
A névoa que cobre a madrugada abafa os sons de aviões
Soldados, cabos e oficiais comandam mais um batalhão…
Uniformes azuis contracenam com mulheres apaixonadas
Homens desarmados, aviões lubrificados, casais amando
Parecem preparados para uma guerra – não convencional
É a batalha da solidariedade: balas de groselha e hortelã
Bombardeios na ambição, ciúme e opressão: sem o ódio…
Inimigos à vista! Jatos não decolam e nem miram os alvos
Abraços na despedida com balas de festins que explodem
Luzes no céu anunciam bodas de prata: renasceu alguém
É o mistério do céu na alma eterna – viva o espírito de luz!
A roupa é branca ou azul – qualquer nome: talvez Carmem
Com ou sem cor… Ana, Amanda: seguindo a nobre missão
Deixando de lado traumas passados, acidentes analisados
São filhos, pais e mães que não conseguem uma explicação
Dos sonhos desfeitos… Nas lágrimas marcadas na partida!
Renascimento – passado, presente e futuro: novas viagens
Quem ficou, chora e lamenta – muitas vezes culpa o criador
As criaturas desconhecem os segredos tão bem guardados
O espírito maior é sábio e controla as leis da reencarnação!
Pássaros cantam ao nascer do sol… É a novíssima batalha
Quem já foi, aparece na névoa da madrugada e manda luz
Espelhe-se nos ipês, laranjeiras e mangueiras do seu quintal
Sempre frutificando… Chore lágrimas por si e não por mim!
Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo at ig.com.br
