23/04/2009 - 13:43
BALZAQUEANA
Euglaudston T. Celestino
Em 25 Janeiro 2003 (Ensaio)
Por ter chamado uma mulher de trinta anos de balzaquiana, tu me perguntastes o porquê? Foi então que te falei de Honoré de Balzac, mas o fiz, acho eu, de uma maneira rápida, grosseira e até simplória, mas agora, depois de fazer uma análise mais profunda, e para não pairar alguma dúvida, acho-me na obrigação de voltar a te falar de Honoré de Balzac, buscando mais propriedade cultural, para assim poder te deixar ciente desta sua obra grandiosa.
Pois bem, Honoré de Balzac, e sua obra “La Femme de Trente Ans”, (aqui, peço perdão a minha historiadora mater, por ter adentrado em sua seara), – A mulher de trinta anos, surgiu lá pelos idos de mil oitocentos e trinta e um a mil oitocentos e trinta e quatro, se não me falha a memória, ainda como novelas independentes, que foram então reunidas sob o título “Mesmas História”, das “Cenas da Vida Privada”, em mil oitocentos e trinta e cinco, que também, tomou em seguida o lugar do Tomo III da primeira edição da “Comedia Humana”.
Balzac, ainda nos explicita que os personagens que atravessa os seis quadros que se compõe “A Mesma História”, não é uma figura, é um pensamento.
Honoré de Balzac é um dos mais notáveis escritores franceses, como foi citado acima, é autor da celebre “Comedia Humana”, titulo esse, que lhe deu uma série de romances, analíticos, psicológicos, e por que não dizer, dogmáticos, que o tornaram especial pelo dom da observação, que o revelou em seus romances.
Nesta sua obra, ele retrata o seu personagem, como uma mulher que na época, já tendo trinta anos, continua em pleno vigor físico, isto é, charmosa, cheia de vida, e com muito amor para dar.
Mas, minha querida balzaquiana, os brasileiros, também tem das suas, veja só, foi feita uma marchinha, para o carnaval carioca, que expressava em tom de sátira, pudesse então enaltecer o pensamento filosófico de Honoré de Balzac, senão vejamos um pequeno trecho da musica carnavalesca que assim dizia: – Não quero broto, não quero, não quero não/ Não sou garoto pra viver de ilusão/ Sete dias na semana/ Eu preciso ver minha balzaquiana/ O Francês sabe escolher/ Por isso ele não quer/ Qualquer mulher/ Papai Balzac já dizia/ Paris inteira repetia/ Balzac tirou na finta/ Mulher só depois dos trinta.
Porque então a “mulher só depois dos trinta”, ora, minha balzaquiana querida, é por ela ter então atingido o seu estágio de “mulher”, isto é, por ter adquirido um maior conhecimento da vida, inclusive aumentando o seu grau de visão para o mundo que se possa conhecer, uma vez que o amadurecimento intelectual a tornou apta para dar a sua parcela de contribuição em maior escala, nesta dimensão tridimensional do mundo em que vivemos.
Cada pessoa que passa em nossa vida não passa sozinha nem nos deixa só, deixa sempre um pedaço de si e leva sempre um pedaço de nós.
Assim é a nossa vida, onde procuramos no nosso dia-a-dia do cotidiano, procurar de uma maneira mais simples e racional, o entendimento do campo hemisférico de nossas elucubrações, para de uma forma mais singular atender aos ditames de nosso coração e nossa consciência.
E assim, fico feliz por terdes entendido que não havia nenhum demérito à tua pessoa, quando de chamei de minha balzaquiana, creia-me, somente procurava enaltecer as tuas qualidades de mulher, e ao mesmo tempo, reafirmar o meu conceito de que és uma mulher que adquiriu o “status de mulher”.
E os meus alfarrábios e minhas memórias foram levadas pelas correntezas…
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14/04/2009 - 14:24
RIO NEGRO
Euglaudston T. Celestino
Em 14.04.2009 – Ensaio
Pediu um amigo para falar algo sobre o Rio Negro, e como não poderia deixar de ser, me veio de imediato à lembrança de um cearense ilustre, que deixou o seu nome gravado no panteon da história do Ceará, trata-se nada mais nada menos de que o ilustre doutor Quintino Cunha, que ao passear pelo Amazonas, se encontrou com outro não menos ilustre o escritor Euclides da Cunha, e foi logo dizendo “Doutor Euclides, o Rio Amazonas é pequeno para suportar tanta cunha”.
O Rio Negro, é o maior afluente da margem esquerda do Rio Amazonas, é também o maior rio de água negra do mundo, sendo, no entanto o segundo em volume de água, atrás somente do Amazonas, do qual ajuda a formar.
Tem sua origem entre as bacias do rio Orenoco e Amazonas, e também se conecta com o Orenoco através do canal de Casiquiare. Na Colômbia, onde tem sua nascente, é chamado de Rio Guainia. Seus principais afluentes são o Rio Branco e o Rio Vaupés, que disputa ser o começo do Rio Orenoco junto com o Rio Guaviare, drena a região leste dos Andes da Colômbia.
Após passar por Manaus, une-se ao Rio Solimões e a partir dessa união este último passa a chamar-se Rio Amazonas.
O Rio Negro é navegável por 720 km acima de sua foz e pode chegar a ter um mínimo de um metro de água em tempo de seca, há muitos bancos de areia e outras dificuldades menores. Na estação de chuvas, transborda, inundando as regiões ribeirinhas em distancias que vão de 32 km até 640 km.
Quintino Cunha assim se referiu ao Rio Negro “olha esta água que é negra como tinta. Posta nas mãos é alva que dá gosto. Dá por vista o nanquim com que se pinta, nos olhos a paisagem de um desgosto”.
O Rio Negro faz parte da grande Manaus, o seu porto, a sua majestade é sem duvida o Rio Negro. De águas límpidas.
E para dizer que não falei de flores, elas enfeitam o jardim de minha existência…
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01/04/2009 - 13:47
FUROS DA REPORTAGEM
Euglaudston T. Celestino
Em 01.04. 2009 – Ensaio
Este ensaio não de refere a um “furo de reportagem”, mas simplesmente a “furos da reportagem”, coisas que não são análogos, muito pelo contrario, são até bem diferentes.
Quando se fala em um “furo de reportagem” está se falando efetivamente em uma notícia que é publicada em primeira mão, isto é um furo de reportagem, pois somente aquele reporte, conseguiu a façanha, mas em se tratando de um “furos da reportagem” estamos falando do repórter que cometeu algum deslize, mesmo que o deslize tenha sido provocado pelo não conhecimento da causa, implicando numa noticia falha.
Ontem no Jornal do 10, transmitido pelo rede que perfaz o sistema Verdes Mares de Comunicação, o repórter se referia ao município de Tamboril, como sendo da “região dos Inhamuns”, isso me causou espécie, pois conheço aquela região, e Tamboril que é a terra do nosso Brigadeiro Antonio de Sampaio, aliás, Patrono da Arma de Infantaria, de cujo centenário participei.
A microrregião do sertão dos Inhamuns é uma região que está dividida em seis municípios do sertão central, quais sejam: Tauá, Aiuaba, Arneiroz, Catarina e Saboeiro.
Enquanto Tamboril é formado pela microrregião do sertão de Crateús, compreendendo os municípios de Crateús, Catunda, Hidrolândia, Independência, Ipaporanga, Monsenhor Tabosa e Nova Russas.
O equívoco também nos leva a refazer o nome da senhora Orquídea, do município de Trairi, que toma conta da Igreja local, mas o reporte do Sistema Verdes Mares, a chamou de Orquidea, isso mesmo, sem o acento. Esperamos que falhas como esta não se repitam, pois a história não pode ser mudada, apesar de continuar na duvida sem poder atinar se é o homem quer projeta a história ou se é a historia que projeta o homem.
Já consultei até a minha irmã historiadora, mas ela não me deu nenhuma luz, assim sendo, continuo na minha duvida cruciante, esperando que em um futuro próximo, possa então dirimir essa duvida.
Vamos esperar então que o repórter seja então movido pelo entendimento, e veja a garfe cometida e diga do seu engano, mas que não deixe que os ouvintes que ainda não conhecem a divisão geopolítica do Estado do Ceará, se vejam tolhidos pelo imaginário do repórter.
Autor: euglaudston@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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