HISTÓRIAS DE HISTÓRICOS (FATOS)
“VENENO DA LATA”

Tem coisas que só acontecem no Brasil! No final do ano de 1987 o navio cargueiro Solana Star, que partira da Austrália com destino ao Panamá atravessava o litoral brasileiro transportando cerca de 20.000 mil latas contendo cada uma cerca de 1,5 Kg de maconha prensada. Seus tripulantes foram avisados que a Polícia Federal e a Marinha do Brasil sabiam da carga através de informação vinda do DEA – Drug Enforcement Administration, localizada nos EUA. Após serem perseguidos pela Marinha, acuados na região de Angra dos Reis a tripulação do Solana Star resolveu “se livrar” da carga, atirando-a ao mar, a uns 160 Km da costa. As latas encontravam-se acondicionadas em cercas de metal, porém a ação da maresia destruiu as cercas fazendo com que quase vinte toneladas de maconha boiassem na superfície do litoral tupiniquim. As ondas se encarregaram de fazer o resto e começaram a trazer recipientes parecidos com latas de leite em pó devidamente abastecidas com erva. As latas se espalharam pelo litoral do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina chegando até o Rio Grande do Sul. O circo estava armado: O Jornal Nacional noticiava o acontecimento, religiosos diziam ser obra do demônio, a polícia atrás das latas e da tripulação do Solana Star e a galera “sedenta” se especializando em resgatar as tais latas do mar. A fama da alta qualidade do produto rapidamente se espalhou dando início a uma busca desenfreada por parte dos interessados e da polícia. Surfistas mergulhavam no mar e voltavam carregando latas e latas recheadas de cannabis. O assunto virou tema de camisetas, gírias, marchinha de carnaval, combustível para festas, inspiração para músicos (Fausto Fawcett, Fernanda Abreu, entre outros), assunto predileto das manchetes, enfim, o tema do momento.

O livro “1988 O verão das latas de maconha” conta a história do processo sofrido pelo cozinheiro do navio.
Apesar de o navio ter sido autuado, a Polícia Federal somente conseguiu recuperar 2.500 latas, ou seja, mais de 16 toneladas do produto “virou fumaça”. A empresa responsável pelo navio Solana Star alegou desconhecer o conteúdo da carga. A embarcação foi apreendida pela Marinha e posteriormente leiloada. A tripulação do Solana desapareceu e o único a ser capturado foi o cozinheiro americano Stephen Skelton, condenado a cumprir vinte anos de prisão no Rio de Janeiro. Aquele verão ficou conhecido como o “Verão da Lata” no Rio de Janeiro e durante muito tempo a qualidade de certas substâncias era expressa através do termo “da lata”! Embora existam divergências quanto à exatidão dos fatos, este foi, sem dúvida, um acontecimento único no mundo. Surreal!
Marcelo
Abaixo um vídeo com pouco mais de 3 minutos com testemunhas da época
Autor: mjs18@ig.com.br - Categoria(s): História Tags:


Interessante… Não conhecia esse fato… que mais parece ser surreal mesmo. Por isso gosto tanto deste blog, pois me mantenho bem informada! Obrigada, Armazém!
Putz cara, “virou fumaça” foi foda!Que história maluca, como você mesmo disse só no Brasil mesmo…O pior é que achei tudo muito engraçado!Te juro que achava que “veneno da lata” e “vamô bater lata” significava outra coisa, muito louco esse seu post véio, parabéns!!
Acho que há alguma menção deste fato naquele disco verde do IRA!, não é?
Conheci este fato assistindo uma reportagem do nasi, há um tempo, na qual ele resumia esta história, parece algo fantástico, mas é real, Impressionante!
muito legal essa historia,ñ sabia disso,aliás nem imaginava,kkkkkkkkkkkkkkkkkk
gostaria muito de tá lá,pelomenos umas 2 latinhas eu ia ver se dava pra resgatar,coitada das latinhas em pleno mar a deriva,num pode… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkrtsrsrsrsrsrsrs.abraço galera do armazem.
Este fato foi notório. Até hoje encontro com pessoas que tem alguma relação com as latas.
Mas algumas pessoas me relataram que as latas era bem grandes. Maiores do que a que aparece na filmagem. Era tipo de Neston… E totalmente prensada. O que lhe dava uma qualidade absurda. Com a qual os brasileiros não estavam tão acostumados. Um veneno…
Muito bom o vídeo.
Abração.