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Arquivo de maio, 2007

13/05/2007 - 16:30

TEOREMA DO AMOR 2007


Foto: Paul Harris

Sobre qualquer face humana – expressões aparecem
Noções espirituais e materiais estão bem confusas
O cérebro fica embaraçado e perde diversos dados…
Como um computador sem memória, sem programa

Mas nem tudo está perdido – a natureza se recompõe
Aos olhos dos mamíferos, felina mãe tão maravilhosa!
Não por gerar das entranhas filhotes machos ou fêmeos
E sim por traduzir o mais puro instinto do reino animal…

No ano 2007, clones são gerados…

Com um bisturi – as mãos da medicina tecem o amor
Existem seringas, agulhas, bordados feitos de bondade
Dos seios das mulheres sai o leite mágico que sacia…
Crianças órfãs, desencantados da vida e sonhadores!

Nos hospitais do mundo, meninas de um Brasil carente
Ensinam o que é cidadania, são elas os anjos de Deus
Aprendizes médicas – determinadas a modificar a Terra
Fazendo da própria vida, um novo laboratório espiritual…

No ano 2007, a “camisinha” é censurada…

Os Seres Humanos caminham eretos – é a evolução
Transformando a humanidade, dias bons, dias ruins
E nas maternidades, novos partos, novos espíritos…
Que trazem ao mundo o segredo da palavra: “amor”

As nações vão bebendo na fonte do velho continente…
São gotas de informações que não chegarão ao povo
Sem a seiva da renovação, o tempo caminha no minuto
Alimentando carências sociais tão perdidas no vazio…

No ano 2007, o “aborto” gera discussão…

Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail:  lailtonaraujo at ig.com.br

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11/05/2007 - 19:33

PÃO, CIRCO E AMOR…


“Santa Ceia” – Pintura de “Leonardo da Vinci”

O pão é um dos alimentos mais populares do planeta. Está espalhado pelos continentes e acompanhou a evolução cultural de cada povo nos últimos séculos. Na “Última Ceia” (segundo os cristãos), Jesus Cristo pegou o pão em suas mãos e deu aos seus discípulos dizendo… “Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim”.

O circo foi a principal manifestação artística nos últimos milênios. Era e ainda é usado como forma de acalmar ou agravar as manifestações das populações, nas sociedades de qualquer país – já que trazia ou traz no lazer, formas de diversões populares e bizarras. No Brasil, o circo encontra-se em decadência. As crianças choram! Sentem falta do palhaço, do trapezista, do mágico e das maravilhas em palco e picadeiro. Longe das lonas e terrenos baldios, e distante dos profissionais da área, o circo é um caso especial e político. Tem a aparência de algo obscuro. Soa como teatro de mau gosto, mentira, egoísmo, inveja, corrupção e tantos outros desmandos oficiais ou clandestinos.

As combinações de “pão e circo” fizeram os grandes pensadores, poetas, escritores, sacerdotes e outros, repensarem o segredo da vida de uma forma mais humanista e algumas vezes: materialista. A curiosidade continua a mesma: “pão e circo” são necessários à sobrevivência dos humanos? É do conhecimento geral que o pão alimenta o corpo (é referência na “Última Ceia” de Jesus Cristo) e hoje, alimenta a fé cristã. O “circo” distrai e deixa relaxado qualquer mortal. É uma diversão que pode mostrar a verdadeira arte circense, alienação ou corrupção! Será que só de “pão e circo” viveu, vive ou viverá a humanidade? No dueto de palavras entra em cena uma terceira: amor.

A palavra amor é a mais bonita de todas as palavras da língua portuguesa. O mais interessante é que amor ao contrário – vira Roma – e foi lá na Roma Antiga que ocorreu a maior perseguição, aos que pregavam o amor verdadeiro entre as pessoas. Homens e mulheres, velhos ou jovens, da situação ou oposição ao regime político, foram devorados por leões em nome do Império Romano – para atender à política do “pão e circo”.

Jesus Cristo deu o pão como alimento na “Ultima Ceia”. Ele possuía o dom de falar na forma de parábolas. Profetizou: “nem só de pão vive o homem”. Na interpretação dos teólogos: o corpo humano precisaria do pão (o corpo de Cristo) e outros alimentos para sobreviver. A alma (muitos acreditam que complementa o corpo humano, e outros seres vivos) precisa do amor: fonte essencial para o crescimento espiritual, e a convivência pacífica com outros corpos e almas, nos circos diários da sobrevivência.

Juntando-se três palavras: “pão, circo e amor” – percebe-se que o consumismo da antiga e atual sociedade é ofuscado pela fraternidade de Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá e Irmã Dulce. A harmonia com a natureza – tão pregada por São Francisco de Assis – é o pão da vida, sem trigo, milho ou fermento, e que cresce! Poderá crescer ainda mais, quando for distribuído na forma de solidariedade e paz. Um abraço verdadeiro – sem vestígios de mágoas ou interesses materiais – é o “pão, sem circo e com amor”. É o alimento que levará qualquer indivíduo ao encontro com o Universo do Criador…

Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail:  lailtonaraujo at ig.com.br

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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