“De onde você vem?
Quem vai te levar?
Quem te faz sorrir?
Quem te faz chorar?
Qual sera seu nome?
Quantos os seus amores?
Você me faz imaginar…”
Logo de Cara – Ira!
Dia 27 de agosto, em 551 a.C. Nascia Confúcio, filosofo chines; em 1859 foi perfurado o primeiro poço de petroleo nos Estados Unidos; dia do corretor de imoveis, do psicologo (Parabens Cido, Lores, Lora e a todos os psicologos)
Em 1991 nascia a Rafa Martins, Parabens especial a vc!
“- Um café pequeno, por favor.
Disse isso, e logo passou os olhos pelas paginas do jornal do dia anterior, carregando o peso das noites mal dormidas, dos problemas do cotidiano e do sapato novo a calejar seu pé.
Era mais um daqueles dias em que os ombros pesam e se inclinam para frente, a mente se torna lenta e falível, e os olhos perdem o brilho, tirando também a cor de tudo que é visto por eles.
Respirou fundo sem notar, a gravata apertava-lhe o pescoço e suas pernas balançavam sem parar.
Através do vidro da padaria seu olhar vagava, esgueirava-se em meio à multidão da esquina movimentada.
Todo aquele movimento, pessoas se acotovelando nas faixas de pedestre, buzinas, uma multidão de anônimos parados, solitários em grupo, olhando para o alto – vermelho, amarelo, verde – andando como atletas em corrida, chegam ao outro lado da avenida, e tudo se repete, olhares atentos nas luzes coloridas, nenhuma palavra é dirigida a quem esta ao lado. O mundo nunca esteve tão cinza.
Seu olhar volta-se ao cinzeiro onde ele apaga cuidadosamente seu cigarro, desmanchando primeiro a camada de cinza, pra depois esmagar a brasa. Suspira.
Quando olha novamente para o cruzamento, algo lhe chama a atenção.
Uma garota, vestindo uma camisa amarela com a frase: “São tempos difíceis para os sonhadores” atravessa a avenida, cabeça erguida, piercing no nariz, com fones de ouvido, cantando junto sem se importar com tudo ao redor.
Ela tem os cabelos esvoaçantes, sorriso constante e bondade no olhar, caminha soberana atraindo o olhar de todos, alguns de admiração, outros de deboche, mas nunca de indiferença. Como um pincel carregado do mais brilhante vermelho cruzando um folha de jornal, cinza, rotineira, previsível, inexpressiva e pesada…
– Seu café.
Ele se assusta com a garçonete, já nem se lembrava do café, nem do dia pesado, ou das decisões a tomar. Ao olhar novamente para a rua, não vê mais aquela jovem.
Por um momento chega a cogitar a possibilidade de aquilo ter sido um devaneio ou uma visão.”


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