juazeiro, celebrando missa na pequena capela, até o ano de 1899, quando acontece o chamado “milagre de Juazeiro” Cícero viveu na confluência de dois mundos.<br />
       De um lado o universo mágico do misticismo sertanejo, no qual a crença em lobisomem, almas penadas e mulas-sem-cabeça\ conviviam com a festiva aos santos padroeiros e com as advertências apocalípticas dos profetas populares, que pregavam o fim dos tempos.<br />
      Do outro lado, o mundo da fé ritualizada, da disciplina clerical e da submissão cristã com a qual foi educado e doutrinado no seminário. Com um pé no maravilhoso, outro na ascese, Cícero protagonizou uma biografia acidentada, recheada de episódios mirabolantes que mais parecem beirar a ficção.<br />
      Entretanto, até os 45 anos de idade, sua vida nada teve de extraordinária, em 1889 Cícero era um simples padre de aldeia, rezando missa numa capelinha do então povoado do Juazeiro, a 600 quilômetros de Fortaleza, quando um fenômeno chamou a atenção dos sertanejos, da igreja e da imprensa. Ao ministrar a comunhão a uma beata – a humilde costureira e doceira Maria de Araújo, &#8211; a hóstia consagrada teria se transformado dm sangue, “Não posso duvidar, por	que vi muitas vezes, escreveu Cícero a Dom Joaquim José Vieira, Bispo do Ceará – Os jornais abriram manchetes para noticiar o fenômeno e os sertanejos caíram de joelhos diante do proclamado milagre, a igreja porem, acusou Cícero e a beata de fraude. “Se Maria de Araújo recebe realmente provas do céu, que as vá gozando só, sem perturbar a boa ordem da diocese” desdenhou o bispo Vieira.<br />
       Fato ou embuste, o fato é que o padre seus adeptos evocaram em sua defesa – e até hoje evocam – uma serie de fenômenos mais ou menos semelhantes, devidamente chancelados pelo Vaticano sob a classificação genérica dos “milagres eucarísticos”. Mas uma frase atribuída ao então reitor do Seminário da Prainha, o padre Pierre-Auguste Chevalier, revelaria a dificuldade do clero tradicional em aceitar as manifestações de fé popular: “Jesus Cristo não iria sair da Europa para fazer milagres no sertão do Brasil”, teria tripudiado o francês.<br />
      O episódio da hóstia que diziam se transformar em sangue rendeu o Cícero à admiração dos milhares de peregrinos, que desde então não mais pararam de chegar a Juazeiro para testemunhar a suposta maravilha. Nas também significou para o padre uma longa via-crúcis de indisposições perante as autoridades eclesiásticas da época.<br />
       Banido pelo clero, Cícero passou a ocupar a posição de mártir no imaginário coletivo, ao mesmo tempo que começou a desfrutar de yna enorme notoriedade e de um imenso poder junto ao povo mais simples do sertão, vitimas históricas da seca e do descaso governamental. Aquela gente, sem perspectivas, sem dinheiro e sem chão, cada vez mais se identificava com o sacerdote que nunca foi propriamente um grande orador, mas em compensação sabia falar a mesma língua deles, chamando-lhes de “amiguinhos”, ouvindo-lhes as queixas, distribuindo prédicas e conselhos.<br />
       Moralista severo, Cícero pregava contra os amancebados, os festejos pagãos e o desregramento das famílias. Numa terra em que imperava a lei do punhal e do bacamarte, seu lema mais famoso conclamaria os pecadores ao arrependimento – “Quem bebeu não beba mais, quem roubou não roube mais, quem matou, não mate mais” &#8211; costumava dizer.<br />
        Quando não pode mais celebrar batismos, ele próprio aceitou apadrinhar inúmeras crianças, vindo daí o titulo de “padrinho padre Cícero,” que na corruptela da linguagem popular resultou “Padim Pade Ciço”.<br />
        Em cada casa um oratório, em cada quintal uma oficina, pregava ele, atraindo trabalhadores, Agricultores e artesãos de todo o nordeste, que passaram a se fixar e aos poucos transformaram o arrabalde um importante centro manufatureiro, o povoado virou cidade autônoma e, em 1911, Cícero foi nomeado o primeiro prefeito de Juazeiro, Líder religioso, tornou-se também chefe político, igualmente polemico e contraditório.<br />
        Ao mesmo tempo que pregava aos “náufragos da vida”, como se referi aos menos favorecidos estabeleceu alianças com as elites poderosas.<br />
        Em 1913, em acordo com o governo federal e com o aval de Cícero, Floro Bartolomeu viaja ao Rio de Janeiro para tramar a quedado então presidente (cargo igual ao de governador) do Ceará, Franco Rabelo. De volta, Floro depõe as autoridades municipais, e instala uma assembléia estadual paralela para caracterizar a duplicidade de poderes e provoca uma intervenção federal.<br />
       Em 19l4, O governo estadual reage, manda tropas para atacar Juazeiro. Cícero segue o conselho de um sobrevivente de Canudos e pede aos moradores que cavem um fosso gigantesco em torno da cidade: &#8211; o “Círculo da Mãe de Deus”. Com isso o ataque fracassa, Juazeiro parte para a ofensiva comandada por Floro, um exército de jagunços e cangaceiros toma o Crato e varias outras cidades cearenses, cercando Fortaleza. O governo federal decreta a intervenção no Ceará. Cícero é nomeado vice-presidente do estado.<br />
      Em 1926, a Coluna Prestes entra no Ceará, Cícero escreve carta aberta a Prestes, conclamando-o a rendição. Floro tem a idéia de convocar Lampião para integrar o comando do chamado “Batalhão Patriótico”, organizado para dar combate a Coluna Prestes. É quando o cangaceiro recebe a patente de capitão e passa a assinar “Capitão Virgulino”. No mesmo ano, Cícero é eleito deputado federal, mas não assume o cargo por causa da idade avançada.<br />
      Em 1930, Com a vitória da revolução que ceva Getulio Vargas à Presidência da Republica. Cícero escreve uma carta aberta ao povo, classificando os revolucionários de “Mensageiros de Satanás”.<br />
      Em 1934, Cícero faz uma grande doação ao bispado do Crato, tornando-o o principal beneficiário de sua herança. Em 20 de julho, o padre Cícero morre aos 90 anos de idade.<br />
      Existem três localidades onde a Igreja Católica mais arrecada, uma é na cidade paulista de Aparecida do Norte, onde fica o santuário da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora Aparecida, a segunda é Juazeiro do Norte – graças a Padre Cícero Romão Batista e a terceira é a cidade de Canindé, onde o Padroeiro é São Francisco das Chagas. Nestas três cidades, duas são cidades onde se possui Basílicas, onde o clero tem santos de alta devoção, mas em se tratando de Juazeiro do Norte, cidade criada por Padre Cícero, é lá onde aflora o maior número de romeiros, é lá onde existe a maior devoção a um homem que ainda não conseguiu se desvencilhar de seus pecados clericais, mas é onde a igreja busca sua base maior de sustentação, onde atualmente ela busca dar um cunho de veracidade aquilo que foi negado ao Padre Cícero a tantos anos.<br />
      E para dizer que não falei de flores, os jardins da minha saudade estão repletos de dálias, de lírios e rosas, espalhando os seus perfumes&#8230;  </p>
<p>PADRE CICERO<br />
Euglaudston T. Celestino<br />
Em 22.11.2009 – ENSAIO</p>
<p>       O tema Padre Cícero está em voga, atualmente se tem falado muito no assunto, mas como sempre, e usando de seus dogmas, a igreja não retrata com muita seriedade o tema, haja vista que muito tem se escrito sobre o assunto, mas nunca se fez uma apologia como a que se está fazendo agora, assim sendo, resolvi externar o meu pensamento para que fique então esclarecida as duvidas que por ventura tenha se amealhado no decorrer deste período da história.<br />
      Vamos então falar do seminarista Cícero Romão Batista, sue ingresso no seminário e sua elevação à ordenação de padre, Cícero nasceu na cidade de Crato no ano de 1844, estudou no Seminário da  Prainha, sendo ordenado no ano de 1870 apesar das reservas do reitor do seminário que o julgava um aluno “teimoso” e “dono de idéias confusas” em 1872, sem ter recebido nenhuma paróquia jovem padre aceita o convite de moradores para rezar a missa de natal no pequeno povoado de Juazeiro, vizinho a Crato.  Segundo ele, um sonho faz com que continue a morar ali para sempre. Jesus teria pedido a Cícero que “tomasse conta” dos pobres do local, e assim Cícero ficou na cidadezinha de Juazeiro, celebrando missa na pequena capela, até o ano de 1899, quando acontece o chamado “milagre de Juazeiro” Cícero viveu na confluência de dois mundos.<br />
       De um lado o universo mágico do misticismo sertanejo, no qual a crença em lobisomem, almas penadas e mulas-sem-cabeça\ conviviam com a festiva aos santos padroeiros e com as advertências apocalípticas dos profetas populares, que pregavam o fim dos tempos.<br />
      Do outro lado, o mundo da fé ritualizada, da disciplina clerical e da submissão cristã com a qual foi educado e doutrinado no seminário. Com um pé no maravilhoso, outro na ascese, Cícero protagonizou uma biografia acidentada, recheada de episódios mirabolantes que mais parecem beirar a ficção.<br />
      Entretanto, até os 45 anos de idade, sua vida nada teve de extraordinária, em 1889 Cícero era um simples padre de aldeia, rezando missa numa capelinha do então povoado do Juazeiro, a 600 quilômetros de Fortaleza, quando um fenômeno chamou a atenção dos sertanejos, da igreja e da imprensa. Ao ministrar a comunhão a uma beata – a humilde costureira e doceira Maria de Araújo, &#8211; a hóstia consagrada teria se transformado dm sangue, “Não posso duvidar, por	que vi muitas vezes, escreveu Cícero a Dom Joaquim José Vieira, Bispo do Ceará – Os jornais abriram manchetes para noticiar o fenômeno e os sertanejos caíram de joelhos diante do proclamado milagre, a igreja porem, acusou Cícero e a beata de fraude. “Se Maria de Araújo recebe realmente provas do céu, que as vá gozando só, sem perturbar a boa ordem da diocese” desdenhou o bispo Vieira.<br />
       Fato ou embuste, o fato é que o padre seus adeptos evocaram em sua defesa – e até hoje evocam – uma serie de fenômenos mais ou menos semelhantes, devidamente chancelados pelo Vaticano sob a classificação genérica dos “milagres eucarísticos”. Mas uma frase atribuída ao então reitor do Seminário da Prainha, o padre Pierre-Auguste Chevalier, revelaria a dificuldade do clero tradicional em aceitar as manifestações de fé popular: “Jesus Cristo não iria sair da Europa para fazer milagres no sertão do Brasil”, teria tripudiado o francês.<br />
      O episódio da hóstia que diziam se transformar em sangue rendeu o Cícero à admiração dos milhares de peregrinos, que desde então não mais pararam de chegar a Juazeiro para testemunhar a suposta maravilha. Nas também significou para o padre uma longa via-crúcis de indisposições perante as autoridades eclesiásticas da época.<br />
       Banido pelo clero, Cícero passou a ocupar a posição de mártir no imaginário coletivo, ao mesmo tempo que começou a desfrutar de yna enorme notoriedade e de um imenso poder junto ao povo mais simples do sertão, vitimas históricas da seca e do descaso governamental. Aquela gente, sem perspectivas, sem dinheiro e sem chão, cada vez mais se identificava com o sacerdote que nunca foi propriamente um grande orador, mas em compensação sabia falar a mesma língua deles, chamando-lhes de “amiguinhos”, ouvindo-lhes as queixas, distribuindo prédicas e conselhos.<br />
       Moralista severo, Cícero pregava contra os amancebados, os festejos pagãos e o desregramento das famílias. Numa terra em que imperava a lei do punhal e do bacamarte, seu lema mais famoso conclamaria os pecadores ao arrependimento – “Quem bebeu não beba mais, quem roubou não roube mais, quem matou, não mate mais” &#8211; costumava dizer.<br />
        Quando não pode mais celebrar batismos, ele próprio aceitou apadrinhar inúmeras crianças, vindo daí o titulo de “padrinho padre Cícero,” que na corruptela da linguagem popular resultou “Padim Pade Ciço”.<br />
        Em cada casa um oratório, em cada quintal uma oficina, pregava ele, atraindo trabalhadores, Agricultores e artesãos de todo o nordeste, que passaram a se fixar e aos poucos transformaram o arrabalde um importante centro manufatureiro, o povoado virou cidade autônoma e, em 1911, Cícero foi nomeado o primeiro prefeito de Juazeiro, Líder religioso, tornou-se também chefe político, igualmente polemico e contraditório.<br />
        Ao mesmo tempo que pregava aos “náufragos da vida”, como se referi aos menos favorecidos estabeleceu alianças com as elites poderosas.<br />
        Em 1913, em acordo com o governo federal e com o aval de Cícero, Floro Bartolomeu viaja ao Rio de Janeiro para tramar a quedado então presidente (cargo igual ao de governador) do Ceará, Franco Rabelo. De volta, Floro depõe as autoridades municipais, e instala uma assembléia estadual paralela para caracterizar a duplicidade de poderes e provoca uma intervenção federal.<br />
       Em 19l4, O governo estadual reage, manda tropas para atacar Juazeiro. Cícero segue o conselho de um sobrevivente de Canudos e pede aos moradores que cavem um fosso gigantesco em torno da cidade: &#8211; o “Círculo da Mãe de Deus”. Com isso o ataque fracassa, Juazeiro parte para a ofensiva comandada por Floro, um exército de jagunços e cangaceiros toma o Crato e varias outras cidades cearenses, cercando Fortaleza. O governo federal decreta a intervenção no Ceará. Cícero é nomeado vice-presidente do estado.<br />
      Em 1926, a Coluna Prestes entra no Ceará, Cícero escreve carta aberta a Prestes, conclamando-o a rendição. Floro tem a idéia de convocar Lampião para integrar o comando do chamado “Batalhão Patriótico”, organizado para dar combate a Coluna Prestes. É quando o cangaceiro recebe a patente de capitão e passa a assinar “Capitão Virgulino”. No mesmo ano, Cícero é eleito deputado federal, mas não assume o cargo por causa da idade avançada.<br />
      Em 1930, Com a vitória da revolução que ceva Getulio Vargas à Presidência da Republica. Cícero escreve uma carta aberta ao povo, classificando os revolucionários de “Mensageiros de Satanás”.<br />
      Em 1934, Cícero faz uma grande doação ao bispado do Crato, tornando-o o principal beneficiário de sua herança. Em 20 de julho, o padre Cícero morre aos 90 anos de idade.<br />
      Existem três localidades onde a Igreja Católica mais arrecada, uma é na cidade paulista de Aparecida do Norte, onde fica o santuário da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora Aparecida, a segunda é Juazeiro do Norte – graças a Padre Cícero Romão Batista e a terceira é a cidade de Canindé, onde o Padroeiro é São Francisco das Chagas. Nestas três cidades, duas são cidades onde se possui Basílicas, onde o clero tem santos de alta devoção, mas em se tratando de Juazeiro do Norte, cidade criada por Padre Cícero, é lá onde aflora o maior número de romeiros, é lá onde existe a maior devoção a um homem que ainda não conseguiu se desvencilhar de seus pecados clericais, mas é onde a igreja busca sua base maior de sustentação, onde atualmente ela busca dar um cunho de veracidade aquilo que foi negado ao Padre Cícero a tantos anos.<br />
      E para dizer que não falei de flores, os jardins da minha saudade estão repletos de dálias, de lírios e rosas, espalhando os seus perfumes&#8230;<br />
PADRE CICERO<br />
Euglaudston T. Celestino<br />
Em 22.11.2009 – ENSAIO</p>
<p>       O tema Padre Cícero está em voga, atualmente se tem falado muito no assunto, mas como sempre, e usando de seus dogmas, a igreja não retrata com muita seriedade o tema, haja vista que muito tem se escrito sobre o assunto, mas nunca se fez uma apologia como a que se está fazendo agora, assim sendo, resolvi externar o meu pensamento para que fique então esclarecida as duvidas que por ventura tenha se amealhado no decorrer deste período da história.<br />
      Vamos então falar do seminarista Cícero Romão Batista, sue ingresso no seminário e sua elevação à ordenação de padre, Cícero nasceu na cidade de Crato no ano de 1844, estudou no Seminário da  Prainha, sendo ordenado no ano de 1870 apesar das reservas do reitor do seminário que o julgava um aluno “teimoso” e “dono de idéias confusas” em 1872, sem ter recebido nenhuma paróquia jovem padre aceita o convite de moradores para rezar a missa de natal no pequeno povoado de Juazeiro, vizinho a Crato.  Segundo ele, um sonho faz com que continue a morar ali para sempre. Jesus teria pedido a Cícero que “tomasse conta” dos pobres do local, e assim Cícero ficou na cidadezinha de Juazeiro, celebrando missa na pequena capela, até o ano de 1899, quando acontece o chamado “milagre de Juazeiro” Cícero viveu na confluência de dois mundos.<br />
       De um lado o universo mágico do misticismo sertanejo, no qual a crença em lobisomem, almas penadas e mulas-sem-cabeça\ conviviam com a festiva aos santos padroeiros e com as advertências apocalípticas dos profetas populares, que pregavam o fim dos tempos.<br />
      Do outro lado, o mundo da fé ritualizada, da disciplina clerical e da submissão cristã com a qual foi educado e doutrinado no seminário. Com um pé no maravilhoso, outro na ascese, Cícero protagonizou uma biografia acidentada, recheada de episódios mirabolantes que mais parecem beirar a ficção.<br />
      Entretanto, até os 45 anos de idade, sua vida nada teve de extraordinária, em 1889 Cícero era um simples padre de aldeia, rezando missa numa capelinha do então povoado do Juazeiro, a 600 quilômetros de Fortaleza, quando um fenômeno chamou a atenção dos sertanejos, da igreja e da imprensa. Ao ministrar a comunhão a uma beata – a humilde costureira e doceira Maria de Araújo, &#8211; a hóstia consagrada teria se transformado dm sangue, “Não posso duvidar, por	que vi muitas vezes, escreveu Cícero a Dom Joaquim José Vieira, Bispo do Ceará – Os jornais abriram manchetes para noticiar o fenômeno e os sertanejos caíram de joelhos diante do proclamado milagre, a igreja porem, acusou Cícero e a beata de fraude. “Se Maria de Araújo recebe realmente provas do céu, que as vá gozando só, sem perturbar a boa ordem da diocese” desdenhou o bispo Vieira.<br />
       Fato ou embuste, o fato é que o padre seus adeptos evocaram em sua defesa – e até hoje evocam – uma serie de fenômenos mais ou menos semelhantes, devidamente chancelados pelo Vaticano sob a classificação genérica dos “milagres eucarísticos”. Mas uma frase atribuída ao então reitor do Seminário da Prainha, o padre Pierre-Auguste Chevalier, revelaria a dificuldade do clero tradicional em aceitar as manifestações de fé popular: “Jesus Cristo não iria sair da Europa para fazer milagres no sertão do Brasil”, teria tripudiado o francês.<br />
      O episódio da hóstia que diziam se transformar em sangue rendeu o Cícero à admiração dos milhares de peregrinos, que desde então não mais pararam de chegar a Juazeiro para testemunhar a suposta maravilha. Nas também significou para o padre uma longa via-crúcis de indisposições perante as autoridades eclesiásticas da época.<br />
       Banido pelo clero, Cícero passou a ocupar a posição de mártir no imaginário coletivo, ao mesmo tempo que começou a desfrutar de yna enorme notoriedade e de um imenso poder junto ao povo mais simples do sertão, vitimas históricas da seca e do descaso governamental. Aquela gente, sem perspectivas, sem dinheiro e sem chão, cada vez mais se identificava com o sacerdote que nunca foi propriamente um grande orador, mas em compensação sabia falar a mesma língua deles, chamando-lhes de “amiguinhos”, ouvindo-lhes as queixas, distribuindo prédicas e conselhos.<br />
       Moralista severo, Cícero pregava contra os amancebados, os festejos pagãos e o desregramento das famílias. Numa terra em que imperava a lei do punhal e do bacamarte, seu lema mais famoso conclamaria os pecadores ao arrependimento – “Quem bebeu não beba mais, quem roubou não roube mais, quem matou, não mate mais” &#8211; costumava dizer.<br />
        Quando não pode mais celebrar batismos, ele próprio aceitou apadrinhar inúmeras crianças, vindo daí o titulo de “padrinho padre Cícero,” que na corruptela da linguagem popular resultou “Padim Pade Ciço”.<br />
        Em cada casa um oratório, em cada quintal uma oficina, pregava ele, atraindo trabalhadores, Agricultores e artesãos de todo o nordeste, que passaram a se fixar e aos poucos transformaram o arrabalde um importante centro manufatureiro, o povoado virou cidade autônoma e, em 1911, Cícero foi nomeado o primeiro prefeito de Juazeiro, Líder religioso, tornou-se também chefe político, igualmente polemico e contraditório.<br />
        Ao mesmo tempo que pregava aos “náufragos da vida”, como se referi aos menos favorecidos estabeleceu alianças com as elites poderosas.<br />
        Em 1913, em acordo com o governo federal e com o aval de Cícero, Floro Bartolomeu viaja ao Rio de Janeiro para tramar a quedado então presidente (cargo igual ao de governador) do Ceará, Franco Rabelo. De volta, Floro depõe as autoridades municipais, e instala uma assembléia estadual paralela para caracterizar a duplicidade de poderes e provoca uma intervenção federal.<br />
       Em 19l4, O governo estadual reage, manda tropas para atacar Juazeiro. Cícero segue o conselho de um sobrevivente de Canudos e pede aos moradores que cavem um fosso gigantesco em torno da cidade: &#8211; o “Círculo da Mãe de Deus”. Com isso o ataque fracassa, Juazeiro parte para a ofensiva comandada por Floro, um exército de jagunços e cangaceiros toma o Crato e varias outras cidades cearenses, cercando Fortaleza. O governo federal decreta a intervenção no Ceará. Cícero é nomeado vice-presidente do estado.<br />
      Em 1926, a Coluna Prestes entra no Ceará, Cícero escreve carta aberta a Prestes, conclamando-o a rendição. Floro tem a idéia de convocar Lampião para integrar o comando do chamado “Batalhão Patriótico”, organizado para dar combate a Coluna Prestes. É quando o cangaceiro recebe a patente de capitão e passa a assinar “Capitão Virgulino”. No mesmo ano, Cícero é eleito deputado federal, mas não assume o cargo por causa da idade avançada.<br />
      Em 1930, Com a vitória da revolução que ceva Getulio Vargas à Presidência da Republica. Cícero escreve uma carta aberta ao povo, classificando os revolucionários de “Mensageiros de Satanás”.<br />
      Em 1934, Cícero faz uma grande doação ao bispado do Crato, tornando-o o principal beneficiário de sua herança. Em 20 de julho, o padre Cícero morre aos 90 anos de idade.<br />
      Existem três localidades onde a Igreja Católica mais arrecada, uma é na cidade paulista de Aparecida do Norte, onde fica o santuário da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora Aparecida, a segunda é Juazeiro do Norte – graças a Padre Cícero Romão Batista e a terceira é a cidade de Canindé, onde o Padroeiro é São Francisco das Chagas. Nestas três cidades, duas são cidades onde se possui Basílicas, onde o clero tem santos de alta devoção, mas em se tratando de Juazeiro do Norte, cidade criada por Padre Cícero, é lá onde aflora o maior número de romeiros, é lá onde existe a maior devoção a um homem que ainda não conseguiu se desvencilhar de seus pecados clericais, mas é onde a igreja busca sua base maior de sustentação, onde atualmente ela busca dar um cunho de veracidade aquilo que foi negado ao Padre Cícero a tantos anos.<br />
      E para dizer que não falei de flores, os jardins da minha saudade estão repletos de dálias, de lírios e rosas, espalhando os seus perfumes&#8230;  </p>
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		<title></title>
		<link>http://blig.ig.com.br/meupensamento2/2009/10/22/47/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[UMA DOR &#8211; UMA SAUDADE
Euglaudston T. Celestino
Em 22.10.2009 ENSAIO
     A dor é um sentimento que traduz alguma tristeza, alguma magoa algum pesar, que podem repercutir de maneira intensa ou menos intensa sobre aqueles que a possuem. Podemos qualificar esse sentimento de maneira que ele nos está afetando, se moralmente, pode-se perceber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UMA DOR &#8211; UMA SAUDADE<br />
Euglaudston T. Celestino<br />
Em 22.10.2009 ENSAIO</p>
<p>     A dor é um sentimento que traduz alguma tristeza, alguma magoa algum pesar, que podem repercutir de maneira intensa ou menos intensa sobre aqueles que a possuem. Podemos qualificar esse sentimento de maneira que ele nos está afetando, se moralmente, pode-se perceber a da sensibilidade da alma atingida, caso a perda de um ente querido, por decepções causadas que nos são caras, se moralmente pode ser causada por remorso ou angustia, provocadas pela consciência, ela é o elemento capaz de elevar a criatura humana, isenta de revolta, de rancor oi desejo de vingança, pois é uma dor é o sofrimento que vivifica e purifica a alma, e nos dá o sentido da vida, quando é bem aceita e compreendida.<br />
        Mas também existe aquela dor que nos consome, tirando o nosso ânimo, nos deixando uma ferida profunda, difícil de sarar, esta dor é o principal motivo dos martírios daqueles que como eu, acredito nas pessoas, julgando que o seu próximo, recebendo o seu afeto, o seu amor, o seu carinho, a sua amizade, jamais seriam capazes de causar este sentimento, que na medicina funcional é de difícil solução, por ser a dor considerada física ou espiritual.<br />
        Dizia o poeta maior, que a dor do amor, só no amor tem cura, isto é, não no mesmo amor que gerou a dor., mas quem sabe, talvez em outro amor, aonde se vai em busca do esquecimento, procurando com este gesto, a paz de espírito, geradora de sentimentos nobres, como o de liberdade, de sensatez permanecendo assim, ao ser humano, somente alguma lembrança dos dias passados e casualmente lembrados.<br />
       A lembrança da dor, dependendo de sua intensidade, nos pode causar algum mal-estar por ter a lembrança o poder de reavivar dentro de nós, momentos de sofrimentos pelos quais não desejamos passar novamente.<br />
       No entanto, a saudade é o sentimento das recordações, dos tempos de alegria e de tristeza, dos momentos de enlevo, dos desejos, da volúpia, de ver o ente amado, de poder até personificá-lo, ai chega o momento que envolve a nossa alma e o nosso coração. Assim a saudade nos traz além da recordação, da melancolia, as marcas deixadas em nós por quem amamos, são saudades de quem vai quando ficamos, são reminiscências que nos acalenta do nascer ao final do dia.<br />
       É a saudade propagadora da nossa vontade de crescer, da nossa vontade de demonstrar ao mundo que somos capazes de vencer todas as mazelas, de ir até o cimo da montanha, para de lá, acenar para o mundo a nossa felicidade ou até quem sabe, demonstrar a nossa renuncia, por somente ter conseguido nesta vida, amealhar saudades, recordações outras que nos alentam, mas também nos fazem sofrer. Há um velho dito que diz “recordar é viver”, mas também há outro que diz “recordar o passado é sofrer duas vezes”, ambos estão corretos, dependendo da maneira pela qual nos é dado o momento de vivenciarmos o que desejamos recordar.<br />
      Este sentimento causado pela saudade, só nos vem à lembrança, quando desejamos ou até mesmo necessitamos de externar ou guardar dentro de nós, a recordação de algo que nos foi benéfico, pois jamais sentiríamos saudades de alguns momentos que nos fez infeliz, temos sim, saudades dos dias idos saudades do afeto e do carinho que nos foi dedicado, saudades dos bons momentos por nós vividos, saudade da nossa infância, das nossas fragilidades, dos nossos pensamentos, dos nossos primeiros contatos com as coisas da vida, de animais, de arvores, de folguedos, de pontos visualizados, de momentos de ébria sensação de bem-estar, da culminância de desejos mil, do resplendor da nossa puberdade, saudades da nossa juventude, saudades em fim de pessoas amadas  que se foram para não mais voltar, mas que suas lembranças ficaram para sempre perpetuadas dentro de nosso coração, da nossa mente, do nosso sentimento maior, que produzira o eterno véu da minha saudade.<br />
       Sentir saudade é sem duvida uma das imensas variedades dos sentimentos que afloram o nosso espírito, é o esplendor de momentos de êxtase , que só lamentamos que estes pequenos momentos que se nos apresentam, sejam momentos efêmeros, e quão bom seria se fossem eternos, para assim, nos sentirmos fortes, e que jamais nos fossem imposta a dor de uma saudade…<br />
        E para dizer que não falei de flores, as gardênias, as rosas dálias, enfeitam o jardim da minha saudade.</p>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 21:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ ILUMINISMO
Euglaudston T. Celestino
Em, 06.10.2009 – ENSAIO
      Quando a maçonaria ressurgiu na sua versão moderna na Inglaterra, no século XVIII, veio ocupar um espaço que se abria devido à necessidade de se sedimentar as novas idéias e conceitos que pressionavam para mudar o mundo. A Ordem Maçônica desde a antiguidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> ILUMINISMO<br />
Euglaudston T. Celestino<br />
Em, 06.10.2009 – ENSAIO</p>
<p>      Quando a maçonaria ressurgiu na sua versão moderna na Inglaterra, no século XVIII, veio ocupar um espaço que se abria devido à necessidade de se sedimentar as novas idéias e conceitos que pressionavam para mudar o mundo. A Ordem Maçônica desde a antiguidade, preservando a filosofia e o simbolismo das religiões dos mistérios, tanto do Egito como da Grécia, nas confrarias de construtores.<br />
       Foi porem durante o iluminismo que a fraternidade surgiu como uma força determinante na transformação da ordem mundial, a partir da nova visão de mundo desenvolvido pela ciência e pela filosofia.<br />
       Sem sombra de duvidas A Ordem estava entre as principais vozes que preconizavam os valores da Idade Moderna, de fato. Praticamente inexistiam instituições que tomaram para si a tarefa de transformar o mundo tão radical quando a Maçonaria, Talvez seja até mesmo possível afirmar que a Franca-Maçonaria tenha sido a primeira instituição verdadeiramente moderna.<br />
      O caminho que conduzia à nova visão do mundo, e que implicava no estabelecimento de uma ordem mundial inovadora, já estava sendo traçado quando 60 anos antes da fundação da Grande Loja Mãe do Mundo, na Inglaterra.<br />
       As recentes descobertas cientificas e interpretações filosóficas respaldavam aquilo que os antigos maçons já conheciam e praticavam. As idéias que resultaram desses avanços científicos e filosóficos acabaram gerando um dos momentos mais importantes da historia: o movimento cultural e político conhecido como iluminismo.<br />
       Antes do iluminismo, a sociedade era concebida teologicamente e ordenada regionalmente se baseava em hierarquia e autoridade eclesiástica e não na universalidade e na igualdade.<br />
       O iluminismo não só destruiu as bases tradicionais da cultura européia com relação ao sagrado, a magia, e a hierarquia, como também demoliu a legitimidade da monarquia da aristocracia, da subordinação da mulher ao homem, da autoridade eclesiástica, da escravatura, e as substituiu pelos princípios da universalidade, da igualdade e da democracia.<br />
      É assim, na minha ótica, que vejo a chegada do iluminismo no mundo, se errei em algum conceito, peço a devida vênia, pois leigo que sou, devo ter cometido algum deslize em relatar este período de nossa historia.<br />
      E para dizer que não falei de flores, os jardins da minha saudade estão repletos de avencas, lírios e rosas dália, que servirão de enfeite para a nossa eternidade.</p>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 19:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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ANITA GARIBALDI
Euglaudston T. Celestino
Em 27.08.2009 – ENSAIO
 
 
       Hoje me volto para um vulto de nossa história, que de há muito não se fala mais, esta heroína nos trouxe uma grandeza impar, pelo seu valor demonstrado em campos de batalha, pela sua opulência, pela sua destreza, pela sua bravura, deixou escrito no panteon da história a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">ANITA GARIBALDI</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em 27.08.2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>       </span>Hoje me volto para um vulto de nossa história, que de há muito não se fala mais, esta heroína nos trouxe uma grandeza impar, pelo seu valor demonstrado em campos de batalha, pela sua opulência, pela sua destreza, pela sua bravura, deixou escrito no panteon da história a sua bravura de mulher brasileira.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Maria Antonia de Jesus, depois cognominada Anita Garibaldi, ela conheceu o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha, quando esse chega a sua cidade natal, e dando combate no Porto de Laguna, sendo a partir daí, de grande e extrema importância na vida do revolucionário italiano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>A partir daí, Anita passa a seguir Garibaldi por todos os lugares ponde o mesmo lutou. Na batalha de Curitibanos, inicio de 1840 a catarinense foi então capturada, o Comandante do Exército Imperial, permitiu que e ela fosse então procurar o suposto cadáver de seu marido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Anita Garibaldi faleceu no dia 04 de agosto de 1849, na cidade italiana de Ravena, Giuseppe não pode acompanhar os restos mortais de Anita para Nice, na França.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Em 1932, o corpo de Anita foi então trasladado para Roma, em um monumento construído em sua homenagem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>No Brasil, existem duas cidades com o nome de Anita: Anita Garibaldi e Anitópolis, ambas em Santa Catarina, o seu nome também está presente em diversas ruas do Brasil.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Anita foi assim, heroína de dois mundos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>E para dizer que não falei de flores, as dálias, magnólias e margaridas, estão ornando os canteiros de minhas saudades&#8230;<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></span></p>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 13:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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ÉTICA
Euglaudston T. Celestino
Em, 11.08.2009 – ENSAIO
 
       Difícil se torna para mim leigo que sou, falar de ética sem contudo falar de moral, e para falarmos de moral, teremos por ingerência do momento, ter de falar primeiramente da moral que tem suas raízes no velho latim “mores”, que é igual à conduta, comportamento, modo de agir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">ÉTICA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em, 11.08.2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>       </span>Difícil se torna para mim leigo que sou, falar de ética sem contudo falar de moral, e para falarmos de moral, teremos por ingerência do momento, ter de falar primeiramente da moral que tem suas raízes no velho latim “mores”, que é igual à conduta, comportamento, modo de agir, que perfazem o conjunto sistemático das normas que orientam o homem para a realização do seu fim, objetivando o seu alvo, o alvo que o homem se propõe a conquistar pelos seus esforços, por toda a sua vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Assim vemos logo de inicio que a ética muito tem a ver com a moral e os bons costumes, pois sem elas nada seriamos neste mundo onde se espera a honra, para se ter, o poder político, e para tanto, o homem adota os modos de agir que lhes parecem eficazes para conquistá-lo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Já o fim é uma destinação imanente a cada ser, como todos os seres devem ser livres e ter livre arbítrio sobre as suas ações e atos, sua vontade, sua busca pelo que acha correto, isso no seu pensamento, mas nos pensamentos dos outros, será que todos irão aprovar as suas idéias, tornando-se assim problema fundamental da moral e da ética.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>O homem é o único ser no qual se verifica uma distância entre sua existência e a sua essência, entre o que ele é e o que ele deve ser como, por exemplo: a flor é perfeitamente flor evolui inelutavelmente para realizar sua essência de flor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>          </span>O homem quando nasce, traz em si uma imensa ambigüidade, ou melhor dizendo, plurivalência, poderá ser um sábio ou um ignorante, um santo ou um viciado, um herói ou um bandido.<span>  </span>Daí se induz uma primeira conclusão, qualquer que seja o seu fim, como sujeito é o homem que deve realizá-lo, é ele mesmo que deve superar a distância e sua essência, não em virtude de determinarmos de forças físicas, químicas ou biológicas, mas livremente pelo exercício de sua responsabilidade, pela sua formação de ser vivente, pela sua consistência moral, pelo zelo demonstrado pelas coisas publicas e pelas coisas que o cercam, assim sendo ele se tornará ético, terá sua visibilidade do mundo e do seu redor, enxergando o outro ser como se fora o seu próprio ser.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>           </span>E para dizer que não falei de flores, hoje os jardins da minha saudade estão carentes de um melhor zelo em sua formatação, pois não se enxerga mais valores e sim o que se pode fazer ou dá aos que nos cercam.<span>   </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span><span style="font-family: Times New Roman">           </span></span></span></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 13:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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ÉTICA
Euglaudston T. Celestino
Em, 11.08.2009 – ENSAIO
 
       Difícil se torna para mim leigo que sou, falar de ética sem contudo falar de moral, e para falarmos de moral, teremos por ingerência do momento, ter de falar primeiramente da moral que tem suas raízes no velho latim “mores”, que é igual à conduta, comportamento, modo de agir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">ÉTICA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em, 11.08.2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>       </span>Difícil se torna para mim leigo que sou, falar de ética sem contudo falar de moral, e para falarmos de moral, teremos por ingerência do momento, ter de falar primeiramente da moral que tem suas raízes no velho latim “mores”, que é igual à conduta, comportamento, modo de agir, que perfazem o conjunto sistemático das normas que orientam o homem para a realização do seu fim, objetivando o seu alvo, o alvo que o homem se propõe a conquistar pelos seus esforços, por toda a sua vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>Assim vemos logo de inicio que a ética muito tem a ver com a moral e os bons costumes, pois sem elas nada seriamos neste mundo onde se espera a honra, para se ter, o poder político, e para tanto, o homem adota os modos de agir que lhes parecem eficazes para conquistá-lo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>Já o fim é uma destinação imanente a cada ser, como todos os seres devem ser livres e ter livre arbítrio sobre as suas ações e atos, sua vontade, sua busca pelo que acha correto, isso no seu pensamento, mas nos pensamentos dos outros, será que todos irão aprovar as suas idéias, tornando-se assim problema fundamental da moral e da ética.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>O homem é o único ser no qual se verifica uma distância entre sua existência e a sua essência, entre o que ele é e o que ele deve ser como, por exemplo: a flor é perfeitamente flor evolui inelutavelmente para realizar sua essência de flor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>          </span>O homem quando nasce, traz em si uma imensa ambigüidade, ou melhor dizendo, plurivalência, poderá ser um sábio ou um ignorante, um santo ou um viciado, um herói ou um bandido.<span>  </span>Daí se induz uma primeira conclusão, qualquer que seja o seu fim, como sujeito é o homem que deve realizá-lo, é ele mesmo que deve superar a distância e sua essência, não em virtude de determinarmos de forças físicas, químicas ou biológicas, mas livremente pelo exercício de sua responsabilidade, pela sua formação de ser vivente, pela sua consistência moral, pelo zelo demonstrado pelas coisas publicas e pelas coisas que o cercam, assim sendo ele se tornará ético, terá sua visibilidade do mundo e do seu redor, enxergando o outro ser como se fora o seu próprio ser.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>           </span>E para dizer que não falei de flores, hoje os jardins da minha saudade estão carentes de um melhor zelo em sua formatação, pois não se enxerga mais valores e sim o que se pode fazer ou dá aos que nos cercam.<span>   </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span><span style="font-family: Times New Roman">           </span></span></span></p>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 12:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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O TEMPO
Euglaudston T. Celestino
Em, 29. 07. 2009 – ENSAIO
 
      O tempo é o senhor do universo, tudo depende do tempo, pois existe tempo para tudo, tempo para plantar, tempo para colher, tempo para viver e tempo para morrer, por isso, ele é considerado o senhor do universo, como dizia meu velho pai, “a hora é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">O TEMPO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em, 29. 07. 2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>      </span>O tempo é o senhor do universo, tudo depende do tempo, pois existe tempo para tudo, tempo para plantar, tempo para colher, tempo para viver e tempo para morrer, por isso, ele é considerado o senhor do universo, como dizia meu velho pai, “a hora é na hora, antes da hora não é hora, depois da hora não é hora, a hora é na hora”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>       </span>Quando escrevi que sou “Turrão”, não estava sendo amável com ninguém, estava sendo apenas sincero comigo e com o que sempre venho dizendo, desde o meu entendimento que sou assim, gosto de dizer o que sinto, e aqui faço um pequeno adendo, não, tenho “Esperança” de que não me julguem pelo que escrevo, pois muitas das vezes, não é com a intenção de melindrar alguma suscetibilidade, muito pelo contrario, estive e estarei sempre atento ao dizer algumas palavras, essa frase “turrão” não se coaduna com outros princípios, se coaduna com o momento de ser e de agir, então, passado algum tempo, e já podendo dizer que fui mal interpretado, pois um assunto nada tem a ver com o outro, posso garantir que o “Turrão” não teve endereço determinado, isso é, não foi dito com a abrangência que se podia então formalizar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span>O tempo é grande no espaço, e nele podemos então verificar que aquilo que um dia foi dito, poderá passar anos, mais se correto for, o prognostico se realizara.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>As palavras são palavras, elas nascem, morrem e um dia renascem, e ao renascer, elas sempre trazem a “esperança” de um dia voltar a reluzir com um brilho de maior intensidade do que aqueles que tinham dantes, pois é no recanto do nosso muro da vida que as flores renascem, e ao renascerem, elas podem ter um fulgor maior, e ai com bastante emoção, veremos o reflorir do nosso mundo. <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>         </span>E, para dizer que não falei de flores, as cardenias, com seu perfume inconteste, escondem também, o lado do imaginável. </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 13:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TURRÃO
Euglaudston T. Celestino
Em, 14.06.2009 – ENSAIO
 
            Venho de há muito observando as pessoas em seus modos de ser e agir, isto é um velho habito meu, e às vezes quando cismo solitário, fico a fazer comparações para assim talvez combinar o gênero humano com as desigualdades que muitas das vezes nos são impostas, e nesta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">TURRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em, 14.06.2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>            </span>Venho de há muito observando as pessoas em seus modos de ser e agir, isto é um velho habito meu, e às vezes quando cismo solitário, fico a fazer comparações para assim talvez combinar o gênero humano com as desigualdades que muitas das vezes nos são impostas, e nesta manhã, me veio à lembrança episodio casuais que sempre nos vem à memória, trazendo-nos um pouco de recordações de pessoas que passaram em nossas vidas e nos trouxeram um alento para os dias atuais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>              </span>Desde a mais tenra idade que escuto a palavra “ele é um turrão” e resolvi então fazer uma pequena analise dessa palavra, que é um adjetivo e significa ser o turrão um teimoso, pertinaz, rezingueiro e caturra, e assim fazendo assimilação, verifiquei também que ser caturra é está agarrado a velhos costumes, achar defeitos, ser por assim dizer um cabeça dura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>               </span>De fato, se analisado por este prisma, sou deveras um turrão, um caturra, um cabeça dura, mas será que tudo isso não tem implicações outras que venham a determinar o modo de ser e de agir de muitas pessoas assim como eu, ou serei único no gênero? Acho que não, pois se levado por circunstancias outras, também afirmam que sou pratico, falo sem rodeios, digo o que penso, possuo um determinado carisma, muitas das vezes me tornando foco de atenções, além de ser amistoso e carinhoso com as pessoas que me são caras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                </span>Agora, por que o turrão? Será que é por índole? Será que é por não levar desaforos para casa? Tudo isso alias é muito vago, o carinho, a amizade, não impede que se diga a verdade, que às vezes não é bem vinda em certos momentos, pois muitos dizem que ela dói que nos causa muitos problemas de convivência, mas prefiro continuar sendo assim como sou, talvez um dia, alguém diga que tudo que eu disse e que fiz, foi para o bem da verdade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                 </span>Mas, vou tentar amenizar estes momentos, pois ele muitas das vezes nos remete a um plano não concebível por aqueles que se julgam os eternos donos dos pensamentos dos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                 </span>E para dizer que não falei de flores, os jardins das minhas saudades estão repletos de dálias, rosas e bugarís, que foram semeados para servirem de miragem aos meus sonhos de ingênuo e sonhador.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span><span>         </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 13:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TURRÃO
Euglaudston T. Celestino
Em, 14.06.2009 – ENSAIO
 
            Venho de há muito observando as pessoas em seus modos de ser e agir, isto é um velho habito meu, e às vezes quando cismo solitário, fico a fazer comparações para assim talvez combinar o gênero humano com as desigualdades que muitas das vezes nos são impostas, e nesta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">TURRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em, 14.06.2009 – ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>            </span>Venho de há muito observando as pessoas em seus modos de ser e agir, isto é um velho habito meu, e às vezes quando cismo solitário, fico a fazer comparações para assim talvez combinar o gênero humano com as desigualdades que muitas das vezes nos são impostas, e nesta manhã, me veio à lembrança episodio casuais que sempre nos vem à memória, trazendo-nos um pouco de recordações de pessoas que passaram em nossas vidas e nos trouxeram um alento para os dias atuais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>              </span>Desde a mais tenra idade que escuto a palavra “ele é um turrão” e resolvi então fazer uma pequena analise dessa palavra, que é um adjetivo e significa ser o turrão um teimoso, pertinaz, rezingueiro e caturra, e assim fazendo assimilação, verifiquei também que ser caturra é está agarrado a velhos costumes, achar defeitos, ser por assim dizer um cabeça dura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>               </span>De fato, se analisado por este prisma, sou deveras um turrão, um caturra, um cabeça dura, mas será que tudo isso não tem implicações outras que venham a determinar o modo de ser e de agir de muitas pessoas assim como eu, ou serei único no gênero? Acho que não, pois se levado por circunstancias outras, também afirmam que sou pratico, falo sem rodeios, digo o que penso, possuo um determinado carisma, muitas das vezes me tornando foco de atenções, além de ser amistoso e carinhoso com as pessoas que me são caras.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                </span>Agora, por que o turrão? Será que é por índole? Será que é por não levar desaforos para casa? Tudo isso alias é muito vago, o carinho, a amizade, não impede que se diga a verdade, que às vezes não é bem vinda em certos momentos, pois muitos dizem que ela dói que nos causa muitos problemas de convivência, mas prefiro continuar sendo assim como sou, talvez um dia, alguém diga que tudo que eu disse e que fiz, foi para o bem da verdade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                 </span>Mas, vou tentar amenizar estes momentos, pois ele muitas das vezes nos remete a um plano não concebível por aqueles que se julgam os eternos donos dos pensamentos dos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                 </span>E para dizer que não falei de flores, os jardins das minhas saudades estão repletos de dálias, rosas e bugarís, que foram semeados para servirem de miragem aos meus sonhos de ingênuo e sonhador.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>        </span><span>         </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 12:29:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>euglaudston@ig.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A POLITICA E A HISTRÓRIA
Euglaudston T. Celestino
Em 13.06.2009  - ENSAIO
 
 
           No dia 11 de junho de 1865, travou-se a maior batalha naval em rios navegáveis de todos os tempos, foi à famosa Batalha Naval de Riachuelo, uma violenta luta entre as esquadras do Brasil e do Paraguai no Rio Riachuelo.
           Os navios brasileiros haviam navegado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">A POLITICA E A HISTRÓRIA</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Euglaudston T. Celestino</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman">Em 13.06.2009<span>  </span>- ENSAIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>           </span>No dia 11 de junho de 1865, travou-se a maior batalha naval em rios navegáveis de todos os tempos, foi à famosa Batalha Naval de Riachuelo, uma violenta luta entre as esquadras do Brasil e do Paraguai no Rio Riachuelo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>           </span>Os navios brasileiros haviam navegado rio acima com a missão de bloquear os Portos Paraguaios, mas o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez, ciente do perigo que isso iria representar para o seu indisfarçável projeto de poder, decidiu então atacar a grota brasileira ma foz do arroio Riachuelo, situado perto da cidade argentina de Corrientes, onde numerosas ilhas e ilhotas dificultavam a passagem – Nesta passagem os paraguaios haviam guarnecido em segredo a margem esquerda do rio, com uma bateria de 22 canhões.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>            </span>A Esquadra do Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva (futuro Barão do Amazonas), era composta por 5 navios, com um total de 59 bocas de fogo e 2.287 homens embarcados, enquanto os paraguaios comandados pelo capitão-de-fragata Pedro Inácio Meza, dispunham de 8 navios e seis baterias flutuantes, ou chatas, com 67 bocas de fogo e 5.000 homens. O combate entre essas duas forças começou pela manhã, e em determinado momento, decidido a acabar com a frota paraguaia, o Almirante Barroso avançou com a proa do navio a vapor Amazonas para cima das embarcações inimigas, numa manobra tentada pela primeira vez no mundo. Com as colisões, três navios paraguaios foram completamente inutilizados e ao perceberem isso, os comandantes dos demais fugiram rio acima, perdendo 4 barcos e todas as chatas, com 1,500 homens, essa batalha durou por dez horas sangrentas, ao final, Barroso manobrou rapidamente para abalroar e por a pique três embarcações inimigas, com seu navio Amazonas, assegurando assim a vitória, as perdas brasileira nesta luta foram de um navio e 247 homens entre mortos e feridos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>               </span>Assim, a história registra o momento épico das numerosas obras escritas sobre o embate de Riachuelo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>                </span>Esse Ensaio está sendo escrito para dirimi duvidas quanto da Sessão Comemorativa levada a efeito por vários políticos, dentre os quais podemos citar o Senador Romeu Tuma que demonstrando conhecimento da história, fez uma breve alocução a respeito da data, já o mesmo não se pode dizer do Senador Cristóvão Buarque, que apegando para uma política separatista, demonstrou profundo desconhecimento da história pátria, procurando incutir a colorização de raças, dizendo inclusive que no Brasil não se via oficiais negros nas três Forças Armadas, isso é demonstrando o seu racismo e o seu descontentamento com a nossa formação e etnia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>          </span>Mas senador, entre os atos de heroísmo que se verificaram nesta batalha merece um real destaque aos nossos bravos marinheiros Greenhalgt e Marcilio Dias, o primeiro prostrando morto um oficial paraguaio que tentava arriar a Bandeira Brasileira que estava hasteada na canoeira Parnaíba, o segundo por ter lutado a sabre com os numerosos atacantes de sua nave, ficando coberto de ferimentos, vindo a falecer no dia seguinte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Times New Roman"><span>           </span>Mas as Forças Armadas do Brasil tem um lema, &#8211; O Brasil Acima de Tudo &#8211; E devemos lutar por nossa pátria mesmo com o sacrifício de nossas próprias vidas – A Pátria tudo se dá, nada se pede, nem mesmo compreensão.</span></span></p>
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