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Arquivo de maio, 2009

15/05/2009 - 14:35

PALÍNDROMO

Euglaudston Teixeira Celestino

Em 15.05.2009 – ENSAIO

 

       Hoje amanheci com a lembrança voltada para a Escola da Dona Raimundinha, e essa lembrança me trouxe breves e reais recordações do tempo em que se decoravam os tempos dos verbos, os advérbios, os pronomes, e uma infinidade de regras que a língua pátria nos exige saber.

       Esse era o tempo do “palíndromo” e da “tautologia”, coisa rara nos dias de hoje, e assim voltado para o passado, me vem à mente vários nomes que na época era então mostrado como exemplo de “palíndromo”.

       Palíndromo é uma palavra ou um numero que se lê da mesma maneira, nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrario, por exemplo: “Ovo”, Osso, Radar, o mesmas de aplicando as frases, embora a coincidência seja um tanto mais difícil de conseguir, quanto maior a frase: é o caso do conhecido – ANOTARAM A DATA DA MARATONA -  ASSIM A AIA IA A MISSA – A DIVA EM ARGEL  ALEGRA-ME A VIDA – A DROGA DA GORDA -  A MALA NADA NA LMA – A TORRE DA DERROTA – LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANOEL, LEU A MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL  - O CEU SUECO – O GALO AMA O LAGO – O LOBO AMA O BOLO – O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NANMORO – RIR O BREVE VERBO RIR – A CARA RAJADA DA JARARACA  - SAIRAM O TIO E OITO MARIAS – ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ.

          “Tautologia” é o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido, o exemplo clássico é o famoso “Subir para cima” ou o “descer para baixo”, mas há outros, como por exemplo:  elo de ligação; acabamento final; certeza absoluta; quantia exata, nos dias 8, 9, e 10, inclusive; juntamente com; expressamente proibido; em duas metades iguais; sintomas indicativos; há anos atrás; vereador da cidade; outra alternativa; detalhes minuciosos; a razão é por que; anexo junto à carta; de sua livre escolha; superávit positivo; todos foram unânimes; conviver junto; fato real; encarar de frente; multidão de pessoas; amanhecer o dia; criação nova; retornar de novo;  empréstimo temporário; surpresa inesperada; escolha opcional; continua a permanecer; a ultima versão definitiva; possivelmente poderá ocorrer; comparecer em pessoa; gritar bem alto; propriedade característica; demasiadamente  excessivo; a seu critério pessoal;  exceder em muito, etc.

        Nota-se que todas essas repetições são, portanto dispensáveis, como por exemplo, “Surpresa inesperada” – Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não, porquanto fiquem atentas as expressões usadas no seu dia-a-dia.

Autor: euglaudston@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/05/2009 - 08:21

                       O NASCER  E POR  DO SOL

                        Euglaudston T. Celestino

                        Em, 10.05.2009 – ENSAIO

 

       O nascer do sol indica o surgimento de um novo dia, que trará o cantar do galo, o mugir do gado, o cacarejar das galinhas, o despertar das crianças, o movimento das ruas…

       O nascer do sol nos conduz a uma reflexão sobre o momento do despertas das consciências, os devaneios acontecidos no dia anterior, o estudante que se dirige ao colégio, o motorista que conduz o ônibus, o navegador solitário, que aleatoriamente, busca o seu rumo.

       O nascer do sol nos indica, o itinerário a ser seguido pelos que buscam o dimensionamento das estruturas que formam as sutilezas humanas.

       O nascer do sol nos conduz a um despertar momentâneo em busca dos amantes, que se enlaçam para a consagração do momento primeiro de suas vidas.

        O nascer do sol nos traz vida, nos remete aos oceanos, as lagoas e aos rios, onde se busca a vida aquática e o reflorestamento de seus leitos, de suas matas atlânticas.

        O nascer do sol nos traz os pássaros que gorjeiam nas Campinas, o beija-flor a sugar o néctar das flores, o perfume das manhãs.

         O nascer do sol nos traz  a brisa fresca das manhãs brumosas, que dão encanto as belas filhas do país do Sul e nos relembra as graciosas filhas do quente nordeste deste Brasil caboclo de grandezas mil.

         O nascer do sol nos traz os ventos brandos e as calmarias, a imensidão das cidades vastas e de pequenos povoados, de suas feiras e seu comercio abastado.

          O nascer do sol nos traz a saudade das cidades vastas, do ínvio serro, do ambiente azul celeste, deste país de dimensões  continentais.

          O nascer do sol nos mostra a imensidão dos mares e a pequinês do pensamento humano. 

          O por do sol, nos traz a paisagens de um belo firmamento, o cair da noite e o barulho de trabalhadores voltando para casa.

          O por do sol nos traz a tranqüilidade dos lagos, rios, açudes e oceanos, pois é chegada a hora do silencio.

           O por do sol nos traz a noite, nos conduz a oração da hora do Ângelo, onde os corações se voltam para o criador e suplicam o perdão por seus pecados.

           O por do sol nos lembra o enlevo das poesias, o perpassar dos pensamentos vários e a monotonia que faz o boêmio pensar nas amantes e amadas que ficam nas sacadas das janelas a espera do chorar do violão e saudades das serenatas…

           O por do sol nos lembra o carinho da mulher amada e o marulho das ondas a morrer na praia…

            O por do sol nos lembra as melancólicas noites das cidades e dos campos, onde se buscam os momentos de ternura…  

            O nascer e o por do sol são momentos que formam as efemérides, por seus pontos de culminâncias dos enlevos de um outro dia…        

     

 

 

Autor: euglaudston@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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