“Vamos so trabalho, e só ha uma maneira de faze-lo:

Direito, bem feito, senão, é melhor nem começar!”

“Vamos ao trabalho” – Titãs

Espero que tenham gostado do texto da Mah,  tenho quase certeza que sim, afinal o meu contador de visita registrou recordes no dia em que o postei e nos dois seguintes, ate aquele momento só havia uma visita registrada no dia 15 (o que é estranho, afinal eu recebi comentarios em dias diferentes – se alguem souber como o contador funciona, por favor me explique!) e depois do Post da Ma, cheguei a receber 7 visitar numa mesma data. Enfim, isso só prova que meus amigos têm bom gosto, ela escreve muito bem!

É obvio que qualquer pessoa que citar Amelie Poulain, Regina Spektor e Friends no mesmo post sera visto por mim como um idolo, mas os outros textos dela são bons tbm!

Ok, momento “baba ovo” acabado.

E com ele acabou o assunto…

Bem que a Ana diz que escrever em blog é exercicio… na verdade eu ainda num descobri o jeito certo de escrever, talvez eu deva ser menos informal, ou fazer menos rodeios, ou ainda ter uma ideia certa do que escrever ao inves de sentar aqui e escrever a esmo…

talvez transformar tudo em conto…

talvez eu tente…

talvez eu tente agora!

“Esperando na fila ele pensava em todas as combinações possiveis para ser atentido por ela,  embora ja tivesse entrado varias vezes naquela loja, essa lhe parecia a primeira, afinal acabara de descobrir que tinha algum interesse por Leila. Seu estomago revirava e seus pés não paravam quietos, seu olhar hesitava em cruzar com o dela, e qdo cruzava, parava.

Algumas vezes, num movimento rapido de olho, ela o surpreendia, boquiaberto, fitando seus labios vermelhos dizendo coisas como: “-Seu troco, senhor…”

Faltava uma pessoa para ser atendida, a tensão aumentava, por um segundo ele pensou ter notado um certo calculismo por parte dela, parecia que ela tambem fazia o possivel para atende-lo. Ele notou que ela havia mudado o atendimento, algum gesto diferente, para ser sutilmente mais demorado…

Nesse momento ele era o primeiro da fila, ele a olhou, ela levantou o olhar, pareceu ter se apressado, carimbou, grampeou, dobrou, entregou, despediu, olhou, sorriu e disse:

“-Proximo”

A palavra flutuou pelo ar, bateu em cheio em seu rosto, escorregou pelas bochechas, deslizou orelha a dentro, e foi ouvida como um:

“_ Vem pra mim!”

Ele abaixou a cabeça, esperava estatico por aquele momento, e qdo ele chegou começou a se mover rapidamente, caminhou ate o guiche, estendeu um papel, disse um “boa tarde” inaudivel, ela tambem abaixou o olhar, puxou um pouco de ar, olhou para a tela do computador, piscou, olhou para o papel, piscou mais duas vezes, não fazia noção do que estava fazendo ou o que estava procurando…. tornou a respirar, e começou a receber a conta…

Enquanto ela se movimentava mecanicamente, apertando teclas e deslizando codigos de barras, ele aproveitava a oportunidade de ve-la de perto mais uma vez, fora dali ele não conseguia imagina-la inteiramente, era como se o guichê fizesse parte do corpo dela, como as crianças que recortam caixas de fogão e entram nela como se estivesse em um aparelho televisor. Aquele era o momento de olhar para o seu corpo, decote discreto, mas instigante; camisa rente ao corpo dando uma impressão das curvas da cintura; coxas grossas. Tudo muito bom, um complemento e tanto para alguem que ja havia se tornado especial pela simpatia, sorriso facil, educação e sociabilidade, qualidades que sempre lhe representavam mais (ate qdo ele não desejava que fosse assim).

Ela disse o valor, ele prontamente tirou o dinheiro, passou pela fenda entre os vidros, por um momento cada um segurou em uma extremidade do dinheiro, uma nota de cinquenta reais, suja…

Ele queria dizer algo, mas não sabia o que, ela tambem pareceu engolir algumas palavras, demorou a terminar seu serviço, cada um de seus gestou era deliciosamente demorado, carimbou, grampeou, dobrou, entregou… mais uma vez suas mãos estava unidas, dessa vez por um recibo dobrado… ela o encarou, sorriu, puxou um pouco mais de ar e se despediu com um “-Até a proxima!”  iluminado pelos seus dentes, que se enfileiravam perfeitamente entre seus labios num sorriso de satisfação…

Após retribuir o sorriso, ele sussurou um “-Até!”, virou-se e, pressionado pela fila que ja aumentara, e pelo seu nervosismo saiu em passos decididos, não olhou pra tras embora estivesse com muita vontade de faze-lo…mas saiu sorrindo, lembrando a letra de uma Musica e segurando as duas pontas do recibo.”

Bjo pra quem é de Beijo!

Abraço pra quem é de Abraço