A primeira vez que ouvi sua voz numa rádio qualquer da vida pensei se tratar de mais uma menininha querendo fazer rock, mas logo ela deixou uma pulguinha atrás de minha orelha ao declarar ser fã de Marcelo Nova e o Camisa de Vênus, uma das maiores bandas de minha geração, ácida, inteligente e muito divertida.
Quando vi seu rosto e sua postura continuei pensando se tratar de uma menininha querendo fazer rock e impressionar roqueiros.
Na terceira ou quarta vez já me apaixonei pelo seu som e principalmente por ela.
Num mundo hoje dominado por CPMS da vida, NXS da vida, FRESNOS frescos e veadinhos da vida, PITTY é para mim (roqueiro de berço) oxigênio puro!
Sou seu fã e seu admirador, suas letras (que ela própria compõe) falam diretamente de conflitos, dúvidas, decepções, esperança em ser e ser e coisas do gênero, enfim, tudo que alguém que queria mudar o mundo ao lado de Cazuza (Gênio) e que hoje vive em cima do muro gostaria e gosta de ouvir.
Musa como mulher, musa como pessoa, musa como inspiração!
Pitty: ADORO!
Marcelo
Maravilhosa cantando Malandragem, letra de Cazuza (Gênio) que Cássia Eller, outra maravilhosa, eternizou!
Em minha opinião, o Guns n’ Roses foi a última grande banda que surgiu na música, grande não só no talento mas principalmente na popularidade. Em poucos anos de estrada já podiam ser considerados como a “maior banda do planeta”, lotando estádios e mais estádios ao redor do globo. Logicamente que pouco tempo após seu surgimento apareceu o movimento grunge, que literalmente abalou as estruturas do rock, mas Nirvana, Pearl Jam e companhia não lotavam estádios e shows com a mesma facilidade alcançada pelo Guns, não desfazendo da importância e capacidade de tais bandas (que também aprecio muito), apenas comentando uma realidade que vi e convivi. Axl e sua troupe até hoje são criticados por alguns, mas acredito ser este o preço da fama, alias, até hoje há quem critique os Stones, por exemplo. Entendo ser este o preço que bandas de “arena” pagam, contudo, a revolução que causam e o número de fãs que conquistam é o que realmente importa. Em pouco tempo a popularidade do Guns n’ Roses ao redor do planeta era monstruosa, revistas, camisetas, noticiários (bons ou ruins) cercavam a marca Guns n’ Roses, o que, depois deles, não é mais visto mundo afora com tamanha facilidade. Estádios continuam sendo lotados, mas principalmente por nomes já consagrados como os citados Stones, Madonna e U2, não vemos mais bandas recentes com a mesma fama e poder de mídia que acompanhou o Guns em sua trajetória e acredito que Appetite for Destruction tem uma parcela enorme de colaboração em toda essa história. Um disco clássico, intensamente tocado em rádios, bares, por bandas covers e afins, com um repertório irrepreensível para aqueles que apreciam o bom e velho hard rock / heavy metal (berço no qual me criei). Nesse disco a banda desfila clássico após clássico, um verdadeiro petardo, lá estão, por exemplo, Welcome to the Jungle, Mr Brownstone, Paradise City, My Michelle, Nightrain, It’s So Easy, Sweet Child O’Mine e Rocket Queen (onde reza a lenda que os gemidos que podem ser ouvidos no meio da música foram gravados à escondida por Axl durante uma “festinha particular” no estúdio), entre outras. Appetite for Destruction – um clássico absoluto! Ouça no Volume Máximo!
Corinthians, Flamengo, Internacional, Santos e Vasco elegeram, através de seus torcedores, as novas pinturas de seus ônibus que servirão suas equipes profissionais em 2009, uma atitude bastante interessante já que o que move a paixão por um clube é a identificação de seu torcedor com ele e atitudes iguais a essa só aumentam a admiração dos torcedores pelos seus times. Particularmente, gostei mais do ônibus do Santos.
OS MELHORES DO MUNDO!
A IFFHS – Internacional Federation of Football History & Statistcs elegeu os 350 melhores clubes do futebol mundial, usando como parâmetro suas campanhas ao redor do mundo desde 1991. O Manchester United é o melhor colocado e entre os dez melhores está o SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE em oitavo colocado, ficando à frente de clubes renomados como Arsenal, Juventus, Internazionale, Real Madrid e Milan, além de estar à frente de outros clubes brasileiros como Flamengo, Palmeiras e Internacional. A lista completa pode ser conferida no sítio oficial da IFFHS.
Os dez melhores:
1º Manchester United – Inglaterra – 292 pontos
2º Bayer de Munique – Alemanha – 272
3º Barcelona – Espanha – 268
4º Liverpool – Inglaterra – 267
5º Boca Juniors – Argentina – 262
6º Chelsea – Inglaterra – 245
7º Estudiantes de La Plata – Argentina – 230
8º São Paulo Futebol Clube – Brasil – 223
9º Roma – Itália – 222
10º Olympique de Lyon – França – 212
Marcelo(Eterno Tricolor, “puxando a sardinha pro meu espeto!”)
Rodrigo, um jovem de 25 anos, acordou naquela manhã entusiasmado com a certeza de que aquele dia lhe guardava algo muito especial. É claro que boa parte dessa expectativa advinha do fato daquele dia ser o qual ele se apresentaria a uma entrevista para preencher a vaga de assistente publicitário, que já havia sido remarcadapor três vezes. Levantou-se, banhou-se, preparou o seu café e aprontou o seu único terno, cuja última vez que vestiu foi no casamento de sua irmã, há cinco anos; mas, estava em ordem. Devido às poucas oportunidades para usá-lo, ainda conserva um bom caimento, uma boa textura e cor. A camisa era branca, como o seu falecido o havia sabiamente ensinado: “Filho… Se algum dia precisar vestir um maldito terno, não perca tempo com combinações complicadas. Terno escuro ecamisa branca. Assim, qualquer gravata parecerá boa.” A orientação não era lá essa coisa, mas era a única que ele tinha. E deu para o gasto. Porém, tinha outra dica, essa dada pela sua mãe: “Filho… Um homem deve sempre primar por um par de sapatos, ele faz toda a diferença na elegância”. Ele jamais precisou se preocupar com sapatos, pois não os usava. Tênis era o seu “wear”. Mas, como a ocasião pedia, lá foi ele preparar o calçado que o levaria ao local de seu momento especial…
Enquanto isso, em outro canto da cidade, Jonas, um senhor de 45 anos, pai de três filhos adultos, casado com a D. Cecília, mulher de 51 anos, acometida por um fatal enfisema pulmonar, se preparava, como cotidianamente fazia, havia 25 anos, para ir para a Tecelagem Sin Hang, onde exercia as funções de supervisor de produção. Embora o tédio lhe consumisse, gostava do que fazia, afinal já tinha recebido sua terceira promoção e o plano de saúde era bom e garantia um conforto para a sua esposa. Era também com esse emprego que tinha conseguido criar, educar e capacitar sua prole para o mercado de trabalho. Sem se esquecer, é claro, que com o bônus de produtividade, conseguiu bancar o casamento de seu filho do meio. Hoje, todavia, algo diferente aconteceu: ele estava atrasado. Sua mulher teve uma noite péssima, devido a incapacidade de seus pulmões captarem oxigênio e ele teve que preparar o uniforme, o café e a marmita. Nada de mais, afinal faltava pouco para se aposentar e não valia à pena ficar faltando. Ademais, ele era grato porque tinha em mente que cada dia de trabalho correspondia a um dia a mais de vida a sua companheira. Ele conseguia arcar com os remédios e o convênio médico lhe proporcionava uma boa cobertura, de forma que cada vez que sua mulher precisava de atendimento de urgência, não havia necessidade de se socorrer a nenhum de seus filhos. Sim, era grato, para ele o trabalho estava iludetemente salvando uma vida: a da sua mulher, portanto, mesmo que estivesse atrasado ele estava determinado a ir trabalhar…
- Cadê os sapatos? Essa era a pergunta que atormentava Rodrigo. Percebeu então que não possuía um par de sapatos descentes. Lembrou-se que Gabriel, seu colega do andar de baixo, era o que se chamava de metrossexual e, com certeza, ele havia de ter, entre os tantos pares, um que pudesse ser emprestado para ocasião. Não houve recusa, um “calçante” mais “da hora” que outro. Só tinha um problema: Rodrigo calçava 39 e Gabriel 41. Nada que não pudesse ser suplantado, até porque seria somente um dia. Depois, ele se preocuparia em comprar alguns pares para ir trabalhar. Se conseguisse a vaga…
Não havia mais tempo, Jonas teria que sair agora para poder pegar o trem que o levaria ao Largo da Concórdia. Deixou a garrafa térmica abastecida para quando a sua mulher se sentisse mais disposta a levantar e saiu correndo. Antes de sair, borrifou o único desodorante que viu pela frente: Almas de Flores e pegou um dos chicletes de nicotina de Cecília, pois não havia tempo para escovar os dentes…
A camisa estava bem, a gravata boa e o terno melhor ainda por cima de tudo… E os sapatos? Um pouco folgados, mais combinava perfeitamente com o conjunto. Rodrigo conferiu a pasta e estava munido de todos os documentos que precisaria para se apresentar ao RH. Memorizou o itinerário: busão até a estação Metrô-Brás, metrô até a Sé e correr até a Rua XV de Novembro. Ao caminhar até o ponto de ônibus, percebeu que ao andar o sapato do pé direito escapava do calcanhar, embora estivesse usando duas meias…
O sabor não era bom mais disfarçava bem o hálito de café e pão-com-manteiga, pensava Jonas, enquanto o seu relógio de pulso acusava estar um pouco atrasado, mas era só correr depois que descesse da composição férrea e chegaria tempo…
O “rolê de busão” não deixava Rodrigo a “vont’s”, se sentia como um cigarro num maço de um bolso de bêbado: bem amassado. Mas, já estava chegando, o busão só iria subir o Viaduto Gasômetro e cair na Avenida Alcântara Machado e era só ele pegar o metrô…
Para Jonas a coisa estava tranqüila, o trem chegou no horário e ele estava de desvencilhando da multidão que desembarcava na Estação Roosevelt; depois era só seguir pela Rua Domingos Paiva e alcançar a Rua Oriente, endereço de onde trabalhava…
Não adiantava: não havia faixa preferencial de ônibus, pensamento positivo, mandinga ou entusiasmo que fizesse aquele busão andar. O tráfego estava embaçado. Vendo a possibilidade se atrasar, Rodrigo optou por descer ali mesmo e seguir o trajeto a pé. Afinal era só seguir pela Rua Domingos Paiva passar por dentro da estação Roosevelt e pegar o metrô na estação do Brás. Seguiu apressadamente, não queria perder um minuto sequer. O sapato se soltava ao andar e isso o incomodava, porém decidiu caminhar mais rápido…
Ao cruzar a esquina com a Rua Prudente de Moraes, Jonas, achou melhor atravessar para o outro lado da calçada já que deveria dobrar à direita para seguir para o Largo da Concórdia. O chiclete havia perdido o sabor e então… cuspiu-o, no meio da rua,ao abrir o semáforo e ele atravessar de um lado para outro da calçada. Sentiu-se aliviado, o ar fresco entrava por sua boca novamente…
Rodrigo, cada vez mais desconfortável com aquele sapato, achou estranho ao esbarrar em um senhor distinto, mas com um cheiro de perfume de mulher. Apertou mais ainda o passo. O semáforo fechou para os pedestres, mas ele vira uma pequena possibilidade de alcançar o outro lado da calçada. Correu, furando o sinal vermelho. Sentiu que era arriscado, mas ele era jovem e não podia perder tempo e, consequentemente, a sua chance deemprego. Ouviu a buzina dos carros e sentiu o sapato “da hora” ficar preso num chiclete que havia jogado no chão, atrapalhou-se, caiu e sentiu um impacto do metal em sua face.
Na próxima manhã, a mulher de Jonas havia acordado cedo, estava se sentindo bem melhor, preparou-lhe o café e seu uniforme. Ele saiu mais cedo para comprar um jornal popular para ler na condução, pois ficou sabendo que um jovem havia morrido vítima de atropelamento num cruzamento perto do seu local de serviço, queria saber dos detalhes.Correu os olhos rapidamente e se pos a ler a notícia buscada, aliviado por ter escovado os dentes e não precisar daquele chiclete de nicotina que havia mascado no dia anterior…
RAGE AGAINST THE MACHINE – RAGE AGAINST THE MACHINE (1992)
Esta seria apenas mais uma capa de um álbum, se não trouxesse junto uma homenagem feita pela banda Rage Against the Machine à história de Thich Quang Duc, nascido em 1897, um monge budista vietnamita que durante uma manifestação na cidade de Saigon, Vietnã do Sul, contra a repressão religiosa do governo de Ngo Dinh Diem, ateou fogo em seu próprio corpo, em 11/06/1963. Durante seu suicídio o monge manteve-se completamente imóvel e silencioso, não soltando sequer um gemido. Ele foi fotografado por Malcolm Brown e esta foto foi contemplada com o prêmio Pulitzer. A ação do monge aumentou a pressão internacional sob o regime do líder Diem, fazendo com que ele anunciasse reformas para acalmar os budistas, porém, tais reformas foram implantadas lentamente ou sequer chegaram a vigorar, resultando numa discórdia ainda maior entre os budistas e o governo. Vários outros monges seguiram o exemplo de Quang Duc. Posteriormente o líder do governo Ngo Dinh Diem foi morto durante um golpe militar.
Seguindo as tradições budistas, os restos mortais de Thich Quang Duc foram cremados, contudo, seu coração permaneceu intacto e isso aumentou ainda mais o impacto de seu ato, tornando-o um verdadeiro mártir. O coração do monge foi guardado como relíquia pelo Banco de Reserva do Vietnã.
O monge Thich Quang Duc e a foto de seu protesto silencioso
O carro que o levou até Saigon (que aparece na foto) em exibição num monastério budista e uma versão Lego para o acontecimento
Depois desse último contato, Joaquim, nutrindo um sentimento de decepção, passou a achar que Sergio tinha razão, deixar uma vida digna aos olhos da sociedade, aos olhos de sua família para viver uma loucura extraordinária parecia mesmo insanidade. Deixou mais alguns dias passarem e começou um relacionamento com Adelaide, viveram, almoçaram (não da mesma forma que outrora, com Nina), curtiram, transaram, gozaram o bom da vida, aquilo que a vida oferece aos que tem posse, dinheiro, posição social, seja lá o que isso for.
- Vamos visitar o País de meus avós? Vamos para a França Quim? Vamos esquecer um pouco de tudo que nós vivemos aqui? (Isso lhe pareceu uma oportunidade única que a vida estava a lhe oferecer)
- Vamos.
E foram. Passaram dias no País do romantismo e dos bons perfumes, até que, em certa madrugada, Joaquim sentiu seu peito apertado, doído, com saudades de Nininha.
“Estou mentindo pra mim mesmo, quero é aquela filha-da-puta da Nininha, é ela que eu amo, é com ela que quero envelhecer!”
No retorno ao País tupiniquim, Joaquim sentiu necessidade de voltar a ver Nininha e sem pensar nas conseqüências foi ao “Blue Drinks” morrendo de saudade e de desejo.
- Boa noite Senhor, é a primeira..
- Não, a Nininha taí?
Entrou em seu encalço, determinado a encontrá-la, dizer-lhe de seus sentimentos, da falta que ela fazia. Ela era tudo que ele de melhor conheceu, porém não a viu.
E no balcão: …Parceiro quero falar com a Nina, cadê ela?
-Nina? Não conheço!
- Não conhece? Estou falando da Nininha, a Natália, ela trabalha aqui.
- Olha estou aqui há pouco tempo, mas de qualquer forma esse nome eu nunca ouvi não, dá uma olhada por ai…
Uma bonita loura ouviu a conversa e se aproximou.
- Cê queria falar com a Nininha?
- Quero.
- Ela foi embora daqui. Teve uma noite em que ela se juntou com um caminhoneiro….Acho que lá da Paraíba, não sei direito! Ele pagou um monte de Absinto pra ela, coisa que ela nunca tinha bebido e ela chorava falando num tal de Joaquim e jurava que era o único moço que amou na vida e que ele a tinha abandonado sem razão…daí ela sumiu…Foi embora com o cara…
Com a certeza de que perdera aquele precioso tesouro, aquela que o fizera tão bem, tão feliz, os olhos de Joaquim marejaram, mas ele não deixou cair uma lágrima sequer… Não ali!
FIM
Marcelo (Obrigado a todos que tiveram paciência de acompanhar esse conto!)
Um breve comentário do autor: Este segundo e despretensioso conto que escrevo (sei que não chegarei à Academia Brasileira de Letras) foi inspirado na grande idiotice que às vezes o ser humano comete em deixar que preconceitos e dogmas atrapalhem o que seria um belo e grande romance, uma história de vida. Condeno Joaquim, ele merece sofrer, pois se deixou levar por parâmetros de uma sociedade hipócrita (eu já passei por isso em minha vida) e acho isso uma pena! A Nininha/Natália existe, ela não trabalha em boate, longe disso, mas é talvez a morena mais linda que conheci. (Márcio você sabe quem é, não é meu brother??) E é só isso aí!
Selvagens da Noite é um filme do gênero ação lançado no final da década de 70, foi dirigido por Walter Hill (48 horas) e baseado em roteiro de Sol Yurick. Clássico cult da década de 80, o longa trata de uma história bem simples e ao mesmo tempo bastante cativante sobre uma gangue de adolescentes de Nova York que é perseguida após ser acusada injustamente pelo assassinato do líder da maior e mais importante gangue da cidade, ele foi morto enquanto discursava em uma reunião das gangues pregando a união de todas elas, a intenção era assumir o controle total de todo o território. Após a culpa pelo assassinato ter caído sobre a gangue Warriors, eles se vêem obrigados a atravessarem toda a cidade enquanto são caçados incansavelmente pelas outras centenas de gangues que ali estavam, proporcionando momentos de muita tensão e adrenalina ao espectador. Selvagens da Noite sempre esteve entre meus filmes favoritos, passei muitas madrugadas ligado na Rede Globo para assisti-lo e apesar de sempre ter sido considerado um filme cult e fracasso de bilheteria, é um ícone de sua geração em seu estilo e após o lançamento em 2005 do jogo pela Rockstar Games, o filme ganhou fama e muitos admiradores pelo mundo, o que despertou um grande interesse da MTV e Paramount Pictures que já estão produzindo um remake para 2010 da história. Espero que não aconteça a mesma reação de 79, quando a imprensa americana divulgou vários confrontos das reais gangues de Nova York após sua exibição. Esse eu recomendo, imperdível, clássico total e atemporal!
Nossa “venda” cresceu! É com imenso prazer que apresento a todos que nos acompanham os dois mais novos membros de nosso espaço: José Roberto e Eduardo. O primeiro (José Roberto) é um cara muito bacana, parceiro de várias e várias aventuras, que depois de muita insistência chega por aqui, tenho certeza que ele nos mostrará muita coisa interessante, ele é extremamente capaz disso! O segundo (Eduardo) é outro parceiro desde o nascimento, afinal é nosso primo, um cara inteligente “por demais” e que se apresenta no post logo abaixo. Sejam os dois muito bem vindos à “Famiglia”, utilizem o espaço da maneira que desejarem, abordem o assunto que quiserem e boa sorte!
O ARMAZÉM!(Abaixo tem as “estréias” dos nossos dois novos companheiros)
Meu nome é Eduardo, tenho quase 33 anos, sou primo dos nobres Márcio e Marcelo e é a primeira vez que estou postando aqui! Estarei agora junto com eles (e vocês…) compartilhando meu mundo…Gosto de Opalas, de Informática, de Modelismo (sim, trenzinhos elétricos…) e principalmente, mas não exclusivamente, de Rock Progressivo e daqui em diante estarei neste espaço falando sobre um pouco de tudo, junto com vocês também. Se o texto agradar, comentem…se não, comentem da mesma maneira…rs
Você sabe quem é Naruto? Calma! Antes de manifestar seu inconformismo para comigo, por achar que eu esteja duvidando de seu intelecto, pense: “Eu realmente sei quem é Naruto?”
Ainda está indignado com a indagação, respondendo: “Claro que sei! Naruto é um desenho japonês!”? Pois bem, esclareço.
Naruto é um Animê, que nada mais é que uma animação de Mangás (gibis japoneses). Os Animês se contrapõem, em cultura, ao Cartoons (animação made in USA).
E é justamente por essa dicotomia cultural que é interessante se conhecer quem é Naruto.
Em uma breve síntese, a série se passa em um mundo fictício, inspirado em um Japão feudal com influências tecnológicas. Nesse mundo, Ninjas são retratados de forma “mística”, com capacidades sobrenaturais.
A história foca-se em Uzumaki Naruto, um garoto órfão de doze anos que, ao nascer, teve a Kyuubi no Yoko (Raposa Demônio de Nove Caudas) selada em seu corpo, como forma de proteger a Vila Oculta da Folha, onde vive. da destruição que esse demônio causaria. Discriminado e confundido como o “próprio demônio” pelas pessoas da vila, Uzumaki Naruto viveu discriminado toda sua infância solitária.
Seu sonho é se tornar um “Hokage”, título dado ao maior ninja da vila. Para isso, ingressa na Academia Ninja, ele acaba criando vínculos com Uchiha Sasuke e Haruno Sakura, que são seus colegas de equipe, e Hatake Kakashi, seu o tutor.
Esse enredo é enriquecido por Masashi Kishimoto, autor do manga, com muito da mitologia japonesa (bijuus invocações de animais sagrados, como sapos, serpentes, macacos etc.), ação dos filmes de Kung-Fu, fazendo uma referência explícita ao lendário Bruce Lee (veja o personagem Rock Lee), suspense e humor.
Esse Mangá recebeu a roupagem de Animê em 2002 e teve 220 episódios, na primeira crônica, e está no capítulo 93, na fase Shippüden (Crônicas do Vento). Por sua temática fundamentada essencialmente em amizade e confiança e com um apelo explícito ao humor e implícito ao erotismo, Naruto foi recebido por todas as tribos, faixas etárias e sociais, independentemente de credo, nacionalidade etnia. Seus desenhos são temas de camisetas, materiais escolares, álbuns de figurinhas e, principalmente, cultuado na internet com várias montagens de vídeos ao som de Linkin Park, Evanescence, Nickle Back etc.
Se você não é fã desse Animê, seu filho(a), sobrinho(a), enteado(a) ou qualquer ser humano próximo o é. E é por isso que vale a pena acompanhar, porque Naruto será daquelas séries que terão longa vida, tal como outros desenhos animados, como Speed Racer, X-men e outros que viraram filmes. E é aqui o ponto de interesse…
Se você se emocionava com aquela música no final de cada episódio de “O Incrível Hulk”, vibrava quando aparecia o “Igoo”, o gorila de pedra de “Os Herculóides”, perdia a respiração com “Mark Harris” de “O Homem do Fundo do Mar”, xingava o ”Mestre dos Magos” em “A Caverna do Dragão” e empunhava a espada (no bom sentido), pedindo a visão além do alcance como “Lion” em “Thundercats”, vai gostar de acompanhar a saga desse menino divertido, determinado e extremamente leal.
Ah… Já ia me esquecendo… E por que é interessante saber sobre essa dicotomia cultural? Simples: coloque “Simpsons”, o melhor desenho da nossa cultura ocidental, no Google e veja a quantidade de resultados, depois coloque “Naruto”… A diferença irá demonstrar porque o fenômeno Naruto não pode passar despercebido.
Se houver, necessidade dou mais detalhes sobre esse Animê…