JOÃO BOSCO – CAÇA À RAPOSA (1975)

Caça à Raposa é um disco essencial para quem aprecia ou se interessa pela carreira de João Bosco. Em seu segundo álbum, João Bosco traz influências que vão desde o samba, passando pelo jazz até a bossa-nova, num repertório de primeiríssima qualidade, recheado de sucessos como “O Mestre-Sala dos Mares”, “De Frente Pro Crime”, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, “Kid Cavaquinho” e outras talvez menos conhecidas, mas não menos geniais, como por exemplo, “Jandira da Gandaia”, uma estória de boemia, “Escadas da Penha”, onde João e seu parceiro Aldir Blanc desenvolvem um inteligente jogo de palavras e a bela “Bodas de Prata”, que retrata uma triste situação vivida por um casal. Trabalho altamente recomendável de João Bosco.
JORGE BEN – A TÁBUA DE ESMERALDA (1974)

Outro grande clássico da MPB, o disco A Tábua de Esmeralda, de Jorge Ben, traz composições inspiradas em filosofias, alquimias e alquimistas, numa época em que o cantor demonstrou grande interesse por tais assuntos. A sonoridade de Jorge não sofreu grande alteração, há sempre o samba, o samba-rock, o soul, o balanço, etc., ritmos recorrentes em sua carreira, porém há uma climatização quase cósmica em determinados momentos, mais fortemente demonstrada na música “Errare Humanum Est”, além de citações que vão desde certo faraó a alquimistas. Enfim, o álbum é permeado por temas filosóficos e até esotéricos e Jorge consegue desenvolvê-los de forma muito agradável. O disco conta com faixas como “Os Alquimistas Estão Chegando”, “Menina Mulher da Pele Preta”, “Minha Teimosia, uma Arma pra te Conquistar”, “O Namorado da Viúva”, entre outras. Também altamente recomendável.
Marcelo (Inspirado para ouvir MPB nesta semana) ![]()

