Arquivo de agosto, 2009
31/08/2009 - 14:31
E-mail do músico Raul Quiroga enviado, na última quarta-feira, dia 26 /outubro / 2009 :
“Prezado Juareiz Correya, boa noite :
Que tudo seja pela nossa cultura e o sucesso de tão relevante significado que envolve a palavra AMERICANTO.
Realmente não faz muito tempo fui prejudicado por um camarada muito inteligente, que, ao não poder usar o dito nome no Brasil, credenciou o mesmo na Austrália como americanto.com , que era na época a única extensão que não tinha feito para com o nome. O fato está rolando na justiça dos direitos internacionais pelo simples motivo de o nome ter sido usado para um tipo de comércio eletrônico tipo MERCADO LIVRE, fato que não tem nada a ver com o significado de uma palavra tão especial, que envolve plenamente o canto e o grito de nossa terra América Latina.
Desejo porém que não tenha sido mal entendida a minha manifestação, pelo fato de não lhe conhecer e sucessivamente não conhecer a sua obra. Mas, a partir deste momento, acredito que temos somado credibilidade mútua, por sermos duas pessoas conhecedoras dos caminhos sem interesses mesquinhos que nem os interesses do camarada citado anteriormente, fato difícil de aceitar pois dentro do mundo mágico da arte custa muito manter as coisas, tornando-se sofrido interiormente e sorridente exteriormente perante o público.
Vamos caminhar juntos sim, mais ainda depois de ter tido o prazer de conhecer o amigo nesta primeira instância.
Sucesso, e por favor mantenha-se em contato assim como fico a sua disposição se puder ser útil em alguma coisa.
Talvez por vezes nossos entendimentos andem por caminhos diferentes mas acredito que sejam numa linha paralela chegando no mesmo lugar.
O CANTO
QUE CANTA AMÉRICA
NUM GRITO DE LIBERDADE
TRAZ HISTÓRIAS E PAIXÕES
A PROCURAR IGUALDADE.
ACORDES
QUE VÊM DA TERRA
EM CANÇÕES QUE PEDEM PAZ
POIS A UNIDADE LATINA
NÃO É SONHO QUE SE DESFAZ.
A IMAGEM
DE UM POVO SOFRIDO
MARCADO POR REVOLUÇÕES
SE ESTAMPA NA RAÇA LATINA
E IRMANA
AS NOSSAS NAÇÕES.
CIRANDA DE TANTAS VOZES
ECOA EM TODOS OS CANTOS
NA ÁGUA, NO FOGO,
NA TERRA E NO AR,
AMÉRICA
DOS MEUS ENCANTOS.
AMÉRICA,
TE CANTO, AMÉRICA
AMÉRICA
MÍSTICO ENCANTO
AMÉRICA,
ÍNDIA MORENA
AMÉRICA… POR TI…
AMERICANTO.
Atenciosamente, aquele abraço para o amigo.
RAUL QUIROGA
– Diretor do Grupo Americanto, Rio Grande do Sul. ”
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28/08/2009 - 13:48
E-mail enviado ao músico gaúcho Raul Quiroga, diretor da Americanto Editora e Produtora de Cultura Latino Americana (www.americanto.com.br), em 26/agosto / 2009 :
“Prezado Raul Quiroga :
Muito agradecido pela sua atenção e pela advertência sobre o registro do nome AMERICANTO.
Encaminho, nesta oportunidade, o texto “A Palavra AMERICANTO”, de minha autoria, que oferece algumas informações que o amigo já deve ter ou que pode lhe servir para melhor esclarecimento sobre o que estou empreendendo.
Por aí dá para entender porque não senti necessidade de procurar o entendimento que o amigo sugere. Fica bem claro que a palavra AMERICANTO existe há mais de 15 anos, publicada no livreto AMERICANTO AMAR AMÉRICA, no Recife, em 1975. São exatos 34 anos !
Entendo muito bem o seu posicionamento mas peço também que não leve a mal o que estou esclarecendo.
E agora que recebi uma palavra sua – que me deixa muito satisfeito – creio que podemos renovar nossos entendimentos, enriquecer a nossa compreensão sobre a palavra AMERICANTO e, quem sabe ?, como pernambucanos e gaúchos amantes da nossa terra poderemos até promover juntos os nossos trabalhos.
Um abraço fraterno do
JUAREIZ CORREYA”.
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27/08/2009 - 20:07
Recebi do músico gaúcho Raul Quiroga, diretor da Americanto Editora e Produtora de Cultura Latino Americana (www.americanto.com.br), este e-mail :
“Prezado Juareiz Correya :
Se você observar o nome AMERICANTO está devidamente registrado nas Marcas e Patentes, sendo um grupo que se dedica a fazer música latino-americana há mais de 15 anos no mercado.
Gostaria muito que não fosse usado o nome AMERICANTO para outros fins que não seja a própria cultura de raiz latino-americana.
No mínimo o amigo deveria ter se informado e ter conversado comigo sendo que na época a gente fez muito sacrifício para registrar devidamente este nome.
Peço desculpas pelo incomodo, pedindo que não leve a mal a minha interpretação do uso deste nome, grato pelo seu entendimento.
Atenciosamente, Raul Quiroga.”
Na próxima postagem, transcreverei o texto do meu e-mail enviado ao músico Raul Quiroga.
JUAREIZ CORREYA.
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26/08/2009 - 18:35
Recebi do poeta recifense Antonio Botelho, autor dos livros A PALAVRA NOME e O CÍRCULO DAS SOMBRAS, o poema “Cronologia para América Latina”, que ele, com extrema generosidade, me dedica. Advogado e funcionário público federal, o poeta vive em Brasília. É vencedor do Concurso Mauro Mota de Poesia (1994), do Recife, onde publicou os seus livros e tem poemas divulgados em revistas e jornais locais. O seu poema, surpreendente em sua obra, com expressivos trabalhos de temática existencial, como todo verdadeiro poema sobre a América, projeta a sua voz de forma indignada e altiva :
“Os meninos da América Latina não serão poetas
Porque serão fuzilados aos 10 anos
As meninas da América Latina não serão bailarinas
Porque serão violentadas aos 11 anos
Os jovens da América Latina não terão juventude
Porque serão crucificados aos 12 anos
O Jesus latino americano não chegará
Aos 33 anos
Nem terá apóstolos, estrelas ou oferendas
Mas uma cruz onde a América
Morta
Natimorta
Faminta
Será apenas uma mentira.
(Recife, 7 / 05 / 2009)
……………………………………………………………………………………..
JUAREIZ CORREYA.
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24/08/2009 - 20:05
NÃO É VERDADE A POESIA
PORQUE É BELA.
A POESIA É BELA
PORQUE É VERDADE.
Juareiz Correya
(Santo Amaro, Recife, outubro / 2008)
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2o.Lugar / Prêmio Nacional Literatura no Celular / FLIPORTO 2008
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18/08/2009 - 11:59
O jornalista e escritor santo-andreense Hildebrando Pafundi, que conheci nos meus tempos do DIARIO DO GRANDE ABC, início dos anos 70 do século passado, onde trabalhamos, publicou na sua coluna “Esquina Descontraída”, do jornal eletrônico CLIQUE ABC (www.cliqueabc.com.br), este texto :
OS VELHOS TEMPOS DE SANTO ANDRÉ DA BORDA DO CAMPO
NO POEMA DE JUAREIZ CORREYA
Na noite de sábado (8), eu estava no auditório do plenário da Câmara Municipal de Mauá, assistindo as apresentações que antecediam a noite de autógrafos dos escritores Aristides Theodoro e Iracema Mendes Régis, entre outros, que estavam lançando novos livros publicados pelo FAC – Fundo de Assistência a Cultura, quando o contista Valdecírio Teles Veras, que estava na companhia do romancista Antonio Possidonio Sampaio me entregou um envelope, dizendo :
– É um poema de Juareiz, que foi lido durante uma reunião cultural no Recife e pediram para entregar a você.
O poeta e jornalista Juareiz Correya é um amigo, que está morando em Recife, e que não encontro há vários anos, mas trabalhamos juntos no início de nossas carreiras no Diário do Grande ABC.
Ao abrir o envelope, fiquei surpreso com o excelente poema de sua autoria, com conteúdo da memória daqueles velhos e rebeldes tempos, de barba e cabelos longos. Frequentávamos escolas, mas aprendíamos a fazer reportagens mesmo era na universidade da vida, nas ruas, contando a história dos entrevistados. Não havia computador nem Internet.
O texto está também na Internet, no Jornal do Juareiz (31/07/2009), com o título “Santo André da Borda do Campo”. Dedicado a Dalila e a sua Alpharrabio. Vou dividir este poema com os meus leitores e minhas leitoras da coluna …”
E, com a sua habitual generosidade, Hildebrando Pafundi transcreve na íntegra o longo poema comentado. O seu comentário, junto com o de Antonio Possidonio Sampaio, amigos da época que o poema retrata, aqui publicados, provam a minha alegria com a criação desse poema e a satisfação de constatar a aprovação de dois grandes valores da vida cultural do Grande ABC paulista. (JUAREIZ CORREYA)
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17/08/2009 - 20:34
O advogado e escritor Antonio Possidonio Sampaio, baiano de nascimento e santo-andreense de coração, escreve sobre o poema “Santo André da Borba do Campo”, publicado neste blog (31/07/2009) :
“Acabo de ler teu belo poema Santo André da Borda do Campo, um verdadeiro jornal poético relatando tua passagem por este ABC das lutas operárias, onde você viveu, trabalhou e produziu sua arte, agora lembrada na tua última criação, que faz parte de POEMAS DO NOVO SÉCULO. Sou testemunha da tua passagem por aqui, onde tivemos oportunidades tipo um boi cheira o outro, como diria Guimarães Rosa. Com esse poema, o amigo se qualifica como um dos intérpretes do ABC, que escreveram, cantaram ou de qualquer forma artística registraram a região. Parabens, com aquele abraço do Antonio Possidônio Sampaio.”
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10/08/2009 - 17:58
No próximo mês de setembro (dia 18, às 19 horas) apresentarei, com palestra e recital, a exposição de arte Americanto Amar América, com desenhos do artista plástico pernambucano Roberto Portella, no Gabinete Português de Leitura de Pernambuco (Rua Imperador Pedro II, 290, Santo Antonio, Recife, PE). A exposição faz parte do projeto de edição do meu livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA & OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, que reune a minha poesia publicada no século passado. Os desenhos serão expostos em uma mostra itinerante, a ser apresentada nas semanas seguintes nos municípios de Palmares, Olinda, Igarassu, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Caruaru e Garanhuns, até janeiro de 2010, mês em que ocorrerá, entre os assinantes da edição do livro, o sorteio do conjunto dos 16 desenhos originais que ilustram o poema “Americanto”. Em março, a Panamérica Nordestal Editora lançará o livro no Recife e, durante o ano, ocorrerão outros lançametos em João Pessoa, Natal, Maceió, Salvador e São Paulo.
Os 16 desenhos de Roberto Portella, adaptação e quadrinização do meu poema “Americanto Amar América”, constituem uma obra única, no gênero, criada no Brasil em homenagem à América. O poema foi escrito em 1972, em São Paulo, e publicado no Recife em 1975. Reeditado em 1982, pela Nordestal Editora, no livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA, chegou então ao conhecimento de Roberto Portella, que quadrinizou o poema imediatamente, pois “não conseguia pensar em outra coisa”, como ele confessou ao me presentear os originais do álbum. Em 1993, o álbum criado mereceu uma edição especial realizada pelas editoras pernambucanas Nordestal e Bagaço.
“O resultado dessa parceria é uma produção inédita na história editorial brasileira. Com efeito, pela primeira vez um poema é editado em livro, sob a forma de quadrinhos, em nosso País.
O álbum reproduz 16 pranchas concebidas pelo artista plástico recifense, nelas a imagem plástica não desmerecendo a força lírica e a expressão sensual dos versos do poeta palmarense, antes enriquecendo-se de uma visão própria, igualmente lírica e plena de sensualidade”, enfatizou, no Diário de Pernambuco (Recife, junho, 1993), o poeta, jornalista e crítico de arte Paulo Azevedo Chaves.
JUAREIZ CORREYA
Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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07/08/2009 - 16:41
O jornalista, contista e romancista pernambucano Homero Fonseca comemora o merecido sucesso do seu trabalho na Internet
Blog HOMERO FONSECA (http://www.interblogs.com.br/homerofonseca) alcançou a marca invejável de 500.000 acessos, na última semana de julho deste ano.
Homero, que já dirigiu, durante alguns anos, ao lado de Marco Polo, a Revista Continente , importante publicação cultural da CEPE / Governo de Pernambuco, não esconde a satisfação com a façanha do seu blog :
“Depois de exatos dois anos no ar, este blog alcança a marca acumulada de 500.000 acessos. A média mensal bateu em 30.000.
Para um grande portal ou um site coletivo, isso talvez seja irrisório. Mas para um blog individual, voltado para as artes da inteligência, sem apelação (nunca publicou uma foto das pernas da Ivete Sangalo, por exemplo) e procurando abordar seus temas de forma adulta em um mundo infantilizado pela economia capitalista-consumista, é uma façanha e tanto, convenhamos.
Dá um trabalho danado, pesquisar com afinco e escrever com alguma diligência.
…………………………………………………………………………………..
Tenho refletido sobre literatura e Internet. Comparo, por exemplo, essa marca do blog com o romance ROLIÚDE, lançado há cerca de um ano por uma editora nacional de grande porte (Record), com boa acolhida na mídia, a caminho de se tornar peça teatral no Rio. De Luciana Vilas-Boas, a charmosa CEO da Record, ouvi, na última Bienal de São Paulo : “Seu livro é um sucesso”.
E no entanto vendeu até agora em torno de 1.000 exemplares ! Como as tiragens médias, no gênero, por aqui, são de 3.000 exemplares, imagino o que não há de livro encalhado por aí afora.”
A nota destoante e negativa dessa história é que, até agora, como confessa o próprio Homero Fonseca, ele não conseguiu transformar “essa relativamente expressiva audiência em algo minimamente parecido com uma remuneração. Tentei um tal de AddSense, mas, talvez pela minha falta de habilidade técnica, nada consegui.”
Isso é quase inacreditável e demonstra nitidamente que está faltando muita coisa na Internet. Como um blog faz sucesso e o seu portal, nenhum portal, se interessa por isso e não transforma o seu desempenho ainda amadorístico em mídia de alcance comercial, credenciado profissionalmente ?
Vamos em frente. Homero, incomodado e esperançoso, afirma que estamos apenas no comecinho da “Grande Revolução”. E, quem viver, verá.
O Blog HOMERO FONSECA é link deste JORNAL DO JUAREIZ e pode ser acessado no Blogroll à direita da página.
JUAREIZ CORREYA
Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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06/08/2009 - 15:58
O cantor e compositor pernambucano Paulo Diniz, há muito tempo vivendo no Rio de Janeiro, resolveu voltar para o Recife, no final dos anos 70 do século passado, quando nos encontramos e nos tornamos parceiros de algumas canções. Visitamos, certo dia, uma rádio recifense e, durante uma entrevista, em dado momento, o entrevistrador lhe perguntou como andavam os novos trabalhos, quem eram os seus novos parceiros, etc. Ele me apresentou como um novo parceiro, procurando ressaltar o meu valor de letrista novo, jovem, de voz forte… Samir Abou Hana, o entrevistador, então, me pediu para falar. Eu disse :
– Bem, Samir…
E a rádio saiu do ar, na hora, com um barulho assustador. Depois de 2 minutos o sinal voltou ao estúdio. Paulo não deixou por menos :
– Eu não disse, Samir, que a voz dele era forte ?!
JUAREIZ CORREYA
Autor: panamericanordestal@ig.com.br - Categoria(s): Sem categoria
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