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12/07/2009 - 12:02

GALO TERÁ APOIO DA MASSA PARA SUPERAR TABU

RAPOSA E GALO FAZEM CLÁSSICO DE FOCOS APOSTOS

Cruzeiro e Atlético fazem neste domingo um clássico de dois focos. A Raposa entra com um time diferente do habitual e com a cabeça na final da Copa Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Estudiantes. Já o Galo aposta todas as suas fichas na busca pela liderança pelo Campeonato Brasileiro e pelo fim do jejum de 12 partidas sem vencer o maior rival.

O time celeste deve contar com os garotos do time júnior e reservas de boa qualidade para tentar manter a invencibilidade diante do Alvinegro. Quando foi utilizado, o mistão da Raposa mostrou capacidade, mesmo quando saiu derrotado de campo, como foi contra Barueri e Goiás. Do outro lado, os atleticanos contarão com força máxima e acreditam principalmente no bom entrosamento vivido pela dupla Diego Tardelli/Éder Luís. Eles são responsáveis por 11 dos 20 gols do Galo no Brasileiro e juntos já balançaram redes em 44 ocasiões na temporada.

Outro confronto interessante do clássico será entre os dois treinadores, que vivem grandes momentos. Roth comanda pelo segundo ano consecutivo uma equipe que permanece nas cabeças do Brasileirão e quer conquistar o título inédito na sua carreira. Adilson, na Raposa desde o início de 2008, já foi campeão mineiro duas vezes e aposta no caneco da Libertadores, que já levantou como jogador do Grêmio em 95.

Apesar dos objetivos diferentes, os dois técnicos sabem da importância do clássico e farão de tudo para vencer o maior rival.

- O torcedor está muito contente com o nosso time, motivado. Temos muitos sócios-torcedores. Vai ser um jogo emocionante, importante para a nossa equipe – afirmou Adilson.

-Acho que a gente vem numa batida muito boa no Campeonato Brasileiro e não podemos transformar, ou mudar tudo de uma hora para outra. As coisas não são assim. Futebol é sequência de trabalho – afirmou Roth.


CRUZEIRO X ATLÉTICO

Estádio: Mineirão (MG)
Data/hora: 12/07/2009 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP- Fifa)
Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Janette Mara Arcanjo (MG)

CRUZEIRO

Andrey, Jancarlos, Anderson, Neguete e Vinícius; Fabrício, Elicarlos, Bernardo e Athirson; Thiago Ribeiro e Zé Carlos. Técnico: Adilson Batista

ATLÉTIC0

Aranha, Marcos Rocha, Welton Felipe, Werley e Thiago Feltri; Renan, Jonílson, Márcio Araújo e Júnior; Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.

Fonte: Lancepress

APENAS 13.152 INGRESSOS VENDIDOS PARA O CLÁSSICO; NÃO HAVERÁ VENDA NO MINEIRÃO

A venda antecipada de ingressos para o clássico entre Cruzeiro e Atlético deste domingo registrou apenas 13.152 bilhetes vendidos. Destes, 10.647 foram para a torcida do Galo, enquanto 2.505 foram comprados pela torcida da Raposa. Vale ressaltar que não estão sendo vendidos ingressos para a torcida azul no anel superior, já que mais de 14 mil já aderiram ao programa de sócio torcedor do Cruzeiro.

Neste domingo, os torcedores ainda podem comprar entradas, mas não no Mineirão: para os cruzeirenses, será preciso ir para Ginásio do Barro Preto (rua Ouro Preto s/n) e na Sede Campestre (rua das Canárias, 254, Pampulha). Os atleticanos podem comprar na Sede de Lourdes e no Labareda. O preço dos ingressos é:

Cadeira Especial – R$ 100,00
Cadeira Superior – R$ 40,00
Cadeira Inferior/Setor – R$ 25,00
Geral – R$ 15,00

MASSA LEVA O GALO À LIDERANÇA

O Atlético deixou o título estadual escapar em 2009, mas o segundo semestre da equipe mineira tem sido bem diferente. Que o diga o torcedor atleticano, que até a nona rodada faz do clube o com maior média de público como mandante no Campeonato Brasileiro. Os números da torcida na arquibancada impressionam os adversários, até mesmo aqueles que estão acostumados a liderar tais estatísticas. O Galo tem, inclusive, não só a melhor média, mas também o maior público absoluto nos jogos realizados no Mineirão. Isso pode ser mais um incentivo para o torcedor comparecer ao clássico deste domingo, dia 12 de julho, diante do Cruzeiro, pela décima rodada.

Nos quatro jogos que fez em sua casa, o Atlético ainda não perdeu. Foram duas vitórias e dois empates. O time de Celso Roth venceu o Grêmio, por 2 a 1, e o Náutico, por 3 a 0. Já contra o Santo André, o time ficou no empate sem gols, enquanto também só conquistou um ponto contra o Botafogo, no empate por 1 a 1 na última rodada. O total de público nestes quatro jogos foi de 130.509 pessoas, uma média de 32.627 torcedores por jogo no Mineirão.

Em 90 jogos realizados até este momento no Campeonato Brasileiro, o Galo é o mandante do terceiro e do quinto lugar entre os dez maiores públicos da competição. O duelo de alvinegros, entre Atlético/MG e Botafogo, contou com 48.652 torcedores pagantes, ficando no terceiro lugar. Duas posições abaixo está a partida entre Atlético/MG e Náutico, vencida pelos mineiros por 3 a 0, sob os olhos de 40.822 pagantes.

A diretoria mineira poderia ter ainda mais motivos para sorrir, mas o preço mais barato dos ingressos não deixa o clube liderar as estatísticas de arrecadação. O Atlético é atualmente o terceiro colocado na lista, com R$ 1.894.698,00 arrecadados nos quatro jogos no Mineirão, ficando em terceiro também na média, com R$ 473.674,50. À frente do Galo estão Corinthians e Flamengo, no total absoluto. Na média, o Rubro-negro carioca ultrapassa o time paulista, já que o Flamengo realizou quatro jogos em casa, enquanto o Corinthians jogou cinco vezes no Pacaembu.

Apesar de voltar ao Mineirão já neste final de semana, o jogo não servirá para fins de estatística para o Galo, já que o mandante é o Cruzeiro. Em segundo lugar na classificação do Brasileirão, os comandados de Celso Roth permanecerão em Belo Horizonte para jogar na rodada seguinte, quando recebem os jogadores do São Paulo no Mineirão, no dia 16 de julho. Será mais uma oportunidade para o torcedor atleticano lotar as arquibancadas.

PELA 2ª VEZ, DESDE 2003, GALO CHEGA A CLÁSSICO MELHOR QUE RIVAL

 

Vice-líder do Brasileirão, posição em que nunca terminou a competição desde a implementação do sistema de pontos corridos, em 2003, o Atlético disputará um clássico, pela segunda vez nos últimos seis anos, ocupando uma melhor colocação que o rival Cruzeiro.

A primeira vez que isso aconteceu foi na temporada 2007, quando o alvinegro era o quinto colocado e o Cruzeiro ocupava apenas a 12ª posição na tabela de classificação. A lembrança, porém, não foi boa para o time alvinegro, que acabou derrotado pelo rival celeste, por 4 a 2.

Com a vitória no clássico de 2007, pelo Brasileirão, a equipe comandada por Dorival Júnior iniciou a mudança na tabela de classificação entre as duas equipes. No fim da competição nacional, o time celeste ficou com a vaga na pré-Libertadores, enquanto o alvinegro, mesmo com a arrancada no fim, terminou apenas com uma vaga na Sul-Americana do ano seguinte.

Este ano, envolvida na final da Libertadores, a equipe cruzeirense não vai bem no Brasileiro, ocupa a 13ª colocação, enquanto o rival alvinegro, com um bom começo de competição, está na vice-liderança, com 18 pontos, dois a menos que o líder Internacional.

“O Cruzeiro está a um passo de ser Campeão da Libertadores e é obvio que tem de estar voltado para a Libertadores. Mas a gente sabe que eles não virão com uma equipe totalmente reserva. Eles estão pensando na Libertadores, mas também tem uma preocupação com o Brasileiro”, comentou o atacante Éder Luís.

O experiente lateral Júnior ressalta que os números recentes, vêm aumentando a pressão em cima dos jogadores atleticanos para conseguirem bons resultados sobre o rival. “Já sabemos que a torcida do Atlético é fanática e quando estamos bem ela comparece. Esperamos dar essa alegria a eles. Estaremos jogando também pela liderança do Campeonato. Estamos numa fase boa e esperamos que ela dure muito tempo”, disse.

“A torcida fica um pouco ansiosa, mas temos que pensar que é mais um jogo de futebol. Esperamos ir com tranquilidade, pois quando você entra com muita ansiedade diante do maior rival as coisas tendem a ficar muito negativas. Temos que entrar conscientes e colocar em prática o que trabalhamos durante a semana”, finalizou Júnior.

DISPOSTO A CONFUNDIR ROTH, ADILSON RELACIONA 4 TITULARES

Adilson Batista prometeu um time competitivo para o clássico deste domingo e deve cumprir. No fim da manhã deste sábado, o técnico do Cruzeiro divulgou a lista dos jogadores convocados para a partida contra o Atlético, no Mineirão, às 16h de domingo, pelo Brasileiro. Vinte e quatro atletas foram relacionados, mas seis serão cortados até a hora do confronto.

 Adilson aposta em um time misto, com jogadores da base, e deixa alguns titulares descansando para a segunda partida da final da Libertadores, contra o Estudiantes (ARG), na próxima quarta, em Belo Horizonte.

Três jogadores que se recuperaram de lesão estão na lista: Sorín, Athirson e Fabrício. Além deles, quatro titulares da partida do meio de semana, em La Plata, são opções. O zagueiro Anderson, o atacante Wellington Paulista e os volantes Henrique e Ramires podem enfrentar o rival. Ramires, aliás, seria uma surpresa. Negociado em maio com o Benfica, de Portugal, inicialmente ele só participaria dos jogos pela Libertadores.

As dúvidas do treino da sexta-feira persistem. É bem provável que Anderson forme a dupla de zaga com Neguete ou Luisão. Apesar de ter Athirson, não será novidade se o zagueiro Vinícius for improvisado na lateral esquerda. O provável time é o seguinte: Andrey, Jancarlos, Luisão (Neguete), Anderson e Athirson (Vinícius); Fabinho, Fabrício, Elicarlos e Bernardo; Thiago Ribeiro e Zé Carlos. 

CONFIRA OS JOGADORES RELACIONADOS PARA O CLÁSSICO:

Goleiros: Andrey e Rafael
Laterais: Athirson, Diego Renan, Jancarlos e Sorín
Zagueiros: Anderson, Luisão, Neguete e Vinícius
Volantes: Elicarlos, Fabinho, Fabrício, Henrique, Mateus, Ramires e Uchoa
Meias: Bernardo e Dudu
Atacantes: Rômulo, Thiago Ribeiro, Wanderley, Wellington Paulista e Zé Carlos.

JÚNIOR CURTE BOA FASE NO MEIO-CAMPO

O técnico Celso Roth decidiu que vai optar pelo esquema que melhor tem funcionado no Atlético neste Brasileirão no clássico contra o Cruzeiro. Desde que deslocou o lateral-esquerdo Júnior para a o meio-campo e tirou Thiago Feltri do banco, o Galo não perdeu. Foram quatro vitórias e um empate. Para Júnior, a formação tem tudo para dar certo neste domingo.

- É uma função à qual eu estava bem adaptado. Depois da ausência do Thiago Feltri (expulso contra o Náutico), fui deslocado para a lateral e não rendi tanto. Tenho rendido bem mais no meio – comparou.

A explicação de Júnior é simples. Para o pentacampeão, a marcação que recebe fica um pouco menos complicada quando se está na armação das jogadas de ataque.

- Na ala, o espaço para jogar é mínimo. No meio, tenho mais liberdade para criar – resumiu.

Cruzeiro e Atlético se enfrentam às 16h (de Brasília), no Mineirão. O Galo é o vice-líder, com 18 pontos, dois a menos que o Internacional. A Raposa está em 13º, com dez.

HISTÓRIAS DO CLÁSSICO

Houve nomes históricos como Tostão, Dirceu Lopes, Reinaldo, Dario Dadá, Zé do Monte, Natal, Jairzinho (furacão da copa de 70) e Roberto Batata. Tinha os “marrentos” Mário de Castro e Revetría. E curiosamente “desertores” – Nelinho, ídolo cruzeirense na década de 70 jogou no Atlético na década de 80. E o troco veio com Toninho Cerezzo, símbolo do galo nos anos 80 foi campeão mineiro em 94 com a raposa. Além de Guilherme e Fábio Júnior. Não importa: nada se compara à Cruzeiro x Atlético. Nada!

PRINCIPAIS CLÁSSICOS

27/11/1927 – ATLÉTICO 9 X 2 PALESTRA ITÁLIA – O galo mostrou quem manda na cidade.


O Palestra Itália vinha ganhando a simpatia de vários torcedores de Belo Horizonte, uma cidade com então 60 mil habitantes. O América era a força amadora e o Atlético por sua vez, a resposta da massa. Em 23, o Atlético sofrera um 5 x 3 que não fora esquecido. Em 1927 viera a oportunidade da forra. Partida disputada ainda no estádio do Alameda, 15 mil presentes assistiram ao jogo histórico. O Palestra partiu para o ataque querendo resolver logo a partida. No entanto, a estratégia do galo era defender com 11 e atacar com 10 (e o Rinnus Michel da Holanda que levaria a fama!). Resultado: aos 5 minutos Jairo fez 1 x 0 Atlético. Logo, Said e Mário de Castro aumentariam a vantagem para o Atlético. No final do 1o. tempo, o gol do Palestra daria a falsa impressão que o jogo se equilibraria na etapa complementar. Aí, Mário de Castro foi a figura do jogo. Típico mineiro que “come quieto”, ele pouco apareceu no 1o. tempo. Mas a torcida sabia que ele, normalmente desanimado no 1o. tempo, reservava o seu show para a 2a. etapa. E não deu outra: Mário de Castro fez 3 gols, e a torcida não parava de rir dos palestrinos, que começaram a sair do estádio. Aos 35 minutos o Atlético aplicava a surra de 7 x 2 mas teria mais. Mário de Castro (que fizera 5 nesse jogo) e Hugo completaram a surra: Atlético 9 x 2 Palestra. Precisava perguntar quem era o melhor da cidade ?

 

01/05/1955 – ATLÉTICO 2 X 0 CRUZEIRO – Finalmente, o galo é tri.

 

Até a década de 50, sempre que o Atlético conseguia o bi campeonato estadual, o campeonato seguinte entrava areia. Em 1928 o Atlético partiria para o tri. Não só não conseguiu, como viu o Palestra Itália (que seria o Cruzeiro na década de 40) conquistar o tri de 1928-1929-1930. O mesmo aconteceria em 1940 com o título do Palestra, em 1943 onde o Cruzeiro conquistaria seu primeiro tri-campeonato sobre essa “marca”. Em 1951 foi a vez do Vila Nova, com um time fortíssimo acabar com a graça do Galo de Belo Horizonte. Tornar-se tri era uma obsessão. Em 1954 o Galo estava lá novamente. O Cruzeiro era novamente o rival. E seriam 4 jogos que entrariam para a história do time. O Cruzeiro havia conquistado dois turnos (20 pontos ganhos) e o Atlético um (10 pontos ganhos). Logo, bastava dois empates ou uma vitória à Raposa para colocar novamente água no chope. Detalhe: o regulamento pontuava vitória com 5 pontos, e empate com 2,5. Restava ao Galo só vencer. Primeiro jogo: Atlético 2 x 0 Cruzeiro. Segundo jogo: Atlético 3 x 0 Cruzeiro. Pronto, a vantagem da Raposa tinha ido pelos ares. E pra aumentar o sofrimento, o terceiro jogo empate de 1 x 1. Resultado, o estadual seria definido em um quarto jogo. O Cruzeiro contava com Sabu, Guerrino e Raimundinho e era tido como franco favorito. O Galo contava com o histórico Zé do Monte e Gastão. O jogo começa e o Cruzeiro manda. A torcida do Atlético acorda e começa a exigir raça, a xingar os jogadores mexendo com o brio dos atletas. Sinval começou a ter mais refresco no gol do alvinegro. Aos 16 minutos, Ubaldo marca o 1o. gol do Atlético. O Cruzeiro não desanima e parte para pressão. A zaga atleticana, numa verdadeira batalha dramática, afastava como dava às ofensivas do time azul. No final do jogo, apesar do erro do árbitro não marcando um toque de mão do defensor do Galo, Joel marcou aos 43 minutos o gol redentor. Final: Atlético 2 x 0 Cruzeiro. O Galo não só era tri, como conquistaria o inédito pentacampeonato (sendo que o torneio de 1956 fora dividido com o Cruzeiro).

 

26/11/1967 – CRUZEIRO 3 X 3 ATLÉTICO – O maior clássico de todos os tempos.

O Atlético estava com vantagem de 5 pontos. Bastava vencer o rival que o título ficaria com o galo. O Cruzeiro tinha um bom time, com Piazza, Natal, Dirceu Lopes e Tostão. O centroavante cruzeirense se contundiu e não pode jogar. Resultado, o Galo foi pra cima e não teve dificuldades pra abrir 3 x 0. A torcida atleticana comemorava o título quando, Natal diminuiu para o Cruzeiro. E como dizia Silvio Luis, vantagem por 2 gols de diferença é ilusório. Não deu outra. O Cruzeiro acordou. Natal fez novamente calando a massa alvinegra. Aos 30 minutos, o grande choque: Dirceu Lopes sofre pênalti. Piazza cobra e empata: 3 x 3 ! E se não fosse os caprichos dos deuses do futebol, Zé Carlos chuta a bola na trave aos 44 do 2o. tempo, o que seria o gol da vitória cruzeirense. O empate bastou, e deu garra pra Raposa partir pra cima do rival e conquistar o tri-estadual. Em 1969 a irresistível Raposa seria penta.

 

03/04/1977 – ATLÉTICO 2 X 0 CRUZEIRO – A molecada do Atlético se deu melhor e levou o campeonato invicto!


O Atlético havia conquistado seu único título estadual no Minerão em 1969. Nem o Brasileiro de 71 tivera o gramado do novo estádio de Belo Horizonte como testemunha. A vitória na final de 76 fora inesquecível. O Cruzeiro havia sido campeão sul-americano e vice mundial em 75 e vice da Libertadores em 76. Tinha um timaço com Raul Plasmann, Nelinho, Piazza, Joãozinho e Zé Carlos. Ao galo, a juventude reinava, com nomes de talento como Paulo Isidoro, Vantuir, Toninho Cerezzo e Reinaldo. Experiência e juventude estariam em jogo. O Cruzeiro não vivia bons momentos. Além de ter sofrido duas derrotas sucessivas por 2 x 0, Nelinho, apesar de ter renovado o contrato para o jogo, estava prestes a sair da Toca da Raposa. E Dirceu Lopes, o maior nome do time, briga com o técnico e sai da concentração. O clima pesado não daria em outra: a dupla Reinaldo e Marcello repetiriam o mesmo placar dos outros 2 jogos – Atlético 2 x 0 Cruzeiro. O destaque foi o drible, que Reinaldo deu de calcanhar em Piazza no meio de campo. Na seqüência, ele passa para Paulo Isidoro e dispara. Reinaldo recebe o passe, passa por Morais, entra na área e toca na saída de Raul Plasmann. Fora o 1o. gol, o suficiente para dar aos cruzeirenses a confirmação do que eles temiam: o título invicto do alvinegro.

 

09/10/1977 – CRUZEIRO 3 X 1 ATLÉTICO – E Revetría justifica a fama de carrasco do galo.


A final de 1977 foi de matar. Melhor de 3 jogos entre Cruzeiro e Atlético. O Galo sai na frente no primeiro jogo vencendo por 1 x 0. No segundo, o Cruzeiro venceu sofrido: 3 x 2. Logo, o terceiro jogo seria uma negra de matar. Cerezzo convocava a torcida a ir ao Mineirão com faixas de bi-campeão e bandeiras. Afinal, 1 ano antes a molecada atleticana surpreendeu os “velhinhos” cruzeirenses. No início do jogo, o Atlético começou melhor, e Reinaldo abriu o placar para o Atlético. O empate bastava ao Galo e o 1 x 0 era a certeza da conquista eminente. Mas, no vestiário os jogadores cruzeirenses se inflamam sob o “Vamos que dá” de Raul, Nelinho e do técnico Iustrich. E deu. Revetría empatou aos 26 minutos. Cansado, o carrasco atleticano é substituído por Lívio, que se tornou fator fundamental para desarmar o Atlético. Enquanto isso, Joãozinho desdobrava-se em campo, estando no ataque e ajudando a defesa. Joãozinho marcou o 2o. gol e Márcio superou Ortiz e fez o 3o. Resultado: um jogo pra nenhum cruzeirense esquecer.

 

16/12/1984 – ATLÉTICO 1 X 0 CRUZEIRO – Depois de 6 anos, os cruzeirenses sofreram para comemorar o título.


O Atlético era hexacampeão mineiro. O campeonato mineiro de 1984 foi marcado por um regulamento mal redigido, que dava margem à dupla interpretação. No primeiro jogo da decisão do returno o Cruzeiro vencera o Supergalo por 4 x 0 (O Cruzeiro fora campeão do 1o. Turno). O regulamento declarava que, a equipe com maior número de pontos no turno jogava por dois resultados iguais. Logo, o Atlético tinha a vantagem, e argumentava que bastava vencer o jogo para ser declarado campeão do turno e assim, exigir dois jogos decisivos. Então, armou-se uma “ópera bufa”. O Atlético ganhou por 1 x 0 e comemorou o título do turno. Já os cruzeirenses, também comemoraram o título junto à torcida. A decisão fora então para os tribunais. O Cruzeiro já havia acertado até o carro do corpo de bombeiros. No entanto, na hora em que os jogadores iam subir, o capitão do corpo de bombeiros não permitiu, alegando que, sem troféu, não podia ser declarado campeão e não haveria festa com a participação dos bombeiros. A solução foi improvisar a comemoração num caminhão de areia, promovendo um estranho cortejo comemorativo. Por fim, a FMF concedeu o título ao Cruzeiro.

 

15/12/1985 – ATLÉTICO 1 X 0 CRUZEIRO – A raça de Elzo valeu o título.


Cruzeiro e Atlético realizaram a mais equilibrada das decisões do campeonato estadual. Três jogos, três empates – 0 x 0 , 2 x 2, 0 x 0. O jogo decisivo também não saíra do empate. Resultado, novamente num dia de chuva, a decisão iria para uma prorrogação. Enquanto os jogadores do Cruzeiro bebiam água no intervalo e chupavam laranjas, o drama tomava conta do Atlético. Primeiro, pela substituição ainda no tempo normal de Heleno por Vito Capucho. Depois Paulinho estafado e gripado sentiu tonturas e correu para os vestiários pra fugir um pouco da chuva. Mas o pior seria Elzo. Ele teria o supercílio aberto e, também gripado, precisaria receber uma bandagem grossa em volta da cabeça para estancar o sangramento. De “morto”, Elzo entrou elétrico e começou ali a decidir o jogo. Os companheiros animaram-se e, superando a retranca cruzeirense que tentava levar o jogo para a disputa em pênaltis, Paulinho marcou logo aos 2 minutos do 2o. tempo da prorrogação o gol redentor. Atlético 1 x 0 Cruzeiro. Nos vestiários, Isidoro gritara a todos “E quem disse que nós estamos velhos?”. Boa pergunta!

 

03/06/1990 – CRUZEIRO 1 X 0 ATLÉTICO – E o herói fugiu da festa.


Todo pobre mortal sonha com momentos heróicos, recebendo os louros da vitória. Mas e se for um herói problema? O jogo que valeu o campeonato mineiro de 1990 em si teve em si, pouca mudança. Muita garra, determinação, técnica e amor à camisa. Mas a figura do jogo atendia pelo apelido de Careca. Dois dias antes da final, ele simplesmente não apareceu à Toca da Raposa para treinar. Seus argumentos posteriores não colaram, e o técnico Ênio Andrade foi taxativo: “Vou escalá-lo. Se não jogar bem, será substituído e vaiado pela torcida”. No jogo, Careca acabou com o Galo e marcou aos 22 minutos do 2o. tempo o gol do título. Ao final, saiu correndo de campo, entrou nos vestiários, recusou-se a dar a volta olímpica e se trancou no banheiro para não receber os famosos tapinhas nas costas. Pode?

 

08/06/2000 – ATLÉTICO 1 X 1 CRUZEIRO – O campeonato conquistado valeu

 

em dobro pro Atlético: campeão Mineiro e time do século.

Foi a 38a. conquista atleticana em Minas Gerais. Passado o trauma de ser coadjuvante no Magalhães Pinto, o empate em 1 x 1 com o Cruzeiro deu ao Atlético dois títulos de uma só vez: campeão estadual e campeão do século. Num ano em que o Atlético lidava com a Libertadores da América, o Galo só perdera para o Cruzeiro e América. Mas, mesmo assim, com ampla vantagem o Atlético entra no Mineirão precisando apenas do empate. Ao Cruzeiro, a missão era quase impossível: vencer o rival e provocar a decisão do campeonato em um terceiro jogo, em que o Atlético entraria assim mesmo com a vantagem do empate. Mas não deu. Velloso pegava tudo lá atrás, Ramón e Guilherme apavoravam no ataque, enquanto que Gallo, Claison e Lincoln bloqueavam os avanços da raposa. Atlético 1 x 1 Cruzeiro.

 

16/09/2007 – CRUZEIRO 4 X 3 ATLÉTICO – Em clássico com sete gols, Cruzeiro volta a bater o Galo.

Antes do clássico, uma tragédia. Em um confronto entre torcedores por volta das 14h, horário de Brasília, duas pessoas morreram. Além delas, outras quatro foram feridas no incidente. A equipe celeste começou melhor o primeiro tempo e ameaçou o adversário logo aos seis minutos, quando Mariano cruzou na segunda trave para Marcelo Moreno. Sem ângulo, o atacante chutou em cima de Edson. Mas aos 11 o time não desperdiçou a oportunidade que teve. Roni foi acionado na esquerda, invadiu a área e tocou na saída do goleiro para abrir o placar no Mineirão.  Atordoado, o Galo viu seu oponente ampliar a diferença aos 24 minutos, quando Maicosuel sofreu falta dentro da área de Thiago Feltri. Roni foi para a cobrança, estufando a rede adversária para marcar seu nono gol. No entanto, o Atlético não deixou seu rival comemorar por muito tempo. Aos 30 minutos, Coelho cobrou uma falta na entrada da área, acertando a trave. Gérson chegou para o rebote e, sem marcação, só teve o trabalho de colocar a bola para o fundo do gol. Animada, a equipe teve a chance de empatar aos 35, mas Leandro Almeida cabeceou para fora depois de uma cobrança de escanteio. Só que dois minutos depois não teve jeito. Coelho cobrou um escanteio da esquerda e Marinho apareceu bem na primeira trave, desviando com categoria para matar a fome de gols e ainda deixar tudo igual em Belo Horizonte. O lateral-direito do Galo quase virou o marcador em uma falta. Entretanto, Fábio conseguiu fazer a defesa, espalmando para escanteio aos 40 minutos. Na etapa final, Marinho virou o jogo aos dez minutos, depois que Marcinho foi derrubado na área pelo goleiro Fábio. O atacante partiu para a cobrança da penalidade e colocou a bola no canto esquerdo. Mas a resposta não demorou a chegar. Em seu primeiro lance na partida, Guilherme chutou de fora da área, achando o canto esquerdo do gol de Edson aos 17 minutos. A virada do Cruzeiro veio aos 32 minutos, quando Roni chutou fora da área e Edson espalmou. No rebote, Guilherme apareceu sozinho na área e fez seu segundo gol do jogo. Três minutos depois, Kerlon partiu para cima da marcação com o “drible da foca” e foi parado com falta violenta de Coelho, que foi expulso de campo. Após isso, foi dado início a uma confusão generalizada dentro de campo, com os jogadores se empurrando enquanto o árbitro e seus auxiliares tentavam acalmar os ânimos. Com um homem a mais, o time celeste tomou conta do meio-campo e só tocou a bola até o final do jogo

 

 

 

Autor: Marguitte - Categoria(s): Esportes Tags:


2 comentários para “GALO TERÁ APOIO DA MASSA PARA SUPERAR TABU”

  1. Juliano-Ipatinga disse:

    Ninguém tem dúvidas de que esse clube s/ identidade é freguês. Os números são claros
    Hoje o meu palpite é : Galo 3 x 1 Palestra

  2. Jorge Campos disse:

    Boa Tarde.
    Vai ser um jogo muito fraco. A previsão da presença do público no jogo de hoje é inferior a 25 mil.
    No campo eu acho que vai dar Galo.
    Espero que o Galo vença por 2 x 1

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