HUMOR

ILSE KOCH – A Cadela de Buchenwald (1906-1967)

Ilse Koch iniciou sua carreira como secretária em Dresden, cidade alemã e sua terra natal, até ser promovida a guarda feminina no campo de Sachsenhausen, nos arredores de Berlim. Lá ela conheceu o comandante da SS Karl Otto Koch, com quem se casou em 1937. Em agosto do mesmo ano o casal Koch foi transferido para o campo de concentração de Buchenwald.

O casal Karl Otto Koch e Ilse Koch
Ilse Koch gostava de cavalgar pelo campo e escolher prisioneiros para serem chicoteados por ela e por soldados da SS e lá ficou conhecida como a “Cadela de Buchenwald”. Contudo, suas atrocidades não paravam por aí, Ilse mantinha o macabro hábito de produzir abajures, luvas e outros artefatos com a pele tatuada de prisioneiros especialmente mortos para esse fim.
Tais atrocidades duraram anos, até que em 1943, o comandante Koch foi acusado de corrupção, capturado pela Gestapo e executado em abril de 1945.
Com a chegada do fim da batalha, Ilse Koch foi capturada pelo exército americano como prisioneira de guerra. Foi acusada por violar leis de guerra e pelo terrível crime de selecionar pessoas no campo de Buchenwald para serem mortas por seu marido, a fim de ter os estranhos objetos feitos de pele humana.

O julgamento da Cadela de Buchenwald
Testemunhas contaram, durante o Julgamento de Nuremberg, que os produtos concluídos (peles tatuadas arrancadas dos corpos) eram trazidos para ela por seu marido Karl Koch e estes eram transformados em abajures, luvas e outros ornamentos feitos para casa.
Três partes de pele tatuada e duas cabeças encolhidas foram exibidas na corte em Dachau como evidencia dos crimes cometidos em Buchenwald.

Artefatos de pele humana encontrados em Buchenwald, juntamente com as cabeças encolhidas
A investigação durou oito meses e em 1947, Ilse Koch foi condenada à prisão perpétua. Ilse foi liberada em 1949 pelo general Lucius D. Argila, controlador da zona americana na Alemanha, mas devido à sua condenação internacional, ela foi presa e novamente condenada à prisão perpétua, em 1951. A Cadela de Buchenwald cometeu suicídio em 1967, na prisão de Aibach.
Marcelo