24/08/2007 - 16:49

Mar! Só você sabe…
Que por ela naveguei
Nas calmarias da paixão
Senti o que é a solidão
No convés da embarcação
Mar! Só você sabe…
Que estes sentimentos
Sem a luz de um farol
Naufragaram num atol
Em dia nublado, sem sol
Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante
Mar! Só você sabe…
Que o temor de um marujo
São grandes tempestades
Nas rotas das caravelas
E seu amor perto das trevas
Mar! Só você sabe…
Da vida de um navegante
Que nunca vê a primavera
Enjaulado, igual a uma fera
Na nau sem brilho, sem vela
Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante
Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo at ig.com.br
Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Sem categoria
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05/08/2007 - 22:01

Nos becos falam que somos
Seres – vivendo e perdidos
Nas bocas soam os gritos
Dos corpos e cromossomos
É sangue jorrando no peito
Na sombra da minha visão
Nas broncas daquela ilusão
Não tenho nenhum segredo
No papel, o olho é de louca
Sem crítica ou credo milenar
Sangrando eu perco a força
Na terra: sou um lobo do mar
Gerando a cria, viva o cio!
Do horizonte vem a intuição
Nas longas jornadas serão
Seres maternos e conflitos
O andar já não toca o chão
A voz canta o luar de bronze
Se falar muito, mente, some
Reproduz fielmente o padrão
São corpos levando as pedras
No vapor, na névoa e fumaça
É o ódio disputando a matéria
É o amor aquecendo a massa
Autor: LAILTON ARAÚJO
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Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Sem categoria
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