
Quando a gente solta as “amarras” do corpo
Os olhos começam a ver as cores diferentes
São as paisagens esfumaçadas das estações
E a velha “Maria Fumaça”… Viaja no tempo
São ternos e chapéus retornando do passado
Como belas fotografias em preto e branco
Ainda vejo o belo retrato da linda mulher
Saindo dos meus sonhos em poses mágicas
Vestia branco e azul como o céu e o mar
Também usava chapéu da alta sociedade
O perfume era francês, etiqueta de Paris
Talvez fosse educada nos padrões nobres
Sei que eu era proletário, operário qualquer
Gostava dos vinhos das tavernas francesas
Participava das grandes revoluções políticas
E sentia uma grande paixão por essa mulher
E nos meus sonhos, vejo a cama e cobertas
Éramos amantes – as noites nunca acabarão
Pequenas avenidas e charretes não cruzaram
As linhas da modernidade do novo século…
Mas as gravuras do tempo sempre retornam
Com o piscar dos olhos, nos sonhos atuais
E nasce a certeza da eternidade desse amor…
Nos fortes laços espirituais das almas gêmeas!
Autor: LAILTON ARAÚJO
E-mail: lailtonaraujo at ig.com.br

