Devido à formulação da teoria da relatividade Einstein tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: “Einstein” tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a “Pessoa do Século” e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração dos 100 anos do chamado “Annus Mirabilis” (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais importantes artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, oeinstênio.
Albert Einstein, fotografado em 1947 por Oren J. Turner
Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica. Em 1852, o avô materno de Einstein, Julius Koch, estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt, nos arredores de Estugarda. Os pais de Einstein, Hermann Einstein e Pauline Koch, casam-se em 1876. Hermann, que era comerciante muda-se deBad Buchau para a cidade de Ulm, onde passou a viver com a esposa. É em Ulm que em 1879 nasce Einstein.
Munique
Em 21 de Junho de 1880, a família Einstein muda-se paraMunique. Em 1885, Hermann Einstein e seu irmão Jacob, que era engenheiro, dinâmico e empreendedor funda umaempresa de material eléctrico, a J. Einstein & Cie. Os dois irmãos estão convencidos de que este setor em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão.Tal empreendimento foi possível graças aos recursos financeiros do pai de Pauline.
Na década de 1880, a cidade de Munique, em processo de industrialização (relativamente tardio) desenvolveu-se muito, crescendo a população a um ritmo de dezessete mil novos habitantes por ano. O material eléctrico, uma tecnologia relativamente recente, tem alta conjuntura nestes anos. A empresa do pai de Einstein chegou a ter entre 150 e 200 trabalhadores nos seus melhores dias. Dois dos contratos que a empresa obteve foram a electrificação da cidade de Schwabing (hoje um bairro de Munique) e de Theresienwiese onde se realiza a famosa Oktoberfest de Munique.
A 18 de Novembro de 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Einstein e Maja recebem uma educação não religiosa. Em casa não se come casher, a família não frequenta a sinagoga. O pai considera os ritos judeus comosuperstições antiquadas. Na casa dos Einstein imperava o espírito não dogmático. Com três anos, Einstein tinha ainda dificuldades de fala, o que preocupou os pais; apesar disso, revelou-se um aluno brilhante.[1][2] A juventude de Einstein é solitária. As outras crianças chamam-lhe “Bruder Langweil” (irmão tédio) e “Biedermann” (mesquinho). Aos cinco anos de idade, Einstein, que era canhoto[3], recebe instrução de uma uma professora em casa. Sua instrução termina quando Einstein aborrecido arremesa uma cadeira sobre sua professora. Nesta altura, o seu pai mostra-lhe uma bússola de bolso; Einstein apercebeu-se de que algo fazia flutuar a agulha no espaço e descreveu mais tarde a “impressão profunda e duradoura” desta experiência[4]. Aos seis anos de idade, Einstein tem aulas de violino com Herr Schimied, que a princípio não lhe agradam, terminando por abandoná-las. Mas ao longo da sua vida tocar violino, e em particular as sonatas de Mozart, torna-se uma das suas actividades preferidas.
A 1 de Outubro de 1885, Einstein começa a frequentar uma escola primáriaaVolksschule, escola católica em Munique (uma cidade fortemente conservadora que sempre permaneceu maioritariamente católica, apesar das simpatias iniciais por Lutero, bem cedo combatidas pelosJesuítas). Os pais de Einstein, por não serem judeus praticantes, não se importaram que o filho frequentasse inclusive a catequese, que agradou bastante a Einstein [5]. Curiosamente Einstein desenvolve sozinho uma fervente fé judaica e passa a cumprir os rituais judeus incluindo o Shabat e a comida kosher. Einstein era aluno seguro e persistente, no entanto um pouco lento na resoluçao de problemas. Suas notas estavam entre as melhores da classe, e seu boletim era brilhante, segundo sua mãe Pauline. Durante esses anos obteve as mais altas notas em latim e em matemática.
Uma lenda amplamente divulgada[carece de fontes], diz que Einstein teria sido reprovado em matemática quando era estudante, inclusive reproduzida no famoso “Ripley’s believe it or not!” (”Acredite se quiser”). Entretanto quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu[carece de fontes]. “Nunca fui reprovado em matemática”, retrucou. “Antes dos quinze anos, já dominava cálculo diferencial e integral”[carece de fontes]. Einstein estudou cálculo diferencial e Integral, dos doze (idade em que ganhou de seu tio um livrinho de geometria Euclidiana) aos dezesseis anos de idade. Mais tarde frequentou o Luitpold Gymnasium (equivalente à escola secundária) em Munique até aos quinze anos. Este período para Einstein foi de intensa religiosidade, motivada pela escola. O seu pai pretendia que Einstein estudasseengenharia eléctrica, mas este incompatibilizou-se com as autoridades e o regime escolar. Descreveria mais tarde como o pensamento criativo e a aprendizagem eram perdidos com a utilização de aprendizagem por memorização.
Aos dez anos, Albert conhece Max Talmud, um jovem estudante de medicina que costuma jantar com a família Einstein. Max foi uma influência importantíssima na vida de Albert porque o introduziu, apesar da sua tenra idade, à leitura de importantes obras científicas e filosóficas, como por exemplo Os Elementos de Euclides ou a Crítica da Razão Pura de Kant. Em consequência dos seus estudos sobre ciência, Einstein abandona completamente a fé judaica aos 12 anos.
Entretanto, os negócios do pai de Einstein começam a correr pior do que se esperava. Há uma grande concentração da indústria do sector eléctrico. Como é típico com os mercados tecnológicos, após o período de grandes números de empresas pequenas e inovadoras, há um ciclo de reestruturações e concentração). Hermann Einstein vê-se obrigado a largar o controle da sua empresa de Munique. A firma é comprada em1894 pela AEG (Allgemeine Elektrizitätsgesellschaft). Poucos anos depois, em 1910, existiriam apenas duas grandes empresas no sector:Siemens & Halske e a AEG.
Itália
Pintado por Harm Kamerlingh Onnes, 1920.
Em 1894 Hermann Einstein muda-se com a família para Itália, primeiro para Milão e, alguns meses mais tarde, para Pavia. Ele tencionava abrir ali um novo negócio no sector eléctrico com o dinheiro de que dispunha, uma ideia que acabaria por levá-lo à falência.
O jovem Albert Einstein (tem quinze anos) permanece em Munique por mais uns meses ao cuidado de familiares, a fim de terminar o ano lectivo. Einstein porém fica deprimido por sentir-se só e parte para junto de sua família na Itália. Einstein escreveu neste período o seu primeiro trabalho científico: “A Investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos”[6].
Suíça
Em 1895, decide entrar na universidade antes de terminar o ensino secundário. Com esse objectivo fez exames de admissão à ETH Zürich (Eidgenössische Technische Hochschule, Universidade Federal Suíça em Zurique), mas reprova na parte de humanidades dos exames[7]. Einstein descreveu que foi nesse mesmo ano, aos dezesseis anos de idade, que realizou a sua primeira experiência mental, visualizando uma viagem lado a lado com um feixe de luz[8]. Foi então enviado para a cidade de Aarau no cantão suíço de Argóvia para terminar a escola secundária, onde estudou a teoria electromagnética de Maxwell. Em1896 recebe o seu diploma.
Em 1896, Einstein (com dezassete anos de idade) renuncia à cidadania alemã com o intuito de assim evitar o serviço militar alemão.
Pede então a naturalização suíça, que receberia a 21 de Fevereiro de 1901. Pagou os vinte francos suíços que o seu passaporte custou (uma quantia considerável) com as suas próprias poupanças. Nunca deixaria de ser cidadão suíço[9], mesmo depois de receber a cidadania americana. Nas inúmeras viagens que faria no futuro, Einstein usaria quase sempre o seu passaporte suíço.
Obteve o doutorado em 1905. No mesmo ano escreveu quatro artigos fundamentais para a Física moderna, afirmando-se por esta razão que 1905 foi o “annus mirabilis” para Einstein.
O primeiro artigo de 1905[12] propôs a ideia dos “quanta de luz” (os actuais fotões) e mostrou como é que poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoeléctrico. A teoria dos quanta de luz de Einstein não recebeu quase nenhum apoio por parte dos físicos durante vinte anos, pois contradizia a teoria ondulatória da luz subjacente às equações de Maxwell. Mesmo depois de as experiências terem demonstrado que as equações de Einstein para o efeito O terceiro artigo de 1905[14], sobre electrodinâmica de corpos em movimento, introduziu a relatividade restrita. Estabeleceu uma relação entre os conceitos de tempo e distância. Algumas das ideias matemáticas já haviam sido introduzidas um ano antes pelo físico neerlandêsHendrik Lorentz, mas Einstein mostrou como era possível entender esses conceitos. O seu trabalho baseou-se em doisaxiomas: um foi a ideia de Galileu de que as leis da natureza são as mesmas para todos os observadores que se movem a uma velocidadeconstante relativamente uns aos outros; o outro, a ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. A relatividade restrita tem algumas consequências importantes, já que são rejeitados conceitos absolutos de tempo e tamanho. A teoria ficou conhecida mais tarde por “Teoria da Relatividade Restrita” para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais arde, a qual considera que todos os observadores são equivalentes.fotoeléctrico eram exactas, a explicação proposta por ele não foi aceite. Em 1921, quando recebeu o prémio Nobel pelo seu trabalho sobre o efeito fotoeléctrico, a maior parte dos físicos ainda pensava que as equações estavam correctas, mas que a ideia de quanta de luz seria impossível.O segundo artigo deste ano foi sobre o movimento browniano[13], que constitui uma evidência experimental da existência dos átomos. Antes deste artigo, os átomos eram considerados um conceito útil, mas sua existência concreta era controversa. Einstein relacionou as grandezas estatísticas do movimento browniano com o comportamento dos átomos e deu aos experimentalistas um método de contagem dos átomos através de um microscópio vulgar. Wilhelm Ostwald, um dos que se opunham à ideia dos átomos, disse mais tarde aArnold Sommerfeld que mudou de opinião devido à explicação de Einstein do movimento browniano.
O terceiro artigo de 1905[14], sobre electrodinâmica de corpos em movimento, introduziu a relatividade restrita. Estabeleceu uma relação entre os conceitos de tempo e distância. Algumas das ideias matemáticas já haviam sido introduzidas um ano antes pelo físico neerlandêsHendrik Lorentz, mas Einstein mostrou como era possível entender esses conceitos. O seu trabalho baseou-se em doisaxiomas: um foi a ideia de Galileu de que as leis da natureza são as mesmas para todos os observadores que se movem a uma velocidadeconstante relativamente uns aos outros; o outro, a ideia de que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. A relatividade restrita tem algumas consequências importantes, já que são rejeitados conceitos absolutos de tempo e tamanho. A teoria ficou conhecida mais tarde por “Teoria da Relatividade Restrita” para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais tarde, a qual considera que todos os observadores são equivalentes.
No quarto artigo[15], uma extensão do terceiro, Einstein introduz o conceito de massa inercial. Nele, Einstein deduziu a famosa relação entre a massa e a energia: E = mc2. Esta equação esteve na base de construção de bombas nucleares. A ideia serviu mais tarde para explicar como é que o Big Bang, umaexplosão de energia, poderia ter dado origem à matéria.
A famosa equação é mostrada no Taipei 101 durante o evento do ano mundial da Física em 2005.
Publicou a encíclicaQuas Primas que estabelece a festa de Cristo Rei. Em 1929, a Santa Sé assinou o Tratado de Latrão com o governo italiano de Mussolini. De acordo com o tratado, o Estado do Vaticano tem soberania plena sendo um enclave na cidade de Roma; em troca o Vaticano renuncia aos seus antigos territórios (Estados Papais). Resolvendo assim, a chamada “Questão Romana” que já havia sido, antes, objeto da encíclica Ubi arcano, na qual o papa dizia que “a Itália não tem e não terá o que temer da Santa Sé.”
Neste tratado, ficou dito expressamente que a Santa Sé “reconhece o Reino da Itália sob a dinastia da Casa de Savóia com Roma sendo a capital do Estado Italiano e de outra parte a Itália reconhece o Estado da Cidade do Vaticano sob a soberania do Summo Pontífice.” Assim, Papa Pio XI tornou-se assim Chefe de Estado, o primeiro desde a queda dos Estados Papais durante a unificação de Itália no século XIX. Pio XI buscando, ainda, o reconhecimento internacional, sobre esta questão específica, celebrou ainda mais onze concordatas e cinco acordos internacionais.
A relação com o governo fascista de Mussolini deteriorou-se drasticamente nos anos seguintes. Como consequência, Pio XI publicou a encíclica Non abbiamo bisogno (1931), escrita especificamente em língua italiana, em que critica o fascismo.
Em 1931, ainda, publica outra encíclica: Quadragesimo anno motivado pela Grande Depressão de 1929 e por ocasião dos quarenta anos da encíclica Rerum Novarum de Leão XIII. Neste documento, reitera a condenação do comunismo, faz também forte crítica do socialismo, inclusive do “socialismo moderado” e o considera inteiramente incompatível com a prática e a fé católica, neste mesmo documento condena os abusos do capitalismo e do livre mercado, a concentração de renda e de poder e afirma que sem justiça social e a caridade e sem atenção à reta razão e aos preceitos evangélicos não se terá uma ordem econômica justa. Chama a atenção do papel do Estado para estabelecer regras e coibir os excessos do livre mercado.
Em 1937 sai a encíclica Mit brennender Sorge que condena a ideologia nazista[1]. Esta encíclica foi escrita especificamente em língua alemã, levada à Alemanha em segredo lá foi impressa e distribuída, ainda em segredo em todas as paróquias e lida num mesmo dia, durante a missa dominical, em todas as igrejas católicas do país.
A leitura simultânea da encíclica nos púlpitos provocou grande impacto e forte retaliação do governo nazista contra os católicos, o clero e as instituições da Igreja. Somente depois é que o mundo teve conhecimento do seu conteúdo. Adotou-se este procedimento por antever-se que, se publicada em latim em Roma, a censura nazista impediria o acesso a ela pelo povo alemão e não produziria o efeito e nem teria o alcance desejado.
Neste mesmo ano de 1937, ao mesmo tempo que condenava o nazismo, fazia também pública e solene condenação do comunismo através da encíclica Divini Redemptoris e propondo a Doutrina Social da Igreja como remédio para os males do seu tempo.
Descrição: Escudo eclesiástico cortado: o 1º de jalde com uma águia de voo estendido de sable, armada e bicada de goles; o 2º de argente com três arruelas de goles postas: 2 e 1. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de jalde com o mote: RAPTIM TRANSIT, em letras de sable. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
Brasão pontifício de Pio XI
Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. Nele estão representadas as armas familiares do pontífice, os Ratti. No 1º, o campo de jalde , por seu metal, simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio; a águia é símbolo de poder, generosidade e liberdade, e sua cor, sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. O campo de argente (prata) representa: inocência, castidade, pureza e eloqüência e as arruelas, por sua corgoles (vermelho), simbolizam o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves “decussadas”, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema : ”Tudo passa muito rápido” , é uma lembrança de como as glórias humanas são transitórias.
Um casal de machos está ameaçando acabar com a espécie dos patos-d’asa-azul no Reino Unido. Os machos deveriam reproduzir com a única fêmea do país, mas não estão interessados nela
REDAÇÃO ÉPOCA
Os funcionários do santuário de pássaros do Centro Arundel Wetland, no Reino Unido, têm esperanças de que a única fêmea de pato-d’asa-azul do país, chamada Cherry, possa reproduzir e criar novos patinhos. Os pretendentes são os machos Ben e Jerry. Os três são os últimos exemplares da ave originária da Nova Zelândia no país, noticia o jornal britânicoDaily Telegraph.
Em vez de procriar com a fêmea Cherry, Ben e Jerry decidiram formar um casal entre si e ameaçam a sobrevivência da espécie na Inglaterra
O problema é que os dois machos não estão dando bola para Cherry. Eles são um casal de namorados inseparável. “Eles ficam juntos o tempo todo, desfilando por todos os lugares, grasnando um para o outro, como os machos fazem para atrair as fêmeas”, disse Paul Stevens, diretor do Centro. “As pessoas que os visitam acham que são um casal fantástico, sem saber que na verdade são dois machos”. Apesar disso, Cherry não se mostra preocupada: ela fica bem sozinha.
A primeira tentativa de reprodução foi com Ben, mas nem o macho nem a fêmea se mostraram interessador em procriar. Então, os funcionários do santuário trouxeram Jerry de Londres. “Cherry pareceu gostar dele. Aproximou-se, fez sons e pareceu que já estava fazendo um ninho. Pensamos que tudo estava indo bem, mas nada aconteceu”, afirmou Stevens.
Segundo o diretor do Centro, para espanto de todos, os dois machos se uniram e parecem realmente gostar um do outro. “Seria ótimo termos uma última ninhada de Cherry, mas Ben e Jerry estão se mostrando um casal muito amável”, disse.
Médica americana defende que deixar as crianças colocarem na boca objetos que caíram no chão é vantajoso para a saúde delas. Em seu livro, ela diz que, para ter um organismo resistente a doenças, devemos ter contato com a natureza e a sujeira e tomar o mínimo de remédios possível
THAÍS FERREIRA
O que você faria se encontrasse seu filho comendo esterco de cavalo no quintal de sua casa? A maioria dos pais, depois de um ataque de nervos, acharia que a criança pegaria uma doença. Nem essa idéia, nem o nervoso passaram pela cabeça da médica americana Mary Ruebush quando isso aconteceu com o filho dela. Geneticista e especialista em imunologia e microbiologia, ela escreveu o livro Why dirt is good (“Por que a sujeira é boa”, Kaplan Publicações, ainda sem tradução no Brasil), em que explica a importância de ter contato com microorganismos para criar um sistema de defesa forte. Ela defende que devemos deixar as crianças colocarem objetos na boca e que devemos evitar tomar remédios para que nosso corpo aprenda a detectar os organismos que realmente são perigosos e a combatê-los de forma natural. A seguir, a entrevista que a médica deu a ÉPOCA.
ÉPOCA– Qual é o tipo de sujeira que podemos chamar de “boa”?
Mary Ruebush - É a sujeira que temos contato numa fazenda ou no quintal de casa, quando estamos expostos a animais e plantas. A sujeira ruim são os germes que causam doenças. A maioria dos germes que encontramos nos animais não causa doenças aos homens. Estar em contato com os germes de animais faz nosso sistema imunológico trabalhar. Quando você encontrar os mesmos germes que encontrou nos animais, mas vindo de homens, eles não vão deixá-lo doente porque você deixou seu sistema imunológico mais forte no primeiro contato.
ÉPOCA– Quando podemos estar em contato com a sujeira? Quando chego em casa da rua, por exemplo, devo lavar as mãos, certo?
Mary - (Risos) Posso parecer louca, mas encorajo as pessoas a não lavar demais as mãos. Se você olhar para suas mãos e elas estiverem visivelmente sujas, então lave. Mas para situações simples, eu não me preocupo com isso.
ÉPOCA– Então você não lava as mãos depois de andar de ônibus, por exemplo?
Mary - Eu não lavo as mãos para tudo (risos). Tenho um sistema imunológico incrivelmente forte. Lavar as mãos o tempo todo não é um grande problema. Ao lavar você está se protegendo. Mas o que você deixa de fazer quando lava as mãos é permitir que seu corpo construa a força de que ele precisa para protegê-la. O sistema imunológico é como qualquer parte do corpo: precisa trabalhar para se fortalecer. Se você permite que seu corpo se exponha aos germes, lute e ganhe a batalha com eles, na próxima vez você estará protegido. Então não é que lavar as mãos toda hora é ruim, mas também não é algo benéfico.
ÉPOCA– Qual é o limite entre a sujeira boa e a ruim? Quando ela é perigosa?
Mary - Há vários germes que são muito perigosos aos humanos e para se proteger deles, nós temos vacinas, como contra difteria e tétano. Defendo as vacinas porque elas tornam a resposta imunológica do corpo mais forte. Ao tomar, você entra em contato com o germe e, da próxima vez que seu corpo encontrar o organismo causador da doença, não terá problemas. No Brasil, há a leishmaniose, a malária e a doença de Chagas. São doenças muito perigosas e eu as colocaria na categoria de sujeira ruim. Para se proteger delas, você se protege dos insetos que as transmitem, mas não há uma vacina ou uma resposta do sistema imunológico (a leishmaniose é transmitida por alguns mosquitos que se alimentam de sangue, como o palha; a malária é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles; e a doença de Chagas, por um tipo de percevejo conhecido como barbeiro).
ÉPOCA– Você defende o uso de medicamentos apenas quando são muito necessários. Mas como saber quando são mesmo necessários?
Mary - Só um médico pode ajudar. Numa consulta, você deve dizer: “não quero ser medicado a menos que isso seja muito necessário para minha saúde”. Médicos querem que você se sinta bem o mais rápido possível, então, se você não falar que não quer remédios se pode se curar sozinho, eles darão uma receita e mandarão você para fora da sala. Quando seu médico entender que você considera os remédios perigosos e que você não quer tomar à toa, ele vai examinar sua doença e mandá-lo para casa fazer repouso, tomar muito líquido e vitaminas extras e se curar sozinho. Você estará realmente fazendo o melhor se não tomar remédio. Se o que você tem é uma doença que põe sua vida em risco, obviamente, você deve ser medicado.
ÉPOCA– Em seu livro, você diz que a era dos remédios milagrosos está perto do fim porque criamos superbactérias resistentes a eles. Como será o futuro dos remédios que vamos tomar? Mary - Estou preocupada com isso. Os germes estão mudando para se proteger dos remédios e estão mais fortes. Eles se reproduzem numa velocidade muito maior do que a nossa capacidade de criar remédios. Há o novo caso da bactéria staphylococcus aureus resistente à vancomicina [um dos antibióticos mais potentes à disposição dos médicos]. Se não pararmos de tomar remédios do jeito que fazemos hoje e não voltarmos a fazer o que a mãe natureza nos diz, ou seja, usar nosso próprio sistema imunológico para melhorar, não teremos remédio para muitas doenças no futuro.
ÉPOCA– Quando será esse futuro?
Mary - O primeiro caso de resistência à meticilina foi descrito pela primeira vez em 1970. Em 1994, em 94% dos casos de infecção, a bactéria staphylococcus aureus era resistente ao antibiótico. A resistência dessa mesma bactéria à vancomicina é nova. Foi descrita pela primeira vez cinco anos atrás. É provável que, em 20 anos, tenhamos 100% de resistência. Eu diria que no máximo em 20 anos estaremos num mundo sem remédios para ela, e talvez isso aconteça até antes.
ÉPOCA– Qual a sua opinião sobre o uso de produtos de limpeza com bactericida em nossas casas?
Mary - Esses produtos que matam bactérias as encorajam a sofrer mutações e ficar mais fortes e difíceis de combater. Quanto mais usamos, mais as incentivamos a mudar. Há outros produtos para limpar nossas casas, como vinagre, água pura e água sanitária. Sempre encorajo as pessoas a não usar bactericida.
ÉPOCA– Você tem dois filhos. Como foi a criação deles?
Mary - Uma vez encontrei meu filho, que na época tinha menos de dois anos, no quintal de casa comendo esterco de cavalo! E por mim estava tudo bem. Não há nada num esterco de cavalo que possa causar mal a uma criança. Você deve deixar seus filhos rolar no chão, comer grama e ganhar lambidas de um cachorro. Se você permite isso, o corpo aprende o que é um germe perigoso e o que não é. Muitos elementos no meio ambiente não fazem mal. Se o sistema imunológico não sabe detectar um invasor, ele começa a trabalhar contra o seu próprio corpo e desencadear doenças auto-imunes – aquelas em que o corpo tenta matar suas próprias células. Há uma relação entre a sociedade humana ter se tornado mais e mais limpa e o aumento de alergias e doenças auto-imunes. Nosso sistema imunológico está fora de controle porque está mais forte contra ele mesmo. Ele não sabe distinguir o que é um invasor ou o que é você.
ÉPOCA– Por que as pessoas estão buscando essa cultura da limpeza?
Mary - Parte da culpa vem da mídia e da televisão. Não sei como são os comerciais no Brasil, mas nos Estados Unidos, há uma cultura de impor o medo, de mostrar que você está sempre em perigo, que deve usar produtos químicos poderosos, que você é uma péssima mãe e que deve deixar tudo o que for perigoso fora de sua casa. E esse não é o modo como a natureza planeja que seu corpo trabalhe. Nós evoluímos como espécie humana sendo expostos a milhões de organismos e nem todos são perigosos, muitos são benéficos. Obviamente precisamos de água limpa para beber e ar limpo para respirar, mas muita sujeira que os bebês colocam na boca é inofensiva.
Valor vai contemplar 36,7 mil proprietários.
Lei beneficia quem havia pago o tributo quanto ocorreu o crime.
Do G1, em São Paulo
O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (4) que vai devolver até abril R$ 10,2 milhões a contribuintes que tiveram veículos roubados ou furtados no ano de 2008. O reembolso refere-se à restituição proporcional do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e beneficia os donos que já haviam pago o tributo quanto tiveram o carro roubado. O benefício atinge 36,7 mil veículos.
Segundo a Secretaria da Fazenda, quem teve o carro roubado não vai precisar fazer nenhuma solicitação. O reembolso será automático, já que os sistemas da Secretaria de Segurança Pública e do Detran estão integrados ao da Fazenda. Para consultar o valor a que tem direito, o proprietário deve acessar o site da Secretaria da Fazenda.
Os valores ficarão à disposição do contribuinte na Nossa Caixa e obedecerão o calendário de restituição de acordo com a tabela abaixo.
Data do roubo
Data da liberação
1º trimestre de 2008
10/03/2009
2º trimestre de 2008
24/03/2009
3º trimestre de 2008
08/04/2009
4º trimestre de 2008
22/04/2009
O proprietário que tiver dívidas com o IPVA não poderá resgatar o valor enquanto não quitar a pendência.
Restituição
A restituição proporcional do IPVA aos donos de veículos roubados passou a valer com a Lei 13.032, assinada pelo governador José Serra no ano passado. O valor a ser restituído do imposto não é integral. Ela varia de acordo com duas situações estipuladas pela Secretaria da Fazenda. Vale ressaltar que o motorista que teve o veículo furtado ou roubado no mês de janeiro, antes do pagamento de qualquer parcela do imposto terá que pagar uma taxa equivalente a 1/12 do IPVA. Para o pagamento, ele entrará no site da Secretaria da Fazenda para emitir uma guia de recolhimento que deve ser paga em agência bancária.
A primeira situação de restituição é aquela em que o motorista teve o carro roubado ou furtado, por exemplo, em março, após o pagamento de duas parcelas do imposto – janeiro e fevereiro. Segundo a secretaria, nesse caso, ele deve somente 3/12 do IPVA de 2008 e terá direito à restituição do valor pago a mais que esses 3/12.
A outra situação é aquela em que o carro é roubado ou furtado a partir de abril, depois do pagamento integral do imposto. Se, por exemplo, o carro tiver sido levado em julho, o motorista tem direito à devolução de 5/12 do imposto, referentes aos meses que contam até o final do ano.
Caso o motorista consiga recuperar o veículo, ele poderá receber parte do imposto proporcional ao período em que ele ficou sem o carro. Desde que esse tempo seja superior a um mês.
Como fazer
Para todas as situações, o procedimento para a restituição dos valores é o mesmo. Após o crime, o contribuinte deve registrar um boletim de ocorrência, o que pode ser feito pela internet, no caso de furto, ou em uma delegacia, no caso de roubo. Com o registro do BO, automaticamente o veículo é bloqueado no Detran e cai no cadastro para o procedimento de restituição do IPVA.
De acordo com a secretaria, todo o procedimento é automatizado. O motorista só precisará registrar o BO e esperar. No final de fevereiro de 2009, a secretaria divulgará uma relação com os nomes de todos os contribuintes que têm o direito de receber a restituição no Diário Oficial do estado e no site da Fazenda. Será definido também um cronograma para o pagamento e o banco em que ele deve ser entregue.
Caso o motorista que teve o carro roubado ou furtado neste ano não tenha o nome incluído na lista publicada em 2009, ele pode entrar com um pedido escrito em um dos postos da Secretaria da Fazenda. É necessário levar uma cópia do boletim de ocorrência registrado na época do crime.
Veículos em exposição podem correr acima de 400 km/h.
Salão será aberto ao público nesta quinta-feira (5).
Do G1, em São Paulo
Bugatti Bleu Centenaire chama a atenção pelo design e a cor. O carro vai de 0 a100 km/h em apenas 2,45 segundos e tem a velocidade máxima de 408,47 km/h (Foto: AP)
Eles são velozes, têm design arrojado, cores vivas e fazem parte do imaginário de muitos fãs de automóveis. Os carros superesportivos desafiam os limites da velocidade e chamam a atenção por onde passam. No Salão do Automóvel de Genebra, que abre para o público nesta quinta-feira (5), na Suíça, os supercarros mostram que para quem pode pagar por este luxo não existe crise.
A Bugatti apresenta o bólido Bleu Centenaire, que vai de 0 a100 km/h em apenas 2,45 segundos e tem a velocidade máxima de 408,47 km/h. A Ferrari leva ao salão seus modelos consagrados como California, 430 Scuderia e o 599 GTB Fiorano.
A Pagani revela o Zonda R, que tem motor 6.0 V12 de 739 cavalos, capaz de atingir 100 km/h em apenas três segundos e chegar ate 350 km/h.
A Audi lança a nova edição do conversível Audi TT-RS. A Bentley exibe seu carro mais potente, o Continental Supersports, com motor de 630 cavalos e capaz de alcançar 329 km/h.
E a Porsche leva o 911 GT3 equipado com motor boxer 6 cilindros de 345 cv, o que rende à máquina a aceleração de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos, além do Cayenne com motor a diesel.
Tem ainda Audi S5 conversível, Nissan Infiniti G37 Cabrio, Lamborghini Murcielago LP 670-4 Superveloce, Lotus Evora, BMW Z4…
Pagani apresentou o superesportivo Zonda R (Foto: AP)
Porsche 911 GT3 deverá chegar ao mercado brasileiro este ano (Foto: AP)
Audi TT RS teve apresentação triunfal em Genebra (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Ferrari California deve atrair milhares de flashes (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Detalhe do disco do freio da Ferrari GTB Fiorano (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Lotus Evora é um dos esportivos de destaque em exposição (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Bentley Continental Supersports tem motor de 630 cavalos e alcança 329 km/h (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)
Morena apresenta o carro esportivo Maserati Quattroporte (Foto: Reuters)
Ela terá que comparecer no tribunal pelo uso indevido da emergência.
Latreasa Goodman disse à polícia que, para ela, era uma ‘emergência’.
Da Efe
Uma mulher telefonou três vezes para a emergênciada polícia porque seu McDonald’s ficou sem o McNuggets. (Foto: Divulgação)
Uma mulher na Flórida que telefonou três vezes para a emergência da polícia a fim de reclamar que um McDonald’s tinha ficado sem o McNuggets –pedaços de frango empanados– e não serviu seu pedido deverá comparecer aos tribunais, informou nesta quarta-feira (4) a imprensa americana.
Latreasa Goodman, de 27 anos, residente em Fort Pierce, na costa leste da Flórida, ligou no sábado passado até três vezes de seu celular para o número de emergência da polícia, para denunciar que um McDonald’s tinha ficado sem nuggets e não queria lhe devolver o dinheiro que tinha pago pelo produto.
Goodman teria dito à polícia que comprou dez McNuggets e que uma atendente, após dar o troco, avisou que não havia o produto.
Então, a jovem solicitou a devolução de todo o dinheiro, mas a atendente disse que isso ia contra a política da companhia.
Em seguida, o gerente do restaurante de fast-food disse a Goodman que ela poderia escolher “qualquer outro prato do menu”, algo que a mulher não quis.
Segundo o relatório da polícia, os agentes que foram ao lugar tentaram explicar à jovem que esse não era um caso de emergência.
A mulher respondeu à polícia que, para ela, era uma “emergência”.
“Se eu soubesse que não tinha nuggets, não teria dado meu dinheiro (…). Eles querem me dar em troca um [hambúrguer] McDuplo, mas eu não quero isso”, disse.
Carlos Solorzano, gerente de operações na Flórida da rede americana de fast-food, lamentou o ocorrido, pediu desculpas pelos inconvenientes causados, e disse que devolverão a Goodman todo seu dinheiro.
No entanto a mulher deverá comparecer perante um tribunal por fazer uso indevido do telefone de emergência da polícia.
Primeiramente quero expor o meu parecer sobre este fato,que é horrível,pois a mãe deveria saber que este padastro é um crápula e que não poderia ficar impune,pois ele estava fazendo este ato a + ou _ 3 anos pelo que consta na reportagem.Outro detalhe é qu este arcebispo deveria se preocupar em cuidar da vida dele,pois não deve se meter neste caso,porque não se deve deixar uma criança de 9 anos da a luz a uma criança e mais a duas,é um absurdo e ele agora fala em preservar a vida,pois bem ele vai ajudar a cuidar da criança?ele se responsabiliza pelo risco que corre a menina?ele vai cuidar para que ela tenha um acompanhamento psicológico e que ele vai pagar?
Claro que não então é melhor ele se aparecer de outro modo e cuidar da vida dele,pois falar é fácil mais se colocar no lugar da família não,então Sr. Arcebispo deixa que a família resolve e o Sr. vai cuidar das demais crianças que tem ai em Recife sofrendo este mesmo abuso e procure cuidar antes que aconteça de novo e não venha fazer média depois que aconteceu o fato.
Advogado disse que vai denunciar caso ao Ministério Público.
Padrasto teria abusado de criança e está preso.
Do G1, em São Paulo, com informações do pe360graus/Globo Nordeste
O arcebispo de Olinda e do Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, quis conversar com os pais de uma menina de 9 anos, que está grávida. O padrasto da criança foi preso na semana passada, em Alagoinha (PE), onde a família vivia, quando se preparava para fugir para a Bahia. Ele teria abusado da menina e seria o pai dos gêmeos que ela está esperando.
A menina teve alta hospitalar na terça-feira (3), no mesmo dia em que aconteceu o encontro. Participaram da reunião, além do arcebispo, o advogado da arquidiocese, Márcio Miranda, o pai da menina grávida, o pároco de Alagoinha, padre Edson Rodrigues, e dois conselheiros tutelares.
Para o arcebispo de Olinda e do Recife, a violência sofrida pela menina não justifica o aborto. “A menina engravidou de maneira totalmente injusta, mas devemos salvar vidas”, disse.
O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, afirmou que vai denunciar o caso ao Ministério Público de Pernambuco ainda nesta quarta-feira (4). A ideia é impedir que o aborto aconteça.
Violência
Segundo a polícia, a menina sofria violência sexual desde os 6 anos. O padrasto também é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos.
A gravidez foi descoberta depois que a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira (PE). Os médicos classificaram a gestação da menina como de alto risco, pela idade e por ser de gêmeos. A família dela solicitou a interrupção da gestação, situação que é prevista em lei diante do risco que a menina corre.