
As asas dos Seres Humanos…
Crescem de acordo com a visão
Ficam atrofiadas – sem utilidade
Ou grandes para vôos maiores
Ter asas e não saber como voar
É ter os pés amarrados ao chão
Naquele sonho: ainda criança
O vôo não tinha qualquer limite
Batia asa igual a um passarinho
Com a força e rapidez da águia
Muitas vezes, caía e machucado
Era coberto com asas maternas
As asas estão nos pássaros
Nos insetos, mísseis e aviões
Tais asas que você me dava
Tinham limites de uma paixão
Por voar sem qualquer razão
Hoje tenho as asas podadas
Quem voa com as próprias asas
Viaja independente de um motor
Sobrevoa os mares, rios e serras
Busca no horizonte sua dimensão
Sem tempo: o futuro não existe…
É vôo cego com neblina, sem radar
Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo at ig.com.br
