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	<title>Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem... &#187; conto</title>
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	<description>"...quero ter alguem com quem conversar, alguem que depois não use o que eu disse contra mim..."</description>
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		<title>Conto (Conto????)</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 16:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karahestranho@ig.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Leila]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Vamos so trabalho, e só ha uma maneira de faze-lo:
Direito, bem feito, senão, é melhor nem começar!&#8221;
&#8220;Vamos ao trabalho&#8221; &#8211; Titãs
Espero que tenham gostado do texto da Mah,  tenho quase certeza que sim, afinal o meu contador de visita registrou recordes no dia em que o postei e nos dois seguintes, ate aquele momento só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Vamos so trabalho, e só ha uma maneira de faze-lo:</p>
<p>Direito, bem feito, senão, é melhor nem começar!&#8221;</p>
<p>&#8220;Vamos ao trabalho&#8221; &#8211; Titãs</p></blockquote>
<p>Espero que tenham gostado do texto da Mah,  tenho quase certeza que sim, afinal o meu contador de visita registrou recordes no dia em que o postei e nos dois seguintes, ate aquele momento só havia uma visita registrada no dia 15 (o que é estranho, afinal eu recebi comentarios em dias diferentes &#8211; se alguem souber como o contador funciona, por favor me explique!) e depois do Post da Ma, cheguei a receber 7 visitar numa mesma data. Enfim, isso só prova que meus amigos têm bom gosto, ela escreve muito bem!</p>
<p>É obvio que qualquer pessoa que citar Amelie Poulain, Regina Spektor e Friends no mesmo post sera visto por mim como um idolo, mas os outros textos dela são bons tbm!</p>
<p>Ok, momento &#8220;baba ovo&#8221; acabado.</p>
<p>E com ele acabou o assunto&#8230;</p>
<p>Bem que a Ana diz que escrever em blog é exercicio&#8230; na verdade eu ainda num descobri o jeito certo de escrever, talvez eu deva ser menos informal, ou fazer menos rodeios, ou ainda ter uma ideia certa do que escrever ao inves de sentar aqui e escrever a esmo&#8230;</p>
<p>talvez transformar tudo em conto&#8230;</p>
<p>talvez eu tente&#8230;</p>
<p>talvez eu tente agora!</p>
<blockquote><p>&#8220;Esperando na fila ele pensava em todas as combinações possiveis para ser atentido por ela,  embora ja tivesse entrado varias vezes naquela loja, essa lhe parecia a primeira, afinal acabara de descobrir que tinha algum interesse por Leila. Seu estomago revirava e seus pés não paravam quietos, seu olhar hesitava em cruzar com o dela, e qdo cruzava, parava.</p>
<p>Algumas vezes, num movimento rapido de olho, ela o surpreendia, boquiaberto, fitando seus labios vermelhos dizendo coisas como: &#8220;-Seu troco, senhor&#8230;&#8221;</p>
<p>Faltava uma pessoa para ser atendida, a tensão aumentava, por um segundo ele pensou ter notado um certo calculismo por parte dela, parecia que ela tambem fazia o possivel para atende-lo. Ele notou que ela havia mudado o atendimento, algum gesto diferente, para ser sutilmente mais demorado&#8230;</p>
<p>Nesse momento ele era o primeiro da fila, ele a olhou, ela levantou o olhar, pareceu ter se apressado, carimbou, grampeou, dobrou, entregou, despediu, olhou, sorriu e disse:</p>
<p>&#8220;-Proximo&#8221;</p>
<p>A palavra flutuou pelo ar, bateu em cheio em seu rosto, escorregou pelas bochechas, deslizou orelha a dentro, e foi ouvida como um:</p>
<p>&#8220;_ Vem pra mim!&#8221;</p>
<p>Ele abaixou a cabeça, esperava estatico por aquele momento, e qdo ele chegou começou a se mover rapidamente, caminhou ate o guiche, estendeu um papel, disse um &#8220;boa tarde&#8221; inaudivel, ela tambem abaixou o olhar, puxou um pouco de ar, olhou para a tela do computador, piscou, olhou para o papel, piscou mais duas vezes, não fazia noção do que estava fazendo ou o que estava procurando&#8230;. tornou a respirar, e começou a receber a conta&#8230;</p>
<p>Enquanto ela se movimentava mecanicamente, apertando teclas e deslizando codigos de barras, ele aproveitava a oportunidade de ve-la de perto mais uma vez, fora dali ele não conseguia imagina-la inteiramente, era como se o guichê fizesse parte do corpo dela, como as crianças que recortam caixas de fogão e entram nela como se estivesse em um aparelho televisor. Aquele era o momento de olhar para o seu corpo, decote discreto, mas instigante; camisa rente ao corpo dando uma impressão das curvas da cintura; coxas grossas. Tudo muito bom, um complemento e tanto para alguem que ja havia se tornado especial pela simpatia, sorriso facil, educação e sociabilidade, qualidades que sempre lhe representavam mais (ate qdo ele não desejava que fosse assim).</p>
<p>Ela disse o valor, ele prontamente tirou o dinheiro, passou pela fenda entre os vidros, por um momento cada um segurou em uma extremidade do dinheiro, uma nota de cinquenta reais, suja&#8230;</p>
<p>Ele queria dizer algo, mas não sabia o que, ela tambem pareceu engolir algumas palavras, demorou a terminar seu serviço, cada um de seus gestou era deliciosamente demorado, carimbou, grampeou, dobrou, entregou&#8230; mais uma vez suas mãos estava unidas, dessa vez por um recibo dobrado&#8230; ela o encarou, sorriu, puxou um pouco mais de ar e se despediu com um &#8220;-Até a proxima!&#8221;  iluminado pelos seus dentes, que se enfileiravam perfeitamente entre seus labios num sorriso de satisfação&#8230;</p>
<p>Após retribuir o sorriso, ele sussurou um &#8220;-Até!&#8221;, virou-se e, pressionado pela fila que ja aumentara, e pelo seu nervosismo saiu em passos decididos, não olhou pra tras embora estivesse com muita vontade de faze-lo&#8230;mas saiu sorrindo, lembrando a letra de uma <a href="http://blig.ig.com.br/karahestranho/files/2008/08/12-logo-de-cara-ira-mtv-ao-vivo-latin.mp3">Musica</a> e segurando as duas pontas do recibo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Bjo pra quem é de Beijo!</p>
<p>Abraço pra quem é de Abraço</p>
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