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02/01/2011 - 12:31

A VIAGEM… SEM CIGARRO, PILEQUE OU PORRADA!

 

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A VIAGEM… SEM CIGARRO, PILEQUE OU PORRADA! 

 ( Lailton Araújo )

 
Na longa viagem ao encontro das novas descobertas, conseguimos fotografar novas galáxias, e o Universo, tornou-se pequeno… Ficou chato, comprido, alto, largo!

Colocamos uma sonda na barriga e outra no planeta Marte – somos os novos marcianos – vermelhos, brancos, negros, amarelos, sem cor ou raça: metal barato, cachaça, cigarro!

Tomamos posse sem violência, sem cara feia, com os pés de aço ou de lata, e a aparência – na forma de robô. Lunáticos: nunca mais seremos! Bebemos etanol; cheiramos fumaça!

E a Lua e Marte são velhas histórias ultrapassadas… Viva o Homo sapiens! 

Derrubamos algumas torres. Levantamos outras. Talvez as que erguemos sejam mais altas que a bíblica “Torre de Babel”, ou mesmo: de papel… Estamos na batalha diária!

Não somos terráqueos malucos… Aprendemos as lições de casa. Nos novos edifícios existem as vozes do diálogo e da tolerância… É samba, rap, reggae, rock!

Nossas asas metálicas continuam evoluindo. Algumas quebraram! Caímos… Quem não cai? Pássaros também caem no primeiro vôo… É a lei da gravidade, Newton, Isaac…

A asa e o vôo são relações já dominadas… Viva o Homo sapiens! 

Bebemos todos os vinhos possíveis. Brindamos em homenagem às novas conquistas profissionais, à saúde, à paz e à harmonia… Da literatura, do cinema, da música, da política!

Superamos várias tragédias humanas. Furacões, Terremotos, Tsunamis e Titanics, agora são roteiros do moderno cinema comercial. É trash, é atual, é over, é animal!

O podium ficou pequeno para tantos atletas e suas vitórias. Homens e mulheres conquistaram novos recordes… Alguns, com anabolizantes! Outros com Anas, aborígenes, antes e depois…

Os limites – físico e emocional – já não entram em conflito com a ética… Viva o Homo sapiens! 

As fotografias coloridas e digitais mostram os continentes globalizados. Será que não existem conflitos religiosos, comerciais ou políticos? É viagem… Sem cigarro, pileque ou porrada!

Será que caminhamos para uma nova era? Calma internauta! É um sonho! Continuamos na velha e complicada rotina terrestre… Correndo, comprando, comendo, cagando!

Estamos em 2011, mais velhos, mais confiantes e talvez – mais tolerantes e humanizados… Viva o Homo sapiens!

E os viajantes da nave “Terra” seguem sua jornada… Até o novo Big Bang ou nova Big Band, ao som de Ray Charles, Cauby, Ângela Maria e Sinatra!

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Cinema, Esportes, Games, Humor, Música, Notícias, Pessoal, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/07/2010 - 22:17

AMIZADE… SEMPRE!

 

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FACES DA PAULICÉIA

( Lailton Araújo / Marta Nascimento )

 

Pássaros invadem águas paradas
É o Ibirapuera
Indígena, voltei
Com mala e coragem
A tímida brisa da manhã
Descontrai
Corações apaixonados
Outros magoados
Uns buscam meditação
Alguns, nova paixão

Paulicéia das mil caras
Éticas, outras tão falsas
Estela, Maria, José
Nomes e falas
Que se perdem nas rimas
Como crianças órfãs

E o amor
Carência é um fato
Declarações de afeto
Existem
Mas, não passamos de insetos

Nas frias manhãs de outono
Enamorados buscam calor
Que lhes foi esbanjado
Sem o toque dos corpos
Meninas e meninos “ficantes”
Malabaristas humanos
Miram-se nas cores
Que anunciam a nova estação
Uns buscam meditação
Outros, nova paixão

Paulicéia, mês de maio
E a vida persiste
Na transformação
Ibirapuera
Na “selva de pedra”
Soa selvagem e moderno

Como o “punk”, o “rap”
E a “moda” na avenida
Eretos
Nas velhas formas de “Picasso”
Mas, desprovidas de visão

 

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Recanto das Letras
Clube Caiubi de Compositores

 

FICHA TÉCNICA

Voz:  Marta Nascimento
Letra:  Lailton Araújo
Música:  Marta Nascimento
Gravação:  Marta Nascimento
CD:  Demo
Ano:  2008
Produção Executiva:  Marta Nascimento
Direção Artística:  Marta Nascimento

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Música, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/01/2010 - 00:53

LIVRO REVELA SÃO PAULO…

 

1-capa

 

No aniversário da cidade, Universo Paulistano Volume II reúne contos, crônicas e poemas inéditos 

 

Em seus 456 anos, a cidade de São Paulo já foi tema de numerosas manifestações artísticas e culturais, dos mais diferentes tipos. Às vésperas do seu aniversário, não poderia ser diferente. Entre os muitos lançamentos e homenagens programados para a ocasião, a Andross Editora oferece o segundo volume da antologia Universo Paulistano – Contos, crônicas e poemas de uma cidade que nunca dorme (160 páginas, R$ 29,00). 

Como o próprio nome denuncia, os autores – em sua maioria inéditos – puderam exercitar sua visão da metrópole por meio de diferentes gêneros literários. A antologia é organizada pelo escritor Chico Anes e pela doutora em Estilística Guaraciaba Micheletti, que analisaram mais de 100 textos até chegar aos 38 selecionados. 

Embora a maioria dos autores seja da Capital, há também outros de cidades paulistas como Itu e Sumaré, e até mesmo de outros estados, como Pernambuco (Lailton Araújo – Sertânia – PE), Minas Gerais e Rio de Janeiro, que, de uma forma ou outra, já mantiveram contato pessoal com a metrópole. 

Por sua diversidade de visões e estilos, Universo Paulistano – Volume II oferece uma rara visão desta cidade que não dorme e que é muito maior do que a esquina das avenidas São João e Ipiranga. 

À venda nas livrarias a partir do dia 23 de janeiro, o livro terá um evento oficial de lançamento no dia 30, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP). Na programação, mesa redonda com o organizador Chico Anes e a doutora em Semiótica e Linguística Sônia Sueli Berti-Santos, leitura dramática de contos da obra pela atriz Cristiana Gimenez e sessão de autógrafos com os autores. 

“A noite paulistana brilha como premières de cinema novo. Na Vila Madalena, os bares se reproduzem, sendo possível sorver a humanidade, caso seja feita a vontade do desembolsador. Um estacionamento cobra 24 reais o período. Barato, né? Resolvemos um amigo e eu parar numa cafeteria de curiosa alcunha: Che Bárbaro. Talvez nem seja um nome tão curioso assim.” (Crônicas paulistanas, de Daniel Zanella)

 

Sobre a Andross Editora 

Com cinco anos de mercado e 39 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço no mercado aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, mas cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 23 livros deste tipo. 

 

Universo Paulistano – Contos, crônicas e poemas de uma cidade que nunca dorme 

Vários autores – Organização: Chico Anes e Guaraciaba Micheletti

160 páginas

R$ 29,00

 

Lançamento 

DATA: 30 de janeiro

HORÁRIO: das 15h às 20h

LOCAL: Biblioteca Alceu amoroso Lima

Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros – São Paulo / SP

Tel. (11) 3082-5023

 

Mais informações para a imprensa 

Edson Rossatto

(11) 6731-6191 / 8217-6191 / 2943-7687

edson@andross.com.br 

www.andross.com.br 

MSN: edsonrossatto@hotmail.com

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Humor, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/03/2009 - 15:10

PENSAR NÃO MACHUCA O CÉREBRO

 

 

 

ANÁLISE DE UM ESTUDANTE BRASILEIRO

( Lailton Araújo )

 

Quando qualquer governo fala do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de seu povo e continua míope quanto à ética – ele quer “tapar o sol com a peneira”. Entender o significado da palavra “moral”, não é só uma questão de educação! São princípios elementares de boa convivência em grupo (princípios – aprendidos e exercitados), onde cada cidadão tem o dever de preservar os “direitos e deveres” comuns da sociedade proposta. O aprendizado é gradual – a educação é o fio da tecelagem… É como “parir filhos” – só as mães sentem o processo biológico e a dor real do parto!

Educar custa caro! Alguém já fez a somatória das despesas com as mensalidades, livros, apostilas e outras taxas de qualquer curso nas universidades particulares brasileiras? O tão sonhado diploma será o cartão para a inclusão social? A busca do conhecimento será o início da transformação do cidadão e do meio onde ele vive? Algumas manchetes da mídia nos últimos dias desfazem o mito – que a educação – é o segredo da transformação! O que é educação? Será que a sociedade brasileira sabe o verdadeiro sentido de educar? Os exemplos de crimes cometidos por pessoas diplomadas e supostamente educadas (políticos, jovens de classe média, empresários e outros) mostram que a “sociedade brasileira” está doente e carente de outros valores humanos. Que valores poderão constar nos novos currículos escolares? A escola educa?

Os tecnocratas jamais questionaram a diminuição anual da qualidade das vagas oferecidas, nas escolas de ensino básico e nas universidades públicas e particulares. A população do Brasil cresce e os problemas aumentam e aumentarão ainda mais. As periferias das cidades brasileiras viraram “barris de pólvora”. Os verdadeiros educadores fazem mágica para cumprir o mínimo dos conteúdos curriculares. Mesmo com tiros de fuzis, fumaça e soldados da força nacional rondando o “pedaço”, a escola da vida ensina o segredo da sobrevivência em um mundo desigual. Salve-se quem puder! O morro não quer e não deve morrer!

E os valores morais? Estão sendo repassados para as crianças brasileiras? Será que vários políticos brasileiros possuem o perfil para governar ou legislar em nome da população brasileira? Alguns dos políticos envolvidos em escândalos publicados pela mídia possuem diplomas… As escolas que diplomaram esses indivíduos são culpadas? O que é educação?

Quais vereadores, deputados ou senadores foram avaliados pelo ENEM OU ENADE? Será que receberiam o tal diploma? Será que teriam a capacidade de legislar ou gerenciar – ou mesmo dar palpites idiotas nas soluções para o complexo e heterogêneo país chamado Brasil? Que tal a criação do ENAQIP (Exame Nacional da Qualidade Individual do Político)! Na posse e fim do mandato de qualquer político brasileiro haveria um exame, com questões de português, matemática, geografia, história, política social e “ética pessoal”. A nota de “ética pessoal” seria o diferencial na avaliação do ENAQIP. Sem qualquer dor de consciência: não haveria quase nenhum dirigente seguindo a tão “sonhada carreira política”. Um detalhe: a Constituição do Brasil garante a igualdade entre os cidadãos. Todos os anos, os estudantes e escolas do país são questionados (via ENADE E ENEM) quanto ao conhecimento adquirido e a qualidade de ensino. Para que haja justiça, toda a classe política desta “Terra de Ninguém” deverá ser avaliada – quanto à capacidade pessoal e ética!

A sociedade brasileira tem culpa pelo descaso com a educação de seus cidadãos. O “jeitinho brasileiro de dar nó em pingo d’água” e outras artimanhas de esperteza criam universos paralelos e anti-sociais. A educação não termina na colação de grau, com direito a diploma de “doutor” e anel no dedo em dia de formatura. Canudos ou títulos não foram feitos para enfeitar as paredes e dar “status”. A educação é contínua e o educador tem o dever de repassar o conhecimento para os menos favorecidos. Conhecimentos guardados, sem princípios éticos ou apenas com interesses pessoais – deseduca toda a educação e os educandos, que buscam a tão necessária educação.

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Notícias, críticas sociais, literatura, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , ,
19/11/2008 - 22:06

NOITE AFRICANA (TRIBAL)

 

                  

 

  NOITE AFRICANA  ( TRIBAL )

( Lailton Araújo )

 

Certa vez num barco em Moçambique
Encontrei um poeta angolano

Que me contou momentos de horror na sua nação
Também falou verdade africana da revolução

Na mídia começa toda a miséria em tom radiante
Vejam que impera como baderna a cor morena

São Salvador no afoxé que balança americano
Forte lembrança dos trabalhadores que Iemanjá

Abençoou com seu manto azul e castiçal
A doce magia que faz da Bahia um carnaval

A boca que canta a formosura da “África-Mãe”
Sempre reclama em forma de dança a igualdade

O preconceito escureceu o brilho da lua
É o gueto escondido no mundo perdido da grande cidade

Um coro encanta no meio da noite “Made in Brazil”
Mão que levanta a discordância no social

Na batucada do samba ou umbanda e candomblé
Se vê a raça do negro na praça balançando o pé

Toca atabaque nessa vontade de ser feliz
É a mocidade na sociedade desse país

 

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Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Música, Sem categoria, críticas sociais, educação, escola, literatura, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/05/2008 - 23:12

ÍCAROS SEM ASAS – MENINOS

 

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ÍCAROS SEM ASAS – MENINOS

( Lailton Araújo )

 

A mulher é a luz em todos os “universos”
Nesses grãos de estrelas, poeiras cadentes
Brilham os olhos dela: nas constelações
No zodíaco é aquário, águas transparentes

Como seria esse mistério estrelar sem ela?
A mulher, nesse reino é princesa ou rainha
Nos relatos escritos há séculos ou milênios
Ela é a mágica da poção da fada madrinha

Tantos e tantos trovadores já cantaram…
A beleza sensual e feminina em serenatas
Muitos guerreiros e suas armaduras, caíram
Em duelos defendendo a honra das amadas

Os milênios correram no segredo do tempo
Iguais ao trote do cavalo no espaço sideral
E o homem em sagitário, procura os olhos
Na saga, ele verá a vitória do amor natural

São os seios, a inspiração na “Via Láctea”
Doce leite que corre, nos fartos mamilos
Saciando a fome de amor do “Astronauta”
Ícaros sem asas, nós somos todos meninos

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Sem categoria, literatura, poesia Tags: , , , , , , , , , , ,
26/03/2008 - 23:59

DENGUE, DENGOSO, MOSQUITO EU SOU

 

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DENGUE, DENGOSO, MOSQUITO EU SOU

( Lailton Araújo )

 

Mamãe! Quando eu crescer quero ir ao topo
E sair em todos os canais da mídia moderna
Igual a você, mosquito da dengue… Famoso!
Que pica o povo do condomínio ou da favela

Vão dizer que sou mais um mosquito medroso
Por falar que favela não é lugar de mortandade
Lá se queima um bagulho no mosquito dengoso
E as crianças sobrevivem. Viva a comunidade!

O “fumacê” virou na contramão, sem uma meta
“Saci-pererê” fumou, baseado na forma amadora
Sou assim! Sou Aedes aegypti. Dengue na certa!
Ai de ti! Não é dengo… É epidemia assustadora

PAC deles, abandono, conversa fiada e picadas
Trinta e cinco mil sofrem aqui no Rio de Janeiro.
Quarenta pessoas embalsamadas… São almas!
Sofridas, penadas, por descaso do embusteiro

Mamãe! Quero ser um mosquito bem valente
É melhor que ser aquele vampiro impostor…
Livre em 2008… Bebo sangue! Mato gente!
Sem prevenção, sem direção… Aqui eu estou!

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Humor, Notícias, críticas sociais, educação, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/03/2008 - 13:28

A MULHER É A MÚSICA E POESIA DA CRIAÇÃO!

 

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A MULHER É A MÚSICA E POESIA DA CRIAÇÃO!

( Lailton Araújo )

 

Hoje é o “Dia Internacional da Mulher” – data para reflexão e cobranças. É dia de festa e de homenagem à mulher. É dia de entender a atual situação das mulheres nos continentes ditos civilizados ou não, e as políticas sociais em benefício do sexo feminino.

Um brinde às mulheres rainhas, princesas, operárias, estudantes, atrizes, cantoras, compositoras, pintoras, professoras, senadoras, deputadas, juízas, advogadas, médicas, enfermeiras e escritoras. Um brinde ainda para as mulheres que vivem à margem da sociedade. São presidiárias (inocentes ou não), escravas (esperando a alforria), prostitutas maiores e menores, analfabetas, portadoras de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e outras que trabalham na cidade e no campo – sem as mínimas condições trabalhistas. São mulheres que sofrem de uma doença crônica moderna: a discriminação. Elas estão aprendendo a lutar pela sobrevivência e cidadania. São mulheres com alma, esperança, poder de sedução, poder de mudança, de educação, e aprendizes nas sociedades machistas.

O brilho da mulher está em todos os lugares. Brilha a mulher negra, branca, amarela, vermelha, azul e até a transparente – moradora das comunidades opacas. Brilha ainda a mulher amante, esposa, namorada, que apenas fica, amiga, inimiga, conselheira, confidente e inconfidente, mãe, tia, avó, filha, neta, nora, irmã, prima e mulher primazia. Viva a mulher! Viva a mãe da terra, da água, do ar, do fogo! Viva a mãe africana, européia, asiática, americana, brasileira, santa, profana, do terreiro, do templo budista ou judeu, evangélica, com ou sem religião, feminina ou não – apenas mulher!

O planeta Terra (talvez um dia) será outro planeta na visão da poesia. Quando? Na medida em que o Ser Humano Homem perceber a importância vital do Ser Humano Mulher. E para felicidade geral das nações e dos poetas, acontecerá a verdadeira transformação na sensibilidade masculina. Serão os caminhos da perfeita harmonia tão perseguida na arte?

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Música, Notícias, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
12/10/2007 - 16:00

MORANDO NO INTERIOR MINEIRO…

 

                                                       São João Batista do Glória – MG
                                                            Foto:  Prefeitura Municipal

 

MORANDO NO INTERIOR MINEIRO…

( Lailton Araújo )

 

Sexta-feira, 17h30, o sol se esconde nas terras de Minas Gerais e o céu ainda nublado, anuncia o início da primavera. As noites – um pouco geladas – trazem muita paz no silêncio quase total das cidades do interior. Nos últimos meses observei terras férteis, bois e vacas pastando, cana-de-açúcar, rios e cachoeiras (de águas quase puras) que molham os seios virgens de mulheres bonitas.

Escutando diariamente o sotaque desse povo simples (o mineiro é um caso especial), procurei descobrir o segredo da paciência, e modo de viver de forma não convencional – para os padrões das grandes metrópoles. A falta de visão da existência de novos horizontes depois das “serras mineiras” (ao olhar de um forasteiro), breca algo latente em qualquer ser humano: a ambição educacional. As conseqüências aparecem nos aspectos culturais, financeiros e políticos de toda a comunidade. Não vou questionar se é bom ou ruim! Afinal sou mineiro por amor e adoção.

Como em qualquer lugar – existem vários aspectos positivos e negativos no povo mineiro. Vale lembrar que algumas pessoas são amigas e outras: desconfiadas. É gente boa! Com ou sem maldade! Por aqui também se mata por ciúme. Algumas mulheres falam da vida alheia (coisa de cidade pequena e grande); as crianças dizem palavrões e outras besteiras interioranas. Existe inveja? Claro que sim! Que povo no mundo não sente inveja? A vida caminha em marcha lenta… Quase parando! Esses aspectos negativos não são assimilados pela comunidade. Quase tudo é resolvido na mais perfeita harmonia… Ou baixaria! Briga de faca e de boca mesmo! Quem mata: vai preso ou foge “pra BH”. Quem fala da vida alheia: fica marginalizado; ganha o nome de fofoqueiro, falador, boca aberta! As crianças que falam o “que não deviam falar”: recebem puxões de orelhas e cascudos. Quem sente inveja fica sofrendo, angustiado, em plena masturbação mental, e sem coragem de copular. No interior só cresce quem vai atrás de resultados concretos… Os sonhos são apenas sonhos!

Estou aprendendo que tudo tem o seu tempo! É física… É matemática… É a justificativa da alienação. Nesse aprendizado vou caminhando e deixando de lado a velha filosofia de vida. É a assimilação do lado objetivo e atual. Se tudo tem e terá o tempo certo para acontecer, o que eu tenho haver com a ansiedade?

O tempo (mesmo alienante) é amigo da perfeição, e com ele se aprende que nesse mundo (onde tudo parece caminhar na velocidade do milênio) a calma, o silêncio e a inteligência são as melhores armas – nessa luta diária contra o poder do descaso, da falta de visão política e informação global. O sentimento humano é apenas mais um detalhe nas montanhas e cachoeiras do sul de Minas Gerais, e de outras partes do Brasil e do Mundo.

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): literatura, textos sociais Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/10/2007 - 04:05

LAILTON ARAÚJO – 3º CORREDOR LITERÁRIO NA PAULISTA

 

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L A I L T O N   A R A Ú J O

Show  Terra  e  Mar

 

Dia 09/10  (terça-feira)  -  15h30  (grátis)
Estação Paraíso do Metrô – Linha 2 – Verde - Plataforma
São Paulo - SP
 

LAILTON ARAÚJO (violão e voz) é músico, arranjador, compositor, cantor, estudante de Ciências Biológicas, ex-professor voluntário de Biologia e Geografia, pesquisador de ritmos regionais brasileiros e aprendiz de escritor nas horas vagas. Trabalha há 26 anos nas áreas de produção musical, divulgação, agenciamento artístico e gravação em estúdio. Fundou em 1981 a Banda Moxotó – grupo nordestino de renome nacional – sendo um dos principais componentes.

Desenvolvendo carreira solo desde 2003, LAILTON ARAÚJO apresenta o show de MPB – TERRA E MAR. Nesse evento existe a poesia em fusão com a musicalidade universal. O amor, a esperança, a ecologia e a nova visão do ser humano, são enredos necessários à paz e harmonia do planeta Terra.

LEITURA 01:

A fauna e flora do Brasil, já não suportam tamanha agressão e descaso por parte dos poderes públicos. Vários habitantes de nichos ecológicos (em destaque – a espécie Homo sapiens) informam que o fogo na mata e a poluição das águas são apenas detalhes na nova agenda governamental e talvez sejam discutidos no futuro. As prioridades com habitação, saúde, educação, cultura e segurança, ainda são segredos de Estado.

LEITURA 02:

Nas periferias das citadas selvas ou grandes cidades, surgem as novas “tribos urbanas” – vestidas de contracultura. Elas simbolizam as rupturas dos velhos nichos ecológicos e provam que a espécie humana, caminha nos passos do jacaré, da formiga ou do piolho. O efeito dominó já contamina a sociedade pseudo-harmoniosa e puritana. Alguns gritam: não me toques! Muitos alegam que acontecerá a divisão natural em todos os aspectos e a ultrapassada sociedade elitista, sucumbirá no processo gradual da evolução. Os descendentes dos primatas continuarão em harmonia?

 

CONTATOS

MXT – PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
Tel. (11) 9200-0987
mxtprod@ig.com.br

 

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Programação – Corredor Literário

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Enade, Enem, Música, Notícias, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/09/2007 - 19:19

OLHOS DE VITRAIS

    

               

 

OLHOS DE VITRAIS

( Lailton Araújo )

 

Quando o olho do homem não vê
O brilho no olhar de uma mulher
O coração não sente a emoção
As pernas não tremem de prazer

Por que? Eu pergunto por quê?
O cego não vê a imensidão
Que mora no universo da criação
Da fêmea, mulher, “Mãe-Maior”

Mulher, mulher
Mulher, constelação

 

Quando o olho do homem só vê
O rosto e um belo corpo na mulher
O coração não sente palpitação
O sexo seduz, sem “bem-me-quer”

Por que? Eu pergunto por quê?
O cego não vê a imensidão
Que mora no universo da criação
Da fêmea, mulher, “Mãe-Maior”

Mulher, mulher
Mulher, constelação

 

Mulher força maior é inspiração
Nos pobres mortais, cantadores
Amantes da noite e pecadores
Na busca constante da emoção

Mulher, mulher
Mulher, constelação

Os olhos de vitrais são da mulher
O luar no céu é da mulher
A força da natureza
A vida e toda pureza
Só vem de uma mulher

Mulher, mulher
Mulher, constelação

 

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24/08/2007 - 16:49

PALAVRAS JOGADAS AO MAR

 

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PALAVRAS JOGADAS AO MAR

( Lailton Araújo )

 

Mar! Só você sabe…
Que por ela naveguei
Nas calmarias da paixão
Senti o que é a solidão
No convés da embarcação

Mar! Só você sabe…
Que estes sentimentos
Sem a luz de um farol
Naufragaram num atol
Em dia nublado, sem sol

Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante

Mar! Só você sabe…
Que o temor de um marujo
São grandes tempestades
Nas rotas das caravelas
E seu amor perto das trevas

Mar! Só você sabe…
Da vida de um navegante
Que nunca vê a primavera
Enjaulado, igual a uma fera
Na nau sem brilho, sem vela

Se eu fosse nobre como ela
Jamais seria um navegante
Se eu fosse nobre como ela
Seria rei, escritor ou amante

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
05/08/2007 - 22:01

LUAR DE BRONZE

 

 

LUAR DE BRONZE

( Lailton Araújo )

 

Nos becos falam que somos
Seres – vivendo e perdidos
Nas bocas soam os gritos
Dos corpos e cromossomos
É sangue jorrando no peito
Na sombra da minha visão
Nas broncas daquela ilusão
Não tenho nenhum segredo

No papel, o olho é de louca
Sem crítica ou credo milenar
Sangrando eu perco a força
Na terra: sou um lobo do mar

Gerando a cria, viva o cio!
Do horizonte vem a intuição
Nas longas jornadas serão
Seres maternos e conflitos
O andar já não toca o chão
A voz canta o luar de bronze
Se falar muito, mente, some
Reproduz fielmente o padrão

São corpos levando as pedras
No vapor, na névoa e fumaça
É o ódio disputando a matéria
É o amor aquecendo a massa

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Música, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , ,
14/07/2007 - 14:45

AS ASAS DA RAZÃO

 

 

AS ASAS DA RAZÃO

( Lailton Araújo )

 

As asas dos Seres Humanos…
Crescem de acordo com a visão
Ficam atrofiadas – sem utilidade
Ou grandes para vôos maiores
Ter asas e não saber como voar
É ter os pés amarrados ao chão

Naquele sonho: ainda criança
O vôo não tinha qualquer limite
Batia asa igual a um passarinho
Com a força e rapidez da águia
Muitas vezes, caía e machucado
Era coberto com asas maternas

As asas estão nos pássaros
Nos insetos, mísseis e aviões
Tais asas que você me dava
Tinham limites de uma paixão
Por voar sem qualquer razão
Hoje tenho as asas podadas

Quem voa com as próprias asas
Viaja independente de um motor
Sobrevoa os mares, rios e serras
Busca no horizonte sua dimensão
Sem tempo: o futuro não existe…
É vôo cego com neblina, sem radar

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Sem categoria, educação, escola, literatura, poesia Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/06/2007 - 15:51

OS AVIÕES E OS FANTASMAS DO PASSADO

 

 

OS AVIÕES E OS FANTASMAS DO PASSADO

( Lailton Araújo )

 

A névoa que cobre a madrugada abafa os sons de aviões
Soldados, cabos e oficiais comandam mais um batalhão…
Uniformes azuis contracenam com mulheres apaixonadas
Homens desarmados, aviões lubrificados, casais amando
Parecem preparados para uma guerra – não convencional
É a batalha da solidariedade: balas de groselha e hortelã
Bombardeios na ambição, ciúme e opressão: sem o ódio…
Inimigos à vista! Jatos não decolam e nem miram os alvos

Abraços na despedida com balas de festins que explodem
Luzes no céu anunciam bodas de prata: renasceu alguém
É o mistério do céu na alma eterna – viva o espírito de luz!
A roupa é branca ou azul – qualquer nome: talvez Carmem
Com ou sem cor… Ana, Amanda: seguindo a nobre missão
Deixando de lado traumas passados, acidentes analisados
São filhos, pais e mães que não conseguem uma explicação
Dos sonhos desfeitos… Nas lágrimas marcadas na partida!

Renascimento – passado, presente e futuro: novas viagens
Quem ficou, chora e lamenta – muitas vezes culpa o criador
As criaturas desconhecem os segredos tão bem guardados
O espírito maior é sábio e controla as leis da reencarnação!
Pássaros cantam ao nascer do sol… É a novíssima batalha
Quem já foi, aparece na névoa da madrugada e manda luz
Espelhe-se nos ipês, laranjeiras e mangueiras do seu quintal
Sempre frutificando… Chore lágrimas por si e não por mim!

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Cinema, educação, escola, literatura, poesia, textos sociais Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/05/2007 - 16:30

TEOREMA DO AMOR 2007

 

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TEOREMA DO AMOR 2007

( Lailton Araújo )

 

Sobre qualquer face humana – expressões aparecem
Noções espirituais e materiais estão bem confusas
O cérebro fica embaraçado e perde diversos dados…
Como um computador sem memória, sem programa

Mas nem tudo está perdido – a natureza se recompõe
Aos olhos dos mamíferos, felina mãe tão maravilhosa!
Não por gerar das entranhas filhotes machos ou fêmeos
E sim por traduzir o mais puro instinto do reino animal…

No ano 2007, clones são gerados…

Com um bisturi – as mãos da medicina tecem o amor
Existem seringas, agulhas, bordados feitos de bondade
Dos seios das mulheres sai o leite mágico que sacia…
Crianças órfãs, desencantados da vida e sonhadores!

Nos hospitais do mundo, meninas de um Brasil carente
Ensinam o que é cidadania, são elas os anjos de Deus
Aprendizes médicas – determinadas a modificar a Terra
Fazendo da própria vida, um novo laboratório espiritual…

No ano 2007, a “camisinha” é censurada…

Os Seres Humanos caminham eretos – é a evolução
Transformando a humanidade, dias bons, dias ruins
E nas maternidades, novos partos, novos espíritos…
Que trazem ao mundo o segredo da palavra: “amor”

As nações vão bebendo na fonte do velho continente…
São gotas de informações que não chegarão ao povo
Sem a seiva da renovação, o tempo caminha no minuto
Alimentando carências sociais tão perdidas no vazio…

No ano 2007, o “aborto” gera discussão…

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Cinema, Enade, Enem, Notícias, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
11/05/2007 - 19:33

PÃO, CIRCO E AMOR…

 

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PÃO, CIRCO E AMOR…

( Lailton Araújo )

 

O pão é um dos alimentos mais populares do planeta. Está espalhado pelos continentes e acompanhou a evolução cultural de cada povo nos últimos milênios. O circo foi a principal manifestação artística dos séculos cristãos. Era e ainda é usado como forma de acalmar ou incitar pessoas. No Brasil, o circo encontra-se em decadência. As crianças choram! Sentem falta do palhaço, do trapezista e do mágico. Longe das lonas, terrenos baldios e distantes dos profissionais da área, o circo é um caso especial e político. Tem a aparência de algo obscuro. Soa como teatro de mau gosto, mentira, egoísmo, inveja, corrupção e tantos outros desmandos oficiais ou clandestinos.

As combinações de pão e circo fizeram homens e mulheres repensarem a vida, de forma filosófica. Muitos nem param pra pensar! Pão e circo são necessários à sobrevivência dos humanos? É de conhecimento geral que o pão alimenta o corpo, a fé cristã e outros credos. O circo distrai ou relaxa qualquer mortal. É a diversão que pode mostrar a verdadeira arte circense, ou espetáculo disfarçado em alienação. Será que só de pão e circo viveu, vive ou viverá a humanidade? No monopólio dessas palavras, entra em cena uma terceira: amor. A palavra amor é uma das mais bonitas da língua portuguesa. Amor ao contrário, torna-se Roma. E foi na Roma Antiga que ocorreu o extermínio dos que pregavam o verdadeiro amor. Leões devoraram cristãos e opositores do Império Romano, na aplicação da política: pão e circo.

Juntando-se três palavras: pão, circo e amor – percebe-se que os jogos romanos continuam atuais nos gabinetes dos que governam ou desgovernam. Será que a atual sociedade não poderia espelhar-se em Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá e Irmã Dulce? O Haiti está aqui e ali! A harmonia com a natureza – tão pregada por São Francisco de Assis – talvez seja o pão da vida, ecologicamente correto, sem trigo, milho ou fermento, e que cresce! Poderá crescer ainda mais, quando for distribuído em forma de solidariedade, paz e amor.

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Cinema, Enade, Enem, Esportes, Games, Música, Notícias, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/04/2007 - 21:20

A ÚLTIMA VIAGEM

 

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A ÚLTIMA VIAGEM

( Lailton Araújo / Lio de Souza )

 

Antes da minha última viagem
Quero fitar o céu, o sol e a lua
E brindar a vida com um vinho
Verde ou tinto, a cor não importa
Envelhecido com a tua experiência
Engarrafado na safra dos amantes

Meus lábios ainda umedecidos
Querem teus beijos, secos e doces
Sabor de uva, “passas do amor”
Não quero tristeza, quero vida
Brotando das folhas das videiras
Renovadas, sem rótulo de bebida

A passagem será no pôr-do-sol
A música, harmonia em sol maior
Não importa se é hora da verdade
Será calmo como o desenlace, na paz
O carinho vivo será bem vindo
Cânticos e orações, melhor ainda

Viajando, talvez sem rumo ou volta
Estarei enfronhado com teus livros
Caminharei com as luzes do bem
Lembrando do brilho dos teus olhos
Das lágrimas de saudade, bonitas
Pingos de chuva, meteoritos ao léu

Nas lembranças ficarão os vestígios
De bebida, de vinho, qualquer safra
Serão motes nas quadras de poetas
Que descrevem a alma sem rodeios
E quem olhar o céu, verá a claridade
Das galáxias, da eternidade maior

 

OUVIR A MÚSICA – CLIQUE ABAIXO

 Overmundo

Recanto das Letras

Clube Caiubi de Compositores

 

FICHA TÉCNICA

 Letra:  LAILTON ARAÚJO
Música:  LIO DE SOUZA
Intérprete:  LIO DE SOUZA
Gravação:  LIO DE SOUZA
Violão:  LIO DE SOUZA
Viola de 10 cordas:  LIO DE SOUZA
Data:  MARÇO DE 2008
Local:  CARNAÍBA – PE – BRASIL
Publicada:  ÁUDIO OVERMUNDO

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Música, críticas sociais, educação, escola, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
05/04/2007 - 00:56

NA CALMA DA REFLEXÃO APARECE A ALMA…

 

 

 

NA CALMA DA REFLEXÃO APARECE A ALMA…

( Lailton Araújo )

 

O ser humano criou as lentes dos telescópios, microscópios e outras máquinas de visão artificial. As imagens do Cosmo fazem os olhos humanos brilharem. As pupilas da humanidade crescem de curiosidade… É a busca do início de tudo! Quem somos? De onde viemos?

As galáxias viajam ao desconhecido! É como se o Universo que tentamos entender, caminhasse ao encontro de outro Universo. E na contramão das fantasias, teses ou teorias dos lunáticos e da ciência, aparecem outros universos terrenos – seitas, igrejas e outros – que tentam explicar o desconhecido.

As rodas de curiosos – com ou sem cantiga – choram quando ocorre a extinção da vida. Alguns entendem a passagem como algo natural da evolução das espécies; outros – enxergam Universos paralelos… E as mãos e pernas da ética, buscam o segredo da harmonia que acende e apaga as estrelas no céu. Os teóricos ficam boquiabertos. Os leigos: confusos. Os descrentes – continuam céticos. No espaço aberto ao Espaço, o pensamento humano é a nave espacial…

Portanto, seguimos como viajantes na busca do mistério da criação. Aplausos para a matemática; troféu especial para a biologia; menção honrosa para a física; elogios para a química… Mesmo assim, a sensibilidade do comentado Ser Humano mostra outros caminhos! Será que possuímos uma alma? Será que nossa curiosidade é observada?

Somos partículas na imensidão! Somos marujos assustados com a grandeza, beleza e tamanho mistério! Somos vaga-lumes nas noites escuras… O segredo da imensidão será revelado? Os olhos dos humanos e das máquinas buscam provas científicas na Terra e no Espaço… Talvez sejamos apenas humanos com medo da verdade!

 

 

Autor: LAILTON ARAÚJO - Categoria(s): Esportes, Games, Humor, Música, Notícias, Pessoal, Tecnologia, críticas sociais, educação, escola, literatura, literatura, poesia, textos sociais, universidade Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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