NANDO REIS 1 X 0 TITÃS
TITÃS – SACOS PLÁSTICOS (2009)

A parceria dos Titãs com o mafioso e desprezível Rick Bonadio não funcionou. Sacos Plásticos consegue deixar a impressão de ser o trabalho mais fraco já lançado pela banda, mesmo ela trazendo em seu currículo algo como o ruim disco “As Dez Mais” e afins. As letras fogem completamente da “inteligência” de outrora. O grupo, inutilmente, parece tentar reviver épocas passadas, como as de “Õ Blesq Blom” e “Jesus Não Tem Dentes”, por exemplo, utilizando programações eletrônicas, contudo, com arranjos de baixíssima qualidade, ainda mais se levarmos em conta o universo que a música e/ou arranjos eletrônicos podem proporcionar nos dias atuais. As canções não parecem, nem de longe, terem sido feitas por uma banda que foi, de fato, tão importante para o rock nacional. Parece não haver inspiração por parte dos músicos e dificilmente é possível destacar algo no disco, talvez alguns momentos razoáveis nas baladas interpretadas por Paulo Miklos, nada além disso. Resumindo, acredito que este disco não ficará para a posteridade como tantos outros já lançados pelo grupo. Este, eu passo. Ah! Quase me esqueço: a capa é horrível!
NANDO REIS E OS INFERNAIS – DRÊS (2009)

Totalmente ao contrário do ocorrido ao ouvir Sacos Plásticos, o disco Drês, do ex-titã Nando Reis, agradou em sua primeira audição. O novo trabalho de Nando, mesmo trazendo temas recorrentes em seus outros discos (filhos, família, amor, etc), aponta para várias direções. Os arranjos estão bem variados, na faixa título, por exemplo, o peso lembra bandas de hard rock, já em “Pra Você Guardei o Amor”, há algo de Beatles ou Simon & Garfunkel. Nando também faz uma linda homenagem à sua filha Sophia, na faixa “Só pra So”, num aparente pedido de desculpas, e à sua falecida mãe na forte “Conta”. As melodias, em sua maioria, tendem ao rock, mas as letras e os vocais de Nando continuam inteligentes e próximas ao pop e à MPB, num contraste muito interessante, como é bem demonstrado na linda faixa “Livre Como um Deus”. Enfim, um disco pessoal sim, mas bem tocado, bem cantado, bem arranjado, agradável e de fácil audição. Este, eu recomendo! Outra coisa: a capa é um belo trabalho de arte!
Marcelo ![]()

