
Homem lê jornal antes da Royal Ascot, corrida de cavalos que acontece no Reino Unido.

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MARCELO NOVA – O GALOPE DO TEMPO (2005)

O disco inicia com a faixa Fecundado e termina com A Canção da Morte. Partindo daí já é possível imaginar o tema abordado por Marcelo Nova em O Galope do Tempo, sexto álbum de estúdio de sua carreira solo, lançado em 2005. Marceleza nos brinda com um trabalho temático que aborda a passagem do tempo e acontecimentos da existência, dissertando sobre vida, morte, passado, presente, futuro, perdas, conquistas, Deus, e de forma bastante inteligente, como não poderia ser diferente em se tratando de Marcelo Nova. Belos arranjos e melodias servem, e muito bem, como pano de fundo para os curiosos textos que Marcelo desenvolveu para este seu trabalho, onde, sem dúvida, ele explora de forma bem contundente seu lado poético. Difícil ressaltar alguma faixa, já que as 16 músicas do disco funcionam muito bem como um todo, explorando os assuntos já citados, porém, as faixas Um Passo Pra Frente Dois Pra Trás, A Balada do Perdedor, Angel, Algumas Vezes, Poeira no Chão, O Sonho e Fim de Festa podem ser destacadas. Um disco bastante curioso e profundo, principalmente por ser temático, algo raro de acontecer na nossa rica música tupiniquim e muito bem desenvolvido por Marcelo e sua competente banda. Vale muito conhecer este denso trabalho de Marcelo Nova!
Frase do músico sobre seu trabalho: “Esse é um disco que diz respeito ao tempo e a minha passagem através dele. Custou-me 13 anos desse tempo precioso para concluí-lo em meio a essa jornada mortal do útero ao caixão” (Marcelo Nova)
Marcelo ![]()

A Diretoria do São Paulo Futebol Clube, que tanto se vangloria de ser um dos times mais organizados do Brasil, cometeu uma falha grave ao demitir na última sexta-feira (19/06/09) Muricy Ramalho. O técnico esteve no comando da equipe por aproximadamente três anos e meio, somou 360 partidas, contadas as duas vezes em que trabalhou no São Paulo, e nesse período foram 195 vitórias, 100 empates e 66 derrotas, o que rendeu à instituição o título da Copa Conmebol, em 1994 e o Tricampeontado Brasileiro, em 2006/2007 e 2008. Discípulo do mestre Telê Santana, Muricy Ramalho sempre demonstrou ser um treinador enérgico, líder e comandante dentro das quatro linhas, o que por inúmeras vezes irritou alguns dirigentes que se dizem amantes do clube.
Agora, oficialmente o São Paulo apresenta Ricardo Gomes para substituir Muricy. Ricardo Gomes? Pode até ter sido um bom zagueiro, mas será que ele soma atributos para ser técnico de um clube com a grandeza do SPFC? Um treinador como ele, sem títulos, sem expressão nacional, “retranqueiro” e discípulo de Carlos Alberto Parreira, acredito, anuncia um novo período sem conquistas ou glorias para o São Paulo. E falo isso com um grande pesar, já que sou são-paulino, porém, acho inaceitável que uma desclassificação da Copa Libertadores, aliás, mais uma, afinal o São Paulo já foi desclassificado ou perdeu a final por várias vezes, acarrete na demissão de um são-paulino, que iniciou sua carreira nos juvenis do São Paulo, foi jogador profissional pelo São Paulo e deu três títulos nacionais consecutivos ao clube. E esse é Muricy Ramalho: um verdadeiro campeão. Que venham os dias sem vitórias!
Marcelo ![]()