As cores dão os tons às águas e as matas
O sol e a lua brincam de iluminar paisagens
No passado, tal candura era poesia virgem
Mirando o futuro, sem violência germinando
Quem não vê o tempo mudar é um lunático
Quem não vê o tempo passar é sossegado

Na Era de Aquário, Plutão foi rebaixado…
Quais serão as velhas e novas revelações?
Homens pisaram no pó que a ventania levou
E a ampulheta registrou na forma analógica
É sinal que a palavra amar é algo complexo
Os amantes se perdem na poeira sem amor

As lembranças explodem como feixes: luzes
Marcando as fases, mil ponteiros universais
Quem não conhece, não poderá conhecer…
O segredo da criação e da evolução humana
Como separar o corpo da alma? Sem alma…
A vida é renovada a cada ato com e sem amor

Viva a vida! Mesmo sem a luz vinda de alguns
O céu à noite brilha! As estrelas reaparecem…
Só um sorriso reabre as portas da felicidade
Que a tristeza fechou nas guilhotinas urbanas
O espírito sem um corpo não brilha ou evolui…
Um corpo sem espírito é água, pó, lua ou sol!

Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail:  lailtonaraujo at ig.com.br