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08/11/2009 - 01:17

A arte de decidir

Estudos revelam que a maneira como as escolhas são feitas pode determinar o sucesso ou o fracasso de cada um. Personalidades contam como fazem para tomar uma decisão importante

João Loes e Suzane G. Frutuoso

Todos os rumos de nossas vidas são definidos por decisões. Não passamos um dia sequer sem fazer escolhas, das mais simples, como que roupa vestir, às mais complexas. Casar ou não casar? Mudar de emprego ou não? Morar em outro país ou ficar onde está? Aguentar firme ou jogar tudo para o alto? Decidir pode influenciar não só os caminhos de quem escolhe, mas também dos que estão próximos ou dependem, de alguma maneira, daquele que deseja fazer modificações pessoais e profissionais. Não é fácil. Pode ser, inclusive, doloroso.

O assunto é tão complexo que já existem especialistas em ciência da decisão. Porém, são principalmente os bons exemplos, como os apresentados ao longo desta reportagem, que servem de inspiração. São brasileiros de destaque em suas áreas de atuação, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o publicitário Washington Olivetto, compartilhando experiências de como agem durante o processo decisório na hora H. E gente comum, como o ourives Thiago Mendes Joazeiro, que se jogou no meio de uma enxurrada para salvar uma desconhecida. Eles contam quais foram as mudanças cruciais enfrentadas em suas trajetórias e como fazem para tomar uma decisão importante.

Como cruzar o deserto da indecisão

Fernando Gabeira, 68 anos, deputado federal pelo PV

fotos: divulgação

“Antes de sair do PT, que era o governo, para me tornar oposição, pesei bastante o que perderia e o que ganharia. Concluí que, naquele momento, para o desenvolvimento das minhas ideias, era melhor estar na oposição. Mas não foi uma decisão fácil. Nessas horas, o importante é obter o máximo de informações sobre uma situação antes de fazer a escolha. Nem sempre só isso é o suficiente. Complemento com minha intuição para avaliar melhor. Não acho que razão e intuição sejam mecanismos separados. Porque ninguém toma decisão contra a própria vontade. Muitas decisões são árduas como uma passagem pelo deserto. Mas, como descendente de árabe, com um copo d’água atravesso um deserto bem.”

Porção intuitiva

Cristiana Arcangeli, empresária do ramo dos cosméticos

“Sou pisciana com ascendente em câncer, não posso negar minha porção intuitiva! Dou atenção e valorizo essa minha faceta. Mas reconheço a importância do meu lado racional e o utilizo na gestão dos negócios. Peso prós e contras, avalio as opções e decido. Quando se trabalha na indústria, toda decisão envolve centenas de funcionários, fornecedores, etc. Mas, quando vou desenvolver um produto para uma linha de cosméticos, criar uma nova embalagem ou escolher um aroma, sou absolutamente intuitiva. Tenho que ser, pois muito dos cosméticos são escolhidos dessa maneira. Me arrependo da decisão mais difícil que fiz na vida, a venda da Phytoervas, minha primeira grande empresa. A promessa era de que, com a venda, a marca ganharia o mercado internacional, mas a empresa que adquiriu o grupo cancelou os planos.”

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Autor: marinhosilva1961@ig.com.br - Categoria(s): Notícias Tags:


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