MALATESTA

MALATE  STÁ

MAL  À  TESTA

MALA   À  TESTA

MAL  ATESTA

MALATESTA, Errico (*1853 – +1932)

Errico Malatesta

foi um teórico e ativista anarquista italiano.

Santa Maria Capua Vetere, província de Caserta, 14 de dezembro de 1853; Roma, 22 de julho de 1932.

 

Muito jovem, Errico adere aos ideais republicanos de Giuseppe Mazzini. Aos catorze anos de idade, protesta contra uma injustiça local, enviando uma carta ao rei Vítor Emanuel II, considerada como “insolente e ameaçadora”. As autoridades levaram o fato a sério e ordenaram a sua prisão, em 25 de março de 1868. Seu pai conseguiu libertá-lo recorrendo a amigos. Dois anos mais tarde foi novamente preso em Nápoles, por liderar uma manifestação, sendo suspenso por um ano da Universidade de Nápoles, onde estudava medicina.

Em 1871, após a Comuna de Paris abandona as idéias republicanas e adere ao anarquismo, ingressando na Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT (Primeira Internacional) .

No Congresso Anarquista de Londres de 1881 defendeu a criação de uma Internacional Anarquista.

Em 1885 exilou-se na Argentina, onde colaborou com os primeiros núcleos anarquistas, desenvolvendo uma ativa propaganda do Anarquismo, publicando o jornal Questione Sociale.

Em 1920, já na Itália, inicia negociações com os socialistas para fazer a revolução. Apesar dos obstáculos legais, seu jornal Umanità Nova tem uma tiragem de 50.000 exemplares. Malatesta impulsiona a União Sindicalista Italiana (U.S.I.), de influência anarquista.

Em julho de 1922, a greve geral é proclamada pela Aliança do Trabalho (união de diversos sindicatos estimulados por Malatesta) dizima pelas forças fascistas. Em seguida, em outubro, acontece a “marcha sobre Roma” e, na praça Cavour, os fascistas queimam um retrato de Malatesta. Umanitá Nova é proibido.