NAS PAISAGENS, MAIS UM OUTONO SE FOI…

Lembro que era outono e as tardes, ensolaradas
O vento soprava… Levava as folhas que caíam
O tempo anunciava a chegada daquele inverno
Não tão frio, não tão falso – talvez mais humano
As cenas de amor retornam como filmes antigos
Os beijos ainda têm o sabor daquela fruta doce…
O vermelho das rosas, lembra tua pele quente
Aquecida no tapete da varanda – casa de campo
Ouvimos lindas canções nos solos instrumentais
Sons de Rock, Beatles Hendrix, Joplin e blues…
Achávamos originalidade nos plágios dos outros
Eram tolices – projetos de maturidade… O óbvio!
Sei que virão outras estações iguais ao outono…
E juntos, ouviremos as velhas e novas canções
Brincando de viver em um poema abandonado
Sem métrica, sem rima, sem compasso ou ritmo
Não quero saudade, quero o inacabado, presente
Novamente… Igual ao último outono que definhou
Se a angústia encostar… Trocarei as paisagens
Das páginas do livro, lido, relido e avesso à razão
Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo at ig.com.br
