“Now we’re back to the beginning.
It’s just a feeling and no one knows yet,
but just because they can’t feel it too
doesn’t mean that you have to forget.”“The Call” – Regina Spektor
Ainda me lembro nitidamente da primeira vez que eu ouvi Regina Spektor, eu estava no apartamento da Rafinha quando ela sentou-se ao piano e tocou as primeiras notas de Braille, aquela melodia marcante e letra densa ressoaram em minha mente por varios dias. Movido pela curiosidade pesquisei a letra e achei o inicio absurdamente fantastico:
“She was lying on the floor and counting stretch marks
She hadn’t been a virgin and he hadn’t been a god
So she names the baby Elvis
To make up for the royalty he lacked”
algo como:
“Ela estava deitada no chão e contando estrias.
Ela não foi uma virgem e ele não foi um deus.
Então ela nomeou o bebê Elvis
para suprir a realeza que lhe faltava.”
Ja ouvia Braile com uma certa frequencia, e era uma atração tão grande que eu não me dava conta que havia mais musicas para serem ouvidas, tanto as antigas que eu ja gostava qto as novas, que aguardavam que eu as descobrisse, assim como descobri Braille.
Até que numa noite de domingo, voltando da praça no carro da Rafa (sempre ela!) ouvi pela primeira vez Samson , musica muito semelhante a Braille, voz e piano, suave… linda (foi mais lindo ainda ouvir a familia inteira da Rafa cantando!).
Ok, esse foi o ponto, depois disso comecei a correr atras, constatei que as musicas dela (com excessões) não agradam 100% na primeira vez que se ouve, algumas eu precisei ouvir e reouvir.
A mais facil de digerir foi Better, não a toa ela marca o momento mais pop da Regina, o album “Begin to Hope”, é simples, direta, ja não é só voz e piano, mas ainda tras um jeito de escrever diferente, uma identidade.
“If I kiss you where it’s sore
If I kiss you where it’s sore
will you feel better, better, better
will you feel anything at all?”“Better” – Regina Spektor
Interessante lembrar que ate esse momento a visão que eu tinha dela tinha muito a ver com aquele “ar sóbrio” que o piano tras, impressão essa que começou a ser quebrada quando eu assisti o clipe de “Fidelity”, leve, artistico, divertido. “Fidelity” foi uma das musicas que contribuiram um pouco mais para que a Regina saisse do anonimato.
Clipe de “Fidelity”
O talento ja estava mais do que provado, mas faltava alguma coisa pra eu me tornar um fã, algo que me fizesse ve-la como pessoa. Talento é otimo, mas é frio.
Eu sempre dei uma importancia enorme para o carisma, acho que nas pessoas que conquistaram a minha admiração verdadeira, sejam os amigos proximos, ou os idolos, carisma sempre foi item de serie…
Apresentações ao vivo matam essa charada, tratei de pesquisar, caiu como uma luva, tocada na guitarra sem uso de acordes, só algumas notas em uma mesma corda a plateia delirando, rindo da letra, da interpretação, das caras e bocas de Regina, essa versão foi gravada no “Hotel Café” em Los Angeles, em janeiro de 2005, a musica é That Time.
Enquanto isso algumas musicas que eu não havia gostado na primeira vez que ouvi, “Hotel Song”, “On the Radio”, “Apres Moi” e “Us”, começaram a fazer sentido, e se tornaram mais frequentes no meu MP3, hj seguramente “Hotel Song” e “Apres Moi” estão entre as musicas dela que eu mais gosto, elas são fantasticas no estudio, mas as perfomances ao vivo roubam a cena, a primeira tem sido cantada com um arranjo em Beat Box, vale conferir o video, eu me divirto.
Video de “Hotel Song”
“Apres Moi” é cantada em ingles, tem uma frase em Frances (”Apres moi, le deluge” Frase de Luis XV no auge do seu egoismo) e um trecho do poema russo “Fevrale” de Boris Pasternak (autor do classico “Doutor Jivago”). Ate então essa tem se mostrado a letra mais complexa, o que da margem para uma interpretação profunda e bem carregada, mas sem dispensar os sorrisos, como se ve no video.
O SORRISO QUE ELA DA COM 5 SEGUNDOS DE VIDEO, E A BELEZA DA BOCA VERMELHA EM CONTRASTE COM OS DENTES BRANCOS, JA VALEM A PENA…
Algumas pessoas tem dificuldade em ouvir coisas que não tocariam em radio, infelizmente eu não conseguia imaginar Regina Spektor tocando, ate que saiu o novo filme das “Cronicas de Narnia – Principe Caspian”, que eu não assisti, mas graça s a Isa, irma da Rafa, tomei conhecimento da musica The Call, que é tocada no final do filme, interpretada pela Regina, provavelmente a musica mais facil de se assimilar, possui letra bem direta, difere tanto do restante da obra que alguns fãs se negam a gostar, eu adorei, achei linda, sobretudo a primeira estrofe, muito bem construida:
“It started out as a feeling,
which then grew into a hope,
which then turned into a quiet thought,
which then turned into a quiet word,
and then that word grew louder and louder
’til it was a battle cry:
I’ll come back when you call me,
no need to say goodbye.”
Algo como:
“Começou como um sentimento,
Que então cresceu e se tornou uma esperança,
Que se tornou então um pensamento quieto,
Que se tornou então uma palavra quieta,
E então essa palavra cresceu mais e mais ruidosamente,
Até se tornar um grito de guerra:
Eu voltarei quando você me chamar,
Não há porquê se despedir.”
Regina tambem participa de uma musica do “Strokes” a musica Modern girls and old fashioned men, um dueto entre ela e Julian Casablanca (Com quem supostamente Regina teve um relacionamento) letra do Julian.
Ok, o post esta ficando imenso, espero que pelo menos duas pessoas consigam le-lo inteiro e quem sabe uma delas comenta-lo.
Pra finalizar eu não poderia deixar de colocar o video de uma apresentação em Washington DC onde Regina erra a letra de “On the Radio” e diz um: “Oh shit!” e pede ajuda a plateia … adoro.
Agradeço a paciencia e aguardo manifestações, boas ou ruins, as vezes a impressão que tenho é que estou escrevendo pra ninguem ( e as estatisticas do blig não me corrigem!)
Bjo pra quem é de Bjo
Abraço pra quem é de Abraço
