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11/04/2009 - 22:39

Como cadastrar seu blog ou site em vários mecanismos de busca de uma vez

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José Roberto

Autor: albuquerque144@ig.com.br - Categoria(s): Curiosidades, Notícias Tags:
02/02/2009 - 11:31

Crônicas do acaso

Rodrigo, um jovem de 25 anos, acordou naquela manhã entusiasmado com a certeza de que aquele dia lhe guardava algo muito especial. É claro que boa parte dessa expectativa advinha do fato daquele dia ser o qual ele se apresentaria a uma entrevista para preencher a vaga de assistente publicitário, que já havia sido remarcada por três vezes. Levantou-se, banhou-se, preparou o seu café e aprontou o seu único terno, cuja última vez que vestiu foi no casamento de sua irmã, há cinco anos; mas, estava em ordem. Devido às poucas oportunidades para usá-lo, ainda conserva um bom caimento, uma boa textura e cor. A camisa era branca, como o seu falecido o havia sabiamente ensinado: “Filho… Se algum dia precisar vestir um maldito terno, não perca tempo com combinações complicadas. Terno escuro e camisa branca. Assim, qualquer gravata parecerá boa.” A orientação não era lá essa coisa, mas era a única que ele tinha. E deu para o gasto. Porém, tinha outra dica, essa dada pela sua mãe: “Filho… Um homem deve sempre primar por um par de sapatos, ele faz toda a diferença na elegância”. Ele jamais precisou se preocupar com sapatos, pois não os usava. Tênis era o seu “wear”. Mas, como a ocasião pedia, lá foi ele preparar o calçado que o levaria ao local de seu momento especial…

Enquanto isso, em outro canto da cidade, Jonas, um senhor de 45 anos, pai de três filhos adultos, casado com a D. Cecília, mulher de 51 anos, acometida por um fatal enfisema pulmonar, se preparava, como cotidianamente fazia, havia 25 anos, para ir para a Tecelagem Sin Hang, onde exercia as funções de supervisor de produção. Embora o tédio lhe consumisse, gostava do que fazia, afinal já tinha recebido sua terceira promoção e o plano de saúde era bom e garantia um conforto para a sua esposa. Era também com esse emprego que tinha conseguido criar, educar e capacitar sua prole para o mercado de trabalho. Sem se esquecer, é claro, que com o bônus de produtividade, conseguiu bancar o casamento de seu filho do meio. Hoje, todavia, algo diferente aconteceu: ele estava atrasado. Sua mulher teve uma noite péssima, devido a incapacidade de seus pulmões captarem oxigênio e ele teve que preparar o uniforme, o café e a marmita. Nada de mais, afinal faltava pouco para se aposentar e não valia à pena ficar faltando. Ademais, ele era grato porque tinha em mente que cada dia de trabalho correspondia a um dia a mais de vida a sua companheira. Ele conseguia arcar com os remédios e o convênio médico lhe proporcionava uma boa cobertura, de forma que cada vez que sua mulher precisava de atendimento de urgência, não havia necessidade de se socorrer a nenhum de seus filhos. Sim, era grato, para ele o trabalho estava iludetemente salvando uma vida: a da sua mulher, portanto, mesmo que estivesse atrasado ele estava determinado a ir trabalhar…

- Cadê os sapatos? Essa era a pergunta que atormentava Rodrigo. Percebeu então que não possuía um par de sapatos descentes. Lembrou-se que Gabriel, seu colega do andar de baixo, era o que se chamava de metrossexual e, com certeza, ele havia de ter, entre os tantos pares, um que pudesse ser emprestado para ocasião. Não houve recusa, um “calçante” mais “da hora” que outro. Só tinha um problema: Rodrigo calçava 39 e Gabriel 41. Nada que não pudesse ser suplantado, até porque seria somente um dia. Depois, ele se preocuparia em comprar alguns pares para ir trabalhar. Se conseguisse a vaga…

Não havia mais tempo, Jonas teria que sair agora para poder pegar o trem que o levaria ao Largo da Concórdia. Deixou a garrafa térmica abastecida para quando a sua mulher se sentisse mais disposta a levantar e saiu correndo. Antes de sair, borrifou o único desodorante que viu pela frente: Almas de Flores e pegou um dos chicletes de nicotina de Cecília, pois não havia tempo para escovar os dentes…

A camisa estava bem, a gravata boa e o terno melhor ainda por cima de tudo… E os sapatos? Um pouco folgados, mais combinava perfeitamente com o conjunto. Rodrigo conferiu a pasta e estava munido de todos os documentos que precisaria para se apresentar ao RH. Memorizou o itinerário: busão até a estação Metrô-Brás, metrô até a Sé e correr até a Rua XV de Novembro. Ao caminhar até o ponto de ônibus, percebeu que ao andar o sapato do pé direito escapava do calcanhar, embora estivesse usando duas meias…

O sabor não era bom mais disfarçava bem o hálito de café e pão-com-manteiga, pensava Jonas, enquanto o seu relógio de pulso acusava estar um pouco atrasado, mas era só correr depois que descesse da composição férrea e chegaria tempo…

O “rolê de busão” não deixava Rodrigo a “vont’s”, se sentia como um cigarro num maço de um bolso de bêbado: bem amassado. Mas, já estava chegando, o busão só iria subir o Viaduto Gasômetro e cair na Avenida Alcântara Machado e era só ele pegar o metrô…

Para Jonas a coisa estava tranqüila, o trem chegou no horário e ele estava de desvencilhando da multidão que desembarcava na Estação Roosevelt; depois era só seguir pela Rua Domingos Paiva e alcançar a Rua Oriente, endereço de onde trabalhava…

Não adiantava: não havia faixa preferencial de ônibus, pensamento positivo, mandinga ou entusiasmo que fizesse aquele busão andar. O tráfego estava embaçado. Vendo a possibilidade se atrasar, Rodrigo optou por descer ali mesmo e seguir o trajeto a pé. Afinal era só seguir pela Rua Domingos Paiva passar por dentro da estação Roosevelt e pegar o metrô na estação do Brás. Seguiu apressadamente, não queria perder um minuto sequer. O sapato se soltava ao andar e isso o incomodava, porém decidiu caminhar mais rápido…

Ao cruzar a esquina com a Rua Prudente de Moraes, Jonas, achou melhor atravessar para o outro lado da calçada já que deveria dobrar à direita para seguir para o Largo da Concórdia. O chiclete havia perdido o sabor e então… cuspiu-o, no meio da rua, ao abrir o semáforo e ele atravessar de um lado para outro da calçada. Sentiu-se aliviado, o ar fresco entrava por sua boca novamente…

Rodrigo, cada vez mais desconfortável com aquele sapato, achou estranho ao esbarrar em um senhor distinto, mas com um cheiro de perfume de mulher. Apertou mais ainda o passo. O semáforo fechou para os pedestres, mas ele vira uma pequena possibilidade de alcançar o outro lado da calçada. Correu, furando o sinal vermelho. Sentiu que era arriscado, mas ele era jovem e não podia perder tempo e, consequentemente, a sua chance de emprego. Ouviu a buzina dos carros e sentiu o sapato “da hora” ficar preso num chiclete que havia jogado no chão, atrapalhou-se, caiu e sentiu um impacto do metal em sua face.

Na próxima manhã, a mulher de Jonas havia acordado cedo, estava se sentindo bem melhor, preparou-lhe o café e seu uniforme. Ele saiu mais cedo para comprar um jornal popular para ler na condução, pois ficou sabendo que um jovem havia morrido vítima de atropelamento num cruzamento perto do seu local de serviço, queria saber dos detalhes. Correu os olhos rapidamente e se pos a ler a notícia buscada, aliviado por ter escovado os dentes e não precisar daquele chiclete de nicotina que havia mascado no dia anterior…

Pelo evento há vários culpados, escolha um.

José Roberto R. de Albuquerque

 

Autor: albuquerque144@ig.com.br - Categoria(s): Literatura Tags:
27/01/2009 - 22:09

Naruto. Você ainda vai ser fã…

Naruto

Você sabe quem é Naruto? Calma! Antes de manifestar seu inconformismo para comigo, por achar que eu esteja duvidando de seu intelecto, pense: “Eu realmente sei quem é Naruto?”

Ainda está indignado com a indagação, respondendo: “Claro que sei! Naruto é um desenho japonês!”? Pois bem, esclareço.

Naruto é um Animê, que nada mais é que uma animação de Mangás (gibis japoneses). Os Animês se contrapõem, em cultura, ao Cartoons (animação made in USA).

E é justamente por essa dicotomia cultural que é interessante se conhecer quem é Naruto.

Em uma breve síntese, a série se passa em um mundo fictício, inspirado em um Japão feudal com influências tecnológicas. Nesse mundo, Ninjas são retratados de forma “mística”, com capacidades sobrenaturais.

A história foca-se em Uzumaki Naruto, um garoto órfão de doze anos que, ao nascer, teve a Kyuubi no Yoko (Raposa Demônio de Nove Caudas) selada em seu corpo, como forma de proteger a Vila Oculta da Folha, onde vive. da destruição que esse demônio causaria. Discriminado e confundido como o “próprio demônio” pelas pessoas da vila, Uzumaki Naruto viveu discriminado toda sua infância solitária.

Seu sonho é se tornar um “Hokage”, título dado ao maior ninja da vila. Para isso, ingressa na Academia Ninja, ele acaba criando vínculos com Uchiha Sasuke e Haruno Sakura, que são seus colegas de equipe, e Hatake Kakashi, seu o tutor.

Esse enredo é enriquecido por Masashi Kishimoto, autor do manga, com muito da mitologia japonesa (bijuus invocações de animais sagrados, como sapos, serpentes, macacos etc.), ação dos filmes de Kung-Fu, fazendo uma referência explícita ao lendário Bruce Lee (veja o personagem Rock Lee), suspense e humor.

Esse Mangá recebeu a roupagem de Animê em 2002 e teve 220 episódios, na primeira crônica, e está no capítulo 93, na fase Shippüden (Crônicas do Vento). Por sua temática fundamentada essencialmente em amizade e confiança e com um apelo explícito ao humor e implícito ao erotismo, Naruto foi recebido por todas as tribos, faixas etárias e sociais, independentemente de credo, nacionalidade etnia. Seus desenhos são temas de camisetas, materiais escolares, álbuns de figurinhas e, principalmente, cultuado na internet com várias montagens de vídeos ao som de Linkin Park, Evanescence, Nickle Back etc.

Se você não é fã desse Animê, seu filho(a), sobrinho(a), enteado(a) ou qualquer ser humano próximo o é. E é por isso que vale a pena acompanhar, porque Naruto será daquelas séries que terão longa vida, tal como outros desenhos animados, como Speed Racer, X-men e outros que viraram filmes. E é aqui o ponto de interesse…

Se você se emocionava com aquela música no final de cada episódio de “O Incrível Hulk”, vibrava quando aparecia o “Igoo”, o gorila de pedra de “Os Herculóides”, perdia a respiração com “Mark Harris” de “O Homem do Fundo do Mar”, xingava o ”Mestre dos Magos” em “A Caverna do Dragão” e empunhava a espada (no bom sentido), pedindo a visão além do alcance como “Lion” em “Thundercats”, vai gostar de acompanhar a saga desse menino divertido, determinado e extremamente leal.

Ah… Já ia me esquecendo… E por que é interessante saber sobre essa dicotomia cultural? Simples: coloque “Simpsons”, o melhor desenho da nossa cultura ocidental, no Google e veja a quantidade de resultados, depois coloque “Naruto”… A diferença irá demonstrar porque o fenômeno Naruto não pode passar despercebido.

 

Naruto

Se houver, necessidade dou mais detalhes sobre esse Animê…

Obrigado, pela oportunidade.

José Roberto

 

Autor: albuquerque144@ig.com.br - Categoria(s): Artes, Cinema, Curiosidades, Literatura Tags:
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